O Estado do País

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... Mas também fiquei muito contente por a ASAE existir quando estes descobriram que um restaurante que eu frequentava "reutilizava" pedaços de marisco meio-comidos pelos clientes para fabricar o molho para o arroz de marisco que eu tanto gostava... E pelo país fora devem haver muitos mais exemplos, não vejo o que isto tem a ver com a PIDE.

Ora aí está! Sr. User DavidSF é que as visitas relâmpago da ASAE acabaram com centenas de situações destas. Também não me ralo de almoçar aqui no pequeno restaurante de Lisboa onde a cozinheira (geralmente a dona da casa ou a mulher do dono da casa) faz as suas delicias usando colher de pau. Todavia, aquela coisa da ginginha da Baixa Lisboeta em copos de vidro grosso todos lavados na mesma água do alguidar é coisa do sec. XIX. Agora a globalização também globalizou as bacterias. Não é que se seja maniaca da limpeza e ache que a cozinha deve ser como uma sala de cirurgia mas há um minimo que se exige quando os utilizadores são às centenas de milhar.
Mas bem, tudo se quer na sua medida. Nada de exageros :)
 
Acompanhei de longe esse acontecimento, num país onde o 1º de Maio é um comum dia de trabalho, e achei brilhante.
Tenho de lhe tirar o chapéu!

E quanto ao texto, demonstra exactamente aquilo que eu penso.

Há famílias que com esta promoção pouparam quase o suficiente para pagar a renda da casa este mês! Não é isso fantástico?
E chamam-lhes zombies? Por amor de Deus! ...

Temos de desconstruir o problema e olhar ambos os lados, no papel de consumidor foi ótimo, eu teria feito o mesmo. Mas no ângulo económico pode ter sido um presente envenenado, imaginem algumas pequenas e médias empresas distribuidoras de produtos alimentares, provavelmente ficarão pior, pequenos empresários, e colaboradores podem ficar em situação fragilizada. Eu já trabalhei num fornecedor de uma grande superficie, não imaginam a pressão enorme e rapeis necessários para continuar a fornecer a essa superficies, ou seja a economia em si não se limita apenas aos consumidores, há muito mais do que isso. tem de ser uma análise completa.

Não poderemos analisar esta questão do ponto de vista ideológico, por ser dia do trabalhador ou dia do consumo ou outra coisa, mas sim de uma forma abrangente.
:thumbsup:
 
Mais devagar que parece que a comida tinha bicho...

«A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, organismo que detém as funções de inspecção económica em Portugal, encontrou indícios de venda abaixo do preço de custo, prática ilítica à luza da lei da concorrência no País, na campanha de promoção realizada pelo Pingo Doce no dia 1 de Maio, avançou hoje a Antena 1.

A notícia dá conta que os inspectores da ASAE estão a ultimar um processo contra o grupo alimentar, num auto que deverá seguir já amanhã para a Autoridade da Concorrência, a quem cabe a instrução do processo e a aplicação das multas. “Das centenas de facturas fiscalizadas, há dezenas de produtos que foram vendidos abaixo do preço de custo”, garante a Antena Um, citando fonte da investigação. De acordo com a mesma há “três casos flagrantes”: arroz, óleo e whisky.

A acção da cadeia de retalho do grupo Jerónimo Martins, recorde-se, visava um corte de 50% no custo final de compras acima de 100 euros nas 369 lojas Pingo Doce, em todos os artigos que não fossem combustível, têxteis, electrodomésticos ou da área de bem-estar (medicamentos não sujeitos a receita médica).

A JM, em resposta às perguntas colocadas, afastou no dia 2 de Maio qualquer ilicitude da parte do segundo maior grupo de distribuição em Portugal: “não houve dumping”, respondeu então fonte oficial num email enviado às redacções.»

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554655
 
Mais devagar que parece que a comida tinha bicho...

«A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, organismo que detém as funções de inspecção económica em Portugal, encontrou indícios de venda abaixo do preço de custo, prática ilítica à luza da lei da concorrência no País, na campanha de promoção realizada pelo Pingo Doce no dia 1 de Maio, avançou hoje a Antena 1.

A notícia dá conta que os inspectores da ASAE estão a ultimar um processo contra o grupo alimentar, num auto que deverá seguir já amanhã para a Autoridade da Concorrência, a quem cabe a instrução do processo e a aplicação das multas. “Das centenas de facturas fiscalizadas, há dezenas de produtos que foram vendidos abaixo do preço de custo”, garante a Antena Um, citando fonte da investigação. De acordo com a mesma há “três casos flagrantes”: arroz, óleo e whisky.

A acção da cadeia de retalho do grupo Jerónimo Martins, recorde-se, visava um corte de 50% no custo final de compras acima de 100 euros nas 369 lojas Pingo Doce, em todos os artigos que não fossem combustível, têxteis, electrodomésticos ou da área de bem-estar (medicamentos não sujeitos a receita médica).

A JM, em resposta às perguntas colocadas, afastou no dia 2 de Maio qualquer ilicitude da parte do segundo maior grupo de distribuição em Portugal: “não houve dumping”, respondeu então fonte oficial num email enviado às redacções.»

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554655

Deixem-me fazer desde já um grande elogio. Que velocidade de actuação impressionante, fosse assim com aquelas acções que de facto constituem crime, e viveríamos num país bem melhor. Já a Maria Papoila dizia que a ASAE realiza visitas relâmpago, agora investigações relâmpago são grande novidade.

Portanto, ficamos todos à espera que a ASAE visite como um relâmpago, locais onde se praticam descontos ilegais, como sendo o IKEA entre 7 e 13 de maio, a feira do livro, a Ryanair,...

Tenho uma proposta que vai certamente agradar a quase todos: à ASAE, à ministra Cristas, aos partidos da esquerda, a todos os que ajudam a engordar o já obeso mórbido Estado, e até à Jerónimo Martins: colocar todos os produtos à venda a 150% do preço habitual de venda. Duvido que seja ilegal, e aposto que não haverá nenhuma concentração de "zombies" à porta das superfícies comerciais.
 
(...) Se realmente existir pudor e preocupação sobre 'dumpings' e problemas de exploração do trabalho humano então precisamos de rever muito mais que o Pingo Doce. Precisamos de não permitir que se consumam produtos indianos e chineses, feitos a partir de exploração de mão de obra infantil, ou que empresários chineses controlem a EDP, quando nas suas terras os direitos, liberdades e garantias não são de forma alguma respeitados. Precisamos de rever também como pudémos vender o país, a preço de saldos, à Troika, e sempre em dias de feriado importantes, como por exemplo o do dia 10 de Junho! A ASAE devia verificar 'dumpings' e ilegalidades nesta matéria também.

Mias em: http://expresso.sapo.pt/sim-sou-trabalhadora-sim-tambem-fui-ao-pingo-doce=f723400#ixzz1trn3ux6b
 
Se realmente existir pudor e preocupação sobre 'dumpings' ...Precisamos de não permitir que se consumam produtos indianos e chineses, feitos a partir de exploração de mão de obra infantil, ou que empresários chineses controlem a EDP, quando nas suas terras os direitos, liberdades e garantias não são de forma alguma respeitados.


Bom dia,
Sim isto é verdade. Aliás só poderemos competir com a Ásia quando p.ex. a China começar a introduzir leis do trabalho que protejam aqueles infelizes que trabalham 14h por dia por uma malga de arroz :( Mas a culpa é nossa pois passámos as nossas fábricas para lá fingindo ignorar a existencia desse trabalho escravo que tão sérias consequências está a trazer à Europa (v.g. desemprego). Anteriormente faziam produtos de baixa qualidade e nós (Europa) alta tecnologia mas agora já não é assim como todos sabemos. Acho que nos vamos ver gregos (literalmente) para continuar a arranjar emprego (sobretudo se formos qualificados).

Mas bem, vem aí um dia destes o Verão :) tentemos comprar sandálias e toalhas de praia feitas em Portugal. Não esquecer a lancheira pois no bar da praia só vai dar mesmo para o gelado ou 1 imperialzinha e ponto final.
 
eu fui lá
foi na Sertã
cheguei por volta das 9.30 já não havia carrinhos mas ainda consegui "cestos"
Peguei na minha listinha e toca de meter os produtos .
Aprovetei para comprar uma cartuxa , um esporão e uma 2 quintas (tudo tintos) e um wisky 12 anos.Há algum tempo que andava para comprar mas ainda não tinha tido coragem...
Total da factura 230€
Pagamento efectivo 118 € (trouxe um artigo que não estava em promoção)

agora pergunto
Sou zombie?
poupei 110 € nas compras que habitualmente faço

Esses moralistas de esquerda que estejam caladinhos e que não saiam da toca onde andam há 100 anos

Venham mas é mais campanhas destas

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O socialismo de mercado do Pingo Doce e a hipocrisia política
João Lemos Esteves (www.expresso.pt)
8:02 Sexta feira, 4 de maio de 2012
36 1


1. Finalmente, travou-se uma discussão ideológica em Portugal. Num país dominado - no plano económico, social e informativo - pelo FMI, pela crise, pelo memorando de entendimento e austeridade, mais austeridade, mais austeridade, que refrescante foi esta celeuma provocada pelo desconto de 50% do Pingo Doce! Há muito tempo que não constatávamos tamanha divergência de pensamento entre a esquerda e a direita. No que respeita às finanças públicas, à economia, ao emprego, ao futuro dos jovens portugueses, a esquerda anti-democrática tem sido incompetente apática; a direita tem-se acomodado, impotente, esperando para ver o que resulta da aplicação cega da receita do FMI. Mas quanto ao Pingo Doce...opá! Fazer-se um desconto de 50% no dia 1 de Maio? O mundo está louco? Não pode ser, dizem os sacerdotes da esquerda e os prosélitos da direita: os primeiros, foram logo pesquisar, ler atentamente, memorizar o "Manifesto Partido Comunista" de Karl Marx e de Engels para apurar qual seria a opinião do ilustre pensador (ámen!) sobre o desconto chocante do Pingo Doce; os segundos (da direita) passaram logo a citar o "Caminho para a Servidão" de Friedrich Hayek para defender que a liberdade de iniciativa económica do Pingo Doce é ilimitada e que o mercado é tão generoso para os portugueses! Ah, que bom! Está encontrada a nova questão fracturante da sociedade portuguesa: os descontos do Pingo Doce. O Partido Comunista até parece que vai alterar o seu discurso e a sua filosofia: o novo materialismo dialéctico é entre o povo português, explorado pelo Pingo Doce porque faz promoções indecentes, e o "porco capitalista" do Pingo Doce que quer vender e ter lucro (ah, que chocante, meu Deus...ou, na linguagem comunista, meu marxinho!)


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-socialism...e-a-hipocrisia-politica=f723436#ixzz1ttAZ4fMh
 
- são roubados todos os dias pelas grandes empresas, paga luz, gás, gasolina a preso do ouro.

- supermercado faz promoção, pratica dumping :huh: Em três produtos.

é por isso que o pais não vai para a frente e faz-se 352510 artigos sobre o assunto

portugal :1143:
 
O 1º de maio não tem significado porque há uma enorme satisfação pelo poder discricionário que estes agentes capturaram. Imaginem o que acontecerá se a próxima promoção decorrer no dia das eleições nacionais.
 
Espero que façam campanhas destas todos os dias, dizimem completamente todas as outras superficies, mercados abastecedores, armazenistas, marcas próprias de pequenos fornecedores, que se estabeleça um oligópolio completo.

A seguir a isto continuem uma estratégia concertada por parte destas superficies em criar barreiras a entrada neste setor.

Mais tarde para comprar um kilo de arroz teremos apenas o pingo doce e continente, e custará tanto que teremos de hipotecar as calças.

Só se olha para a parte do consumidor, olhamos sempre para o nosso umbigo por isso a sociedade está como está...
 
Espero que façam campanhas destas todos os dias, dizimem completamente todas as outras superficies, mercados abastecedores, armazenistas, marcas próprias de pequenos fornecedores, que se estabeleça um oligópolio completo.

A seguir a isto continuem uma estratégia concertada por parte destas superficies em criar barreiras a entrada neste setor.

Mais tarde para comprar um kilo de arroz teremos apenas o pingo doce e continente, e custará tanto que teremos de hipotecar as calças.

Só se olha para a parte do consumidor, olhamos sempre para o nosso umbigo por isso a sociedade está como está...

E nesse instante, cria-se um novo nicho de mercado, vender arroz a preços mais baixos que as grandes superfícies, porque tal é possível. Criam-se novas empresas de distribuição, produção ou venda, e retomamos a livre concorrência e fecha-se o ciclo.

O 1º de maio não tem significado porque há uma enorme satisfação pelo poder discricionário que estes agentes capturaram. Imaginem o que acontecerá se a próxima promoção decorrer no dia das eleições nacionais.

As urnas abrem às 7 e fecham às 19, provavelmente ninguém teria tempo em 12 horas para ir votar.
 
E nesse instante, cria-se um novo nicho de mercado, vender arroz a preços mais baixos que as grandes superfícies, porque tal é possível. Criam-se novas empresas de distribuição, produção ou venda, e retomamos a livre concorrência e fecha-se o ciclo.



As urnas abrem às 7 e fecham às 19, provavelmente ninguém teria tempo em 12 horas para ir votar.

Normalmente acontece que após instalado um monopólio o mercado não o consegue eliminar, até lá a " miragem" do almoço grátis como se diz em economia teve o preço de "banquete"
 
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