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Que bonito... e ainda dizem mal da Europa que 'impôe' leis, tipo socialismo.

ASAE detecta dumping no Pingo Doce​

A Autoridade Para a Segurança Alimentar detectou a prática de dumping em três produtos vendidos nos supermercados Pingo Doce, durante a campanha de descontos de 50% realidade a 1 de Maio.

link: http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=48472

Bruxelas: campanha do Pingo Doce não viola regras​

Bruxelas já se pronunciou sobre a campanha promocional que o Pingo Doce levou a cabo no passado dia 1 de maio. Para a Comissão Europeia, a campanha não parece configurar qualquer violação do ponto de vista da política comunitária de concorrência.

link: http://www.agenciafinanceira.iol.pt...-bruxelas-comissao-europeia/1346473-3851.html
 
Vejo aí muita gente a espumar de raiva contra o Pingo Doce. Acontece que Soares dos Santos foi um grande crítico de José Sócrates. E por isso, tal como Belmiro de Azevedo, e ao contrário de muita gente da Mota-Engil, Martifer, BES, BCP ou EDP, não é um empresário querido pela «Esquerda Moderna» e pela «Esquerda Caviar». E não sendo bem-vindo pela Esquerda, também não tem a simpatia da maior parte dos nossos jornalistas, que como se sabe, são quase todos simpatizantes dos socialismos modernos, das causas fracturantes, da rua, dos indignados e outras tretas acarinhadas pela Sinistra. O nosso jornalismo está todo enviesado para a Esquerda, e o problema tem décadas e vem do Estado Novo. E é grave, pois o poder da comunicação social na formatação da opinião pública é brutal.
 
É uma vergonha ter que ter vindo a troika pra mandar organizar o território.

Enquanto não existir um governo que não ceda aos interesses instalados, não vamos resolver muitos dos nossos problemas.

Este já se mostrou incapaz, mas tem o beneficio da dúvida devido à instabilidade económica que o país sofre actualmente.

Mas como já disse, este não é o momento de colocar em prática, mas sim de legislar, mas os países latinos têm esse defeito, não existe um rumo para décadas, mas sim para o mandato legislativo.
 
Isso acontece porque temos horários péssimos e uma grande desorganização!

Lá fora a maioria dos trabalhadores sai do trabalho às 15 ou 16 horas. Só há aulas de manhã, nos colégios e nas faculdades, ou até às 14 ou 15 horas. E não se trabalha ao fim-de-semana. Isso acontece para que as pessoas tenham tempo para os seus hobbies, ter um trabalho em part-time, ter tempo para a família.

Na minha faculdade, por exemplo, seria muito difícil colocar aulas apenas de manhã, no entanto teoricamente é possível. Primeiro seria quase impossível convencer todos os professores a isso, depois não haveria provavelmente instalações suficientes para esse tipo de organização. Mas como os alunos têm em média 4 a 5 horas de aulas por dia, toda a gente poderia entrar às 8 horas e sair às 12 ou 13 horas. Ficava a tarde livre para estudar ou para fazer outras coisas. Aumentaria a produtividade e isso teria reflexos no rendimento dos estudantes.

Muitos serviços públicos poderiam dar o exemplo, abrindo às oito horas, colocando apenas meia hora de almoço e encerrando às 15 ou 16 horas. Poderiam abrir ao Sábado de manhã, até ao meio-dia, para quem trabalha durante a semana.

Com esta organização de horários a maioria dos trabalhadores ficaria com 4 a 5 horas livres durante a tarde para consumir. E assim, o comércio poderia encerrar ao Domingo, feriados e Sábados pela tarde. Os trabalhadores teriam assim mais tempo para estar com a família!

Isto é tão verdade!

Eu na minha faculdade, tenho um dia que entro às 15h e saio às 19.30 e outro que entro às 13h e saio às 19h. Para não falar que tenho um que entro às 12 para sair às 13.30. Nunca percebi bem isto. E um dia que entro de às 9, só acabo às aulas às 19h. É isto que aumenta o rendimento e a produtividade? É isto que dá alguma vontade de estudar ou o que quer que seja?
 
As minhas contas triplicaram. Água, electricidade, gás, tudo somado está o triplo. Se os meus país não tivessem posses e não tivesse direito a bolsa não poderia ser estudante deslocado. Enquanto a EDP nos suga, acumula lucros recorde. Por cá, a História repete-se. Álvaro Cunha dizia que 100 ou 200 famílias durante o Estado Novo controlavam o país através de monopólios. Com o PREC, nacionalizaram-se as 14 empresas de electricidade que havia pelo país. Com as privatizações que vieram depois, nasceram monstros com monopólios como a EDP, a PT, a GALP... Pelos vistos, a democracia não resolveu ainda o problema da concentração de riqueza em Portugal. Somente um regime liberal e voltado para a mobilidade social poderá a longo prazo ajudar resolver os nossos problemas.


O Banco de Portugal (BdP) avisa no relatório anual que, apesar de um bom arranque, o sucesso do programa de ajustamento português pode ser deitado por terra pela resistência de lóbis e pela incapacidade do Governo lhes fazer frente, destacando a dificuldade de lidar com os casos em que poucos agentes muito poderosos fazem frente às reformas.
O Banco de Portugal (BdP) avisa no relatório anual que, apesar de um bom arranque, o sucesso do programa de ajustamento português pode ser deitado por terra pela resistência de lóbis e pela incapacidade do Governo lhes fazer frente, destacando a dificuldade de lidar com os casos em que poucos agentes muito poderosos fazem frente às reformas.

"Os riscos em torno da implementação do Programa permanecem significativos" avisa a instituição. Em termos internos, destaca a "resistência expectável de alguns agentes económicos à concretização do vasto conjunto de reformas previsto na área estrutural". As áreas que têm sido mais problemáticas são as rendas no sector da energia – tema que deverá ser central na próxima avaliação da troika – e o aumento da concorrência nos sectores não transacionáveis.

O BdP reconhece que a adopção de reformas estruturais é um caminho espinhoso e que pode exigir tempo até se conseguirem as melhores soluções. Mas avisa que se estas não forem implementadas, o esforço de ajustamento pode não dar resultados. "A concretização efectiva de reformas estruturais que aumentem o nível e o crescimento da produtividade no médio prazo deve assumir um papel proeminente", lê-se no relatório.

Reconhecendo as transformações implementadas no mercado de trabalho, o Banco de Portugal dá assim sinal sobre a importância do Executivo avançar de forma visível no mercado de produto, isto é, na garantia de maior concorrência e preços mais justos essencialmente nos sectores dos serviços e da energia.

Entre as dificuldades apontadas estão as "resistências à mudança por parte daqueles que beneficiam das rendas e distorções existentes. Estas resistências tendem a ser mais fortes quando as distorções concentram benefícios num grupo limitado de agentes, com capacidade de pressão social e política, e os custos estão dispersos pelo conjunto dos agentes económicos", avisa o Banco, que deixa um conselho: "As reformas em curso impõem por isso forte capacidade de negociação, podendo, em alguns casos, envolver o estabelecimento de períodos de transição e cláusulas de salvaguarda".


http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=556731&pn=1
 
As minhas contas triplicaram. Água, electricidade, gás, tudo somado está o triplo. Se os meus país não tivessem posses e não tivesse direito a bolsa não poderia ser estudante deslocado. ]

Pois é, aquilo que achas "abobinável" afinal ajuda-te, se fosse seguido o espirito neoliberalista que tanto adoras, não terias oportunidade de estudar. alguém pagará impostos que não estuda, mas que ajuda a suportar os teus estudos. É este espirito de solidariedade que desenvolveu as sociedades ocidentais, que hoje gozam de acesso a determinadas oportunidades e valências como educação, saúde para todos...
 
Pois é, aquilo que achas "abobinável" afinal ajuda-te, se fosse seguido o espirito neoliberalista que tanto adoras, não terias oportunidade de estudar. alguém pagará impostos que não estuda, mas que ajuda a suportar os teus estudos. É este espirito de solidariedade que desenvolveu as sociedades ocidentais, que hoje gozam de acesso a determinadas oportunidades e valências como educação, saúde para todos...

Num sistema mais liberal as famílias pagariam menos impostos.
 
A administração publica ao que parece perdeu cerca de 2800 funcionários.

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http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=557109
 
E pronto... O resultado de retirar dinheiro às pequenas e médias empresas e entregá-lo ao mercado de capitais chegou ao seu objectivo final.

Com o encerramento da Ensul Meci, se existir um problema semelhante ao do temporal da zona oeste de dezembro de 2009 em que seja necessário mobilizar pessoal para repor a rede eléctrica com urgência, os produtores e distribuidores de energia terão de contratar fora do país. Não serão as pequenas e descapitalizadas empresas locais que terão capacidade para o poder fazer.

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E pronto... O resultado de retirar dinheiro às pequenas e médias empresas e entregá-lo ao mercado de capitais chegou ao seu objectivo final.

Com o encerramento da Ensul Meci, se existir um problema semelhante ao do temporal da zona oeste de dezembro de 2009 em que seja necessário mobilizar pessoal para repor a rede eléctrica com urgência, os produtores e distribuidores de energia terão de contratar fora do país. Não serão as pequenas e descapitalizadas empresas locais que terão capacidade para o poder fazer.

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Portanto, a TEGAEL é a única empresa capaz de reparar linhas electricas em Portugal? Até porque acho que se houver outro problema semelhante a 2009 é culpa do governo, tal como o surto de gripe deste inverno.

Eu cá não sou de intrigas mas parece-me que é passar um atestado de estupidez aos técnicos da EDP/REN. Até porque a TEGAEL trabalhava na sua maioria com a PT.
 
Portanto, a TEGAEL é a única empresa capaz de reparar linhas electricas em Portugal? Até porque acho que se houver outro problema semelhante a 2009 é culpa do governo, tal como o surto de gripe deste inverno.

Eu cá não sou de intrigas mas parece-me que é passar um atestado de estupidez aos técnicos da EDP/REN. Até porque a TEGAEL trabalhava na sua maioria com a PT.

É cruzares a lista de empresas certificadas pela EDP para efectuarem serviços de manutenção com os nºs de telefone da lista. Depois vê quais as que ainda existem.
 
Na Grécia e na Espanha tem ocorrido corridas aos bancos para levantar o dinheiro. Isto como se sabe gera pânico e pode resultar no fecho dos bancos e com consequências desastrosas para a economia e para a calma social.

Mas, sabendo que o euro pode colapsar, ou Portugal pode ser expelido do euro (cenários possíveis), o que deve o vulgar cidadão fazer? Já se sabe que nem os bancos nem os governos são de confiança a garantir o nosso dinheiro, ou até no caso de este desvalorizar imenso.

Historicamente temos histórias diferentes para tirarmos conclusões. Temos o caso da Argentina como um exemplo de um colapso económico, em que o povo perdeu dinheiro e o valor deste, temos o caso da Alemanha nos anos 20 (em que houve total hiperinflação em que uma nota valia tanto como papel higiénico) e temos o caso da Islândia, em que houve corrida aos bancos mas a situação resolveu-se depois. Temos também o exemplo de um colapso total da Coreia do Norte nos anos 90.

Sendo assim, qual é a melhor estratégia para as nossas poupanças?

1) Deixá-lo estar no banco
2) Transferir para uma conta noutro país Europeu?
3) Levantá-lo e guardá-lo sob a forma de euros "debaixo do colchão"?
4) Transferir para fora da União Europeia, exemplo Suíça?
5) Investir em propriedades físicas (ex, uma casa, terreno, carro)?

Creio que de 1 a 5, cada opção é mais segura que a anterior.
Pessoalmente já fiz a opção 3 e a 4. Haverá realmente algum motivo para salvar poupanças no banco (além dos juros)?

Ninguém aconselha o Zé Povinho na possível situação de Portugal chegar ao ponto da Grécia. Então o que deve o Zé Povinho fazer com as suas poupanças para garantir que não as perde?
 
A economia portuguesa está até a ter um desempenho acima do esperado. As exportações estão a portar-se bem e a queda do PIB foi menos acentuada do que o previsto. Há dois grandes problemas neste momento, creio. Um é a questão das rendas exageradas pagas pelo Estado, à EDP, PPP's, fundações, etc. Outro é o desemprego. Mas se o sector privado continuar a portar-se bem o desemprego poderá cair paulatinamente ao longo dos próximos anos.

O euro só irá implodir por estupidez. No seu todo a Europa está melhor que o Reino Unido ou os EUA. Dentro de algumas décadas olharemos para o presente com outros olhos, e veremos o buraco em que fomos metidos pela ignorância dos nossos políticos.

Os EUA são neste momento o maior inimigo da Europa e tudo farão para destruir o euro. A Europa só cairá na ratoeira se quiser, mas como se sabe, a estupidez humana não tem limites.
 
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