O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Pedro Passos Coelho diz que só há margem para cortar na Educação e na Saúde. Olhando para o que sucedeu nos últimos dias creio que não há muito mais a dizer sobre a personalidade do nosso Primeiro Ministro. Salto há vista de quem tem um QI aceitável que estamos em apuros. Relvas tem ainda pior currículo «académico» que Sócrates, e tal como aquele, ao que parece, «enganou-se» no passado quanto às suas qualificações. Mais, Relvas tem fortuna de origem desconhecida, entre negócios com Angola, Cabo Verde ou Brasil.

Se só há a cortar na Saúde ou na Educação que se venda já parte do SNS e das escolas a certos grupos privados avessos ao risco, que depois do fim do cimento procuram novas fontes de rentabilidade garantida com regulação estatal e sem os riscos e as dores de cabeça que a concorrência internacional poderia impor. Os Salgados e afins já devem esfregar as mãos de alegria.


O acórdão do Tribunal Constitucional sobre a inconstitucionalidade dos cortes dos subsídios de férias e de natal a apenas um segmento dos trabalhadores por conta de outros - os funcionários públicos - gerou já mais "doutrina" barata do que jurisprudência propriamente dita. Era previsível apesar da "originalidade" da aplicação no tempo da decisão. Todavia, há uma leitura do acórdão - até os acórdãos podem ser lidos como um exercício de crítica literária, aquele que procura tornar estranho o familiar - que é mais plausível porque mais exigente. Não são os funcionários públicos (uma ampla categoria profissional que vai da magistratura, aos professores universitários, aos médicos ou aos coveiros dos cemitérios) que constituem o "Estado" em exclusivo.
Pelo contrário, o peso dos vencimentos daqueles no "bolo" da despesa pública é incomparável com o que os contribuintes (e os funcionários públicos também são contribuintes como quaisquer outros) pagam para sustentar um sector empresarial do mesmo Estado, as rendas derivadas de contratos leoninos provenientes, ou não, de parcerias público-privadas, fundações, risíveis institutos públicos, fornecimentos de serviços externos quando o Estado tem internamente gente habilitada para os produzir (v.g. pareceres, auditorias, estudos) ou um património imobiliário ou um parque automóvel mal geridos. Reduzir, por exemplo, o sector empresarial do Estado a danças grotescas de entradas, saídas e manutenções de gestores em que nem as entradas, nem as saídas e, muito menos, as manutenções dão qualquer garantia de maior eficácia e eficiência no uso dos dinheiros públicos, é parafrasear simplesmente o acórdão. Aprende-se no direito que "quem pode o mais pode o menos". O que não se aprende é que quem não pode o menos, pode o mais. O que aí vem já não passa só pelas folhas secas da contabilidade. Ou passa pela política, ou então não passa.


http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/
 
Os meus pais acordam às 6, saem por vezes às dez da noite, e não têm nenhum fim-de-semana sem trabalho desde 2004 ou 2005. Nunca souberam o que era tirar 15 dias ou 1 mês de férias. Tal como os meus pais por todo o país há milhares de proprietários de PME's na mesma situação, donos de fábricas, farmácias, hotéis, restaurantes, clínicas, padarias, lojas, etc. Os meus pais fazem parte da minoria que sustenta todo o país e são tratados por muita gente como patrões fascistas, são odiados apenas por serem... patrões. Não há qualquer valorização social. Nunca tiveram direito a ADSE's e outras regalias, e quando querem uma consulta limitam-se a ir ao privado e a pagar tudo por inteiro, quando querem um bilhete de comboio pagam sem desconto, se precisarem de dormir fora não têm direito a hotéis com descontos especiais por serem funcionários do sector público. Não têm direito a nada nem nunca sequer pediram, e ainda fazem parte de uma minoria silenciosa que sustenta Portugal.

O meu pai despediu-se há uns 10meses duma empresa de contabilidade, onde trabalhava há 20anos, depois de o patrão ter estado em coma por semanas e ele ter aguentado 40clientes só com mais um colega, e não recebia há 3 meses. Entretanto montou um supermercado que gere por conta própria, e pois bem, desde lá não há jantar antes das 22h, um pequeno almoço em família, uma hora para fazer o que quer que seja, fins de semana sem trabalho, etc. Está a receber o ordenado mínimo para que possa pagar aos 2 funcionário, e isso não se reconhece.

As pessoas pensam: ah e tal, é patrão, é porque pode! Não! É patrão porque teve iniciativa e vontade de mais e melhor, mesmo em situações adversas. E o Estado não ajuda nem num tostão. :mad:
 
O meu pai despediu-se há uns 10meses duma empresa de contabilidade, onde trabalhava há 20anos, depois de o patrão ter estado em coma por semanas e ele ter aguentado 40clientes só com mais um colega, e não recebia há 3 meses. Entretanto montou um supermercado que gere por conta própria, e pois bem, desde lá não há jantar antes das 22h, um pequeno almoço em família, uma hora para fazer o que quer que seja, fins de semana sem trabalho, etc. Está a receber o ordenado mínimo para que possa pagar aos 2 funcionário, e isso não se reconhece.

As pessoas pensam: ah e tal, é patrão, é porque pode! Não! É patrão porque teve iniciativa e vontade de mais e melhor, mesmo em situações adversas. E o Estado não ajuda nem num tostão. :mad:

Está a tentar comparar os pequenos patrões, que muitas vezes trabalham mais que os seus empregados, com os grandes patrões, que muitas vezes não fazem nada?
 
Frederico e Pedro, admiro-vos por a muito trabalho das vossas famílias e muito pouco rendimento. Realmente é preciso ser-se forte para aguentar.

Mas para mim não dá.

Eu emigrei e não me arrependo, embora sinta saudades de Portugal e tristeza em ver o país a sofrer e a degradar-se.

Eu acho que o que eu vivo aqui, era o que toda a gente deveria ter. Porque é algo que só depende dos seres humanos. Em Portugal, eu acho que existe demasiado esforço; realmente não é algo muito agradável. Acho que é preciso defender os direitos a uma boa vida!

Trabalho 30 a 35 horas por semana, e posso sair mais cedo (se precisar de sair para ir ao supermercado que fica a 30km) sem haver qualquer problema. Tenho segurança social boa, a educação é gratuita (não há propinas na universidade por exemplo).

Mas tal como todos, desconto muitos impostos (40% cá) mas o salário é bom, cerca de 1000 euros limpos, que para quem leva uma vida simples já é bastante. E por curiosidade, certas despesas cá colocariam qualquer português na loucura, pois podem ser cerca de 4 a 5 vezes superior, por exemplo, arranjar coisas no carro. Portanto, ser simples é algo que necessariamente tem que fazer parte destes país que descontam muitos impostos.

Tenho os típicos 22 dias de férias por ano, montes de feriados (este ano até foi um exagero), mas por cá não existe nem subsídio de férias nem de Natal. Não creio que isso seja um problema.

Cá também não há muita rigidez a ver se alguém tira uns dias a mais ou a menos. Isso cá não existe, não há aquele sentimento de dar uma imagem de trabalhador e de esforço. Isso não existe, o ambiente é muito relaxado, cada um só se mete na sua vida, e a responsabilidade é uma coisa completamente natural.

Porém, o clima é agressivo, e a comida é toda importada, portanto nada de grande qualidade. As pessoas são calmas mas são mais frias. Mesmo assim, compensa estar aqui, quanto mais não seja pelo estímulo metereológico e vulcânico :)

O meu sonho é que em Portugal seja assim também um dia (a parte social, cultural e económica é claro). Pois é possível.
 
Entendo perfeitamente as lamúrias das pessoas que usam mais o coração do que a cabeça. Realmente basta pensar um pouco e entender que a actual crise nada tem a haver com os funcionários públicos (bodes expiatórios) mas sim com a banca privada. Infelizmente aqueles que apontam o dedo exigindo cortes de salários e outras regalias insignificantes existentes no sector público estão a dar um tiro pela culatra, uma vez que ao retirarem poder de compra aos funcionários públicos, estes retraem o consumo e contribuem directamente para o descalabro da produção das empresas privadas, uma vez que deixam de escoar a sua produção; logicamente, reduzir salários no sector público implica directamente o aumento da falência das empresas e subida generalizado do desemprego no sector privado. Portanto, trata-se de um ciclo vicioso.
Quem defende que seja o público a fazer sacrifícios mais não faz do que bater nas costas do PS/PSD e dar-lhes força para continuarem a arrastar o país para a miséria e o aumento do desemprego.
Por acaso já aqui alguém falou em responsabilizar a banca privada pela actual crise? Ai não? Pensem só nos ex-governantes que se passaram para os bancos privados depois de terem exercido cargos públicos (independentemente da sua cor partidária). Está na hora de começarem a pensarem nisso e deixem de colocar o publico contra o privado, porque aí só têm a perder; nivelar por baixo pode dar igual ao que aconteceu no ensino – andarem 12 anos à escola para não aprenderem a fazer nada de útil para a sociedade, a não ser exigirem o rendimento social de inserção.
Tenho dito.
 
A actual crise tem a ver com todos.

Os funcionários públicos têm salários demasiado elevados tendo em conta a nossa realidade económica. Além dos salários têm tido regalias que não lembram ao Pai Natal. Falo de militares, médicos, enfermeiros, professores universitários, maquinistas, motoristas, autarcas, gestores, etc. Há subsídios de alojamento para os juízes (mas não há para professores, médicos ou enfermeiros), há a ADSE até extendível a mulher e filhos, trabalham-se menos horas, não há despedimento, houve reformas antes dos 55 anos, enfim, a lista é interminável.

Os salários elevados do funcionalismo provocaram, por sua vez, a inflação de bens e serviços, que ficaram com preços muito elevados para o país que somos.

Agora o ajustamento em cima do joelho é duro, e nós ainda estamos muito, muito longe de viver com o que temos.
 
Frederico e Pedro, admiro-vos por a muito trabalho das vossas famílias e muito pouco rendimento. Realmente é preciso ser-se forte para aguentar.

Mas para mim não dá.

Eu emigrei e não me arrependo, embora sinta saudades de Portugal e tristeza em ver o país a sofrer e a degradar-se.

Eu acho que o que eu vivo aqui, era o que toda a gente deveria ter. Porque é algo que só depende dos seres humanos. Em Portugal, eu acho que existe demasiado esforço; realmente não é algo muito agradável. Acho que é preciso defender os direitos a uma boa vida!

Trabalho 30 a 35 horas por semana, e posso sair mais cedo (se precisar de sair para ir ao supermercado que fica a 30km) sem haver qualquer problema. Tenho segurança social boa, a educação é gratuita (não há propinas na universidade por exemplo).

Mas tal como todos, desconto muitos impostos (40% cá) mas o salário é bom, cerca de 1000 euros limpos, que para quem leva uma vida simples já é bastante. E por curiosidade, certas despesas cá colocariam qualquer português na loucura, pois podem ser cerca de 4 a 5 vezes superior, por exemplo, arranjar coisas no carro. Portanto, ser simples é algo que necessariamente tem que fazer parte destes país que descontam muitos impostos.

Tenho os típicos 22 dias de férias por ano, montes de feriados (este ano até foi um exagero), mas por cá não existe nem subsídio de férias nem de Natal. Não creio que isso seja um problema.

Cá também não há muita rigidez a ver se alguém tira uns dias a mais ou a menos. Isso cá não existe, não há aquele sentimento de dar uma imagem de trabalhador e de esforço. Isso não existe, o ambiente é muito relaxado, cada um só se mete na sua vida, e a responsabilidade é uma coisa completamente natural.

Porém, o clima é agressivo, e a comida é toda importada, portanto nada de grande qualidade. As pessoas são calmas mas são mais frias. Mesmo assim, compensa estar aqui, quanto mais não seja pelo estímulo metereológico e vulcânico :)

O meu sonho é que em Portugal seja assim também um dia (a parte social, cultural e económica é claro). Pois é possível.

Moras en una isla que fica lejos de todo, un bocado mas grande que Portugal y que ni llega a 300.000 personas. El alcalde de la camara municipal de Oporto tiene mas responsabilidades que el presidente de ese país.

Lo mas curioso de ese país para mí, es que es el país de Europa Occidental con mas alta tasa de natalidad, algo curioso.
 
http://expresso.sapo.pt/onde-a-solidao-mata=f737718

«Há pouco mais de nove meses, a Unidade Móvel de Saúde de Odemira percorreu pela primeira vez o caminho de terra que une o Monte Mal Pensado ao resto do mundo e encontrou Jacinto consumido por uma magreza extrema. Alto e apessoado como sempre fora, pesava apenas 39 quilos. Os técnicos providenciaram que o Lar mais próximo lhe garantisse o almoço e referenciaram o seu caso a Fabio Medina, psicólogo de "A Vida Vale", que desde então o visita regularmente. Essa simples presença veio aliviar o isolamento a que vivia remetido, separado dos únicos vizinhos por hectares de terra, sem meios de locomoção e com um telemóvel que, além de não saber usar, raras vezes acusa rede.

Jacinto Coelho era, aos olhos de Fabio Medina, um alvo obrigatório de atenção. Era um dos típicos idosos de Odemira, o maior concelho do país e um dos mais dispersos em termos populacionais, onde as pessoas, em especial os mais velhos, tiram a própria vida a um ritmo que quintuplica a média nacional (com 55,6 óbitos anuais por cada 100 mil habitantes face aos 10,32 do país) e supera largamente a europeia. E era, sobretudo, um morador da freguesia de Sabóia, que as estatísticas identificam como tendo a maior taxa de suicídios do mundo. O projecto "A Vida Vale", promovido pela Fundação Odemira, surgiu em 2011 para prevenir e tentar inverter esta realidade. Um ano de trabalho no terreno, porém, ensinou à equipa que suicídio é palavra a evitar por estas paragens.»

«Aníbal Margarido é dono de seis cabeças de gado. "Matar-se é o destino desta gente", afirma»

«Vidaul Santos tem quatro espingardas em casa, todas carregadas. Se se visse "atado de pés e mãos", admite que as usaria contra si próprio»

«"Ser isolado em Lisboa é uma coisa. Sê-lo num monte sem água nem luz, nem telefone, é outra completamente diferente" diz Cília Campos, socióloga e coordenadora de "A Vida Vale", projecto cotado na Bolsa de Valores Sociais. Porém, "muitos idosos queixam-se de estarem sós, mas não aceitam ir para o Lar. Não querem deixar as suas raízes. E alguns reclamam das condições de vida, mas poderiam estar melhor". São as contradições de um terreno de matemática inexacta, de hábitos arreigados e de aversão à mudança. Manuel Paulino é um destes casos. Cília conheceu-o numa volta pelos montes, em Vale Touriz: olhou para cima e viu um casebre que parecia abandonado. Ao subir o íngreme caminho de cabras até à entrada, encontrou o seu proprietário.

Este homem de 72 anos cansados, cego de uma vista, vive há oito neste lugar, a 33 km de Odemira. Tem um pequeno carro, que usa para visitar o filho e os netos, residentes em Portimão. Ele próprio trabalhou quatro décadas no Algarve (foi funcionário autárquico) até decidir voltar à zona onde nasceu e a este terreno herdado do pai, com uma casinha no cimo. Será preciso entrar na sua escuridão cerrada para entrever os contornos de uma ruína sem janelas, água e luz eléctrica, onde espessas teias de aranha pendem da telha vã e restos de lume jazem no chão de pedra. Vestígios de comida, beatas de cigarros e embalagens vazias convivem com os seus magros pertences.»

«Além do trabalho estatístico, a também chefe do departamento de psiquiatria do Hospital de Beja dá conta daquilo a que o Observatório chama de "perfil descritivo do suicida", apurado a partir de 172 casos analisados entre 2007 e 2010. Segundo as conclusões do perfil, 86,5% por cento dos que tiram a própria vida são do sexo masculino e 80% apresentam alguma perturbação mental, seja por factores genéticos, biológicos ou somáticos. "Muitos destes casos não recorrem ao serviço de psiquiatria ou têm muita dificuldade no acesso aos cuidados de saúde continuados", diz Isabel Santos.

Acrescem factores de ordem cultural - como a "baixa religiosidade das populações" - e social/territorial: "Este distrito é o mais extenso em área geográfica, possui uma grande dispersão da população e um difícil acesso aos transportes. Por outro lado, apesar da taxa de suicídios ser a mais alta do país e de haver uma elevada prevalência de doenças mentais, é o distrito com maior carência de psiquiatras em Portugal e o único que não tem internamento psiquiátrico."

Para Isabel Santos, "são claramente os idosos que se suicidam mais", havendo muitos casos de depressões não detectadas. E são, sobretudo, idosos em situação de isolamento "geográfico e afectivo". "O agravamento do cenário socioeconómico tende a aumentar o risco", conclui a psiquiatra, "tornando mais acentuados os sintomas de desesperança e de depressão".»

"Este homem de 72 anos cansados, cego de uma vista, vive há oito neste lugar, a 33 km de Odemira. Tem um pequeno carro, que usa para visitar o filho e os netos, residentes em Portimão. Ele próprio trabalhou quatro décadas no Algarve (foi funcionário autárquico) até decidir voltar à zona onde nasceu e a este terreno herdado do pai, com uma casinha no cimo."


REVISTA EXTRA (Argentina) - AÑO IV - Nº 35 - JUNIO 1968.

Extra: Hemos visto mujeres y hombres de larga edad torcidos, sobre los hermosos campos, en minifundios marcados por el tiempo. Sin asistencia técnica casi... ¿Es un problema económico, educacional?

Oliveira Salazar: Es un problema sentimental. Nacieron allí. Trabajaron así... Los estamos convenciendo de que acepten por lo menos las Cooperativas para unirse allí, adquirir maquinaria y cambiar el método. ¿Pero usted cree que a mí, realmente me puede halagar que la gente se sienta esclava de la tierra, encorvada por la vida...? Una vez yo tenía un campo similar al de un vecino. Igual dimensión, igual cultivo. Lo quise cambiar. Entonces él me contestó: “NO SEÑOR DOCTOR... Yo sé que es igual que el suyo... Pero aquí yo venía cuando tenía 8 años con mi abuelo y la cabra... No lo puedo trocar...”
 
De Relvas sabe-se que a experiência como ex-secretário de estado e até presidente do rancho folclórico serviram para arranjar 160 créditos numa universidade privada. Já antes tinha sido caloteiro na Lusíada de onde saiu sem pagar. É importante continuar a desfiar este novelo. Há mais gente entalada e queremos mais nomes mas para já é urgente encerrar a Lusófona.

http://www.publico.pt/Política/expe...lencias-a-relvas-tinha-escassos-meses-1553752
 
:lmao:

Entendo perfeitamente as lamúrias das pessoas que usam mais o coração do que a cabeça. Realmente basta pensar um pouco e entender que a actual crise nada tem a haver com os funcionários públicos (bodes expiatórios) mas sim com a banca privada.
(...)
Por acaso já aqui alguém falou em responsabilizar a banca privada pela actual crise? Ai não? Pensem só nos ex-governantes que se passaram para os bancos privados depois de terem exercido cargos públicos (independentemente da sua cor partidária). Está na hora de começarem a pensarem nisso e deixem de colocar o publico contra o privado, porque aí só têm a perder; nivelar por baixo pode dar igual ao que aconteceu no ensino – andarem 12 anos à escola para não aprenderem a fazer nada de útil para a sociedade, a não ser exigirem o rendimento social de inserção.
Tenho dito.

phpThumb.php


Está fixada mais uma marca histórica nos empréstimos contraídos pela banca portuguesa junto do Banco Central Europeu. Números divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal revelam que, no final de junho, as entidades bancárias que operam no país deviam mais de 60 mil milhões de euros à autoridade monetária europeia, ou seja, mais 1,8 mil milhões face ao montante do mês anterior.

Fonte: RTP Notícias

Quantos dias faltam para que a banca entre em bancarrota? Vem, Santana Lopes; estás perdoado pelo Jorge Sampaio, que te mandou para o desemprego quando tinhas a intenção de colocar a banca a pagar impostos. :lmao:
 
Não cabe na cova de um dente... os bancos já receberam 125 vezes mais do que isso...

Entretanto, Espanha vai subir o IVA, retirar produtos do IVA reduzido para o IVA intermédio e do IVA intermédio para o IVA máximo. Vai também retirar o subsídio de natal.

:angry::angry::angry:

Mas os políticos nao baixan o salario, nem os luxos de eles.
 
Em 15 anos duplicamos o produto. Acontece que como a maior parte das empresas foram privatizadas, o dinheiro gerado foi entregue aos acionistas e saiu do país muitas vezes sem pagar qualquer imposto...
 
Estado
Fechado para novas mensagens.