O Estado do País

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Só falta mesmo roubarem-nos a roupa também....
 
3 revisões de impostos (2 no rendimento e 1 no património), esperem pela cartinha do IMI que está a ter aumentos de 4000% e 5000%...

Mais horas trabalhadas pelo mesmo salário,

Menos apoios sociais...

Junho de 2011 já lá vai tão longe...


Engenharia civil levou um arraso e no geral só se salvaram as 2 universidades de lisboa, a de coimbra e a do porto porque o resto do país desapareceu... mas 1017 novos alunos em direito? :eek:

Agreste, esqueceste que nos cursos de educação básica entraram 775 alunos para serem professores. Quando já estão professores a mais, entrarem mais 775 devem ser masoquistas.
 
Não há que esconder a verdade. Na altura, com perspectiva de eleições, ele disse o que disse e na minha opinião (:rolleyes:) disse apenas aquilo que o povo português gosta, não aquilo que devia dizer.
Penso que, após a investidura como primeiro-ministro, assumiu o cargo e passou a dizer e fazer o que deve\acha que tem de ser feito.
Não tudo bem, não 100% correcto, mas no essencial o que deve e deverá ser feito para corrigir erros passados e sustentar a economia real do país.

Isso deveria configurar fraude eleitoral, com perda de mandato. As pessoas votam num programa eleitoral, em ideias e em modelos de governação, e se alguém diz que vai fazer uma coisa, tinha conhecimento da situação do país, pois Passos Coelho teve reuniões com a troika antes das eleições, e mesmo assim chega ao governo e faz o contrário, ou estamos perante alguém muito burro e impreparado para governar o país ou com um aldrabão. Qualquer das razões deveria causar a perda de mandato, é uma fraude eleitoral.

O problema é que neste momento a alternativa é ainda pior.
 
Isso deveria configurar fraude eleitoral, com perda de mandato...
O problema é que neste momento a alternativa é ainda pior.

Como eu concordo contigo...A mentira, o erro premeditado, a calúnia. Poderiam e deveriam ser usados para castigar os seus autores. Mas a justiça que temos, junto com a justiça do povo, leva-nos a ter aos comandos do país não quem deveria mas quem pode.
Continuo a dizer o mesmo: dizer uma coisa e fazer outra no mesmo momento, é muito pior do que aquilo que o Passos Coelho fez (condenável sem dúvida) - não é srs. Sócrates e sr. Seguro? Pois...

Os políticos tem uma profissão (ocupação profissionalizada por eles) para sustentar os seus interesses e interesses corporativistas. Nada de novo então...apenas que nenhum dos deputados do governo ou da oposição propuseram a efectiva redução dos seus vencimentos nesta época de crise - dali não virá o exemplo que precisamos!

E aqui coloca-se a alternativa: aqueles que não fazem tudo bem, mas que fazem muito do que é necessário ser feito ou então aqueles que querem continuar com as políticas populistas que nos levaram a esta triste era que vivemos. A escolha não é fácil, será sempre a escolha do mal menor...e mal por mal prefiro estes que lá estão.
 
Sobre a qualidade dos nossos políticos:

Um curso com saída
Em vez de frequentar licenciaturas inúteis ou de fingir que frequentam licenciaturas inúteis, os jovens pragmáticos vão directamente ao assunto e inscrevem-se na Universidade de Verão do PSD. À superfície, a brincadeira não diverge muito dos acampamentos do Bloco de Esquerda, tirando as tendas, a iconografia "revolucionária", o haxixe consumido pelos participantes e o estado geral de alucinação da maioria dos oradores. No fundo, porém, ambas as iniciativas visam o mesmo: produzir políticos de carreira. É verdade que o grau de implantação do PSD e a rotatividade das respectivas direcções auguram uma carreira mais promissora do que a rígida pequenez do Bloco, mas o ponto não é esse.
O ponto é a existência de centenas (ou milhares?) de meninos e de meninas capazes de trocar os prazeres da idade e da estação por uma semana de clausura, a ouvir oradores de gabarito diverso, a estabelecer os contactos "certos" e, sobretudo, a preparar o seu futuro. Não importa muito se o fazem por fanatismo ideológico ou cinismo: o facto é que o fazem, e isso só nos deve angustiar.
Não sou de mitificar as lideranças políticas já reformadas, que à distância parecem sempre melhores do que na realidade foram. Em contrapartida, não me custa nada lamentar a monumental pelintrice das lideranças actualmente em funções. Mal por mal, antigamente ainda passava pelas cúpulas partidárias o ocasional portador de um percurso profissional realmente exterior aos partidos e à influência dos partidos. Hoje, não. Se retirarmos a política aos políticos de agora, ficamos com uma multidão de rematadas e disciplinadas nulidades sem serventia no mundo real excepto, talvez, no sector da arrumação de automóveis.
Dizer que o problema do país são os maus políticos é tão redundante quanto sugerir que Haydn tinha jeito para a música: os políticos são maus porque nunca souberam ser outra coisa, sobretudo uma coisa sujeita a responsabilidades e que tomasse decisões sem envolver o dinheiro alheio. É por isso que, na sua franqueza, as universidades (e os acampamentos) de Verão chocam um bocadinho, embora um bocadinho menos do que a disseminada ilusão de que compete a essa gente aperfeiçoar as nossas vidas. Contas feitas, a única aptidão de tais espécimes é a criação de emprego: o deles.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
Eu não vejo mais nenhuma força política capaz de levar o país a bom porto. O PS teve lá tempo demais, gastou o que tinha e o que não tinha. Acham se o PS fosse para o governo vinha aí o mar de rosas e tudo era perfeito. O PS devia era estar calado e não abrir o bico, por culpa dele estamos nesta situação.

O PS endividou o país até aos ossos e ainda bem que saíram de lá. Senão iam gastar o dinheiro com um novo aeroporto, um TGV. Eles fizeram um aeroporto em Beja que só aterra lá os pardais. Fizeram as SCUT's como fosse tudo à grande e à francesa. O PS levou por 3 vezes o país à troika, agora se calhar vão votar contra o orçamento, para ver se os portugueses vão tipo carneirada atrás deles.

Já repararam que o Hollande também prometia mundos e fundos à França, e que o Seguro tanto gritava para o ar que o Hollande vinha mudar a Europa. Mudar a Europa não sei, mas que a França vai levar com austeridade em cima ai isso vai. :intrigante:
 
Os dois principais partidos do poder estão muito reféns das máquinas partidárias locais e dos seus interesses, talvez agora mais que nunca, com o PSD no Governo.

Muitos professores universitários estão ligados às máquinas partidárias, fazem parte do PS e do PSD. Depois há os interesses dos autarcas e de estruturas partidárias locais, que temem perder votos se houver encerramentos. Muitos boys e girls dos partidos poderão ir para o desemprego se houver uma reforma a sério do superior.

Encerrar cursos sem saídas para o mercado de trabalho e concentrar cursos em Lisboa, Coimbra, Porto ou Braga para poupar recursos será uma medida que terá forte oposição das máquinas partidárias. Só um Marquês de Pombal :lmao:
 
Os dois principais partidos do poder estão muito reféns das máquinas partidárias locais e dos seus interesses, talvez agora mais que nunca, com o PSD no Governo.

Muitos professores universitários estão ligados às máquinas partidárias, fazem parte do PS e do PSD. Depois há os interesses dos autarcas e de estruturas partidárias locais, que temem perder votos se houver encerramentos. Muitos boys e girls dos partidos poderão ir para o desemprego se houver uma reforma a sério do superior.

Encerrar cursos sem saídas para o mercado de trabalho e concentrar cursos em Lisboa, Coimbra, Porto ou Braga para poupar recursos será uma medida que terá forte oposição das máquinas partidárias. Só um Marquês de Pombal :lmao:

Sabes que isso é perfeitamente demagógico. Concentrar universidades é o mesmo que concentrar escalões do IRS. Todos vão passar a pagar mais e muitos não vão conseguir pagar. Se existem pessoas nos lugares por simpatia partidária, essas pessoas devem ser substituídas.

Chegados a este impasse, aquilo que o PS deve fazer é clarificar a sua posição. Se pretende sair do programa da troika para voltar a entrar e continuar o programa financeiro ou se pretende sair do programa da troika e encetar um programa radicalmente diferente com os trabalhadores e com os pequenos empresários.
 
Agreste fica muito barato ao Estado pagar 3 ou 4 cursos com 100 ou 150 vagas cada do que dez com uma média de 30 ou 40 vagas cada. Não somos ricos para ter alternativas. Têm de se encontrar sim alternativas para os estudantes se financiarem e pagarem os seus estudos, como a reintrodução da época de Setembro, aulas apenas de manhã, mais horários pós-laborais, legislação mais liberal para o trabalho em part-time, alteração do sistema de justificação de faltas no Superior, dar trabalho a estudantes dentro das próprias Universidades (refeitórios, biblioteca, bares), organizar workshops sobre gestão de tempo e de finanças pessoais. Nos países ricos as coisas funcionam assim, por cá não.
 
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E Agreste, tirando a despesa da deslocação, um aluno de Aljezur ou de Monte Gordo paga o mesmo estando a estudar em Lisboa ou em Faro... os preços do alojamento não diferem muito.
 
Boas,

Existem uma quantidade enorme de cursos que hoje dadas as tecnologias de informação se poderiam lecionar unicamente no regime de e-learning.

Existem muitos bons exemplos internacionalmente e com universidades muito bem cotadas no ranking com o ensino a distância. Aqui em Portugal penso que o trabalho da Universidade Aberta com 12000 alunos pode ser valorizado e incentivado. Basta verificar o rácio do preço ao estado por aluno e o orçamento dessa universidade para perceber que é bastante rentável.

Em cursos teóricos como filosofias, matemáticas, ciencias sociais, história, estudos europeus, etc etc o regime e-learning é ótimo, ainda por cima proporciona uma interactividade com o aluno muito bom segundo vários testemunhos. havard e oxford vão criar cursos de ensino à distância.

Este tipo de ensino pode chegar a milhões, com custos reduzidos.

Coisas negativas: Uma data de desempregados, pois este ensino funciona com escalas maiores por professor.
 
Ninguém daria emprego a alguém que tenha apenas um curso e-learning..

São cursos ideais enquanto formação complementar, ou para reciclagem de formações/cursos anteriores.

Como é que iam acreditar/controlar quem faz o curso? Punha-me já aí a ganhar dinheiro em casa, a sacar cursos e-learning destinados a outras pessoas!

Esses cursos e-learning, com um mínimo de credibilidade são de acesso limitado, por exemplo no horário de trabalho e identificado através do login, só assim é minimamente controlado, e mesmo assim ainda os colegas podiam ajudar ou guardar printscreens dos testes..
 
Ninguém daria emprego a alguém que tenha apenas um curso e-learning..

São cursos ideais enquanto formação complementar, ou para reciclagem de formações/cursos anteriores.

Como é que iam acreditar/controlar quem faz o curso? Punha-me já aí a ganhar dinheiro em casa, a sacar cursos e-learning destinados a outras pessoas!

Esses cursos e-learning, com um mínimo de credibilidade são de acesso limitado, por exemplo no horário de trabalho e identificado através do login, só assim é minimamente controlado, e mesmo assim ainda os colegas podiam ajudar ou guardar printscreens dos testes..

Paulo

Existe ai uma qualquer confusão, pode consultar o site da Universidade Aberta e verá que já leciona umas quantas licenciaturas, mestrados e doutoramentos, o e-learning apenas serve para lecionar aulas e materiais didacticos. Posteriormente existem provas de avaliação presenciais cuja aprovação é nacessária. Todas as provas e cursos têm certificação de qualidade e também certificação pelo Ministério do Ensino e Tecnologia. Este tipo de ensino não é novidade, em Portugal existe desde os anos 80 em que as aulas eram pela televisão e em todos os países existe uma modalidade destas. Só a titulo de curiosidade a Open University tem dezenas de milhares de alunos. As licenciaturas são válidas como quaisqueres outras. A dificuldade em determinados casos até é maior.

Verifique mais em www.uab.pt ou google forum UAB onde poderá verificar alguns testemunhos, também pode consultar mais informaçao na UNED espanhola, ou open University Inglesa. Verá do que falo...
 
Paulo

Existe ai uma qualquer confusão, pode consultar o site da Universidade Aberta e verá que já leciona umas quantas licenciaturas, mestrados e doutoramentos, o e-learning apenas serve para lecionar aulas e materiais didacticos. Posteriormente existem provas de avaliação presenciais cuja aprovação é nacessária. Todas as provas e cursos têm certificação de qualidade e também certificação pelo Ministério do Ensino e Tecnologia. Este tipo de ensino não é novidade, em Portugal existe desde os anos 80 em que as aulas eram pela televisão e em todos os países existe uma modalidade destas. Só a titulo de curiosidade a Open University tem dezenas de milhares de alunos. As licenciaturas são válidas como quaisqueres outras. A dificuldade em determinados casos até é maior.

Verifique mais em www.uab.pt ou google forum UAB onde poderá verificar alguns testemunhos, também pode consultar mais informaçao na UNED espanhola, ou open University Inglesa. Verá do que falo...

Desculpa Mago, compreendi mal..

É claro que concordo com o método! Agora compreendo que é apenas um de vários métodos de formação: expositivo, demonstrativo, etc..
Claro que um exame final irá atestar o nível de conhecimentos obtidos! O e-learning é uma ferramenta excelente para reciclagem de conhecimentos e nos manter atualizados. Já fiz vários cursos e-learning, embora em contexto profissional.

Desculpa a confusão.. :)
 
Estado
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