O Estado do País

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Até lá, a esquerda tem-se comportado nesta crise apenas como um bando de parasitas ideológicos .


Um pouco mais de nível na conversa por favor, caso não saiba, uma boa parte dos meus ideais estão conjugados pela esquerda.

Não tenho empréstimos, não pago qualquer crédito, pago impostos como trabalhador por conta de outrém e como independente, pago impostos sobre capital, rendas, IMI.

Já não falo dos impostos sobre o consumo, entre outros. Nunca recebi qualquer subsidio ou pensão do estado tirando algum retorno de IRS.

Felizmente, nunca fui grandes vezes ao médico, a única que fui por outras razões fui a um privado e paguei tudo na integridade.

Paguei bem mais ao estado do que ele me deu de certeza. Não sou parasita, não vamos entrar nas idiotices do Miguel Macedo.

Cuidado com os adjectivos, para se andar a descer de nível, também o saberei fazer. Com certeza não ouviste aqui ninguém apelidar de fascisoides ou parasitoides aos da direita ou outros. Não vamos tornar isto na chafarica da aldeia.

PS: provavelmente eu e outros contribuintes de esquerda têm um super-avit contribuitivo maior que muitos pseudo-liberais
 
Caro Mago, tenho 40 anos e nunca na minha vida consegui entender os ideais de esquerda.
E não devo ser o único. Diga-me por favor algum pais comunista onde as pessoas vivam felizes e a sociedade funcione.
O que vejo em Portugal é o braço "armado" do PCP, a SGTP, a tentar semear o caos e defender com os seus cartazes estilizados trabalhadores de cabeça perdida em empresas já há muito falidas.
Esta concentração organizada e paga pela ala esquerda, 600 autocarros...parece-me pouco espontânea. É ruído para descoordenar e confundir o povo.
Isto de correr com a Troika é de uma estupidez como nunca vi, e incitar as pessoas a pensarem assim é de uma irresponsabilidade, egoísmo e inconsequência acima de tudo o que vi até hoje.
Só mesmo num pais como o nosso, permissivo e apático existe tolerância para este tipo de gente.
Soluções e propostas nunca aparecem desse lado porque a esquerda nunca foi, não é e nunca será governo de coisa nenhuma.
Semeiam desgraça e desinformam. Esta estudado também que as pessoas com ideais de esquerda são as que menos vontade de trabalhar...
 
Esta concentração organizada e paga pela ala esquerda, 600 autocarros...parece-me pouco espontânea. É ruído para descoordenar e confundir o povo.

Preciso de contraditório aqui... quero uma concentração de 600 autocarros (ou o que seja) organizada e paga com dinheiro da própria organização liberal... Eu sei...

"We are the 47% of the people who are dependent upon government, who believe that we are victims, who believe the government has a responsibility to care of us, who believe that we are entitled to health care, to food, to housing, to you-name-it. Tha’s an entitlement. And the government should give it to us. And we will vote for this no matter what… We are the people who pay no income tax…The job is not to worry about us. Never convince us that we should take personal responsibility and care for our lives."...

A esquerda semeia a desgraça e desinforma...

Vamos todos acabar em Mauthausen...

Livro do Êxodo 10:21-29

21 E o Senhor disse a Moisés: "Ergue as tuas mãos para o céu e toda a escuridão tomará conta do Egipto"...

22 E Moisés assim fez, ergueu as mãos para o céu e uma escuridão imensa tomou conta de todas as terras do Egipto por 3 dias...

23 E eles deixaram de se poder ver uns aos outros por 3 dias mas as crianças de Israel tinham luz em suas casas e podiam ver-se apesar de toda a escuridão...


martinjohntheseventhpla.jpg

(John Martin - 1823)

Há anos que não entro numa igreja nas manhãs de domingo. Noto que o rebanho se está a tresmalhar... digo eu, que também vi a escuridão por mais do que 3 dias...

 
Editado por um moderador:
mmmmm.....

República Popular da China (desde 1949); Partido Comunista Chinês
República de Cuba (Revolução Cubana em 1959, estado socialista declarado em 1961); Partido Comunista de Cuba
República Socialista do Vietnã (desde 1976); Partido Comunista do Vietnã
República Democrática Popular da Coreia;
República Democrática Popular de Laos; Partido Popular Revolucionário do Laos

Tirando a China que é o pais comunista mais capitalista do mundo, todos os outros são lugares paradisíacos.

http://1.bp.blogspot.com/-MAITU6w8J64/TvEVFqjjcoI/AAAAAAAACFs/G3hOfdOmJYE/s1600/desfile%2Bmilitar.jpg

Se isto não é desgraça?!
Até me lembro de ver as andorinhas a chorar pela partida do grande líder, ora se isso não é desinformação é pelo menos uma grande histeria colectiva forçada.

A outra também dizia: "O Alentejo ainda há-de ser nosso outra vez!" camarada...
 
mmmmm.....

República Popular da China (desde 1949); Partido Comunista Chinês
República de Cuba (Revolução Cubana em 1959, estado socialista declarado em 1961); Partido Comunista de Cuba
República Socialista do Vietnã (desde 1976); Partido Comunista do Vietnã
República Democrática Popular da Coreia;
República Democrática Popular de Laos; Partido Popular Revolucionário do Laos

Tirando a China que é o pais comunista mais capitalista do mundo, todos os outros são lugares paradisíacos.

http://1.bp.blogspot.com/-MAITU6w8J64/TvEVFqjjcoI/AAAAAAAACFs/G3hOfdOmJYE/s1600/desfile%2Bmilitar.jpg

Se isto não é desgraça?!
Até me lembro de ver as andorinhas a chorar pela partida do grande líder, ora se isso não é desinformação é pelo menos uma grande histeria colectiva forçada.

A outra também dizia: "O Alentejo ainda há-de ser nosso outra vez!" camarada...

Vietnam... Falta o Nepal, o Chipre e um país que gostava muito de visitar...

http://www.tv3.cat/videos/1862659

Relacionado com a China mais capitalista do mundo, gostaria de ver uma resposta de mercado livre que organizasse uma população 1 600 milhões de pessoas, sobretudo na parte de colocar qualquer coisa na mesa para comer. Acho que a noção de desgraça seria um pouco diferente. O teu salário mínimo livre não está muito longe do chinês comunista. Devias ver menos a CNN... Há outros canais igualmente livres...
 
Já visitaste a China?
Eu já, e até tenho bastante colegas chineses na empresa.
Não conheço nenhum, se lhe dessem oportunidade, que se negasse a vir viver para Portugal. Basta saíres 10 km das grandes cidades para dares de cara com imagens que pouco diferem do Bangladeche. Se isto é o comunismo...
Quanto ao salário mínimo tenho muitas duvidas do que dizes:
http://www.numbeo.com/cost-of-living/compare_countries_result.jsp?country1=Portugal&country2=China

Quanto à capacidade de conseguirem alimentar a população, também não me parece que estejam a fazer grande coisa...:
http://www.guardian.co.uk/environment/2010/dec/23/china-ability-to-feed-population-warning

A China é ainda um pais de fachada, como são todos os países comunistas.
Quando lá estive tenho a certeza que todas as minhas chamadas eram escutadas e algumas eram mesmo barradas. Viva a Liberdade...
 
Já visitaste a China?

A China é um país soberano. Tem uma Constituição e dá-lhe valor. Os ocidentais são preguiçosos... não gostam de ler constituições.

http://www.npc.gov.cn/englishnpc/Constitution/node_2825.htm

Não conheço nenhum, se lhe dessem oportunidade, que se negasse a vir viver para Portugal. Basta saíres 10 km das grandes cidades para dares de cara com imagens que pouco diferem do Bangladeche. Se isto é o comunismo...

A China rural... gosto muito dela embora as coisas possam melhorar... introducing Huang Qingjun project... imaginem fotografar pessoas junto de todos os seus pertences... um submundo, uma vergonha, uma heresia...

http://www.798photogallery.cn/EN/photographer/photographer_46.html

A China é ainda um pais de fachada, como são todos os países comunistas.
Quando lá estive tenho a certeza que todas as minhas chamadas eram escutadas e algumas eram mesmo barradas. Viva a Liberdade...

A Zita Seabra perguntou por uns aparelhos de climatização fabricados na RDA. Acredito deve haver por ai alguns a funcionar mas acredito ainda mais que o nosso Procurador Geral da República te possa esclarecer isso das escutas melhor do que eu... ouvi por ai que bastava ir ao Martim Moniz comprar um aparelho qualquer... Como vês, escutar pessoas é uma banalidade...
 
Sempre a K7.

Recordo-te os resultados das eleições dos últimos anos:

http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/resultadoseleitorais.aspx

<= 7% ???????????

Achas que somos todos estúpidos?


Eu por fotos também conheço o mundo, mas já estiveste lá?

Como vês, escutar pessoas é uma banalidade...

Quer-me parecer que não era isto que querias dizer; as escutas são um grande atentado à liberdade. Parece-me que as estas a desculpabilizar?! Aqui ou em qualquer lugar do mundo é crime e grave.
 
Aquilo que nenhum político vos dirá
Quando pensamos que nada pode correr pior, é sempre possível que tudo piore ainda mais. Por isso é bom começar a pensar nos cenários de que ninguém nos fala, sobretudo não nos falam os políticos. Os cenários de falhanço completo da estratégia seguida nas últimas décadas. Pois é a isso que estamos a assistir.

Há 20 anos, quando Portugal assinou o Tratado de Maastricht, ainda Cavaco Silva era primeiro-ministro, vivíamos duas imensas ilusões. Nos anos anteriores a economia portuguesa tinha crescido a um ritmo que não conhecia desde o final da década de 60, início da década de 70. A adesão à União Europeia e o cavaquismo triunfante pareciam estar a cumprir o sonho de gerações de portugueses, isto é, a rápida aproximação ao nível de vida da Europa desenvolvida. A economia passava por um rápido processo de transformação e liberalização. Comprometermo-nos com um tratado que procurava fazer de toda a União uma espécie de Alemanha gigante parecia não só razoável como lógico.

Este sonho não era só português, era de toda a Europa do Sul, e pareceu estar a materializar-se quando, no caminho para a moeda única, a inflação começou a desaparecer, as taxas de juro baixaram de forma dramática e pareceu haver dinheiro para todos os investimentos, mesmos os mais disparatados, e para um consumo sem limites. Embebedámos-nos, como se embebedaram os gregos, os espanhóis e os italianos. Nos nossos países aconteceu com o euro o contrário do que devia ter acontecido. Em vez de nos tornarmos mais disciplinados, como os actores das economias do Norte da Europa, ficámos mais irresponsáveis. Em vez de aproveitarmos os mecanismos da moeda única para abrirmos mais as nossas economias, aprofundando o mercado único, fechámos essas economias, diminuindo o seu grau de integração com o resto da zona euro. Isso não correspondeu sequer a uma reacção irracional: as empresas, face ao boom do mercado interno de cada país, insuflado pelo crédito fácil, deixaram de procurar os mercados externos. Para usar a linguagem dos economistas, o dinheiro disponível passou do sector transaccionável para o sector não transaccionável.

Ou seja, o euro fez-nos muito mal. Não só nestes últimos anos, mas desde que, como se diz com algum exagero mas também com verdade, começámos a destruir a nossa indústria e a ver tornarem-se nas grandes empresas nacionais os fornecedores de serviços protegidos da concorrência (telecomunicações, energia), os grupos de comércio a retalho e os conglomerados da construção civil.

O resultado de tantos anos de escolhas erradas foram duas dívidas gigantescas. A dívida pública está a um passo de ultrapassar os 120% o PIB. E a dívida externa (que inclui as dívidas das empresas, dos bancos e dos particulares ao exterior) disparou para valores ainda mais estratosféricos, tendo uma evolução negativa muito rápida, pois em 1995/96 Portugal praticamente não tinha dívida externa. O crescimento da dívida pública é o resultado dos défices acumulados pelo Estado; o crescimento da dívida externa é a consequência de há quase 15 anos Portugal ter sistematicamente consumido, ano após ano, mais 10% do que aquilo que produz.

As intenções de quem negociou o euro e subscreveu Maastricht podem ter sido as melhores do mundo, e não há dúvidas de que as economias do Norte da Europa, mesmo as que não aderiram à moeda única (casos da Suécia, Dinamarca ou Polónia), souberam tirar o melhor partido das oportunidades criadas. Já entre nós o sonho de ver o nosso portugalito transformado numa versão atlântica e ensolarada da Alemanha foi apenas uma enorme ilusão. Fatal ilusão.

Hoje o nosso país está preso numa armadilha. Porque está no euro, não tem política monetária, logo não pode desvalorizar a moeda para tornar as importações mais caras e as exportações mais competitivas. Porque está no euro, o Banco de Portugal não se pode pôr a imprimir moeda para ajudar o Estado a pagar as suas dívidas e o seu défice. Porque está no euro, está num colete de forças. E o esforço para sair desse colete de forças está a falhar.

O processo que iniciámos há pouco mais de um ano é uma tentativa desesperada de recolocar Portugal num, chamemos-lhe assim, “caminho alemão”, ou “caminho nórdico”. Por um lado, diminuir o défice público. Por outro, reverter os equilíbrios da economia para a fazer exportar mais e importar menos, processo impossível de conseguir sem uma compressão do consumo interno. À frente desse processo tem estado o mais “alemão” de todos os ministros das Finanças da democracia portuguesa, Vítor Gaspar, ele mesmo um homem das negociações de Maastricht.

Parece estar a tornar-se óbvio que Portugal não quer, ou não pode, ou não consegue, seguir este caminho. Não o digo por causa das manifestações do 15 de Setembro. Digo-o por causa do que significou o Conselho de Estado. E das exigências da Concertação Social. Digo-o porque os portugueses, como é seu hábito secular, querem tudo e não querem nada. Ainda ontem era muito significativa a capa do Jornal de Negócios sobre o que os portugueses quereriam do próximo Orçamento do Estado: “Lóbis, corporações, empresários e sindicatos estão juntos. Pedem menos cortes, mais investimento, apoios às exportações, redução selectiva da TSU, descida do IVA e aposta na reabilitação urbana.” Ou seja, querem como de costume que tudo fique na mesma.

Como se isto não chegasse, os nossos números são demasiado pesados. O pagamento de juros da dívida pública já leva mais dinheiro do que o que se gasta em Educação ou em Saúde, e, enquanto existir défice público – mesmo que seja apenas de 3% -, essa dívida vai continuar a subir. Por outro lado, para voluntariamente chegarmos ao equilíbrio orçamental, teríamos de cortar quase um quinto das despesas do Estado e da Segurança Social, se tomarmos como referência o ano de 2010. Isso não é possível sem abdicar de boa parte do nosso Estado social, o qual consome três quartos da despesa pública primária.

Mas há mais. Mesmo aquilo que está a correr melhor – o equilíbrio das nossas contas externas – é muito insuficiente para permitir grandes optimismos. Um economista que se tem dedicado ao tema, Ricardo Cabral, estima que para reequilibrar em 15 anos a nossa situação necessitaríamos de crescer 4% ao ano e de ter um saldo positivo na balança comercial de 6% (o tal saldo que foi sempre negativo desde a II Guerra Mundial). Ninguém acredita que seja possível.

Tenho falado nos últimos meses com muitos economistas, incluindo com antigos ministros das Finanças, que conhecem os números e convergem quase sempre num ponto: assim não vamos lá. Curiosamente quase todos eles se inibem de tirar as consequências, porque isso implica tocar em dois tabus. São esses tabus que temos de começar a discutir.

O primeiro tabu é o da renegociação das dívidas. Não que essas dívidas não existam, como dizem os viciados em despesa pública. Mas porque genuinamente não conseguimos pagá-las e elas condicionam demasiado o nosso futuro para podermos ter qualquer esperança.

O segundo tabu é o do abandono do euro, acabando de vez com a ilusão de que conseguimos ter a disciplina dos alemães. A nossa economia, para nossa desgraça, não mostrou ser capaz de viver sem inflação e sem desvalorizações. Será o fim do nosso sonho de convergência com “a Europa”, mas marcará também o regresso a uma vida com os pés na terra.

O país que sairia destas duas medidas não seria bonito de se ver, mas seria ao menos um país de novo entregue a si próprio, que teria reconquistado a liberdade que pusemos nas mãos da troika. É altura de começar a discutir o preço que teriam para todos nós estas alternativas. Estou cansado da conversa sobre os “cortes” por parte de quem, na verdade, não quer “cortes” nenhuns e tem como único sonho encontrar quem que nos pague as contas, chamando a isso “solidariedade”.

http://blasfemias.net/2012/09/29/aquilo-que-nenhum-politico-vos-dira/#more-48123
 
Sempre a K7.

Recordo-te os resultados das eleições dos últimos anos:

http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/resultadoseleitorais.aspx

<= 7% ???????????

Achas que somos todos estúpidos?

Não é estupidez... é um problema de lidar com a realidade...

«Houve um tempo em que o desemprego era visto como um desperdício de recursos e uma perda de rendimento nacional - impedindo a subida dos padrões de vida – e nesse tempo era assumido também, em termos sociais e filosóficos, que se devia procurar tanto quanto possível a dignidade, o bem-estar e até a havia necessidade de atingir uma certa sofisticação na sociedade. Também era claro nesse tempo que a manutenção do pleno emprego era uma responsabilidade colectiva da sociedade, expressa nas políticas macroeconómicas de todos os Governos. Os governos tinham de assumir que existiam empregos sempre disponíveis, acessíveis a todos, particularmente aos mais desfavorecidos. Chamava-se a isso o Pleno Emprego.

fullemploymentframework.jpg


Este objectivo foi paulatinamente abandonado pela maior parte dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento da Europa). As anteriores prioridades macroeconómicas foram substituídas por uma tenaz luta para controlar a inflação e suprimir os estabilizadores económicos proporcionados por políticas fiscais correctas (subsídios de desemprego e outras ajudas sociais). Campanhas políticas concertadas por governos neoliberais que nasciam um pouco por toda a Europa, ajudadas por uma classe capitalista ansiosa por ganhar o controlo total dos locais de trabalho, procuraram anunciar aos eleitores que os problemas do desemprego em massa e o crescimento do subemprego (trabalho temporário, parcial e outros esquemas de trabalho) deixariam de ser uma ocupação de um Governo eleito, deixariam de ser uma preocupação de todos.

Como consequência disso, tudo o que se avançou com Keynes, Marx e Kalecki, sobre o momento em que a quebra na procura dentro de um sistema macroeconómico, que provocava fortes limitações nas oportunidades de trabalho, forçando os trabalhadores ao desemprego involuntário, foi abandonado. Anunciava-se a nova alvorada, onde o conceito de falha sistémica seria substituído por uma responsabilização individual.

Respectivamente, qualquer um que estivesse desempregado tinha de escolher uma de 2:

Assumir ficar nesse estado enquanto não investisse nele próprio, por ter caducado o seu nível de conhecimentos…

Assumir ficar nesse estado por não ser suficientemente empenhado e rigoroso na procura de oportunidades de trabalho disponíveis.

Os Governos, insuflados com este mantra do individualismo, que os criticava por terem apoios sociais excessivamente generosos e leis de trabalho demasiado extensas, não permitindo despedir nem contratar, passaram a adoptar a ideia de que as pessoas deveriam adaptar-se por si sós às diferentes circunstâncias, retirando apoios sociais e evitando criar leis que impedissem a adaptação natural. O papel do Governo, segundo os economistas, passou a ser o de garantir que os indivíduos gozassem de liberdade suficiente para que se tornassem empregáveis… independentemente de saber se esse nível de empregabilidade levava o seu nível de vida para cima ou para baixo.»

The demise of social democratic parties – they are all neo-liberals now

http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=21091

A new progressive agenda?

http://bilbo.economicoutlook.net/blog/?p=11694
 
Está mais que visto que o esquema do "pleno emprego" defendido por muitos governos, era afinal apenas uma forma de nos endividarmos mais. Assim se encheram autarquias e muitos outros poleiros públicos, de primos, sobrinhos e afilhados, sem qualquer habilitação, e mais grave, em prejuízo de quem poderia ocupar esses lugares e teve que se fazer à vida de outra forma qualquer..

Agora pagamos a conta, não tem nada que saber!

O pleno emprego, é por vezes confundido com plena ocupação, sendo que nesse caso (falo dos POC-Programas ocupacionais), assim como o dever de contribuir com trabalho social (beneficiários de RSI), lhe chamam de exploração de seres humanos!

Afinal em que é que ficamos? Trabalhar ou estar ocupado, é exploração humana? É assim tão grave ter de trabalhar para compensar um subsídio, que nem sequer alguma vez fez descontos para o merecer (RSI)?

O direito ao trabalho está na constituição, mas quando se transforma direito em dever, já lhe chamam exploração.
 
Caro Mago, tenho 40 anos e nunca na minha vida consegui entender os ideais de esquerda.
E não devo ser o único. Diga-me por favor algum pais comunista onde as pessoas vivam felizes e a sociedade funcione.
O que vejo em Portugal é o braço "armado" do PCP, a SGTP, a tentar semear o caos e defender com os seus cartazes estilizados trabalhadores de cabeça perdida em empresas já há muito falidas.
Esta concentração organizada e paga pela ala esquerda, 600 autocarros...parece-me pouco espontânea. É ruído para descoordenar e confundir o povo.
Isto de correr com a Troika é de uma estupidez como nunca vi, e incitar as pessoas a pensarem assim é de uma irresponsabilidade, egoísmo e inconsequência acima de tudo o que vi até hoje.
Só mesmo num pais como o nosso, permissivo e apático existe tolerância para este tipo de gente.
Soluções e propostas nunca aparecem desse lado porque a esquerda nunca foi, não é e nunca será governo de coisa nenhuma.
Semeiam desgraça e desinformam. Esta estudado também que as pessoas com ideais de esquerda são as que menos vontade de trabalhar...

Caro Fsantos

Apesar de ideiais de esquerda não comungo com o PCP, CGTP ou qualquer tipo de radicalismo, até mais, nem sindicalizado sou. Acredito nos valores defendidos por uma esquerda moderada.

Acredito numa economia de mercado inspirada na meritrocacia mas ao mesmo tempo solidária. Sou contribuinte há vários anos cuja vertente desta contribuição deveria ser aplicada no beneficio comum e na protecção dos mais fragilizados.

É nesses valores de inspiração iluminista que criaram as tais economias de mercado e fizeram a construção de uma sociedade justa e evoluida. São também estes os valores defendidos pela social democracia de Sá Carneiro que deve andar as voltas na cova se tiver a ver este PSD.
Não acredito no retrocesso ao tempo feudal engordada pelo parasitismo à custa dos trabalhadores que, ao que parece tanto se defende aqui e que a história já comprovou que foi desastrosa.

Apesar de sentir que algumas ideias aqui defendidas comungadas pelo ultra-neoliberalismo traria a esses defensores a própria miséria, sei respeitar e por isso peço respeito também.
 
Estado
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