O Estado do País

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Vende-se Imprensa a preço de saldo comprem ! comprem!

O empresário Joaquim Oliveira acordou a venda do grupo de media Controlinveste, dono do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e da TSF, a um grupo angolano, avança o Diário Económico.

http://www.publico.pt/Economia/grupo-angolano-compra-a-controlinveste--1567971

Poderia não ser um mero negócio se não fosse para um grupo económico que aos poucos têm monopolizado uma série de compras de ativos em Portugal.

Uma comunicação social consegue fazer mais mossa que todos os contrapesos politicos estudados pela ciência politica, hoje algo que se diz para um jornal ou Tv faz mais ecos que qualquer coisa que se diga na Assembleia da Républica.

Poderia-se defender aqui um ajustamento de mercado naseado na oferta e procura mas isto é um liberalismo que poderá abrir caminho a um estado de imprensa totalitário onde poderá abrir fendas ao nosso estado democrático.

Vindo mais de um País onde os atentados à liberdade de imprensa parecem evidentes. Aqui existe uma razão para o estado intervir na economia, nenhum grupo deveria ter mais de 10 % da imprensa de grande dimensão.

Em Portugal, a Newshold, de capitais angolanos, já detém o semanário Sol, pelo menos 15% da Cofina (que detém o Correio da Manhã e Jornal de Negócios, entre outros títulos), menos de 2% do grupo Impresa (dono da SIC e do Expresso) e é uma potencial candidata à privatização da RTP - Publico Online
 
Isso da imprensa é algo há muito esperado. Além desse sector, serão os professores, advogados, escritores, designers, artistas em geral, etc., que enfrentarão enormes problemas de empregabilidade, e isso é algo que não pode ser ajustado por um Estado.

Há muito que refiro que as empresas/sectores do Estado sejam componentes essenciais para a determinação de vagas de ensino superior subsidiadas pelo Estado, de modo a não existir exageradamente pessoas qualificadas para empregos que não irão existir.

Na imprensa actual não exista nada de novidade, em virtude da procura ser cada vez muito menor no caso de suporte em papel, devido à existência de informação grátis na internet, além de cada vez mais existirem canais tv próprios para informação e alguma distribuição em papel gratuita.

Neste caso tenho de destingir a imprensa regional, que apenas sofrerá problemas de fraca captação de publicidade e alguma quebra de assinantes devido à crise económica.
 
Pode ser impressão minha, não quero estar aqui a especular, mas.. Crise à parte, existe outro mundo que está a pensar arrancar já, embora ainda lentamente: o mundo financeiro. Porquê?

1. As agências de rating já não são capa de jornal, já muito raramente lançam um alerta, a espanha em especial. Lembram-se como foi com Portugal? Era semana a semana, até chegarmos a lixo!

2. Os juros da dívida, têm baixado de há meses para cá. Neste momento até juros de curto prazo são inferiores à taxa para 10anos.

3. O mercado de acções tem recuperado bem, no último mês. E até já se fala na distribuição de dividendos da EDP Renováveis (não sei como).

4. Começam a surgir notícias de novos negócios, ou entrada de capital de grandes investidores (ex: sonangol).

5. Dado que os preços de mercado estão mesmo ao desbarato, fusões, aquisições, privatizações serão cada vez mais notícia.

Enfim, acho tudo muito estranho, pois por outro lado, os indicadores macro-economicos estão a piorar em Portugal, mas também nos EUA.

Talvez seja apenas uma pequena micro-bolha especulativa, para atrair "patos" (pequenos investidores de ações), ou então para entalar "shorters" (investidores que apostam na depreciação), não sei.. O que é certo é que parece haver já uma vontade, no mundo financeiro, em voltar para um novo ciclo tipo "bull" (subida dos valores de mercado).

Mas como digo, é apenas impressão minha..
 
Pode ser impressão minha, não quero estar aqui a especular, mas.. Crise à parte, existe outro mundo que está a pensar arrancar já, embora ainda lentamente: o mundo financeiro. Porquê?

1. As agências de rating já não são capa de jornal, já muito raramente lançam um alerta, a espanha em especial. Lembram-se como foi com Portugal? Era semana a semana, até chegarmos a lixo!

2. Os juros da dívida, têm baixado de há meses para cá. Neste momento até juros de curto prazo são inferiores à taxa para 10anos.

3. O mercado de acções tem recuperado bem, no último mês. E até já se fala na distribuição de dividendos da EDP Renováveis (não sei como).

4. Começam a surgir notícias de novos negócios, ou entrada de capital de grandes investidores (ex: sonangol).

5. Dado que os preços de mercado estão mesmo ao desbarato, fusões, aquisições, privatizações serão cada vez mais notícia.

Enfim, acho tudo muito estranho, pois por outro lado, os indicadores macro-economicos estão a piorar em Portugal, mas também nos EUA.

Talvez seja apenas uma pequena micro-bolha especulativa, para atrair "patos" (pequenos investidores de ações), ou então para entalar "shorters" (investidores que apostam na depreciação), não sei.. O que é certo é que parece haver já uma vontade, no mundo financeiro, em voltar para um novo ciclo tipo "bull" (subida dos valores de mercado).

Mas como digo, é apenas impressão minha..

Não é impressão tua, apenas não é notícia para a comunicação social portuguesa.

A EDP Renováveis tem apenas uma pequena parcela de investimento em Portugal.

As notícias que têm surgido das agência de rating ultimamente é sobra a banca e Estado espanhol, algo que tem "mais notícia".

Não se ouve nada sobre a recuperação dos juros de dívida da Irlanda, sobre o sucesso da diminuição da sua dívida e sobretudo da sua despesa pública apesar dos fracos (menos que esperado) impostos cobrados.
 
Actividade económica Verão

Atividade económica em queda, consumo privado em regressão acentuada, cortes no investimento são algumas das conclusões da Síntese Económica de Conjuntura referentes a setembro, que o Instituto Nacional de Estatística ontem divulgou. O clima económico em Portugal "agravou-se em setembro, contrariando o ligeiro movimento ascendente iniciado em março", refere o INE. Mas nem tudo são más notícias. As exportações - cujo aumento o ministro da Economia (na foto) classificou no início do ano como "o maior desígnio nacional" - continuam a crescer, tendo registado uma variação homóloga de 10,4% em agosto (havia sido de 8,9% no mês anterior).
Os combustíveis, os bens intermédios, os bens de investimentos e os bens de consumo contribuíram positivamente, destaca o INE, para o aumento das exportações. As importações voltaram a cair, embora de forma mais modesta: -6,2% em julho e -1,5% em agosto.
No mercado interno, o consumo privado apresentou uma "diminuição homóloga ligeiramente mais acentuada" em agosto, comportamento que se deveu ao contributo negativo mais significativo tanto do consumo corrente como do duradouro.
A taxa de variação homóloga do índice de preços ao consumidor foi de 2,9% em setembro, embora tenha sido inferior em 0,2% do que no mês anterior.
Assistiu-se a um desacelerar da quebra no índice de produção industrial (de -4% em julho para -2,4% em agosto) e na produção da construção (de -18,9% em julho para -17,1% em agosto). Já a variação homóloga do emprego foi de -7,1% em julho e agosto nos serviços e de -4,5% e -4,7%, respetivamente, na indústria. Na construção, a quebra homóloga no indicador de emprego foi de 18,4% em agosto.

Dinehiro Vivo

A próxima época mais importante de negócios será a natalícia e não terá os subsídios de Natal em boa parte da função pública, em relação ao ano anterior, além do medo generalizado (retração económica/poupança) dos outro cidadãos sobre futura diminuição de retribuição.

Conheço duas empresas exportadoras (que exportavam 10,20% da sua produção), que encontram-se em processo de insolvência.

Casos recentes e de muita tristeza.
 
A imprensa e os media em geral vão passar um péssimo bocado nos próximos meses e anos, as coisas já não eram fáceis com a Net, mas agora vão cair ainda mais a pique.
Mas neste caso sinceramente não tenho grande pena, também atribuo aos media parte da responsabilidade do que nos aconteceu até aqui, todos os dias fomos bombardeados durante anos com propaganda, aldrabices, mentiras e manipulações. Que descansem em paz à medida que forem falindo, destes não tenho mesmo pena nenhuma. Capitais angolanos ? Liberalismo ? É para rir ? Não vai servir para nada, pois as pessoas simplesmente já não estão para comprar jornais cheios de disparates todos os dias.
E caso não tenhas percebido ainda, nas crises há aspectos positivos, os "donos" de Portugal parece que também andam meio falidos que já nem dinheiro para controlar os media parecem ter, e isso só pode ser uma coisa boa, para variar.

Quantas situações que comentaste também são baseadas da imprensa? obviamente a imprensa alguma pode fugir a alguma ética e ser manipulada, mas diz-me qual o setor onde o não pode haver? ou acreditas que existe um segmento populacional ou ideológico que é santo, moral e ético?

A questão aqui não está em acabar, é ficar a ser dominado por grupos saidos de forças que exercem o poder de uma forma pouco democrática. Sabes a influência que isso tem na maioria da população?

Não está em causa a racionalidade de meios, claro que com a internet a venda a curto prazo vai ter rombos de 20, 30%, mas a influência social continua....
 
Sigam mais umas gordorinhas para o estado "alaranjado".

O Governo de Pedro Passos Coelho continua a nomear colaboradores para os mais diversos cargos ministeriais. Só nos últimos três meses o primeiro-ministro deu aval a 17 novas admissões só para as funções de adjunto, especialista e secretária pessoal. Com ordenados médios na ordem dos três mil euros, as novas contratações centram-se nos Ministérios de Assunção Cristas, com seis novos colaboradores, e de Álvaro Santos Pereira com cinco novas nomeações.

Só neste mês de outubro o Governo nomeou sete novos colaboradores, todos para as funções de adjunto e especialista, com vencimentos na ordem dos 3 mil euros e com a particularidade de quase todos integrarem o escalão etário dos 30 anos. (...)

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=596494&tm=9&layout=121&visual=49

O regabofe da "social democracia".... Há necessidade disto? quando se anunciam despedimentos em massa continuam-se a pagar favores políticos?
 
Quanto é que isto custará ao erário público?, (lembro que mesmo em regimes quasi-socialistas como o nosso, a função do Estado não passa por "observar"):

Observatório dos medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras
Observatório da criação de empresas
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português
Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo.
Observatório do desenvolvimento do Alentejo
Observatório de cheias
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade em serviços de informação e conhecimento
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores
Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos Mercados Agrícolas e Importações Agro-Alimentares
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais
Observatório da segurança rodoviária
Observatório de Segurança de Estradas
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira
Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações
Observatório da natureza
Observatório qualidade
Observatório da literatura e da literacia
Observatório da inteligência económica
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto
Observatório do fogo
Observatório da comunicação
Observatório da qualidade do ar
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais
Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório do emprego em portugal
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra
Observatório político
Observatório da arquitectura
Observatório do Turismo dos Açores (São José)
Observatório da Cultura da Universidade de Coimbra
Observatório das mulheres assassinadas
Observatório Regional de Lisboa e Vale do Tejo.
Observatório da Contratação Pública
Observatório de África
Observatório de Luta Contra a Pobreza na Cidade de Lisboa
Observatório Cívico dos Contabilistas
Observatório das relações Exteriores
Observatório Web 2.0 Portugal
Observatório de Trajetos dos Estudantes do Ensino Secundário
Observatório das Políticas Locais de Educação
Observatório Astronómico de Santana - Açores
Observatório da Fiscalidade Portuguesa
Observatório da Inovação do Turismo
Observatório Segurança Humana
Observatório do Tráfico de Seres Humanos
Observatório Nacional da Actividade Física e Desporto
Observatório do Qren
Observatório da Emigração
Observatório Astronómico do Professor Manuel de Barros,
Observatório Açores
Observatório do Envelhecimento e Natalidade em Portugal
Observatório do Sobreiro e da Cortiça´
Observatório da China
Observatório Europeu LEADER+
Observatório Oceanográfico RAIA
Observatório das Obras Públicas do Estado Português
Observatório dos Recursos Educativos
Observatório das Desigualdades
Observatório de Prospectiva na Engenharia e Tecnologia
Observatório da Publicidade
Observatório da Economia e da Fraude.
 
Muitas pessoas com mérito reconhecido como Miguel Cadilhe, Manuela Ferreira Leite Ou Vítor Bento, e ainda João Duque ou Medina Carreira estão muito críticos com a estratégia deste Ministro das Finanças!

Além de não se vislumbraram cortes significativos na despesa, há um aumento brutal de impostos sem paralelo na História contemporânea do país.

O Ministro Álvaro dos Santos Pereira, segundo a comunicação social, tem proposto cortes na despesa e nos impostos, para estimular a economia e reformar o Estado, pelos vistos com o apoio dde Paulo Macedo e do CDS/PP, mas sem o consentimento de Vítor Gaspar.

As autarquias continuam intocáveis, o BES continua a mandar no país, há negócios que estão a ser feitos no maior secretismo, sem que pouco ou nada escape para a comunicação social, e seja alvo de discussão pública!

Há quem diga que parte deste brutal aumento de impostos serve para cobrir o passivo da TAP, que já supera os 6 mil milhões.

Pouco mudou no último ano, nem se vislumbram mudanças, a não ser medidas avulsas para tapar buracos.

E o pior é que não há alternativa a isto!

A não ser um Governo de Salvação Nacional, que poderia ser um pau de dois bicos...

É que as «elites» que vampirizam os portugueses ainda não foram corridas e continuam a comer da manjedoura que é o Orçamento de Estado e as leis e mecanismos que limitam a concorrência, a livre iniciativa e a existência de uma meritocracia.

Uma pessoa que conheço recebou dos pais uma pequena empresa, há uns meses, com uma renda simbólica. Os empregados dos pais estão cheios de maus hábitos, alguns são mesmo mal educados! E foi obrigado a aceitá-los porque caso contrário os pais teriam de pagar indemnizações elevadíssimas, no total seria mais de 50 mil euros em indemnizações! E por sua vez não os pode despedir sem dar a indemnização. Agora diz que aquilo é um inferno, e até pensa em ir a uma bruxa para ver se os empregados antigos saem de lá! Mas como pode haver produtividade e criação de empresas com estas leis estúpidas?
 
Boa tarde caros todos,

Como alguns sabem não gosto muito de participar nesta parte do fórum e tenho uma postura tendencialmente optimista. Todavia ontem à noite vi um programa interessantissimo no Odisseia que acho que todos os do Forum podiam ver e assim haver a possibilidade de debater a questão do Estado do Pais numa maneira mais abrangente, aprofundada e sob um prisma diferente daquele tem vindo a ser utilizado até agora. Fica aqui a dica:

"OS QUATRO GINETES DO NOVO APOCALIPSE
À medida que a economia mundial continua em queda livre, um maior número de vozes críticas tenta encontrar a solução para o problema. Vinte e três pensadores de todo o mundo juntaram-se nesta série documental para quebrar o silêncio e explicar como o mundo realmente está concebido.
Os seus pontos de vista transcendem nos principais meios de comunicação e descrevem em termos simples o que é necessário abordar nas nossas universidades, nos governos e nas estruturas corporativas, se não quisermos enfrentar um futuro ainda mais sombrio. No entanto, não incidiremos no mesmo de sempre, não daremos uma seca aos banqueiros, não criticaremos os políticos nem procuraremos teorias conspirativas. Examinaremos os sistemas sob os quais decidimos viver e sugeriremos fórmulas que podemos mudar. O Odisseia oferece-lhe um interessante debate sobre as medidas que seria necessário tomar para a chegada de uma nova ordem económico-mundial, um sistema que permitiria melhorar substancialmente a qualidade de vida em todos os países.
"

Tentem ver o programa que acho tem 3 episódios e depois fazemos aqui um encontro de ideias. Que tal?
 
O maior escândalo financeiro da história de Portugal!

Foi a maior burla de sempre em Portugal, qualquer coisa como 9.710.539.940,09 €uros!!!
(paga por todos nós, contribuintes, que não podemos reclamar e sem que nenhum dos conhecidos criminosos tenha sido responsabilizado…)

João Marcelino, diretor do Diário de Notícias, de Lisboa, considera que “é o maior escândalo financeiro da história de Portugal. Nunca antes houve um roubo desta dimensão, “tapado” por uma nacionalização que já custou 2.400 milhões de euros delapidados algures entre gestores de fortunas privadas em Gibraltar, empresas do Brasil, offshores de Porto Rico, um oportuno banco de Cabo Verde e a voracidade de uma parte da classe política portuguesa que se aproveitou desta vergonha criada por figuras importantes daquilo que foi o cavaquismo na sua fase executiva”.

O diretor do DN conclui afirmando que este escândalo “é o exemplo máximo da promiscuidade dos decisores políticos e económicos portugueses nos últimos 20 anos e o emblema maior deste terceiro auxílio financeiro internacional em 35 anos de democracia. Justifica plenamente a pergunta que muitos portugueses fazem: se isto é assim à vista de todos, o que não irá por aí?”

O BPN foi criado em 1993 com a fusão das sociedades financeiras Soserfin e Norcrédito e era pertença da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que compreendia um universo de empresas transparentes e respeitando todos os requisitos legais, e mais de 90 nebulosas sociedades offshores sediadas em distantes paraísos fiscais como o BPN Cayman, que possibilitava fuga aos impostos e negociatas.

O BPN tornou-se conhecido como banco do PSD, proporcionando “colocações” para ex-ministros e secretários de Estado sociais-democratas. O homem forte do banco era José de Oliveira e Costa, que Cavaco Silva foi buscar em 1985 ao Banco de Portugal para ser secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e assumiu a presidência do BPN em 1998, depois de uma passagem pelo Banco Europeu de Investimentos e pelo Finibanco. O braço direito de Oliveira e Costa era Manuel Dias Loureiro, ministro dos Assuntos Parlamentares e Administração Interna nos dois últimos governos de Cavaco Silva e que deve ser mesmo bom (até para fazer falcatruas é preciso talento!), entrou na política em 1992 com quarenta contos e agora tem mais de 400 milhões de euros. Vêm depois os nomes de Daniel Sanches, outro ex-ministro da Administração Interna (no tempo de Santana Lopes) e que foi para o BPN pela mão de Dias Loureiro; de Rui Machete, presidente do Congresso do PSD e dos ex-ministros Amílcar Theias e Arlindo Carvalho.

Apesar desta constelação de bem pagos gestores, o BPN faliu. Em 2008, quando as coisas já cheiravam a esturro, Oliveira e Costa deixou a presidência alegando motivos de saúde, foi substituido por Miguel Cadilhe, ministro das Finanças do XI Governo de Cavaco Silva e que denunciou os crimes financeiros cometidos pelas gestões anteriores. O resto da história é mais ou menos conhecido e terminou com o colapso do BPN, sua posterior nacionalização e descoberta de um prejuízo de 1,8 mil milhões de euros, que os contribuintes tiveram que suportar. Que aconteceu ao dinheiro do BPN? Foi aplicado em bons e em maus negócios, multiplicou-se em muitas operações “suspeitas” que geraram lucros e que Oliveira e Costa dividiu generosamente pelos seus homens de confiança em prémios, ordenados, comissões e empréstimos bancários.

Não seria o primeiro nem o último banco a falir, mas o governo de Sócrates decidiu intervir e o BPN passou a fazer parte da Caixa Geral de Depósitos, um banco estatal liderado por Faria de Oliveira, outro ex-ministro de Cavaco e membro da comissão de honra da sua recandidatura presidencial, lado a lado com Norberto Rosa, ex-secretário de estado de Cavaco e também hoje na CGD. Outro social-democrata com ligações ao banco é Duarte Lima, ex-líder parlamentar do PSD, que se mantém em prisão preventiva por envolvimento fraudulento com o BPN e também está acusado pela polícia brasileira do assassinato de Rosalina Ribeiro, companheira e uma das herdeiras do milionário Tomé Feteira. Em 2001 comprou a EMKA, uma das offshores do banco por três milhões de euros, tornando-se também accionista do BPN.

Em 31 de julho, o ministério das Finanças anunciou a venda do BPN, por 40 milhões de euros, ao BIC, banco angolano de Isabel dos Santos, filha do presidente José Eduardo dos Santos, e de Américo Amorim, que tinha sido o primeiro grande accionista do BPN. O BIC é dirigido por Mira Amaral, que foi ministro nos três governos liderados por Cavaco Silva e é o mais famoso pensionista de Portugal devido à reforma de 18.156 euros por mês que recebe desde 2004, aos 56 anos, apenas por 18 meses como administrador da CGD. O Estado português queria inicialmente 180 milhões de euros pelo BPN, mas o BIC acaba por pagar 40 milhões (menos que a cláusula de rescisão de qualquer craque da bola) e os contribuintes portugueses vão meter ainda mais 550 milhões de euros no banco, além dos 2,4 mil milhões que já lá foram enterrados. O governo suportará também os encargos dos despedimentos de mais de metade dos actuais 1.580 trabalhadores (20 milhões de euros).

As relações de Cavaco Silva com antigos dirigentes do BPN foram muito criticadas pelos seus oponentes durante a última campanha das eleições presidenciais. Cavaco Silva defendeu-se dizendo que apenas tinha sido primeiro-ministro de um governo de que faziam parte alguns dos envolvidos neste escândalo. Mas os responsáveis pela maior fraude de sempre em Portugal não foram apenas colaboradores políticos do presidente, tiveram também negócios com ele. Cavaco Silva também beneficiou da especulativa e usurária burla que levou o BPN à falência. Em 2001, ele e a filha compraram (a 1 euro por acção, preço feito por Oliveira e Costa) 255.018 acções da SLN, o grupo detentor do BPN e, em 2003, venderam as acções com um lucro de 140%, mais de 350 mil euros. Por outro lado, Cavaco Silva possui uma casa de férias na Aldeia da Coelha, Albufeira, onde é vizinho de Oliveira e Costa e alguns dos administradores que afundaram o BPN. O valor patrimonial da vivenda é de apenas 199. 469,69 euros e resultou de uma permuta efectuada em
1999 com uma empresa de construção civil de Fernando Fantasia, accionista do BPN e também seu vizinho no aldeamento.

Para alguns portugueses são muitas coincidências e alguns mais divertidos consideram que Oliveira e Costa deve ser mesmo bom economista(!!!): Num ano fez as acções de Cavaco e da filha quase triplicarem de valor e, como tal, poderá ser o ministro das Finanças (!!??) certo para salvar Portugal na actual crise económica. Quem sabe, talvez Oliveira e Costa ainda venha a ser condecorado em vez de ir parar à prisão….ah,ah,ah.

O julgamento do caso BPN já começou, mas os jornais pouco têm falado nisso. Há 15 arguidos, acusados dos crimes de burla qualificada, falsificação de documentos e fraude fiscal, mas nem sequer se sentam no banco dos réus. Os acusados pediram dispensa de estarem presentes em tribunal e o Ministério Público deferiu os pedidos. Se tivessem roubado 900 euros, o mais certo era estarem atrás das grades, deram descaminho a nove biliões e é um problema político.

Nos EUA, Bernard Madoff, autor de uma fraude de 65 biliões de dólares, já está a cumprir 150 anos de prisão, mas os 15 responsáveis pela falência do BPN estão a ser julgados por juízes “condescendentes”, vão apanhar talvez pena suspensa e ficam com o produto do roubo, já que puseram todos os bens em nome dos filhos e netos ou pertencentes a empresas sediadas em paraísos fiscais. Oliveira e Costa colocou as suas propriedades e contas bancárias em nome da mulher, de quem entretanto se divorciou após 42 anos de casamento. Se estivéssemos nos EUA, provavelmente a senhora teria de devolver o dinheiro que o marido ganhou em operações ilegais, mas no Portugal dos brandos costumes talvez isso não aconteça. Dias Loureiro também não tem bens em seu nome. Tem uma fortuna de 400 milhões de euros e o valor máximo das suas contas bancárias são apenas cinco mil euros. Não há dúvida que os protagonistas da fraude do BPN foram meticulosos, preveniram eventuais consequências e seguiram a regra de Brecht: “Melhor do que roubar um banco é fundar um”.

fonte
 
Cortes na despesa segundo os portugueses
1. Todos os portugueses são a favor de cortes na despesa.

2. É melhor cortar na despesa do que aumentar impostos.

3. Os cortes não podem ser em bens essenciais como educação, saúde e segurança social.

4. Os cortes também não podem ser feitos na cultura, nem na segurança, nem na justiça.

5. As empresas de transportes são essenciais.

6. Não pode haver cortes no serviço público de televisão. Cortar na RTP levaria à degradação da programação televisiva.

7.Cortar nos transportes, no subsídio de desemprego e nos complementos para idosos é prejudicar os mais fracos.

8. A minha área específica de trabalho é absolutamente essencial. Nem pensar em cortar aí.

9. Protestos contra corte de despesa são sempre maiores que as manifestações a favor de cortes na despesa.

10. Não há memória de protestos contra aumentos de despesa.

11. Ganham-se eleições a prometer aumento de despesa. Nunca se ganham eleições a prometer cortes.

12. Corte-se em tudo menos nos salários das pessoas. E menos nas pensões. E menos no apoio às empresas.

13. Cortar no investimento público causa desemprego.

14. Os cortes não devem ser cegos, embora o aumento da despesa o possa ser.

15. Todos os cortes devem ser precedidos de estudos infindáveis. Esta regra não se aplica ao aumento da despesa.

http://blasfemias.net/2012/10/24/cortes-na-despesa-segundo-os-portugueses/

Tal e qual isto.
 
Cortes na despesa segundo os portugueses


Tal e qual isto.

E ainda acrescentava:

16. Cortar no número de deputados até seria bom, mas é injusto os partidos pequenos terem menos deputados (apesar de se manter a mesma %).

17. Eliminar as freguesias até é bom, desde que se mantenha a junta da minha terra.

18. Reduzir nas polícias até é bom, desde que os criminosos apenas rebentem caixas multibanco e não me assaltem a mim.

19. É mau aumentarem as rendas, e é mau as zonas históricas estarem a desertificar-se.

20. A culpa dos incêndios é dos velhinhos que não limpam a floresta, nem é tanto de quem acende o rastilho.

21. É mau um autarca ter saco azul, mas se fez obra, é bom.

22. Os bancos são uns beneficiados, não descansam enquanto não obtêm lucro. Nós nem sequer queremos juros, nem nos preocupamos se o banco abrir falência (desde que seja dos outros).
 
Estado
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