Este é um governo de gestão, numa situação de falência\pré-falência do estado (e de muitos portugueses). Esta é a diferença, e é aqui que temos de centrar muitas das razões de queixa. E pensar que outra forma teremos de "dar a volta" à questão: sem dinheiro próprio, com dinheiro de outros, o que fazer melhor - eu estou à vontade para afirmar que
nem tudo está bem, mas que está a ser feito muito de bom, ainda que
NÃO haja um trabalho de fundo em termos de comunicação social para o demonstrar.
E continuo a dizer: para todos nós aceitarmos a "austeridade", o ideal seria que os políticos (todos eles de "a a Z") cortassem nas suas mordomias, mas não há vontade dos vários quadrantes políticos para isso!
Quanto à questão presidencial: tem tido um trabalho de bastidores, junto dos partidos, dos empresários, para ajudar na resolução da crise.
Mas tem falhado em determinados momentos, ao não dar a cara e exigir às partes (governo\oposição) que deixem de lado a politiquice rasca e trabalhem para o bem comum.
Quanto às questões de índole mais pessoal:
Sampaio, alguém que apenas depende da política amiga para ganhar o seu pãozinho (€€€€€!) e usufruir de influências e clientela política,
Soares, alguém que usurpou de todos nós a confiança política e usou e abusou do estado, de todos nós, para proveito próprio (€€€€€€€), com influência decisiva em conflitos armados em África - não sou eu que o afirmo. Foram estes bons presidentes? A Passear "à pála" do erário público, a (não) tomar decisões políticas em momentos de crispação social e política entre os partidos. Foram estes bons presidentes, cuja actuação foi igual a ZERO?!

Falta referir o Eanes - sim, um senhor, um PRESIDENTE de todos os Portugueses, que tem demonstrado uma integridade rara

Mas será assim o Cavaco Silva tão mau? Não é perfeito, longe disso, tem deixado algumas questões em aberto na sua relação com os corredores do poder e de influência política, mas não tem estado ligado a nehum processo escandaloso como pretendem fazer crer e afirmam à boca cheia.
No fundo também está a pagar pelos erros que todos cometemos desde a adesão à CE (e também nos pós-25 de Abril), no qual foi um decisor importante, sem dúvida. Mas à luz do que era de esperar na década de 80 e inícios dos 90, não parecem lícitas muitas das críticas que lhe fazem. E nesses anos de governação NINGUÉM pode afirmar que foi desonesto.
Como já vimos anteriormente, o 2º mandato de Presidente da república é sempre o mais exigente e difícil...