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A Octapharma ganhou 6 milhões em 6 anos. O António Borges neste contrato e se tiver os mesmos 6 anos, ganhará mais de 2 milhões.
 
GNR vai fiscalizar guias e facturas com dados das Finanças
A partir de Maio, os comerciantes vão ter de comunicar previamente todas as mercadorias que movimentarem. GNR terá sistema informático com dados das Finanças em tempo real. E as multas podem chegar a 3.750 euros.

O novo sistema de facturas electrónicas vai ter um reforço de peso a partir de Maio. Se os comerciantes forem apanhados a transportar mercadorias sem facturas ou guias de transporte electrónicas, que terão de ser comunicadas previamente à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), podem ser multados até 3.750 euros. A Unidade de Acção Fiscal da GNR vai fiscalizar no terreno os novos procedimentos e terá acesso aos dados das Finanças em tempo real.

Os equipamentos informáticos necessários para a consulta da informação sobre mercadorias em circulação «encontram-se, actualmente, em fase de aquisição, sendo previsível que até ao mês de Maio todo o processo esteja concluído», adiantou ao SOL fonte oficial desta força de segurança. Neste momento, os militares da GNR que irão operacionalizar o sistema de consulta «estão a ter formação na AT», acrescentou.

A medida resulta da estratégia do Governo de combate à evasão fiscal e do novo sistema de facturação electrónica – cujas mudanças têm sido visíveis desde o início do ano, com a obrigatoriedade de emissão de facturas em todas as transacções comerciais. Mas, para os comerciantes, as novas obrigações não ficam por aqui. Uma das alterações é a necessidade de fazer uma comunicação prévia de qualquer transporte de mercadoria.

Ou seja, através de um sistema electrónico, os empresários terão de inserir os dados das mercadorias e do transporte no Portal das Finanças. Depois, recebem um código que terá de figurar no documento de transporte. Só não terão de cumprir este procedimento se receberem uma factura electrónica do fornecedor, mas terão de ter consigo esse documento impresso. Quem não disponha de um sistema electrónico de comunicação de guias de transporte, poderá continuar a emitir as guias de transporte de forma manual até ao final do ano, mas terá de fazer o aviso prévio por telefone, para um número das Finanças.

Fiscalização conjunta

Além da AT, a fiscalização das novas regras foi agora atribuída à unidade da GNR com responsabilidades tributárias, fiscais e aduaneiras, que tem cerca de 400 homens. Em Dezembro, foi assinado um protocolo entre as Finanças e esta força de segurança para operacionalizar a fiscalização conjunta. Mas outras autoridades, como a PSP ou a ASAE, podem também vir a ser chamadas a colaborar.

Em termos operacionais, a medida não deve implicar mudanças de fundo na GNR. O comando garante que tem «capacidade operacional necessária» para corresponder às novas tarefas. De resto, a GNR já assegura o cumprimento das actuais regras de transporte de mercadorias, pelo que a grande diferença será uma maior eficácia no controlo das infracções, com o acesso à base de dados dos contribuintes no Fisco.

Poderá haver operações de fiscalização conjuntas com funcionários das Finanças, mas este tipo de acção no terreno também não será inédito. «Haverá, sobretudo, um reforço de uma prática que já existe. É comum haver inspecções conjuntas», explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, Paulo Ralha.

Para já, os inspectores das Finanças estão a ter formação sobre o novo sistema de emissão de documentos de transporte. Segundo Nuno Barroso, presidente da Associação dos Profissionais da Inspecção Tributária (APIT), subsistem lacunas na legislação, que terão de ser ultrapassadas para operacionalizar a medida. «Ainda há dúvidas sobre que informações específicas têm de ser comunicados previamente à administração fiscal».

Receios nas empresas

Este é um dos receios do sector da distribuição. Esta semana, a direcção da Associação Portuguesa de Operadores Logísticos (APOL) alertou para a necessidade de «clarificar a legislação que é dúbia, nalguns aspectos, e que poderá trazer o caos ao sector da distribuição e aos consumidores portugueses».

A associação considera que todo o processo de comunicação prévia e de emissão de códigos «poderá bloquear muitos transportes e aumentar os tempos de entrega». E alega que o normal funcionamento da cadeia de abastecimento poderá ser posto em causa, «introduzindo custos de contexto e burocráticos aparentemente injustificados, o que de modo inevitável terá consequências no preço final dos bens de consumo».

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), que representa cadeias como o Continente ou o Pingo Doce, já havia mostrado reticências face à nova legislação. «Emitimos 10 mil guias de remessa e temos mais de três mil camiões que saem de mais de 200 mil lojas todos os dias. Vamos inundar o Fisco com informação», disse a directora-geral da associação, Ana Trigo Morais, citada pela Lusa, acrescentando: «Se o sistema for abaixo, temos de fazer um telefonema sob pena de o camião não poder sair».

Sol

Portanto, basicamente voltamos ao tempo da guarda fiscal...
 
Isto na prática não vai funcionar. Ou melhor, se forem teimosos encerrarão milhares de mercearias, vendas de legumes e frutas e padarias.
 
Se o governo de Sócrates por vezes tinha traços de um Mussolini da economia, o governo de Passos Coelho / Paulo Portas já mostra ocasionalmente traços de um Hitler da economia.

Isto está a tornar-se uma ditadura socio-económica. Governado em última instância pelo banco central europeu.

Impostos, austeridade, desemprego recorde, medidas de controlo draconianas. Bem, se isto é neoliberalismo, vou ali e já venho. Isto é puro controlo estatal de todos os movimentos da economia do povo. Os tentáculos do dinheiro ditam toda e qualquer decisão deste governo.


GNR vai fiscalizar guias e facturas com dados das Finanças


Portanto, basicamente voltamos ao tempo da guarda fiscal...
 
Exactamente Vince. Bem dito. O actual governo faz tudo para dificultar o nascimento de novas empresas. Sócrates ainda tinha feito a "empresa da hora", uma das suas poucas boas medidas, mas pergunto: o que faz o executivo de Passos Coelho por estimular a criacção de emprego e empresas?

Com maiores impostos, recessão controlos, burocracias, austeridade, etc? Tá quieto, ninguém quer começar nada em Portugal.

E assim o Estado actual afunda mais a nossa economia. Querem aplicar receitas de economia aprendidas na universidade Lusófona e é nisto que dá. Um autêntico desastre este governo.

Portugal só saíria da crise vitorioso, se se tornasse numa espécie de paraíso para a criacção de novas empresas. Há imensa malta qualificada (e inclusivé com vontade de criar empresas em Portugal - como eu) mas assim não se cria nada, só se destrói.



Agreste, empresas como a HP, Microsoft, Apple, Google, Facebook, e milhares de outras; em Portugal nunca teriam hipótese de nascerem em pequenas garagens como estas nasceram.

Criar e manter uma empresa, criar e manter emprego em Portugal é um calvário, da falta de capital de/e risco que se refugiou durante décadas em sectores como as obras públicas e sectores não transaccionáveis, dos atrasos crónicos nos pagamentos em que o Estado dá o pior exemplo a todos os outros, atrasos que destroem de forma fulminante logo à nascença as novas, pequenas, dinâmicas e inovadoras empresas em prol dos cancros velhos e lentos cheios de cunhas corrupção no sistema e no Estado, da burocracia à Justiça lenta e cara a que as pequenas empresas nem podem aceder, etc,etc, e finalmente a carga fiscal ao nível dos países nórdicos sem que a sociedade tenha a respectiva contrapartida, etc.

Enfim, criar empresas novas e inovadoras em Portugal é tarefa para malucos, não admira que todos os dias vejamos amigos nossos a emigrar.
 
Adorei ver o falsete de PPCoelho afirmando hoje novamente que o pais não ia pedir nem mais tempo nem mais dinheiro quando é precisamente isso que o país está a pedir hoje à mesa com o FMI: Mais tempo e mais dinheiro.

Credibilidade? Nem sei o que seja... :D
 
Já se sabia que iria acabar assim.

A factura da lei. Dois meses a gastar papel e a encher caixotes de lixo​

Os portugueses pedem sempre factura? Não. E quando se querem livrar do papel, usam o lixo em vez da reciclagem

Hoje cumprem-se dois meses desde que “a emissão de factura em todas as transmissões de bens ou prestações de serviços” se tornou obrigatória por lei. Mais do que fiscalizadores a multar contribuintes ou consumidores a passar facturas em nome do primeiro-ministro, o que sobressai desde 1 de Janeiro é uma inércia: os portugueses teimam em não aplicar a teoria legal à prática do dia-a-dia. Entre as 100 pessoas inquiridas pelo i, apenas 16 admitem pedir sempre a factura em tudo o que compram. Não é o mais comum, mas um dos destinos desse pedaço de papel é o lixo. Um dos problemas é que costuma cair no caixote errado.

A confissão vinda da centena de consumidores questionados permite retirar uma conclusão inequívoca: apenas 16% do total cumpre a obrigação legal e fiscal de pedir factura. O que acontece depois a este papel? A lei apenas exige que se guarde o comprovativo de factura durante quatro anos caso o consumidor a pretenda depois utilizar para fins de IRS. A maioria, de facto, guarda as facturas que pede: 58% respondeu afirmativamente (ver infografia). E quando não guardam? Aí, o mais comum é o papel ir parar ao “primeiro caixote de lixo” que a cliente encontrar - 47 pessoas escolheram esta opção. Mas um inquérito à mercê do anonimato é curto para mostrar o saldo de dois meses de lei.

AS PROVAS ESTÃO NA RUA A manhã vai nas 10 horas. Ao balcão, nem uma dezena de clientes. O café é pequeno, sem mesas, virado para o rápido consumo matinal. Passa mais de meia hora e cerca de 30 pessoas entram tão depressa quanto saem. Todas compram algo, mas nenhuma leva consigo a factura. Só ao embalo de uma moda recente é que uma cliente toca no assunto - “Dê-me aí uma factura, para o Gaspar”, solta, ao abandonar o café. A alusão é clara: neste caso, foi o ministro das Finanças, mas uma campanha promovida nas redes sociais divulgou os números de contribuinte (NIF) de vários membros do governo, que têm sido agora utilizados por milhares de cidadãos para passarem facturas em seu nome.

De resto, a lei é pouco cumprida. “Passo muito poucas facturas. Em Janeiro, por exemplo, só tirei uma e, este mês, vou em quatro”, conta João Filipe, proprietário de um café de Lisboa. Antigamente era pior e “não se tirava papel sequer”, recorda. Do que lhe compete, nada há de ilegal no seu comportamento: ao lado da máquina registadora vai crescendo um monte de facturas simplificadas - emitidas quando uma venda é inferior a 1000 euros ou a prestação de serviço não ultrapassa os 100 euros -, já com a altura de um dedo, que os clientes deixam para trás. E onde acaba este papel? “Vai todo para o caixote de lixo”, com a justificação de que “tudo fica registado na máquina”. “Ao fim ao cabo, isto é papel, e o gasto está gasto”, acrescenta.

E este é um hábito “ pouco simpático para o ambiente”, defende Carmen Lima, da associação Quercus, que apontou o encaminhamento destas facturas para reciclagem como a “situação ideal” e uma opção que “prolongaria o tempo de vida do papel”. De facto, e quando objectivo é livrarem-se da factura, 43 inquiridos garantiram que só largam o papel num ponto de recolha para reciclagem.

Acontece, porém, que papel não pesa só no lixo. Além de todas as exigências fiscais e tributárias, mais facturas a sair implicam “demasiados gastos mensais em rolos e rolos de papel” às lojas e outros estabelecimentos comerciais. José Manuel Esteves, secretário-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) explica que “o que dantes” era “um simples talão” é hoje “uma factura com um tamanho muito maior”. No café de João Filipe, em média, são “dois rolos de papel por dia”, cada um a custar “à volta dos três euros”.

Mas do lado oposto da rua, “os gastos em papel são iguais” ao que eram antes de Janeiro. No seu restaurante de 20 mesas, Cardoso compara o antes e o depois da entrada em vigor da nova lei. “A diferença - começa por dizer- está nas pessoas que agora já não deixam ficar a factura em cima da mesa”. E quanto às empresas, o comerciante falou num “pau de dois bicos”, quando o i lhe volta a perguntar sobre o papel utilizado em facturas. “Se agora dissermos que gastamos mais papel, é sinal que anteriormente não tirávamos facturas. Mas a lógica é que os rolos gastos são os mesmos”, assegura, embora sem especificar.

O Pingo Doce é a última paragem deste périplo. É ali que está o exemplo do que acontece em qualquer cadeia de supermercados a operar em Portugal - hoje, além do recibo, a factura obrigatória implica logo imprimir papel a dobrar. A responsável pela gerência desta loja, um de quatro supermercados que servem uma freguesia lisboeta com cerca de 20 mil moradores, revelou ao i sob anonimato que, por mês, se gastam em média cerca de 300 rolos de papel. Não soube, porém precisar o número exacto de facturas emitidas desde o primeiro dia de 2013.

E de onde vem o papel para suprir esta recente e acrescida necessidade? A grande maioria do estrangeiro. A Associação Portuguesa da Indústria Papeleira (CELPA) revelou não ter registo de qualquer produtor português de papel destinado a facturas. A Associação Nacional dos Industriais do Papel e Cartão (ANIPC), contudo, contou ao i que tem conhecimento de apenas uma empresa nacional a “fornecer esse tipo de papel”, pois “praticamente a matéria-prima usada para rolos de factura é fabricada no exterior”.

link: http://www.ionline.pt/dinheiro/factura-da-lei-dois-meses-gastar-papel-encher-caixotes-lixo
 
O fascismo e o nazismo estão a voltar. E em Portugal também. Não queriam socialismo? Aldous Huxley, Hayek, Orson Welles ou Friedman bem avisaram.
 
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