O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
salazar_bandeira_tdg.jpg


O Salazar veio depois da democracia ter atirado o país para a ruína e imediatamente após o fim da 1ª República e durante muitos anos que se seguiram, o país desenvolveu-se como nunca tinha podido desenvolver-se na "democracia".

Um Salazar de igual calibre, em pleno século XXI, até nem era pior do que ter o país dividido entre os neo liberais e a esquerda.
 
Sim, viver como dantes.

Como?

Se me explicares decentemente como se pode manter o nível de vida da década de 90 e início deste século, alicerçado em endividamento público e privado, de modo infinito, eu garanto-te que voto no teu partido. Mas vai ser difícil convenceres-me, eu sou ateu, não acredito em milagres nem na divina providência.


Boa resposta popular. Os de sempre podem continuar a contar pixels nas fotografias.

A diferença entre os números avançados e a realidade é tão grande, que nem vale a pena contar os pixels. Presumo que se trata de um erro tipográfico, a organização pôs um zero a mais.

Um Salazar de igual calibre, em pleno século XXI, até nem era pior do que ter o país dividido entre os neo liberais e a esquerda.

Tudo é melhor que um outro Salazar, com ele continuaria muita gente a chuchar na teta do Estado, como aconteceu durante 48 anos, com a agravante de haver muitas mais limitações à liberdade individual do que as que existem hoje.

E nós não temos o país dividido entre liberais e esquerda, temos uma esmagadora maioria de "estatistas" que acham que o Estado pode mandar em tudo, desde aquilo que comemos, que compramos, que vendemos, que fazemos, que podemos/ devemos ver, etc., e que exige uma grande fatia dos nossos rendimentos para em troca distribuir umas benesses chamadas Estado Social, que geralmente não beneficia quem deve beneficiar;

e temos uma ínfima percentagem de pessoas que acham o contrário, que são chamados de liberais e que acham que a intervenção do Estado deve ser limitada, e apenas para garantir que a liberdade de cada indivíduo não interfere na liberdade dos restantes.

Todos os partidos com assento parlamentar são "estatistas", havendo algumas excepções de alguns deputados (raros).

A solução é emigrar, porque não é só a classe política que está embrutecida, a população, como se ouviu ontem nas várias intervenções em directo nas TV está também embrutecida. Se fosse só a classe política, a solução passava por substituí-la. Quando é a maioria absoluta da sociedade, não há grande solução. É deixar o barco ir ao fundo, pode ser que aprendam.
 
A sociedade precisa de uma revolução global
os modelos que a formam estão no limite.É preciso encontrar um novo rumo social e económico que acabe com este sufoco
 
Nem mais.

Manifestação

Também eu me sinto indignado com o peso da factura imposta pelo Estado para pagar a conta de um enorme festim no qual não participei.
Mas se assim é, que sentido faria gritar palavras de ordem em coro com muitos dos organizadores e participantes da dita festa?
Que sentido faria marchar ao lado dos marxistas que ainda acham insuficiente a presença do Estado na vida das pessoas e das empresas?
Não devo ser só eu a pensar assim. Segundo os organizadores da manifestação, houve 8.5 milhões de Portugueses que não puseram lá os pés.

link: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5905298.html
 
Para quem enfatiza os nórdicos e Suiços como simbolos do sucesso capitalista e neoliberalismo heis que afinal ela própria demonstra o contrário ao limitar de certa forma alguns rendimentos escandalosos.

Segue na calha um limite diferencial entre rendimentos mais altos e rendimentos mais baixos.
 
Na minha opinião, financiar actividades públicas, privadas ou até mesmo os meus bens pessoais, com empréstimos dos bancos, é o grande problema.

Vivemos numa economia da lógica da dívida e do juro. A meu ver é um grande erro que continuámos a cometer há décadas. Permite grande crescimento durante uma época de festa mas depois resulta em catástrofes sociais, da
última vez na Guerra Mundial, e veremos no que resultará agora.

Os seres humanos têm que viver com o que têm, e construirmos uma sociedade em que não seja preciso trabalhar dezenas de anos até ter dinheiro para possuir uma casa.

Enquanto a riqueza e os recursos estão nas mãos de uns e outros sem nada (como eu), não haverá paz nem estabilidade. O capitalismo é inerentemente instável e recorrentemente (a cada várias décadas) enfrenta crises, cada vez maiores.

Mas enfim os seres humanos nunca aprendem. Ou preferem achar que é justo cada um ter o que merece, "os frutos do nosso trabalho". É essa lógica que leva à desigualdade, inveja, o "todos contra todos" porque cada um acha que tem a resposta certa, e depois resulta às grandes crises e conflitos (guerras) da humanidade, que um dia trarão o nosso fim (já a tecnologia actual e guerras é pela primeira vez desde a última grande guerra, bastante destrutiva).

Deixemo-nos de políticas e concentremo-nos nesta simples linha de pensamento.

Alternativas? Se as tenho, a maioria dos seres humanos não as deseja, por pura estupidez e falta de visão. Por este caminho, avizinham-se tempos muito negros para a humanidade durante este século. Enquanto cada muitos acham que este caminho ainda é o melhor, outros preparam-se para usar a sua violência na ausência da abundância que outros possuem. Burros são onviamente os que estão no poder e não têm visão para antever isso. E burros são os que votam ou defendem os actuais políticos que não têm qualquer visão.

Alternativas? Uma das que defendo é acabar o conceito de dívida, juro e empréstimo e repartir mais a riqueza e recursos, não totalmente mas até garantir o mínimo necessário a todos. Mas obviamente parece quase impossível implementar isso hoje, ao actual nível de estupidez (e corrupção) existente, seja em Portugal ou em qualquer outro país.


Como?

Se me explicares decentemente como se pode manter o nível de vida da década de 90 e início deste século, alicerçado em endividamento público e privado, de modo infinito, eu garanto-te que voto no teu partido. Mas vai ser difícil convenceres-me, eu sou ateu, não acredito em milagres nem na divina providência.




A diferença entre os números avançados e a realidade é tão grande, que nem vale a pena contar os pixels. Presumo que se trata de um erro tipográfico, a organização pôs um zero a mais.



Tudo é melhor que um outro Salazar, com ele continuaria muita gente a chuchar na teta do Estado, como aconteceu durante 48 anos, com a agravante de haver muitas mais limitações à liberdade individual do que as que existem hoje.

E nós não temos o país dividido entre liberais e esquerda, temos uma esmagadora maioria de "estatistas" que acham que o Estado pode mandar em tudo, desde aquilo que comemos, que compramos, que vendemos, que fazemos, que podemos/ devemos ver, etc., e que exige uma grande fatia dos nossos rendimentos para em troca distribuir umas benesses chamadas Estado Social, que geralmente não beneficia quem deve beneficiar;

e temos uma ínfima percentagem de pessoas que acham o contrário, que são chamados de liberais e que acham que a intervenção do Estado deve ser limitada, e apenas para garantir que a liberdade de cada indivíduo não interfere na liberdade dos restantes.

Todos os partidos com assento parlamentar são "estatistas", havendo algumas excepções de alguns deputados (raros).

A solução é emigrar, porque não é só a classe política que está embrutecida, a população, como se ouviu ontem nas várias intervenções em directo nas TV está também embrutecida. Se fosse só a classe política, a solução passava por substituí-la. Quando é a maioria absoluta da sociedade, não há grande solução. É deixar o barco ir ao fundo, pode ser que aprendam.
 
Na minha opinião, financiar actividades públicas, privadas ou até mesmo os meus bens pessoais, com empréstimos dos bancos, é o grande problema.

Vivemos numa economia da lógica da dívida e do juro. A meu ver é um grande erro que continuámos a cometer há décadas. Permite grande crescimento durante uma época de festa mas depois resulta em catástrofes sociais, da
última vez na Guerra Mundial, e veremos no que resultará agora.

Os seres humanos têm que viver com o que têm, e construirmos uma sociedade em que não seja preciso trabalhar dezenas de anos até ter dinheiro para possuir uma casa.

Enquanto a riqueza e os recursos estão nas mãos de uns e outros sem nada (como eu), não haverá paz nem estabilidade. O capitalismo é inerentemente instável e recorrentemente (a cada várias décadas) enfrenta crises, cada vez maiores.

Mas enfim os seres humanos nunca aprendem. Ou preferem achar que é justo cada um ter o que merece, "os frutos do nosso trabalho". É essa lógica que leva à desigualdade, inveja, o "todos contra todos" porque cada um acha que tem a resposta certa, e depois resulta às grandes crises e conflitos (guerras) da humanidade, que um dia trarão o nosso fim (já a tecnologia actual e guerras é pela primeira vez desde a última grande guerra, bastante destrutiva).

Deixemo-nos de políticas e concentremo-nos nesta simples linha de pensamento.

Alternativas? Se as tenho, a maioria dos seres humanos não as deseja, por pura estupidez e falta de visão. Por este caminho, avizinham-se tempos muito negros para a humanidade durante este século. Enquanto cada muitos acham que este caminho ainda é o melhor, outros preparam-se para usar a sua violência na ausência da abundância que outros possuem. Burros são onviamente os que estão no poder e não têm visão para antever isso. E burros são os que votam ou defendem os actuais políticos que não têm qualquer visão.

Alternativas? Uma das que defendo é acabar o conceito de dívida, juro e empréstimo e repartir mais a riqueza e recursos, não totalmente mas até garantir o mínimo necessário a todos. Mas obviamente parece quase impossível implementar isso hoje, ao actual nível de estupidez (e corrupção) existente, seja em Portugal ou em qualquer outro país.

Se acabasse o conceito de dívida também acabava o conceito de responsabilização de quem se endivida. Se acabassem os empréstimos, então quem tem ideias inovadoras mas não tem capital, nunca teria oportunidade de investir. Se acabassem os juros, ninguém colocava o dinheiro no banco e também ninguem emprestava!

Se és contra a propriedade privada, então caso ganhasses o euromilhões, revertia tudo para o estado, certo?

Como é que repartes mais riqueza e recursos?? Com mais impostos? Revertendo para o estado o que é privado, para distribuir por todos novamente? Então e depois, não trabalhavamos, gastavamos tudo e iamos pedir novamente ao estado mais ajudas, mais distribuição de riqueza e recursos?? Parece-me um ciclo vicioso de malandrice...

Pode haver imensas excepções, mas regra geral, para eu enriquecer apenas tenho de trabalhar mais, investir mais e trabalhar mais! Que caminho sugeres?
 
Se acabasse o conceito de dívida, não existe quem se endivide. Assim sim, tens razão, quem tem ideias terá que gerar o seu próprio dinheiro para começar um negócio. De qualquer forma, até na nossa sociedade, o dinheiro nunca é da pessoa que investe, é dinheiro emprestado. Mas eu acho que idealmente se acabaria com toda a noção de emprestar e endividar.

Quanto à propriedade privada, eu não sou contra (nunca disse isso), mas acho que tem que haver um limite para o quanto de propriedade e recursos privados um homem ou empresa pode deter. É o que o bom senso me diz. Se não se alguém detém a maioria dos recursos acaba por se tornar uma ditadura dessa pessoa, se este optar por não os partilhar, o que acontece regularmente na nossa sociedade.

Por exemplo, falemos de terras. Eu não possuo terra nem tenho dinheiro para comprar uma. Quero ter uma, mas apenas 1 ou 2 hectares, como é que faço? Existe tanta gente com posse tão grande de terras e não as partilha, não as usa, e pior de tudo, até as deixa desertificar ou incendiar.

Eu não desejo ter terra emprestada porque quero construir a minha casa nela. Como faço então?

Não me quero endivididar. Ou será que vou pedir ajuda ao banco e passar a minha vida a investir numa terra que pertence ao banco?

Percebes o meu problema?

Este é só um exemplo, mas isto aplica-se a muitos recursos.

Se ninguém se endividasse em Portugal por causa de terras e casas, então o preço destas desceria tanto que nesse momento, ninguém usaria as terras ou casas para fazer lucro, e então eu e qualquer pessoa, poderíamos facilmente comprar terra e casa a preço barato.

Mas obviamente, aqueles que possuem terra e casa, não se estão para preocupar com aqueles não têm esses recursos! Daí o problema actual.

Outro exemplo, se eu for uma companhia e deter toda a água de um país, quem é que me controla? Quem é que me força a usar sensatamente esse recurso? E se eu decidir cobrar imenso à população, porque sou eu que possuo o recurso da água. Percebes o problema?

Eu nem sou contra uma forma moderada de capitalismo nem sou pró comunismo puro e duro. Defendo que uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática e a prática actual está a funcionar muito mal, seja em que país for.

Agora diz-me lá, Paulo, quais são as alternativas que sugeres para solucionar estes problemas que afectam tantas pessoas incluindo eu?


É muito lindo defender ou o comunismo ou o capitalismo neoliberal, mas quando certas teorias falham na prática, há a necessidade de reinventar para que estas teorias possam proporcionar o bem à generalidade da população. Pelo menos sabemos que com o capitalismo neoliberal muita gente fica sem recursos básicos, enquanto estes estão concentrados nas mãos dos poderosos e estes emprestam-nos a juros elevados (basicamente prendendo a pessoa). O comunismo propunha solucionar este problema, mas também falhou em muitos países. Deve haver uma forma de resolver isto.

Se acabasse o conceito de dívida também acabava o conceito de responsabilização de quem se endivida. Se acabassem os empréstimos, então quem tem ideias inovadoras mas não tem capital, nunca teria oportunidade de investir. Se acabassem os juros, ninguém colocava o dinheiro no banco e também ninguem emprestava!

Se és contra a propriedade privada, então caso ganhasses o euromilhões, revertia tudo para o estado, certo?

Como é que repartes mais riqueza e recursos?? Com mais impostos? Revertendo para o estado o que é privado, para distribuir por todos novamente? Então e depois, não trabalhavamos, gastavamos tudo e iamos pedir novamente ao estado mais ajudas, mais distribuição de riqueza e recursos?? Parece-me um ciclo vicioso de malandrice...

Pode haver imensas excepções, mas regra geral, para eu enriquecer apenas tenho de trabalhar mais, investir mais e trabalhar mais! Que caminho sugeres?
 
Se acabasse o conceito de dívida, não existe quem se endivide. Assim sim, tens razão, quem tem ideias terá que gerar o seu próprio dinheiro para começar um negócio. De qualquer forma, até na nossa sociedade, o dinheiro nunca é da pessoa que investe, é dinheiro emprestado. Mas eu acho que idealmente se acabaria com toda a noção de emprestar e endividar.

Quanto à propriedade privada, eu não sou contra (nunca disse isso), mas acho que tem que haver um limite para o quanto de propriedade e recursos privados um homem ou empresa pode deter. É o que o bom senso me diz. Se não se alguém detém a maioria dos recursos acaba por se tornar uma ditadura dessa pessoa, se este optar por não os partilhar, o que acontece regularmente na nossa sociedade.

Por exemplo, falemos de terras. Eu não possuo terra nem tenho dinheiro para comprar uma. Quero ter uma, mas apenas 1 ou 2 hectares, como é que faço? Existe tanta gente com posse tão grande de terras e não as partilha, não as usa, e pior de tudo, até as deixa desertificar ou incendiar.

Eu não desejo ter terra emprestada porque quero construir a minha casa nela. Como faço então?

Não me quero endivididar. Ou será que vou pedir ajuda ao banco e passar a minha vida a investir numa terra que pertence ao banco?

Percebes o meu problema?

Este é só um exemplo, mas isto aplica-se a muitos recursos.

Se ninguém se endividasse em Portugal por causa de terras e casas, então o preço destas desceria tanto que nesse momento, ninguém usaria as terras ou casas para fazer lucro, e então eu e qualquer pessoa, poderíamos facilmente comprar terra e casa a preço barato.

Mas obviamente, aqueles que possuem terra e casa, não se estão para preocupar com aqueles não têm esses recursos! Daí o problema actual.

Outro exemplo, se eu for uma companhia e deter toda a água de um país, quem é que me controla? Quem é que me força a usar sensatamente esse recurso? E se eu decidir cobrar imenso à população, porque sou eu que possuo o recurso da água. Percebes o problema?

Eu nem sou contra uma forma moderada de capitalismo nem sou pró comunismo puro e duro. Defendo que uma coisa é a teoria, outra coisa é a prática e a prática actual está a funcionar muito mal, seja em que país for.

Agora diz-me lá, Paulo, quais são as alternativas que sugeres para solucionar estes problemas que afectam tantas pessoas incluindo eu?


É muito lindo defender ou o comunismo ou o capitalismo neoliberal, mas quando certas teorias falham na prática, há a necessidade de reinventar para que estas teorias possam proporcionar o bem à generalidade da população. Pelo menos sabemos que com o capitalismo neoliberal muita gente fica sem recursos básicos, enquanto estes estão concentrados nas mãos dos poderosos e estes emprestam-nos a juros elevados (basicamente prendendo a pessoa). O comunismo propunha solucionar este problema, mas também falhou em muitos países. Deve haver uma forma de resolver isto.

O estado existe precisamente para regular mercados onde exista monopólio ou até oligopólio, em bens essenciais. Se não funciona melhor, é por força de interesses ou corrupção. De qualquer forma, em democracia somos nós que elegemos quem nos governa. Mas é preciso votar, não é com nulos ou em branco que vamos lá..

Quanto às terras, é questão de te informares melhor.. Em Vila de Rei até te pagam para ires lá morar! Pelo menos davam um pedaço de terra a quem viesse residir nesse concelho e um subsídio por cada nascimento. Em muitos outros concelhos do interior oferecem terras para cultivar.
Existe mesmo o chamado banco de terras para quem quiser cultivar:

http://agrotec.pt/?cat=166
http://adacb.wordpress.com/2012/03/...rras-muito-em-breve-em-conselho-de-ministros/

Mas sabes que mais? É preferível ser mendigo em Lisboa e até receber RSI, do que vir morar para aqui no interior e ter de trabalhar! É que trabalhar faz calos.. :lmao:

Quanto às pessoas que têm terras de floresta, que até as deixam incendiar, sou uma delas! Mas não as deixo incendiar de propósito, a verdade é que existe sempre mão criminosa, quer seja negligencia ou não, é crime!
Eu tenho um emprego muito exigente, e ainda assim dedico tempo ao fim de semana para ir ver das terras e cuidá-las.

De forma alguma conseguiria sobreviver das terras (incendios é de 10 em 10 anos), portanto nunca hei-de ganhar alguma coisa com a minha floresta! Tento investir noutro tipo de árvores: cerejeiras, castanheiros,..

Porque é que nunca conseguiria sobreviver dessas terras? Porque não existe mercado local! Porquê?! Porque lá toda a gente tem o mesmo que eu, logo, não precisa de comprar, não há mercado! E mesmo que houvesse mercado a 70km de distância, já teria de usar autoestradas com portagem os meus produtos sairiam caros mas tão caros, que ninguém os comprava!

Quando se introduz portagens no interior, é o que acontece! Tudo encarece e torna impossível quaisquer ideias de negócio rentáveis!

Pronto, já te indiquei algumas formas de obter terras para trabalhar, a custo Zero! Mas sem ser banco de terras, podes investir até no pinhal, compras um hectare por 2500-3000EUR. Assim mais perto da cidade (<30km) um hectare já vale uns 10000EUR.
 
Pronto, já te indiquei algumas formas de obter terras para trabalhar, a custo Zero! Mas sem ser banco de terras, podes investir até no pinhal, compras um hectare por 2500-3000EUR. Assim mais perto da cidade (<30km) um hectare já vale uns 10000EUR.

Não exageres! :D

Eu já estive a sondar terrenos para comprar, de modo a sair de uma vida um pouco sedentária e os terrenos não são nada baratos e o pior que tudo são terrivelmente emparcelados e com proprietários que já morreram há mais de 50 anos.

É uma dor de cabeça... ou o Estado estabelece regras na titularidade nos terrenos ou quem quer comprar um terreno não o consegue.
 
Não se oferecem terras para cultivar, emprestam-se. Porque se não eu já tinha a minha solução. E aliás o que eu te disse é que procuro um terreno não só para cultivar mas igualmente para construir uma casa nele. E claro, tem que ser algo que esteja dentro das minhas possibilidades. Duvido que exista algo por 3000 euros como tu dizes, e muito menos oferecido (como tu dizes em Vila de Rei).

Obviamente não vou pedir um terreno emprestado e construir nele uma casa e plantar árvores de fruto. Para iniciar um negócio numa terra, terei que ser proprietário da terra. E isso hoje em dia é muito dificil, se quiser evitar empréstimos.



O estado existe precisamente para regular mercados onde exista monopólio ou até oligopólio, em bens essenciais. Se não funciona melhor, é por força de interesses ou corrupção. De qualquer forma, em democracia somos nós que elegemos quem nos governa. Mas é preciso votar, não é com nulos ou em branco que vamos lá..

Quanto às terras, é questão de te informares melhor.. Em Vila de Rei até te pagam para ires lá morar! Pelo menos davam um pedaço de terra a quem viesse residir nesse concelho e um subsídio por cada nascimento. Em muitos outros concelhos do interior oferecem terras para cultivar.
Existe mesmo o chamado banco de terras para quem quiser cultivar:

http://agrotec.pt/?cat=166
http://adacb.wordpress.com/2012/03/...rras-muito-em-breve-em-conselho-de-ministros/

Mas sabes que mais? É preferível ser mendigo em Lisboa e até receber RSI, do que vir morar para aqui no interior e ter de trabalhar! É que trabalhar faz calos.. :lmao:

Quanto às pessoas que têm terras de floresta, que até as deixam incendiar, sou uma delas! Mas não as deixo incendiar de propósito, a verdade é que existe sempre mão criminosa, quer seja negligencia ou não, é crime!
Eu tenho um emprego muito exigente, e ainda assim dedico tempo ao fim de semana para ir ver das terras e cuidá-las.

De forma alguma conseguiria sobreviver das terras (incendios é de 10 em 10 anos), portanto nunca hei-de ganhar alguma coisa com a minha floresta! Tento investir noutro tipo de árvores: cerejeiras, castanheiros,..

Porque é que nunca conseguiria sobreviver dessas terras? Porque não existe mercado local! Porquê?! Porque lá toda a gente tem o mesmo que eu, logo, não precisa de comprar, não há mercado! E mesmo que houvesse mercado a 70km de distância, já teria de usar autoestradas com portagem os meus produtos sairiam caros mas tão caros, que ninguém os comprava!

Quando se introduz portagens no interior, é o que acontece! Tudo encarece e torna impossível quaisquer ideias de negócio rentáveis!

Pronto, já te indiquei algumas formas de obter terras para trabalhar, a custo Zero! Mas sem ser banco de terras, podes investir até no pinhal, compras um hectare por 2500-3000EUR. Assim mais perto da cidade (<30km) um hectare já vale uns 10000EUR.
 
Não exageres! :D

Eu já estive a sondar terrenos para comprar, de modo a sair de uma vida um pouco sedentária e os terrenos não são nada baratos e o pior que tudo são terrivelmente emparcelados e com proprietários que já morreram há mais de 50 anos.

É uma dor de cabeça... ou o Estado estabelece regras na titularidade nos terrenos ou quem quer comprar um terreno não o consegue.

Lousano, não estou a falar de preços de terras no perímetro urbano! Claro nesse caso, um lote de 500m2 custa aqui 80mil eur para cima! Falo de terras a 20-30km da cidade a 10mil eur/ha, e de pequenas parcelas de pinhal a 40-70km, que te vendem a 2.5-3mil eur, pois os pinheiros só valem alguma coisa daqui a 30anos, e nesse tempo passam os incêndios 3vezes, é para esquecer mesmo!

Sim, é verdade que são parcelas pequenas, o preço de legalizar a compra/venda é demasiado cara para o tamanho das terras, e as confrontações difíceis de atestar com donos já falecidos cujos filhos/netos nem sequer conhecem as terras, embora paguem os impostos sobre as mesmas! Mas há exceções.. Não é tudo 8 e 80! :)

Se quiseres um dia destes envio cópia de anúncios locais, de venda de terras. Os preços são mais ou menos como referi.
 
Não se oferecem terras para cultivar, emprestam-se. Porque se não eu já tinha a minha solução. E aliás o que eu te disse é que procuro um terreno não só para cultivar mas igualmente para construir uma casa nele. E claro, tem que ser algo que esteja dentro das minhas possibilidades. Duvido que exista algo por 3000 euros como tu dizes, e muito menos oferecido (como tu dizes em Vila de Rei).

Obviamente não vou pedir um terreno emprestado e construir nele uma casa e plantar árvores de fruto. Para iniciar um negócio numa terra, terei que ser proprietário da terra. E isso hoje em dia é muito dificil, se quiser evitar empréstimos.

Terrenos emprestados, porque não?? É uma boa solução enquanto se arranja dinheiro para comprar uma propriedade! Ninguém oferece propriedades assim.. Então as propriedades custaram dinheiro a alguém, ou o que é que julgas? Mesmo que herdadas, alguém as pagou há gerações atrás! Chama-se a isto propriedade privada.

Se eu não tivesse nenhuma propriedade, fosse pobre, com ajuda do rsi, aceitava feliz e contente ter uma terra emprestada para cultivar, e com o dinheiro do subsídio social arrendava uma casa na aldeia. Assim teria uma vida sustentável e em pouco tempo conseguiria comprar uma terra pequena e ser proprietário de alguma coisa!

Só com esforço e aproveitar oportunidades se consegue alguma coisa. Não podemos estar sempre à espera que nos ofereçam tudo de mão dada!
 
Lousano, não estou a falar de preços de terras no perímetro urbano! Claro nesse caso, um lote de 500m2 custa aqui 80mil eur para cima! Falo de terras a 20-30km da cidade a 10mil eur/ha, e de pequenas parcelas de pinhal a 40-70km, que te vendem a 2.5-3mil eur, pois os pinheiros só valem alguma coisa daqui a 30anos, e nesse tempo passam os incêndios 3vezes, é para esquecer mesmo!

Nem eu referi de terras em perímetro urbano. Todas fora de localidades, (cerca de 2/3km) mas aráveis.

O problema é que as terras eram sempre extremamente pequenas e a expansão tornava-se sempre impossível porque nos terrenos contíguos tinham por vezes dezenas de proprietários (descentes), muitos deles residente fora do país (seria alguns anos de negociação e de certeza muito cara).
 
Olá Paulo, eu não sou pobre nem procuro emprego pois tenho um aqui na Islândia e também tenho terra emprestada aqui. Aliás o que eu coordeno aqui já é um negócio privado embora parte do financiamento provém do estado.

Quase não tenho esforço aqui na minha vida, e obviamente a voltar a Portugal obviamente não iria mudar de cavalo para burro e ficar desempregado. Não quer dizer se que não goste de esforço. Eu gosto de desafios mas também não aceito desafios muito complicados- não sou masoquista! Voltar a Portugal parece um bicho de sete cabeças a qualquer empresário que venha do estrangeiro. A possibilidade mais fácil de viver numa terra seria a de ter um negócio. Obviamente que tendo a terra emprestando, não vou investir com árvores para depois as arrancar. Do mesmo modo não arrendo casas se não tenho um salário para cobrir isso. Muito menos desejo viver de subsídio social! Embora o defenda, eu não faço opção de usufruir deste, prefiro ter o mesmo próprio emprego.

Eu não sou contra a propriedade privada Paulo. Longe disso. Mas acho que o preço destas (casas e terras) está extraordinariamente especulado. Há algumas décadas, qualquer pessoa com poupanças poderia comprar a sua casa e terra numa zona rural sem requerer um banco. Hoje em dia isso não dá. Esse é um dos grandes problemas a meu ver.

Como querem que os jovens se fixem no interior? Vou me tornar mais escravo e ficar sem emprego e investindo numa terra que não é minha? Ao cultivar e plantar árvores de fruto num terreno de outrém, só estou a trabalhar de graça para esse outrém ao valorizar o terreno desse dono, sem que ele tenha qualquer esforço. Embora esses acordos funcionem para alguns jovens, eu não estou interessado.

O que eu acho é que toda a gente deve ter direito a propriedade privada e isso garante-se com baixos preços. Mas os preços sao mantidos artificialmente muito elevados para que os bancos possam continuar a lucrar com empréstimos e também porque muita gente fazia da compra e venda de terras um negócio.


Terrenos emprestados, porque não?? É uma boa solução enquanto se arranja dinheiro para comprar uma propriedade! Ninguém oferece propriedades assim.. Então as propriedades custaram dinheiro a alguém, ou o que é que julgas? Mesmo que herdadas, alguém as pagou há gerações atrás! Chama-se a isto propriedade privada.

Se eu não tivesse nenhuma propriedade, fosse pobre, com ajuda do rsi, aceitava feliz e contente ter uma terra emprestada para cultivar, e com o dinheiro do subsídio social arrendava uma casa na aldeia. Assim teria uma vida sustentável e em pouco tempo conseguiria comprar uma terra pequena e ser proprietário de alguma coisa!

Só com esforço e aproveitar oportunidades se consegue alguma coisa. Não podemos estar sempre à espera que nos ofereçam tudo de mão dada!
 
Estado
Fechado para novas mensagens.