O Estado do País

  • Thread starter Thread starter Rog
  • Data de início Data de início
Estado
Fechado para novas mensagens.
Tópico interessante e de discussão saudável! :thumbsup:

Prefiro dados concretos! :D

Sou seguidor diário do mercado de dívida e apesar de tudo as notícias são boas... Para os defensores da esquizofrenia dos mercados e que assistem ao descalabro que está a nossa economia, eis que a dívida a 10 anos continua a renovar mínimos já desde antes, bastante antes do resgate, dada a nossa situação macro económica, não deixa de ser curioso! Valerá assim tanto o Gaspar? Mas bolas, o senhor erra tudo! :huh:

Espanha chegou hoje a negociar abaixo dos 4%, mas não aguentou a fasquia, finalmente a Grécia regressa a 1 dígito!

Fecho de hoje:

Espanha: 4,04%
Italia: 3,82%

Portugal: 5,50%
Grécia: 9,80%

Sem crescimento como iremos pagar a dívida?

A unica coisa que vejo nisso é dividas, cada vez mais que aparece mais crédito é sinal de mais dívida, e depois começa-se a pedir o empréstimo para pagar o empréstimo (empréstimo obrigacionista que os clubes de futebol usam :huh:), e depois o empréstimo para pagar o empréstimo, chega-se a um certo ponto nos recusam o crédito, e nem se consegue pagar os créditos.
Prefiro fugir a cartões de crédito e apenas apagar o que posso do que andar a afogar-me em dívidas, depois perco o emprego, o que faço? "Mato-me" ou "mato aquele que me quer cobrar a dívida" ....
Pois dá que pensar, um agregado nunca deve usar mais do que 50% do que ganha para créditos e afins, porque se alguma coisa corre mal como sobrevive.

Com o Estado é a mesma coisa ......

PS: Algumas coisas que foram ditas aqui é apenas uma forma de expressão atenção !
Bom deixo o resto para discutirem, falar sobre politica chega a um certo ponto aborrece-me, prefiro futebol :)
 
A situação é simples. Ninguém está a comprar ou a investir e quando ninguém o faz só um entre todos o pode fazer. Chama-se Estado.

Acho que devem estar todos contentes com mais 30 mil consumidores que vão deixar de consumir. É bom para a economia eliminarem-se mais estes 30 mil.
 
A situação é simples. Ninguém está a comprar ou a investir e quando ninguém o faz só um entre todos o pode fazer. Chama-se Estado.

Acho que devem estar todos contentes com mais 30 mil consumidores que vão deixar de consumir. É bom para a economia eliminarem-se mais estes 30 mil.

Qual é o mal de ir 30 mil para o desemprego, no sector privado vão muitos mais e ninguém chora por isso. Eu cá não tenho nenhuma pena desses tais 30 mil e podiam ir muitos mais. Mas a esqueda em Portugal quer é a mamadeira do estado sempre a funcionar, mas a mama está prestes a acabar e que o sector público seja igual ao privado. Eu como trabalhador do privado também queria ter a mama que tem os trabalhadores do estado mais dias de férias, mais ordenado, trabalhar menos horas e blá blá. Se existisse equidade entre os dois sectores querem apostar que não havia tanta gente a trabalhar para o estado. Se eu no privado posso ser despedido como qualquer trabalhador do privado, qual é o espanto de os funcionários públicos serem despedidos também, empregos para toda a vida acabaram.

Mas agora, vai começar o festim, para os sindicatos tipo a CGTP, Fenprof e outros ligados ao estado, PCP, o BE e até o PS, tadinhos ficaram chocados com a comunicação, eu cá fiquei satisfeito e espero que a reforma do estado seja feita.
 
Aposto que a televisão por cabo também estará muito contente com mais estes 30 mil. São mais 30 mil contratos cancelados. Vais ter mais dificuldade em angariar clientes. Lá se vão os prémios de produtividade. Menos salário ao final do mês... também tu consumirás menos.
 
(...) Se há coisa que deu para aprender nos últimos anos, uma delas é que deu para perceber de forma mais clara que há mesmo um país de castas, e só quando as castas mais protegidas sentem na pele a crise, é que parece que o sistema se revolta. Ora, só posso dizer, bem vindos ao clube.
E se fosse eu a mandar, meus caros, faria coisas muito mais profundas, em nome da constituição e da sua equidade acabaria de imediato com o sistema retribuitivo da função pública, toda a gente passaria para um regime de contratação equivalente à economia privada, e extinguiria de imediato a ADSE.

A Educação e a Segurança Social serão os setores que mais contribuirão para a redução da despesa do Estado com as medidas setoriais que o Governo pretende implementar nos próximos anos, sendo responsáveis por mais de metade das poupanças.

DESTAK

Portanto, parece que serão os mais desfavorecidos aqueles que terão de pagar a factura mais pesada ... liquidar a escola pública como hoje a conhecemos e transformar a segurança social na sopa dos pobres. Estamos de facto no bom caminho ...

Porque, é bom que não se toque nas castas superiores mas sim apenas nas inferiores.
 
Na Alemanha há pessoas [acusadas de corrupção] a dormirem todos os dias na cadeia

PAULO MORAIS: Crise foi provocada pela corrupção, não pelos excessos dos portugueses

O vice-presidente da Associação de Integridade e Transparência, Paulo Morais, garantiu hoje que a crise económica em Portugal não se deve ao facto de os portugueses terem vivido acima das suas possibilidades, mas aos fenómenos de corrupção. "Há duas mentiras que têm sido repetidas na sociedade portuguesa: que os portugueses andaram a gastar acima das suas possibilidades e que não há alternativa à austeridade para expiarem os pecados (que não cometeram)", disse.
Segundo Paulo Morais, que falava sobre a "Origem da Crise" numa conferência sobre o modelo do Estado Social, promovida pela Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal, "grande parte da divida pública e privada é fruto da corrupção e não dos alegados excessos dos portugueses". Paulo Morais destacou o peso do caso BPN e das Parcerias Público-Privadas (PPP), entre outros, na dívida pública e lembrou que 68% da dívida privada é resultante da especulação imobiliária, salientando que só cerca de 15% da divida privada se pode atribuir aos alegados excessos dos portugueses.
Os resultantes 15% da divida privada, disse Paulo Morais, correspondem a todo o dinheiro disponível na banca para apoiar a economia portuguesa, que considerou insuficiente. Para o antigo vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, a verdadeira explicação para a crise em Portugal está nos fenómenos de corrupção na administração central e local, que têm permitido a "transferência de recursos públicos para grandes grupos económicos".
"Seis a sete por cento dos recursos do Orçamento de Estado vão para grandes grupos económicos", disse Paulo Morais, referindo o grupo Espírito Santo, o grupo Mello e o grupo Mota Engil, como alguns dos principais beneficiários.
"Em 2011, as PPP custaram 1.700 milhões de euros, ou seja, mais do dobro dos 799 milhões de euros que estavam previstos inicialmente", disse Paulo Morais, considerando incompreensível que tivesse havido um desvio com um custo superior ao preço que estava inicialmente previsto. "O que o Estado pagou a mais às PPP só é possível porque a sede da política - Assembleia da República - está transformada num centro de negócios", disse.
Como exemplo da gestão danosa dos dinheiros públicos, Paulo Morais referiu uma fórmula de cálculo inserida no contrato de uma PPP, numa auto-estrada em Viana do Castelo, em que o concessionário paga multas, ou recebe prémios do Estado, em função da taxa de sinistralidade. "Se a sinistralidade aumentar 10%, o concessionário tem de pagar uma multa de 600 mil euros, mas, se houver uma redução de 10% na sinistralidade, o Estado tem de pagar à empresa 30 milhões de euros", disse. "Quem assinou o contrato, só por isso, devia estar preso", sentenciou.
Referindo-se à nacionalização do BPN, Paulo Morais lembrou que o anterior governo socialista nacionalizou apenas os prejuízos, que estão a ser pagos pelo povo português, e permitiu que os acionistas da SLN - Sociedade Lusa de Negócios (agora com o nome Galilei), detentora do banco, ficasse com os ativos e com todas as empresas lucrativas. Paulo Morais garantiu, no entanto, que "se houver vontade política e se a justiça atuar como deve, o Estado ainda pode recuperar três ou quatro mil milhões de euros, através dos ativos do grupo Galilei e das contas bancárias dos principais acionistas".
A aquisição de dois submarinos à Alemanha é, segundo Paulo Morais, mais uma caso de "corrupção comprovada", não pelos tribunais portugueses, mas pelos tribunais da Alemanha. "Na Alemanha há pessoas [acusadas de corrupção] a dormirem todos os dias na cadeia", disse.

Económico
 
A situação é simples. Ninguém está a comprar ou a investir e quando ninguém o faz só um entre todos o pode fazer. Chama-se Estado.

Acho que devem estar todos contentes com mais 30 mil consumidores que vão deixar de consumir. É bom para a economia eliminarem-se mais estes 30 mil.

O que é bom para a economia, é todos nós sustentarmos 30 mil trabalhadores desnecessários, para que eles possam consumir. Pena, que para esses 30 mil consumirem, umas boas centenas de milhar de trabalhadores tenham que consumir menos, uma vez que uma boa parte dos seus rendimentos é sugada para sustentar esses 30 mil. Ou que todos os dias várias empresas que empregam outros potenciais consumidores tenham que fechar asfixiadas pela excessiva carga fiscal.

Olha, hoje apareceu um amigo teu, este académico defende que o Estado deve obrigar as pessoas a gastar parte das suas poupanças:

«Regime de despesa privada obrigatória é a solução»
http://www.jornaldenegocios.pt/opin..._despesa_privada_obrigatoria_e_a_solucao.html

Está tudo doido :maluco:

E quem não tiver dinheiro para gastar deveria ser obrigado a pedir um crédito bancário, à CGD, que por sua vez estaria obrigada a concedê-lo. :lol:

e ainda um testamento sobre como funciona o comércio na Europa, sem dúvida que está tudo aberto, ao Domingo ... loooll. Fica o reparo o sol nasce mais cedo na parte mais leste e penso que aquilo que está aqui escrito presumo não sei que horário se baseia, o nosso ou o local.

Só mesmo numa Europa profundamente socialista isto é possível. Os Estados regularem o horário de funcionamento de estabelecimentos privados que não causam qualquer perturbação à vida da população (não refiro estabelecimentos que pela sua actividade e/ou localização possam perturbar o descanso/ sossego/ qualidade de vida das populações).
 
Vivem em que país ? O que está a ser liquidado é a escola privada e não a pública. Fazes ideia dos milhares de alunos que nos últimos anos andam a regressar à escola pública por causa de aumento de impostos/diminuição de benefícios fiscais de educação e desemprego das família da classe média ?

O que eu não sabia era que antigamente a escola privada era subsidiada pelo Estado, ou melhor o Estado dava apoios, o que é de loucos, quer dizer temos uma Escola Pública e depois andamos a subsidiar aqueles que cobram cerca de 500 euros por mês aos alunos. Que passaram anos e anos a mamar de dois sitios diferentes.
Deixaram o sector privado não por causa de serem cancelados os apoios mas sim porque os pais deixaram de poder pagar o colégio dos filhos.
Já os meninos que andam em colégios pertencem a uma classe média alta e não média baixa !
 
Aposto que a televisão por cabo também estará muito contente com mais estes 30 mil. São mais 30 mil contratos cancelados. Vais ter mais dificuldade em angariar clientes. Lá se vão os prémios de produtividade. Menos salário ao final do mês... também tu consumirás menos.

O Vince trabalha na TV por Cabo ?
 
O que é bom para a economia, é todos nós sustentarmos 30 mil trabalhadores desnecessários, para que eles possam consumir. Pena, que para esses 30 mil consumirem, umas boas centenas de milhar de trabalhadores tenham que consumir menos, uma vez que uma boa parte dos seus rendimentos é sugada para sustentar esses 30 mil. Ou que todos os dias várias empresas que empregam outros potenciais consumidores tenham que fechar asfixiadas pela excessiva carga fiscal.
Exactamente, deixamos de os ter para produzir, e passamos tê-los para lhes pagar Subsidio de Desemprego, e depois vão consumir na minha área de negócio com o quê ?


E quem não tiver dinheiro para gastar deveria ser obrigado a pedir um crédito bancário, à CGD, que por sua vez estaria obrigada a concedê-lo. :lol:
A ideia dessa pessoa não tem qualquer sentido


Só mesmo numa Europa profundamente socialista isto é possível. Os Estados regularem o horário de funcionamento de estabelecimentos privados que não causam qualquer perturbação à vida da população (não refiro estabelecimentos que pela sua actividade e/ou localização possam perturbar o descanso/ sossego/ qualidade de vida das populações)
Tens os teus fim de semana, não tens, vês a tua mulher e os teus filhos, pois fica a saber que no comércio nomeadamente no sector da distribuição imensas pessoas que mal vêem os filhos, os maridos e que mal conseguem estarem juntos em familia.
Não trabalhar ao Domingo é uma forma de se criar condições para que pelo menos um dia de semana possa existir um momento em que a família esteja junta, mas pronto como querem transformar pessoas em máquinas tudo está condenado a acabar e brevemente acaba-se com o Dia de Natal, claro tudo em nome da economia pois claro.
 
Qual é o mal de ir 30 mil para o desemprego, no sector privado vão muitos mais e ninguém chora por isso. Eu cá não tenho nenhuma pena desses tais 30 mil e podiam ir muitos mais. Mas a esqueda em Portugal quer é a mamadeira do estado sempre a funcionar, mas a mama está prestes a acabar e que o sector público seja igual ao privado. Eu como trabalhador do privado também queria ter a mama que tem os trabalhadores do estado mais dias de férias, mais ordenado, trabalhar menos horas e blá blá. Se existisse equidade entre os dois sectores querem apostar que não havia tanta gente a trabalhar para o estado. Se eu no privado posso ser despedido como qualquer trabalhador do privado, qual é o espanto de os funcionários públicos serem despedidos também, empregos para toda a vida acabaram.

Mas agora, vai começar o festim, para os sindicatos tipo a CGTP, Fenprof e outros ligados ao estado, PCP, o BE e até o PS, tadinhos ficaram chocados com a comunicação, eu cá fiquei satisfeito e espero que a reforma do estado seja feita.

Não existe nenhuma razão para que o sector do Estado tenha regalias e horários diferentes do sector privado.
Quanto á questão dos 30 000 bom, são mais 30000 a dar subsidio de desemprego, a produzirem nada, e a consumirem menos na tua área de negócio.
Acho engraçado nisto é esta gente de direita, falam, falam ... mas sempre em prejuizo de quem trabalha, a ver se voçês falam daqueles que mais mamam (gestores e afins), reformas loucas desses e comissões cobradas altamente lesosas. Esquecem-se é que para erguer uma empresa precisa do patrão para tomar decisões acertadas e fazer bons negócios, mas quem leva a empresa para a frente é os trabalhadores.
 
Exactamente, deixamos de os ter para produzir, e passamos tê-los para lhes pagar Subsidio de Desemprego, e depois vão consumir na minha área de negócio com o quê ?

Então é melhor mantermos o emprego a 30 mil pessoas que não são necessárias. Se é assim, também me vou despedir do emprego e peço ao Estado um salário fixo até aos 66 anos para poder consumir e consequentemente propiciar o crescimento da economia.

Tens os teus fim de semana, não tens, vês a tua mulher e os teus filhos, pois fica a saber que no comércio nomeadamente no sector da distribuição imensas pessoas que mal vêem os filhos, os maridos e que mal conseguem estarem juntos em familia.
Não trabalhar ao Domingo é uma forma de se criar condições para que pelo menos um dia de semana possa existir um momento em que a família esteja junta, mas pronto como querem transformar pessoas em máquinas tudo está condenado a acabar e brevemente acaba-se com o Dia de Natal, claro tudo em nome da economia pois claro.

Olha, eu já várias vezes trabalhei ao domingo. Não porque seja obrigado pela minha entidade patronal (muitas vezes nem sabem que nós estamos lá a trabalhar), não porque o Estado tenha feito um horário para mim que me permita trabalhar ao domingo (pelo contrário, proíbe), mas porque assumimos compromissos com os clientes e temos que os honrar. Tal como eu, milhares de trabalhadores (não refiro sequer empresário, refiro trabalhadores) temos que por vezes flexibilizar os nossos horários, para cumprir prazos.

No que respeita às superfícies comerciais, é óbvio que quem trabalha aos domingos tem outros dias da semana em que não trabalha. Por trabalhar ao domingo, recebe um salário ligeiramente superior. E o que te apraz dizer sobre aqueles trabalhadores que por trabalharem durante a semana e ao sábado, apenas lhes resta os domingos para poderem ir às compras?
 
Na Alemanha há pessoas [acusadas de corrupção] a dormirem todos os dias na cadeia

PAULO MORAIS: Crise foi provocada pela corrupção, não pelos excessos dos portugueses

O vice-presidente da Associação de Integridade e Transparência, Paulo Morais, garantiu hoje que a crise económica em Portugal não se deve ao facto de os portugueses terem vivido acima das suas possibilidades, mas aos fenómenos de corrupção. "Há duas mentiras que têm sido repetidas na sociedade portuguesa: que os portugueses andaram a gastar acima das suas possibilidades e que não há alternativa à austeridade para expiarem os pecados (que não cometeram)", disse.
Segundo Paulo Morais, que falava sobre a "Origem da Crise" numa conferência sobre o modelo do Estado Social, promovida pela Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal, "grande parte da divida pública e privada é fruto da corrupção e não dos alegados excessos dos portugueses". Paulo Morais destacou o peso do caso BPN e das Parcerias Público-Privadas (PPP), entre outros, na dívida pública e lembrou que 68% da dívida privada é resultante da especulação imobiliária, salientando que só cerca de 15% da divida privada se pode atribuir aos alegados excessos dos portugueses.
Os resultantes 15% da divida privada, disse Paulo Morais, correspondem a todo o dinheiro disponível na banca para apoiar a economia portuguesa, que considerou insuficiente. Para o antigo vereador do Urbanismo da Câmara do Porto, a verdadeira explicação para a crise em Portugal está nos fenómenos de corrupção na administração central e local, que têm permitido a "transferência de recursos públicos para grandes grupos económicos".
"Seis a sete por cento dos recursos do Orçamento de Estado vão para grandes grupos económicos", disse Paulo Morais, referindo o grupo Espírito Santo, o grupo Mello e o grupo Mota Engil, como alguns dos principais beneficiários.
"Em 2011, as PPP custaram 1.700 milhões de euros, ou seja, mais do dobro dos 799 milhões de euros que estavam previstos inicialmente", disse Paulo Morais, considerando incompreensível que tivesse havido um desvio com um custo superior ao preço que estava inicialmente previsto. "O que o Estado pagou a mais às PPP só é possível porque a sede da política - Assembleia da República - está transformada num centro de negócios", disse.
Como exemplo da gestão danosa dos dinheiros públicos, Paulo Morais referiu uma fórmula de cálculo inserida no contrato de uma PPP, numa auto-estrada em Viana do Castelo, em que o concessionário paga multas, ou recebe prémios do Estado, em função da taxa de sinistralidade. "Se a sinistralidade aumentar 10%, o concessionário tem de pagar uma multa de 600 mil euros, mas, se houver uma redução de 10% na sinistralidade, o Estado tem de pagar à empresa 30 milhões de euros", disse. "Quem assinou o contrato, só por isso, devia estar preso", sentenciou.
Referindo-se à nacionalização do BPN, Paulo Morais lembrou que o anterior governo socialista nacionalizou apenas os prejuízos, que estão a ser pagos pelo povo português, e permitiu que os acionistas da SLN - Sociedade Lusa de Negócios (agora com o nome Galilei), detentora do banco, ficasse com os ativos e com todas as empresas lucrativas. Paulo Morais garantiu, no entanto, que "se houver vontade política e se a justiça atuar como deve, o Estado ainda pode recuperar três ou quatro mil milhões de euros, através dos ativos do grupo Galilei e das contas bancárias dos principais acionistas".
A aquisição de dois submarinos à Alemanha é, segundo Paulo Morais, mais uma caso de "corrupção comprovada", não pelos tribunais portugueses, mas pelos tribunais da Alemanha. "Na Alemanha há pessoas [acusadas de corrupção] a dormirem todos os dias na cadeia", disse.

Económico

Nada disso em Portugal não existe economia paralela, corrupção, abusos de poder, fraudes .... e o Estado é que anda atrás a querer fazer a vida negra a esses anjinhos de fato e gravata.
A crise e a divida foi criada pelos trabalhadores e não por aqueles que promoviam os climas de especulação em tornos dos mercados e afins .....
No fim os culpados somos nós, os trabalhadores que deixámos de consumir porque nos apeteceu.
Realmente não se entende .... em Portugal corrupção, fraude, fuga ao fisco não ... bastava ir a qualquer lado e pedir factura, que ficavam logo com os cabelos em pé, a tentar arranjar forma de não ter que passar factura. Passei por essa situação em milhares de sitios.
Este é o país da mama, cheios de lobbies e interesses instalados .... e são os próprios estrangeiros que me dizem isso, ficam espantados em como funciona este país.
Se no Norte da Europa fugissem ao Fisco como fogem aqui, logo se via se estavam como estão.
A culpa não é do Estado que tem uma carga de impostos elevada ? Sim é, porque não foram feitas logo quando deviam as reformas de combate ao fisco, e quando viam o que se estava a passar, isto porque mesmo nos Governos ainda muita gente com o rabo a arder .... e agora quem paga são os trabalhadores por conta de outrem ....
Este país cada vez mete mais "Nojo", mas corrupto que nós só mesmos os italianos !
 
Então é melhor mantermos o emprego a 30 mil pessoas que não são necessárias. Se é assim, também me vou despedir do emprego e peço ao Estado um salário fixo até aos 66 anos para poder consumir e consequentemente propiciar o crescimento da economia.



Olha, eu já várias vezes trabalhei ao domingo. Não porque seja obrigado pela minha entidade patronal (muitas vezes nem sabem que nós estamos lá a trabalhar), não porque o Estado tenha feito um horário para mim que me permita trabalhar ao domingo (pelo contrário, proíbe), mas porque assumimos compromissos com os clientes e temos que os honrar. Tal como eu, milhares de trabalhadores (não refiro sequer empresário, refiro trabalhadores) temos que por vezes flexibilizar os nossos horários, para cumprir prazos.

No que respeita às superfícies comerciais, é óbvio que quem trabalha aos domingos tem outros dias da semana em que não trabalha. Por trabalhar ao domingo, recebe um salário ligeiramente superior. E o que te apraz dizer sobre aqueles trabalhadores que por trabalharem durante a semana e ao sábado, apenas lhes resta os domingos para poderem ir às compras?

Meu caro os hipermercados estão abertos até ás 23 horas no Inverno e até ás 24 horas ao Domingo, tens tempo de sobra para fazeres as compras que quiseres .... e ainda aparecem por vezes alguma "alminha" a dizer, então dia de Natal não estão abertos, apetecia-me vir ás compras, e ainda se começa a rir. Só dá vontade de pegar num bolo e esfregar-lhe na cara e isto para além de lombarem como os mal disposto de todos os dias, que nem falam sequer !
Não tens noção do que se ganha num Hipermercado, e as pressões contratuais a que essas pessoas estão sujeitas para além de agora meterem tudo a fazerem somente 4 horas nas caixas para pouparem imenso dinheiro.

A questão aqui nem passa por se trabalhar um ou outro no Domingo até porque defendo que nas épocas (mais) altas isso deve acontecer, agora passar o tempo a fazer os fim de semanas todos sem ter tempo para nada ... e ver passar o tempo com os tadinhos dos funcionários públicos a se queixarem, quando trabalham 35 horas, têm domingos e feriados, pontes ... mais dias de férias, ADSE e sei lá mais que regalias cada vez me dá mais vómitos!

Nos paises do Norte da Europa os estrangeiros e portugueses que trabalham lá fora, dizem que aqueles povos dão muito mais importância á familia do que se dá aqui .... no outro dia um alemão " Então mas isto está tudo aberto ao Domingo ? "
 
Aposto que a televisão por cabo também estará muito contente com mais estes 30 mil. São mais 30 mil contratos cancelados. Vais ter mais dificuldade em angariar clientes. Lá se vão os prémios de produtividade. Menos salário ao final do mês... também tu consumirás menos.

Curioso que as estatísticas da ANACOM referentes ao 4º trimestre de 2012 dizem precisamente o contrário, o número de clientes aumentou 14000 em relação ao trimestre anterior e o número de clientes em relação ao trimestre do ano anterior aumentou em 186 mil clientes. Onde existe a quebra de clientes, que já vens falando há bastante tempo? As pessoas querem os 3 serviços o chamado triple play tv+net+telefone. Agora, se tu disseres que existe uma quebra nos clientes que estão na ZON a mudarem para a MEO isso acreditava mais.

Era mau sinal, mais de 1 ano estar ainda a angariar clientes, nem eu tinha paciência para isso. Num mercado onde existe concorrência, tens que saber agarrar o cliente, é como teres uma empresa se não agarrares os clientes a que prestas os serviços ou vendes os produtos, então a empresa abre falência e fecha e existem muitas maneiras de fidelizar um cliente. Um cliente para mim tem que estar satisfeito, se ele mostra estar insatisfeito a minha equipa faz com que ele volte a ficar satisfeito, seja ao nível da qualidade do serviço e preços e muito mais. Diria que é oferecer um bombom e o cliente fica satisfeito.
 
Estado
Fechado para novas mensagens.