O Estado do País

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Mago, estive há dois anos numa conferência onde estavam muito colegas teus ideológicos (socialistas) e foram bem claro, a nível de equipamentos sociais e infra-estruturas somos dos melhores do mundo. Sabes onde estamos mal? Leis do trabalho, Justiça lenta, burocracia, corrupção e tráfico de influências, educação e universidades. Tudo problemas para os quais não é necessário atirar dinheiro para a economia! Tiques de terceiro-mundismo? Somos um país onde a extrema-esquerda radical tem perto de 20% das intenções de voto, o homem que duplicou a dívida pública fala todas as semanas na televisão pública e não mostra arrependimento, o PS insiste na receita que nos trouxe aqui e segundo as sondagens está à frente. Há uns meses vi um estudo sobre escalas de valores e Portugal era colocado ao nível da América Latina. Sabes, um pobre sem formação pode vestir DKNY ou Hugo Boss, mas se não estudar, se não se aprimorar e não ganhar o respeito da sociedade não passará dali. Nós portugueses somos o pobre bem trajado.
 
Somos pobres mas a mama continua para alguns:

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O Estado não tem recursos internos para fazer este serviço? Tomara nós que Vítor Gaspar tivesse o pulso que aquele cujo nome não pode ser dito teve.
 
Dinheiro gera dinheiro, investir para colher no futuro, na Noruega 5,6% já andam em carros eletricos, preve-se cerca de 85 0000 ao longo deste ano.

Não há dinheiro, não há dinheiro e não há dinheiro, é o mote para regredir-mos civicamente, economicamente, estruturalmente até aos anos do estado novo. Cheios de dinheiro, cheios de fome, com uma vida muito curta e muito dura.

Niguem falou que o estado deveria comprar um carro electrico para ninguem, mas porque muitos carros deles, que ja custam fortunas não podem ser electricos? Porque não pode haver uma insenção para esses carros como na Noruega? se calhar bastavam estas medidas....o dinheiro, o dinheiro, o dinheiro, enquanto os outros evoluem e ganham pontos no indice de desenvolvimento humano, nós andamos preocupados onde dar a próxima encavadela e a voltar às vias antigas romanas.
 
Dinheiro gera dinheiro, investir para colher no futuro, na Noruega 5,6% já andam em carros eletricos, preve-se cerca de 85 0000 ao longo deste ano.

Não há dinheiro, não há dinheiro e não há dinheiro, é o mote para regredir-mos civicamente, economicamente, estruturalmente até aos anos do estado novo. Cheios de dinheiro, cheios de fome, com uma vida muito curta e muito dura.

Niguem falou que o estado deveria comprar um carro electrico para ninguem, mas porque muitos carros deles, que ja custam fortunas não podem ser electricos? Porque não pode haver uma insenção para esses carros como na Noruega? se calhar bastavam estas medidas....o dinheiro, o dinheiro, o dinheiro, enquanto os outros evoluem e ganham pontos no indice de desenvolvimento humano, nós andamos preocupados onde dar a próxima encavadela e a voltar às vias antigas romanas.

Sim, isentavam os carros eléctricos que está tudo cheio de guita e aumentavam os impostos dos Clios, Corsas, Polos que ainda são poucos. Haja paciência. O carro eléctrico só será viável quando tiver ao mesmo preço dos carros que se vendem mais em Portugal senão nunca vai vingar.
 
Sim, isentavam os carros eléctricos que está tudo cheio de guita e aumentavam os impostos dos Clios, Corsas, Polos que ainda são poucos. Haja paciência. O carro eléctrico só será viável quando tiver ao mesmo preço dos carros que se vendem mais em Portugal senão nunca vai vingar.

Tal nunca ocorrerá, até por outras razões.. Um carro eléctrico tem um bobinado de cobre que deve ser enorme, para conseguir-se uma potência tal que dê para circular a 160km/h. Ora, o cobre já é um metal caro, alvo de roubos. A tendência é para encarecer ainda mais, à medida que as economias emergentes aumentam o seu poder de compra.

Agora a realidade: estão a imaginar os milhões de toneladas de cobre, se todos os carros fossem eléctricos? O resultado seria que o preço do cobre seria elevadissimo, não compensaria. Pode ser que a ciência/tecnologia ofereça novas soluções, mas ainda tardará.. Acontece o mesmo com os painéis solares, são materiais caros. Talvez um dia sejam comercializados folhas de 1mm que até se dobrem e produzam energia, a um preço barato.. Mas até lá é apenas fé!
 
A protecção do ambiente tornou-se popular entre as classes médias urbanas portuguesas, especialmente nos jovens e jovens adultos com mais formação. As elites perceberam isso e lançaram uma série de engodos que visavam apenas roubar dinheiro aos contribuintes, mascarando a patranha com o combate ao aquecimento global. Há coisas muito simples que não são feitas em Portugal, pelo ambiente, que não passam por gastar milhões, que acabam por cair nos bolsos dos rendeiros do regime, empobrecendo ainda mais os portugueses.
 
A protecção do ambiente tornou-se popular entre as classes médias urbanas portuguesas, especialmente nos jovens e jovens adultos com mais formação. As elites perceberam isso e lançaram uma série de engodos que visavam apenas roubar dinheiro aos contribuintes, mascarando a patranha com o combate ao aquecimento global.

Ora cá está a grande verdade por detrás da aposta neste segmento automóvel.
Quando a economia o permitia (?) havia até bastante gente interessada neste tipo de veículos, mas mesmo assim era uma espécie de aposta de risco...
Nas variantes mais baratas, as marcas para "chamar" a clientela aluga as baterias, baixando o preço de custo mas inflacionando o custo total do veículo ao longo de vários anos.
Não é uma opção barata, não é uma opção real para a nossa economia. Seria sim se fosse integralmente desenvolvido e construído em Portugal.
A contrapartida do governo anterior estava na produção de baterias no nosso país. Apenas e só isso...muito pouco para esbater o custo real para os cofres públicos.

Para mim, a melhor opção de momento seria apostar nos híbridos.
Há, por exemplo, um carro que dispõe de tracção integralmente eléctrica, com baterias como os normais eléctricos, mas com a opção de utilizar um motor de combustão interna (gasto de cerca de 5 litros\500 km) que gera electricidade para o motor eléctrico. Parece-me uma opção realista, com verdadeiros 5 lugares, com uma mala bastante razoável, isto é, um carro pensado para uma família típica portuguesa. Pena é o preço: mais de 40000 €.
Os outros são muito pequenos, demasiado caros, com custos de manutenção ainda muito desconhecidos a médio e longo prazo. São carros pensados para utilização citadina...Nestas condições há carros a menos de metade do preço, até a menos de 10000€, com consumos muito reduzidos, e que só olhando para horizontes de 200000 km ou mais é que se tornarão (em princípio) mais caros que os eléctricos de baixa gama. Valerá mesmo a pena apostar em citadinos eléctricos que vão fazer poucos km na sua vida útil?:huh:
 
Mais um dia normal no XIX governo. Paulo Portas nega tudo o que disse há 7 dias atrás e aceita o roubo nas pensões. Mas isto tem que ter alguma coisa em troca. Que ganhará Paulo Portas em troca por engolir o roubo das pensões, 7 dias depois de ter comunicado pessoalmente que não o aceitaria? E se não for possível enganar o tribunal constitucional com esta aldrabice?
 
E hoje ninguém fala do amigo José Gomes Ferreira? Afinal o Governo vai mesmo fazer tudo para não roubar os pensionistas? Adoro o papel de palhaço do Paulo Portas e a forma desesperada de tentar mandar para os jornais que ele fez tudo para evitar o roubo das pensões naquela conversa do último recursso. :lol:

Conselho de ministros de ontem...

 
Editado por um moderador:
Penso que o Paulo Portas teve muito mal, se tem de haver sacrificios esses terão de ser para todos, dado que o governo apenas apontava cortes para as reformas acima dos 1300 euros, os pequenos ou miseraveis pensionistas estariam salvaguardados.

Apesar das virtudes da segurança social, a meu ver intocáveis, esta tem de estar adequada à demografia, o sistema está bem pensado mas as variaveis demograficas são decisivas pois sem haver contribuintes, esta não é viável.

Desta forma terá de haver ajustamentos para o sistema não entrar em colapso, logo as pensões mais elevadas obviamente terão de descer. Este é um dos poucos pontos que concordo com o já cadaver Vitor Gaspar
 
As pensões vão ter cortes, se não for agora, será no futuro.
Quanto mais tarde for, maior é o roubo (sim, os ladrões não são os que dizes).
A segurança social passada e actual é um esquema de Pirâmide, uma fraude criada pelos políticos pós-25 de Abril (agora a reformarem-se e a gozarem o prato) em prejuízo das gerações actuais e futuras. O Ponzi orgulhar-se-ia do esquema.

Infelizmente ninguém discute este assunto como deveria ser discutido. Uns anunciam cortes sem grandes explicações, outros fazem politiquice com a coisa em troca de mais uns votinhos. País de doidos.

Vince, somos mesmo um país de doidos e quem leu a entrevista do António Mexia ao Diário Económico até deu para rir um bom bocado.

O problema do país não é do governo, a culpa é do Benfica não ser campeão disse o António Mexia (Presidente da EDP) numa entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico afirmou que a vitória do Benfica no campeonato iria fazer crescer o PIB. Se isto não é uma anedota é o quê?

Querem lá ver com o Benfica campeão, o PIB cresce mais de 3%, o desemprego começa a descer drasticamente. :lol:
 
Nota especial IP(TROIKADO)...

Previsão para os próximos anos:

Péssimas condições climatológicas para todos os tugas, com chuva de impostos em especial sobre os trabalhadores e classe média, cortes em pensões, salários, queda de funcionários para a rua e muita trovoada para os lados de São Bento. Muito frio para os lados do Largo do Rato, esperam-se fortes vendavais de contestação social, com ondas de violência contra o governo um pouco por todo o país.

Esteja atento às próximas actualizações pois o AA Tribunal Constitucional poderá condicionar todo este processo no curto médio prazo e mudar toda a previsão!

:calor:
 
As pensões vão ter cortes, se não for agora, será no futuro.
Quanto mais tarde for, maior é o roubo (sim, os ladrões não são os que dizes).
A segurança social passada e actual é um esquema de Pirâmide, uma fraude criada pelos políticos pós-25 de Abril (agora a reformarem-se e a gozarem o prato) em prejuízo das gerações actuais e futuras. O Ponzi orgulhar-se-ia do esquema.

Infelizmente ninguém discute este assunto como deveria ser discutido. Uns anunciam cortes sem grandes explicações, outros fazem politiquice com a coisa em troca de mais uns votinhos. País de doidos.

Está aí uma grande confusão.

Que eu saiba, os cortes que poderão ser efectuados não são algo de um programa de adequação do sistema de pensões à demografia existente na actualidade, de modo a que não exista um ruptura financeira no sistema de pensões, mas sim um acto de redução imediata de despesa pública.
 
Confusão em que ?

Sim, grande confusão:

1) Qualquer corte nas reformas tendo em conta a realidade actual (e passada) será sempre um programa de adequação à sustentabilidade do sistema. Ao contrário do discurso do "roubo", não há roubo algum, a Segurança Social é um fundo, ao cortarem pensões só estão a tornar esse fundo mais viável, que não o é hoje. O dinheiro não é "roubado", não sai de lado nenhum para outro lado qualquer, é o fundo que "paga" menos.

O corte anunciado não tem nenhuma referência à sustentabilidade do sistema de pensões, nem em nada se refere ao "que te vai na alma", é um simples imposto, corte, dedução ou o que lhe queiram chamar.

2) É uma redução efectiva da despesa pública porque a SS mesmo hoje já não é sustentável (e será muito menos nas próximas décadas), a SS precisa de transferências constantes do Estado. A SS é um esquema de pirâmide, as multiplas reformas que tem sofrido ao longo das últimas décadas só por si dizem quase tudo sobre a aldrabice em que assentou.

É óbvio que é uma redução efectiva da despesa pública, porque a intenção é essa, e além disso tem efeitos imediatos.

Mas agora entramos no contra-censo... mas o sistema de pensões não era autónomo ao restante orçamento do estado?... este não teria planos próprios e constituição própria?

O que eu vejo é uma confusão de indexações de sistema de pensões, alguns que ao longo de anos de anexos (e por ordem do diabo) foram sustendo um défice inaceitável.

Em resumo, o que se verifica é que teremos um salário de alguém que está inactivo, porque deixa de existir o conceito de pensão.
 
O fundo de pensões seria autosustentável se fosse assegurado o seguinte:
1) todos os cidadãos tivessem descontado durante 30anos, 14meses ao ano.
2) rendibilidade média de 6% ao ano.
3) taxa de 34.75% para a segurança social, desde sempre.

Fazendo as contas, ao fim de 30 anos, iria receber-se uma boa pensão (quase equivalente ao salário), durante mais 20 anos para além dos 65 anos de idade.

Para tal, a inflação média anual nestes 30 anos, não poderia ser superior a 1.5%.

Porque é que não é sustentável?
1. Nem todos descontaram 30anos x 14 meses x 34.75%.
2. A rendibilidade do fundo nem sempre supera os 6%
3. O fundo tem défice porque pagamos desde há décadas, pensões a cidadãos que bem precisam, mas que no seu tempo pouco descontavam. Muitos idosos trabalhavam no campo, de forma de subsistência e trocando bens por dinheiro (economia paralela).
4. Muitas classes previligiadas têm direito a pensão, ao fim de poucos anos de serviço, e que nem fizeram descontos que valessem o que recebem de pensão.
5. A falta de registos de remuneração antigos (há mais de 30 anos) e a união de várias caixas de previdência (que é hoje segurança social), faz com que uma mera contribuição nos anos 70 possa equivaler a meio ano de descontos (depende do ano).

Como podem ver, fechou-se os olhinhos às contas certas, durante muitas décadas, assumiu-se um estado social, assumiram-se aumentos de pensão e previlegios desmedidos a certas classes, e agora temos de cobrir o fundo todos os anos com o nosso orçamento e cada vez mais, se nada for feito! Façam as contas: são 3.5milhões de reformados, 1milhão de desempregados, 2milhões de activos e 2 milhões de não-activos! Sobra quanto?
 
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