O Estado do País

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Poderia também metaforar a direita ao facismo, a Hitler, mas estaria a ser injusto para muitos seguidores de direita que nada têm a ver com essas "tragédias politicas", estaria a generalizar... Como vez tudo tem a ver da forma como se apresentam as coisas. A esquerda democrática tendencialmente defende uma sociedade progressista, solidária, acredita num mercado livre mas com alguma regulação, num estado que garanta com capacidade interventiva que garanta as liberdades dos cidadãos e a sua protecção social. Qualquer associação a Venezuelas, Coreias do Norte, é pura especulação e nada corresponde À esquerda democrática.

Hitler era socialista. Informa-te melhor!
 
Credo, Hitler?, eu nem fui por esse caminho agora, a Venezuela é supostamente uma democracia, pouco tem a ver com a Coreia do Norte (uma democracia para alguns comunistas nacionais), a Venezuela era a esperança global do tal socialismo progressista de que falas, mas como sempre ocorreu no passado, a história acaba sempre com prateleiras de supermercado vazias. Por qualquer estranha razão, os merdia esquerdistas ocidentais, perdão, media, não dão o devido destaque ao que se passa nesses países. E passam-se imensas coisas interessantes, até em Cuba.

Esses países pouco têm a ver com as sociedades ocidentais, caso não saibas a economia não se limita unicamente a modelos económicos, os culturais acabam por ter maior relevancia. Mas vamos lá dar um exemplo: Os Estados Unidos sempre foram o simbolo do liberalismo, aliás até os modelos de protecção sociais que só chegam a alguns são de iniciativa privada. Conclusão, a Divida Americana ultrapassa a imaginação de qualquer matemática, aliás só a da Califórnia bem bem... Já para não falar que o inicio desta bola de neve de especulação dos mercados iniciou lá nesse País tão tão liberal. No que toca ao Reino Unido, a coisa anda equivalente.

Se vão dizer que estes paises afundados em divida são de inspiração socialistas, esquerdistas e outros afins, poupem os Vossos acomentários, são tão de esquerdas como os comunistas comem criancinhas ao pequeno almoço.
 
Hitler era socialista. Informa-te melhor!

Por mim ele, até podia auto-denominar-se de Cristo, não inibe que não seja um fascista. Faz-me lembrar o Salazar, também entendia que era um governante para o povo, a unica coisa que deu ao povo foi miséria e fome.

Aliás se tivesse-mos nesse malogrado regime, tu, eu e uns poucos que comentam aqui já estava-mos no Tarrafal partir pedra....
 
Por mim ele, até podia auto-denominar-se de Cristo, não inibe que não seja um fascista. Faz-me lembrar o Salazar, também entendia que era um governante para o povo, a unica coisa que deu ao povo foi miséria e fome.

Aliás se tivesse-mos nesse malogrado regime, tu, eu e uns poucos que comentam aqui já estava-mos no Tarrafal partir pedra....

Salazar, Hitler, Mussolini, todo o líder que não respeita as liberdades individuais e os direitos humanos merece o meu desprezo. Mas sabes o Hitler era um grande socialista, defensor do intervencionismo estatal na economia e da regulação dos hábitos individuais do povo. Talvez tenha ficado na História como homem de Direita devido a medidas «extremas» de conservadorismo que visavam defender a «moral e bons costumes», conhecidas de todos, ou pela associação feita entre extrema-direita e xenofobia, antisemitismo e racismo. Mas no plano económico e financeira era claramente um socialista.
 
A primeira do público é deliciosa...

O bando de criminosos que governa a união europeia, em particular os conservadores alemães começam a esbracejar acusando tudo e todos do estado lamentável a que chegámos: A mais longa recessão da união europeia desde a sua fundação. O pânico instala-se, Barroso é incompetente e a troika não presta. :lol:

Claro que como qualquer bom conservador, a mentira da austeridade traz sempre qualquer coisa de verdade. Os alemães omitem que em consumo próprio já aceitaram um aumento de salários de 5,6% após pressão do supersindicato IG Metall (que fez apenas uns ensaios de greve). Na alemanha não se brinca com os sindicatos, as eleições estão à porta e à direita pensa-se apenas na sobrevivência. A vida cá fora na austeridade para os outros é muito dura... mais Paulo Portas do que isto não era possível.

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IG Metall Wins 5.6 Percent Pay Increase in Bavaria.

http://www.bloomberg.com/news/2013-05-15/ig-metall-wins-5-6-percent-pay-increase-in-bavaria.html
 
Por mim até aceito bem que a Alemanha aumente os seus salários. Não deviam ser 5,6%...deviam ser 20%!

Dessa forma entravam numa febre consumista, logo teriam de importar mais produtos, quem sabe se uma percentagem interessante fosse de produtos "MADE IN PORTUGAL".
As nossas exportações agradeciam.

Por mim países populosos como Espanha, França, Reino Unido, Itália, Polónia, etc., deviam ter aumentos de salários de 20%: passavam todos a importar muitos produtos de Portugal.

Talvez num futuro demasiado próximo chegassem à conclusão que a inflação subia de forma galopante, e que a importação em crescendo levava a saída de divisas (riqueza) do país. Certamente nessa altura entrariam em recessão...mas isso era problema deles e não nosso.:assobio:

Se a inflação aumentar num país como a Alemanha, é certinho que as taxas de juro começarão a aumentar. Nessa altura é que a nossa economia sofrerá um golpe ainda mais profundo...

Até lá vamo-nos divertindo.

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:uau:
 
Enfim parece que poucos conseguem perceber o que se está a passar. Não sou nenhum génio ou iluminado. Mas gostaria de ver alguns tópicos em cima da mesa, na discussão pública portuguesa.

1) Os combustíveis fósseis caros vieram para ficar. Sem petróleo barato não há crescimento económico elevado. Enquanto a Humanidade não encontrar uma alternativa ao petróleo (fusão nuclear?, algas geneticamente modificadas?) teremos de passar a contentar-nos com um crescimento lento, de 0 a 2% ao ano.

2) A Europa, para voltar a crescer, precisará de colocar barreiras à importação de produtos de países com baixos salários, sem protecção social e sem preocupações ambientais. Não é justo para os empresários sediados em países europeus. Simultaneamente será necessário baixar salários, retirar regalias, desburocratizar, desregular, liberalizar, um pouco por todo o Velho Continente!

3) O aumento da esperança média de vida e a redução da natalidade obrigarão a fortes mudanças no nosso Estado Social. Este terá de evoluir para a garantia exclusiva do básico: acesso a cuidados de saúde para todos, instrucção até aos 18 anos de idade, Superior garantido apenas para quem tem talento, e cheque alimentação, habitação social e cheque farmácia para os necessitados! Em tudo o resto os cortes terão de ser brutais, tendo de sobrar alguns trocos para a protecção do património (histórico, cultural, ambiental) das Nações e para a investigação científica. Terão de acabar, tal como conhecemos: abonos de família, subsídios de natalidade, fundos de desemprego, indemnizações por despedimento, finaciamento a fundações, observatórios, associações ou IPSS's, regalias de políticos, empresas públicas, reformas altas para funcionários do Estado, etc.

4) Teremos de voltar a viver no centro das cidades, ou nas cidades do interior, perto do local de trabalho e de transportes públicos. O modelo que temos actualmente é insustentável. O futuro passa pelo repovoamento das cidades e pelo renascer do comércio tradicional, ou pela migração dos serviços dos subúrbios para os centros! E claro, pela redução da utilização do carro!

Em suma, reduzir o Estado ao mínimo. Haverá coragem?
 
Enfim parece que poucos conseguem perceber o que se está a passar. Não sou nenhum génio ou iluminado. Mas gostaria de ver alguns tópicos em cima da mesa, na discussão pública portuguesa.

1) Os combustíveis fósseis caros vieram para ficar. Sem petróleo barato não há crescimento económico elevado. Enquanto a Humanidade não encontrar uma alternativa ao petróleo (fusão nuclear?, algas geneticamente modificadas?) teremos de passar a contentar-nos com um crescimento lento, de 0 a 2% ao ano.

2) A Europa, para voltar a crescer, precisará de colocar barreiras à importação de produtos de países com baixos salários, sem protecção social e sem preocupações ambientais. Não é justo para os empresários sediados em países europeus. Simultaneamente será necessário baixar salários, retirar regalias, desburocratizar, desregular, liberalizar, um pouco por todo o Velho Continente!

3) O aumento da esperança média de vida e a redução da natalidade obrigarão a fortes mudanças no nosso Estado Social. Este terá de evoluir para a garantia exclusiva do básico: acesso a cuidados de saúde para todos, instrucção até aos 18 anos de idade, Superior garantido apenas para quem tem talento, e cheque alimentação, habitação social e cheque farmácia para os necessitados! Em tudo o resto os cortes terão de ser brutais, tendo de sobrar alguns trocos para a protecção do património (histórico, cultural, ambiental) das Nações e para a investigação científica. Terão de acabar, tal como conhecemos: abonos de família, subsídios de natalidade, fundos de desemprego, indemnizações por despedimento, finaciamento a fundações, observatórios, associações ou IPSS's, regalias de políticos, empresas públicas, reformas altas para funcionários do Estado, etc.

4) Teremos de voltar a viver no centro das cidades, ou nas cidades do interior, perto do local de trabalho e de transportes públicos. O modelo que temos actualmente é insustentável. O futuro passa pelo repovoamento das cidades e pelo renascer do comércio tradicional, ou pela migração dos serviços dos subúrbios para os centros! E claro, pela redução da utilização do carro!

Em suma, reduzir o Estado ao mínimo. Haverá coragem?

Não tenho bem a tua opinião:

1) e 2) A médio prazo todo o sistema económico da Europa terá de ser alterado. Não haverá superioridade tecnológica, criativa e de logística.
Um grande aumento do preço dos combustíveis e aumento do nível de vida nos países emergentes só poderá levar a uma certa reindustrialização da Europa.

3) É algo que esta crise irá resolver nas próximas 2 décadas.

4) Temos de voltar a ocupar equitativamente o país, formar cidades com certo relevo populacional, ocupar as aldeias e vilas.
Dentro de 30 anos teremos gigantescos guetos nas áreas metropolitanas do Porto e Lisboa e como é óbvio será o Estado a pagar a sua destruição.
 
Não aposto no regresso às aldeias e vilas. Aposto sim no regresso às cidades mais pequenas e numa nova rede ferroviária, para fazer face aos combustíveis caros. Creio que o abandono das aldeias e vilas é inexorável, mas poder-me-ei enganar.
 
Esta notícia é um retrato do que se passa nesta governação:

O ministro da Economia e Emprego, Álvaro Santos Pereira, afirmou hoje que a aposta da consultora tecnológica de origem francesa Altran em Portugal "mostra que Portugal é um local muito competitivo para este tipo de serviços".

Álvaro Santos Pereira falava na assinatura do contrato de investimento entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e a Altran Portugal, segundo o qual a consultora tecnológica vai investir 6,9 milhões de euros no concelho do Fundão, entre 2013 e 2015, no âmbito de um centro de competências de desenvolvimento de projetos de sistemas de informação Nearshore, que irá criar 120 postos de trabalho.

"Temos tido vários investimentos nesta área nos últimos anos, temos vindo a mostrar que temos gente altamente qualficada e temos incentivos muito fortes para nos tornarmos mais competitivos" e captar outros investimentos, adiantou o governante.

Durante a sua intervenção, Álvaro Santos Pereira disse que a "baixa substancial de IRC" é necessária para que haja "mais competitividade fiscal".

Questionado sobre se o IRC vai baixar este ano, o ministro disse que não iria abordar esse assunto porque há uma comissão que irá apresentar um relatório ao Governo.


Álvaro Santos Pereira considerou "fundamental cortar na burocracia, simplificar procedimentos", sublinhando que "o Estado não pode ser mais um empecilho ao desenvolvimento empresarial" e ao "desenvolvimento regional e à competitividade da economia".

Sobre o "memorando do crescimento", o ministro disse que há medidas que já avançaram, como o IVA de caixa ou descida adicional de 50% da taxa de utilização portuária.

"Estamos também a trabalhar com os parceiros sociais e com os partidos políticos para identificarmos as medidas que são mais urgentes, que devam avançar mais rapidamente por forma a estimular a economia a curto prazo, mas também dar sustentabilidade ao crescimento.

Sobre a questão do financiamento das empresas, Álvaro Santos Pereira disse que muitas delas estão "muito endividadas".

Por isso, "temos de melhorar o acesso das PME [pequenas e médias empresas] ao mercado de capitais, aumentar o financiamento das nossas empresas, quer através da constituição de uma instituição financeira de desenvolvimento ou especializada, quer através da utilização da Caixa Geral de Depósitos para liderar a concessão de crédito à economia".

A assinatura do contrato contou ainda com as presenças da diretora-geral da Altran Portugal, Célia Reis, do presidente da AICEP, Pedro Reis, do presidente a autarquia do Fundão, Paulo Fernandes e do vice-presidente executivo sénior para a Europa do Sul da Altran, Cyril Roger.

http://www.rtp.pt/

Um ministro a dar recados através da comunicação social.

É triste e criticaria-o se não tivesse totalmente razão (e apelidado de ministro a abater).
 
Jerónimo Martins confirma encerramento de fábrica Unilever em Sacavém

O grupo Jerónimo Martins decidiu encerrar a fábrica da Unilever de Sacavém, por causa da constante quebra no mercado da venda de detergentes sólidos, tendo assegurado que este fecho não acarretará qualquer despedimento.
O empresário Alexandre Soares dos Santos confirmou a intenção da empresa em desistir do segmento dos detergentes sólidos para apostar nos produtos alimentares, com um investimento de 30 milhões de euros em 2013.
«Os detergentes em pó estão a ser substituídos pelos detergentes líquidos e a fábrica Lever é virada para a produção de detergentes em pó. E hoje em dia não se constroem fábricas novas na Europa», explicou.
Face a esta quebra da venda de detergentes sólidos, Alexandre Soares dos Santos diz que entrou em negociações com a Unilever, o que resultou na aposta numa maior produção de margarinas, caldos e outros produtos alimentares.
Este empresário disse ainda que vai ser aumentada a produção de gelados para exportação e que os trabalhadores que ainda estão na fábrica de Sacavém serão transferidos para a Fima e para a Iglo.


Apesar do triste tópico, o mais importante realcei.
 
Esse pólo da Altran já tem uns 8 meses não? Ao tempo que oiço falar nisso até pensei que já tivessem desistido por não encontrarem candidatos. Os salários são muito baixos.
 
Esse pólo da Altran já tem uns 8 meses não? Ao tempo que oiço falar nisso até pensei que já tivessem desistido por não encontrarem candidatos. Os salários são muito baixos.

O realce da notícia não era a empresa em questão, e até podes ter razão. Temos inúmeros exemplos de empresas com apoios do Estado que criaram muito menos emprego do que foi acordado.

Mas ainda bem que o realças, o Estado dar incentivos a algo que será impossível garantir o "reembolso", geralmente o prejudicado é sempre o mesmo.

A meu ver seria uma drástica descida de IRC nas empresas em que apresentassem uma boa relação de resultados líquidos/nº trabalhadores (esquece o tema de off-shore, ou exemplos de Irlanda ou Holanda em que o PIB não é a realidade de impostos e poder de compra).

A procura de trabalho e um controlo imigração daria uns bons resultados nos vencimentos dos trabalhadores.
 
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