O Estado do País

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Sabemos agora quem tirou o sono ao ministro alemão das finanças!

Na periferia mais a norte da Europa, na Suécia, os motins duram há três dias.

Desde os tempos de Reagan que a decisão de encaminhar dezenas de milhões de jovens para uma onda estacionária de formação permanente, com cada vez menos saídas profissionais, e saídas profissionais cada vez pior remuneradas, foi estimulando a formação de uma enorme bolha de qualificações potencialmente inúteis, a qual não parou de inchar desde então. O caminho para o desastre estava traçado. Neste momento, tal como noutras crises especulativas, a bolha estudantil e do emprego fictício começou a rebentar. E não vai ser bonito ver, nem muito menos sofrê-la na pele.

O problema do desemprego jovem é insolúvel sem uma alteração radical dos paradigmas do trabalho, da produção, do crescimento, da redistribuição da riqueza, e do consumo.


A única solução imediata para o enorme problema do desemprego sistémico, capaz de ganhar o tempo necessário à transição de paradigmas, passa por duas medidas claramente assumidas pelos governos:

atribuir um cartão eletrónico a todas as pessoas com o mínimo de créditos para uma subsistência condigna sobretudo nas cidades (onde o problema do desemprego, por razões óbvias, é mais dramático);
redução drástica das burocracias que não param de alastrar como uma mancha corrosiva que devora o que resta do tecido económico e das poupanças.

À medida que a volatilidade dos mercados passou a dominar a paisagem económica global, os seguros de investimento e o investimento virtual nas bolsas de valores, obrigações e commodities dispararam de intensidade e volume até ao ponto de se terem transformado num autêntico casino de especulação com a desgraça alheia. O resultado foi a hipertrofia do chamado mercado de derivados OTC — onde predominam os contratos de seguro de risco não regulados. Entre os produtos mais apetecidos neste mercado over the counter (em cima da mesa) estão as taxas de juros e os câmbios de moeda. O valor nocional, quer dizer, o valor facial de todos os contratos, parte dos quais de anulam mutuamente, supera em dez vezes o PIB mundial. Ou seja, mais de 700 biliões de dólares. Há quem mencione mesmo o dobro deste valor!

Este gigantesco, quase inimaginável, buraco negro tem vindo a sugar desde 2008 uma parte sempre crescente da riqueza mundial, nomeadamente para satisfazer os prémios de risco e as apostas especulativas registadas. Como boa parte destes contratos estão associados ao endividamento privado e público dos países desenvolvidos, o que a resolução dos mesmos está a provocar é, pura e simplesmente, a destruição das economias, dos aparelhos públicos e do emprego.

Vai ser preciso entrar num longo período de transição de paradigmas. A maioria das pessoas não imagina sequer do que se trata. E enquanto não percebermos todos o que está verdadeiramente em causa, a dor e a revolta alastrarão.

Precisamos de nos preparar para o que aí vem!


20130522_sweden2_0.jpg


FONTE: http://o-antonio-maria.blogspot.pt/
 
A resposta a todo este sistema capitalista desregulado e sem ética é a mesma resposta que se organizou depois da 1ª guerra mundial (que fez desaparecer as monarquias como forma de governo) e depois da crise de 1929. A resposta é o fascismo. Estamos a vê-lo em vários países com partidos fascistas aceites nos parlamentos nacionais. Em última instância, na impossibilidade de manter no poder as classes detentoras do capital, estas organizarão um golpe de estado para manter a reserva permanente de pobres e recomeçar o processo de acumulação.
 
Vince,

e agora, o que faz a Europa aos milhões de imigrantes que fazem o que os europeus não querem fazer e que têm os negócios que os Europeus não querem? Entre legais e ilegais há mais de 1 milhão de imigrantes só na Grécia. Em Portugal serão quantos? 500 mil? Como convences estes jovens, muitos licenciados ou com mestrados, a aceitar certos trabalhos? O problema está criado e uma solução racional será difícil ou mesmo impossível.
 
O problema na realidade nao esta so nos esquerdistas mais nos direitistas tambem.

Os esquerdistas por quererem so a evolucao dos seus paises ou de seus amigos economicos e os direitistas por tarem influenciando um bando de alucinados a querem cada vez mais, uma cultura materializta sem era nem bera sem proposito nenhum e que esta a saquear os recurssos em prol de um consumo sego so para o estatos, so para mostrar que tambem podem, em outras palavras ridiculo coisa de alucinado, desse geito estamos so cavando a cova dessa civilizacao.

Entao se formos botarmos na balanca ja nao da pra saber quem e mais idiota se sao os esquerdista ou os direitistas.

O negocio agora e criarmos uma sociedade mais voltado para o interior e superarmos essa lavagem cerebral capitalista, esse e o unico caminho mais sustentavel segundo minha visao.
 
É bom frisar que não sou filiado ao pensamento de esquerda

A Globalização

S
sem controle, os capitais financeiros (hot money) foram dirigidos para a especulação em títulos públicos e privados, moedas e ações, principalmente em função das altas taxas de juros pagas pelos títulos de países em desenvolvimento e na diferença entre as taxas de câmbio.Deixava-se assim de aplicar no setor produtivo, ou seja, na construção de fábricas e na geração de empregos.
Alie-se a tal fato o fenômeno do crédito fácil, tanto nos países de economia avançada quanto nos emergentes.

Nas economias desenvolvidas, o crédito foi tão fácil que se negligenciou o critério de seleção dos tomadores. Com isso, veio a inadimplência. Alguns bancos não receberam dos clientes, não havia liquidez e faliram. As ações de tais bancos perderam valor. Aí se formou uma bola de neve pelo mundo financeiro: a crise propagou-se. É o efeito dominó. Nos países emergentes, o crescimento dos últimos cinco anos deu-se muito mais pelo endividamento, devido ao crédito fácil, do que pelo investimento sustentável.
 
Foi uma arma dos regimes fascistas e, percebe-se agora, que volta a estar na agenda da direita reaccionária e fanática. Vou dar uma de Henrique Raposo e citar-me a mim próprio num artigo que escrevi há poucas semanas:

O que temos em causa é uma guerra aberta entre um sistema capitalista em decadência e o poder democrático instituído e formal. E até mesmo esse poder formal, que durante tantos anos tão bem serviu de marioneta aos interesses financeiros, dada a agudização da crise do capitalismo, é agora “escasso” e “insuficiente” para tão atrozes “necessidades” de um monstro desesperado e faminto. Quando falamos de uma guerra entre o capital e a democracia, falamos de uma imposição de poder de uma minoria instalada sobre o povo, sendo que os primeiros, pela sua própria natureza, não admitem interferências ou entraves de nenhuma espécie à sua sede de crescimento e de monopólio. No nosso caso concreto, sobrando apenas ao povo a ‘democracia política’, nada resta senão às forças do dinheiro procurar combater e aniquilar por completo esse ‘obstáculo formal’ (chamado democracia) em todas as suas vertentes e dimensões. Uma delas, e, não tenho dúvidas, a próxima a ser violentamente atacada, será a Constituição da República Portuguesa, nascida dos ideais da Revolução Democrática e Nacional de 25 de Abril de 1974.

«Ivo Rafael Silva»


Sampaio liderou revolta no Conselho de Estado

O ex-presidente ficou furioso quando viu que o atual Presidente tinha feito um comunicado que não correspondia ao que se passou na reunião do Conselho de Estado.

http://www.dn.pt/especiais/interior...pecial=Revistas de Imprensa&seccao=TV e MEDIA


O patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, diz que a Igreja Católica deve “aceitar a diferença” e que a situação actual do governo “a partir da rua” resulta na “corrupção da harmonia democrática”.


Porém...

«O patriarca acrescentou que os problemas não se resolvem “contestando, indo para grandes manifestações” ou fazendo uma qualquer “revolução”. E criticou a “reacção colectiva a este momento nacional, que dá a ideia de que a única coisa que se pretende é mudar o Governo”.»

O rei foi deposto mas a aliança entre burgueses e a alienação religiosa continuará. Eles querem-nos analfabetos, mansos, obedientes. Este poder fascista não vai desistir, vai resistir até ao fim e usando a força se necessário.
 
Ainda se lembra dos benefícios da administração da Expo 98?
O livro Má Despesa Pública dá bastante destaque aos erros de gestão da Expo 98. Mesmo assim, a administração tinha regalias muito simpáticas. Relembramos algumas, a propósito dos 15 anos da abertura da exposição. No livro encontra mais exemplo:
• Gratificação mensal: Os membros do Conselho de Administração tiveram direito a uma gratificação especial durante o período de realização da Exposição Mundial e até ao final de 1998. A gratificação mensal do presidente da empresa foi de 516 135 escudos (2574 euros);
• Gratificação por mérito: Nos anos de 1996 e 1997, foi atribuída uma gratificação por mérito aos administradores da Parque Expo’98, por cada ano, de valor equivalente a quatro meses de remuneração-base mensal;
• Cartões de crédito: Os membros da administração tinham direito a cartão de crédito para fazer face a despesas atinentes ao exercício das suas funções;
• Viaturas de serviço: Os administradores tinham direito a carro, adquirido por contrato de aluguer de longa duração, e podiam optar pela sua aquisição decorridos três anos e mediante o pagamento do respectivo valor residual;
• Prémios de fim de contrato: A Comissão Executiva do Conselho de Administração aprovou a atribuição de uma retribuição especial no final do contrato dos trabalhadores, a pagar na data de cessação ou
a 31 de Dezembro de 1998. Até o pessoal em regime de requisição, em comissão de serviço e em regime de prestação de serviços teve direito a esta retribuição especial. Estes prémios custaram(-nos) cerca de 2,7 milhões de contos (13,4 milhões de euros) e contemplaram 4100 trabalhadores.

http://www.madespesapublica.blogspot.pt/2013/05/ainda-se-lembra-dos-beneficios-da.html

Não sei se isto estará incluído nos 5 mil milhões que ainda se devem.
 
Já disse isto aqui há dias, vou repetir-me, o Sampaio é o senhor da vida para além do défice, e sabemos hoje ao que essa vida nos levou. O mesmo Sampaio que derrubou um governo legitimo. Se o actual presidente fosse de esquerda, o Alegre por exemplo, já teria derrubado este governo da mesma forma, o que seriam dois golpes de estado constitucionais numa década. Some-se a isso a rua que tanto vos excita, e ficam com o conceito de democracia de boa parte da esquerda nacional. Passam a vida com a democracia e o anti-fascismo na boca, mas a democracia só é boa se for a esquerda a mandar.

Foi legitimo porque foi indigitado pelo Presidente da Républica, não foi escolhido em eleições, no entanto as trapalhadas foram tantas em tão curto espaço de tempo, a coligação foi tão descoligada, que uma das coisas melhores que fez o Jorge Sampaio foi mesmo a dissolução. Fosse de esquerda ou de direita, pelas condições visiveis, não tinham condições de governar.
 
Oiço um deputado do CDS a falar no Parlamento. Por momentos parece José António Seguro. Crescimento? Emprego? Não percebem o que se está a passar no planeta.
 
Eu frequento mercearias gourmet e tenho notado o aparecimento de novos produtos portugueses muito bons. Ontem comprei mirtilos da Guarda a 2.50 euros a caixa, biológicos. No Continente custam o dobro do preço e nem sempre são portugueses, e são piores. O mesmo no Pingo Doce. Também comprei conservas de umas novas marcas cá do Norte, vêm em embalagens vintage e nem são caras para a qualidade, ficam por menos de 2 euros. Também comprei há umas semana uns cogumelos muito bons de uma nova marca de São Pedro da Cova. Para quem gosta destas coisas recomendo a mercearia «Comer e Chorar Por Mais», ao pé do Bolhão, ou a loja «A Vida Portuguesa».
 
Alguém tem que resolver este problema chato, talvez fazer greves contínuas nos serviços do Estado que tratam da criação de empresas. Há que boicotar os Martims.

Não tem muito a ver com o sentido empreendorista, por isso as ciências sociais e humanas são tão importantes, conseguem por vezes o lado do olho cego do nosso senso comum. A questão é preocupante.

Cerca de 60% de desempregados já não recebe subsidio de emprego, alguns na casa dos 40/50 anos não vislumbram ou têm esperança que alguém lhes dê trabalho resignando-se à condição do "entregue a si próprios".

Desta forma tentam formas de arranjar o próprio emprego, na maior parte estas mini empresas não ultrapassam os 3 anos, alguns mini-empresários fazem das tripas coração para aguentar o barco prolongando a agonia até ter cumprido alguns parâmetros temporais exigidos por entidades co-financiadores do tipo IEEF.

Apesar das necessidades humanas serem ilimitadas, como os rendimentos estão a decrescer, os salários a baixar conforme a cartilha da direita neoliberal prescreve , estes mini-empresários estão condenados, a não escoarem o produto tendo muitos ficado pior que estavam no inicio " pior emenda que o soneto"

Além de ver quantas são criadas, convêm ver quantas fecham também.

Respeitante ao rapaz das camisolas estampadas.
ESte pelo que parece importa camisolas do Bengladesh. Depois coloca um simbolo qualquer e vende, nada tem a ver com desenhos de roupa ou atividade modista, é pura importação.
No Bengladesh as camisolas são fabricadas com custos perto de uns 2€, onde os trabalhadores além de situações precarias e de segurança ( como foi o acidente há tempos naquelas fábricas) teriam de trabalhar dois meses para ter uma Camisola destas. A réplica de salários baixos e o "mais vale ter isto que nada" leva concerteza à miséria. Alguns que tanto defenderam a iniciativa do rapaz porque não vão estagiar para uma dessas fábricas, ficar com uma noção da realidade.;)
 
Claro, mas isso sempre foi assim, olha a grande novidade. A maioria das empresas não dura muito, até porque em Portugal toda a canga de impostos sobre empresas e os trabalhadores é a que se sabe. Mas nem todos podem viver confortáveis a mamar nas tetas do Estado, tem que se fazer à vida.
Não faço ideia se são ou não feitas no Bangladesh, e percebeu-se qual é o modelo de negócio, até falamos disso aqui, a questão nunca foi essa, foi o comportamento da tipa que interrompeu o puto para se exibir com as suas lengas lengas da China enquanto até usa nas redes sociais um Ipad made in china, e se calhar também tem roupas feitas no Bangladesh.
Tu já foste por acaso também investigar se alguma roupa que usaste até hoje foi feita no Bangladesh ?

A questão não são os impostos em demasia, aliás nem subiram assim tanto, em comparação com outros países são os mesmos, ou pensas que tirando Qatares e nagociadores de commodities não pagam impostos? diz antes assim não fogem é aos impostos o que por consequência têm hipoteses de pagar menos. O que falta à economia portuguesa é capacidade de consumo e poder de compra, aliás este (des)governo o que têm feito é destruir empresas com um continuum de cortes.

Já no que toca ao comportamento não concordo com o tipo de tom que falou para o rapaz, foi despropositado, menos ali na televisão. No entanto ela tem rapaz a intenção dela não foi crucificar o rapaz mas chamar a atenção para outras questões. No que toca à minha roupa não uso roupas de marca, tenho o cuidado de tentar comprar produtos portugueses.
 
Falam falam falam, mas não dizem nada.. Afinal que marcas de roupa são portuguesas? É proibido escreve-las? Pois eu escrevo as que conheço! Confecoes:
- "Dielmar" em alcains (castelo branco)
- "Zara" espanhola, produção na indonesia
- "Benetton", bangladesh
Têxteis:
- "nova penteacão", covilhã
- "paulo oliveira", covilhã

Muitas outras existem em Portugal, mas de menor dimensão.

Aqui comete-se o erro de meter tudo no mesmo saco, confecoes e têxteis, não sei porquê.. Têxteis é 90% produzido na ásia!

Não nos podemos limitar a colocar as roupas em 2 vectores "qualidade x preço", pois existe um outro vector que ninguém fala "consumismo", e porquê? Porque o que vale aos produtos produzidos na ásia é que para além de serem baratos, compensa a falta de qualidade, pois o nosso consumismo habituou-nos a comprar coisas novas todos os anos!

Estou a falar de roupa.. :) quem não se lembra de antigamente, haver camisolas sem criar borboto durante anos? Hoje em dia, a roupa dura 1 ou 2anos, não mais! E toda a gente aceita isso, porque para além de ser barata, ao menos andamos na moda ao renovar o guarda-fatos!

O Consumismo leva também a que aceitemos a baixissima qualidade, apesar do preço. E quando assim é, não há patriotismo que nos valha! Aliás até há uma espécie de vergonha em sinalizar aquilo que é português, nem sei porquê.. Será cultural?

Outros produtos feitos cá: máquinas fotográficas "Leika", sabiam?
 
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