O Estado do País

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Muitas, nem fazes ideia... Infelizmente algumas das melhores marcas do mundo são de outros países mas parte das colecções são feitas cá, durante décadas nunca se soube criar as marcas nacionais por falta de visão empresarial, o valor acrescentado vai para outros países. Aqui há uns anos estive numa fábrica aonde um fato de uma marca global muito conhecida saía da fabrica a uns 80€ para depois aparecer nas lojas por esse mundo fora a 600€. Afinal até os próprios portugueses nos tempos das vacas gordas gostavam era de exibir o produto estrangeiro, e muitos nem sonham que afinal até era produzido em Portugal.
Mas mesmo isso tem mudado bastante nos últimos anos. O sector do calçado é um bom exemplo, a marca Portugal está a impor-se como a 2ª melhor da Europa a seguir aos italianos.

Como existiu e ainda existe muita batata, melões, discos de travão, pneus, camisolas, etc, ... produzidos no nosso solo e após uma simples embalagem surgem "made in SPAIN; FRANCE; GERMANY" (muitos saem de Portugal já com essa etiqueta).
 
E quantas marcas são mesmo feitas em Portugal?

Não há quase nada mas ainda há algumas, por exemplo no caso do calçado a Seaside, 80% dos seus produtos são fabricados em Portugal. Não é um produto do mais barato, também o não é do mais caro, tem optima qualidade/preço.

Mas falando disso, se agora todos boicotarmos fábricas do Bangladesh, o que achas que acontece aquela gente, ficam melhores ?

A questão não é um boicote, não podemos é entrar numa espiral baseado no " mais vale ganhar 300 euros que ganhar nada, mais tarde, mais vale ganhar 200 euros que ganhar nada, daqui a pouco, mais vale ter estas sandes que não ter nada. Quando dermos conta acabamos pior que eles... A evolução de alguns setores do calçado evoluiram não olhando aos baixos salários, isso além de não conseguimos competir com esses países, leva-nos a uma perca de consumo e danos na economia, apostar sim na qualidade do produto.
 
Não fazia a mínima ideia :thumbsup:

umas googlagens

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Ladrões...
 
A Zara como muitos saberão, é do grupo Inditex. Uma pequena empresa que nasceu na Galiza e ainda hoje tem lá a sede, que infelizmente até poderia ter nascido em Portugal pois era uma empresa galega igual a muitas outras portuguesas do ramo na altura, mas tiveram o sorte e engenho de entretanto se terem tornado das maiores cadeias de roupa do mundo. Massimo Dutti, Bershka, Oysho, Pull and Bear, Stradivarius, Zara, Tempe, etc. Têm hoje quase 6 mil lojas espalhadas por todo o mundo.

Quase 30% de toda a produção do grupo é feita em Portugal, mais de 200 fornecedores, e em geral são as peças de melhor qualidade que são feitas em Portugal, as de menor qualidade obviamente são feitas na Ásia. O tráfego aéreo de carga do aeroporto de Pedras Rubras por exemplo deve muito a este grupo.

Eles não fazem a mínima ideia onde são produzidos os produtos.

Têm fornecedores que lhes garantem a quantidade de produção a "x" qualidade.
O local de produção é algo transcende a essa marcas, apesar de certas polémicas que vão surgindo ao longo dos anos.

Em suma, é como na construção dum auto-estrada (marca textil): É adjudicada, depois é dividida em sub-empreitadas, que são concessionadas as
pequenos empreiteiros que vendem os direitos a outros empreiteiros, etc...

Uma boa salganhada, para uns ganharem bom dinheiro e ser impossível qualquer fiscalização.
 
Não é bem assim Lousano. Hoje em dia marcas bem sucedidas como as do grupo Inditex têm gestões operacionais brutais, a gestão de tendências e stocks chega a ser feita hora a hora, o que exige uma cadeia de fornecimento exigente e muito ágil, e até é por coisas dessas que algumas marcas tem saído da Ásia.

Apenas te darei razão nos lançamentos de certos produto, por questões de logística e de contrafacção (algo que apenas nos últimos anos começamos a ganhar confiança nos produtores externos).

A produção em massa continua a ser na Ásia.

Apesar de uma grande diminuição em relação à última década, continua a existir falências na indústria têxtil em Portugal. Não há nenhum crescimento de emprego nesse sector.

PS: Dou-te mais exemplos, moldes, calçado, etc.

Temos é de ter empresários com capacidade, e nisso parece que também o alguns dos melhores já emigraram.
 
Retirado do último relatório mensal do IEFP, de Abril (em termos homólogos), repara lá no fundo do gráfico:

yuppies informáticos falando do novo emprego que jamais aceitariam... a ministra cristas tentou um número semelhante a partir das hortas da vitacress em odemira. O alentejo dos tailadeses é uma oportunidade para todos os jovens qualificados. Acontece que a propaganda choca sempre com a realidade. Eu sei que o subsídio de alimentação é pago em avé marias e padre nossos mas o rebanho já não é o que era. Como dizia a Raquel Varela, este salário motiva apenas as pessoas para voltarem no dia seguinte. Não paga despesas, não paga alimentação, não paga nada... é preciso apenas pagar o suficiente para as pessoas voltarem no dia seguinte.

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As pessoas deviam perceber melhor o que escrevem. Os tempos são muito difíceis. Isto não é a emigração de elites do estado novo nem a dos refugiados do império desfeito.

Caro Lightning,

Já experimentou fazer um trabalhinho de Verão, ainda que maçador e demasiado rotineiro e assim juntar um dinheirinho para uma viagem à Australia? Visitei a "East Cost" Australiana precisamente quando tinha a sua idade. Fui desde Sidney até Cairns (com direito a mergulho no recife de coral :) ). Estive 5 semanas e pude apreciar aquele extraordinário país e as suas gentes. Há muitas oportunidades. Aliás quando fui levava comigo a intenção de me organizar para ficar para sempre. Razões de força maior levaram-me a não concluir o meu projecto. De todos os paises que conheço era o unico que trocaria por Portugal (apesar de estar sempre a falar mal disto :D). Não viveria a titulo permanente em lado nenhum da Europa ou nos EUA (conheço bem o estado da California e mais ou menos NY).
Arranje um contacto em Sidney e um visto por 3 meses. Aprecie por si e depois diga-me a sua opinião.
Com 23 anos farto de tudo? Até me dói o coração ouvi-lo dizer isso. Faz favor não "depor armas" à vida ;)

p.s. A costa Oeste da austrália é mais conservadora.
 
Caro Agreste,

No meio disso existem alguns que têm como requisitos saber falar duas linguas, escrito e falado, grande experiência informática em alguns softtwares ( Excel, Word) e outras coisas, no fim oferta de 485€ . Alguns até exigem viatura própria para vendas etc.

Bem mais vale ter isto que nada, é a máxima da moda, será que esta gente não vê que a aposta num "rendimento minimizado" é um tiro nos próprios pés. 485€ é um rendimento de sobrevivência sem hipoteses de gastar seja no que for.

Já parecem as pobres almas que andam de porta a porta vender meos e outros produtos do tipo. Trabalho de cão muitas vezes ouvindo respostas tortas, humilhantes, fruto de uma sociedade doente de valores e pouco solidária. A PT apresentou há dias 51 milhões de euros de lucro. Enquanto uns se regozijam em grandes banquetes, estes pobres sob o mesmo tecto, batem sapato pelas portas com rendimentos miseráveis.
 
Hoje no Sexta às 9 na RTP 1

Quem financia os sindicatos? Esta semana, uma investigação do Sexta às 9 revela que ninguém fiscaliza as listas de associados que permitem aos sindicatos ter dirigentes pagos a tempo inteiro pelo Estado.
Será assim no resto da Europa? Esta semana, traçamos comparações.

Investigámos ainda no Sexta às 9 a forte aposta feita pelo governo Sócrates para criar a maior rede nacional de carros elétricos da Europa. Passados 5 anos, o resultado está à vista. Há mais de mil pontos de carregamento para pouco mais de trezentos carros.

Hoje, às 21h20, na RTP1.

:rolleyes:
 
Se a boca foi para mim, sim, sou informático, felizmente um dos raros sectores onde ainda se consegue respirar, mas mesmo neste sector há 10 anos atrás ganhava mais do dobro que ganho hoje.
Mas olha, esta foto é uma das minhas duas hortas:


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Até te podia convidar para despachares estas favas hoje comigo, devidamente acompanhadas de umas boa carnes, mas estás muito longe.

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Sabes o que estive a fazer sábado passado ? A roçar mato, trabalho muito duro.
Portanto vai lá chamar yuppie à tua tia. Parece que na casa da tal tipa socialista que temos falado nestes dias até habita um Porsche. O yuppie aqui nunca teve dinheiro para Porsches nem Ipads, tem que se sustentar num país a viver uma grande crise provocada por políticos irresponsáveis que gastavam o que não deviam. Completamente farto estou eu de conversas de socialistas sobre crise e pobres mas de unhas bem tratadas a teclar de iphones.

Sobre o Alentejo, parece que só os imigrantes querem por lá trabalhar:

Falta mão-de-obra no Alqueva
http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=3237031

Eu quando era puto fiz de tudo, trabalhei nas obras, no campo, vendi enciclopédias porta a porta, fiz sondagens na rua, trabalhei em cafés. Não tinha ninguém que sustentasse os meus estudos.

Bom comentario:thumbsup:
Tambem eu me revejo em 99% desse comentario, tambem tenho horta, muitas horas diarias e fins de semana;)
Tambem sou desse tempo e a prespectiva de ver a coisa e a vida é diferente;)
 
Quais fins e quais meios? os do assessor Fernando Lima? os do Luciano Alvarez? E José Manuel Fernandes no tempo em que podia escrever o que lhe apetecia? Este presidente é mentiroso, inventou escutas telefónicas falsas para tentar alterar os resultados das eleições de 2009.
 
O presidente das escutas telefónicas inventadas e difundidas pelo amigo josé manuel fernandes - entretanto caído em desgraça - resolveu tentar colocar na cadeia um cidadão normal por este o qualificar correctamente. O que o Sousa Taveres disse devia estar escrito em todas as paredes deste país.

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Goste-se ou não do Presidente, uma coisa são as conversas de café, outras é num orgão de comunicação social dirigir-se dessa forma ao Presidente. Isto não é nenhum país anarquico sem orgãos de soberania. O Miguel Sousa Tavares excedeu-se e deveria pedir desculpas.
 
Era tudo mentira, já em 2009 o homem era sério...

Eu pela minha maneira de ser sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias...





http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1365623&page=-1

«Provedor do leitor do jornal Público exige sinais de isenção.

O provedor do leitor do jornal Público, Joaquim Vieira, retoma este domingo o caso do email trocado entre jornalistas do jornal e que fez a manchete no Diário de Notícias (DN), na passada quinta-feira. Neste artigo, Joaquim Vieira faz alguns reparos à forma como o Público conduziu a investigação e exige sinais de isenção.

No artigo de opinião sempre escrito na terceira pessoa, o provedor do leitor, Joaquim Vieira, conclui que houve graves erros jornalísticos em todo o processo e dá um exemplo: «o Público permitiu que o guião da investigação fosse ditado pela Presidência da República».

O provedor denuncia também no seu artigo de opinião que a sua correspondência electrónica foi «vasculhada sem aviso prévio» e questiona se a actuação do Público no caso das escutas de Belém não obedece a uma agenda política oculta.

«Na sexta-feira, o provedor tomou conhecimento de que a sua correspondência electrónica, assim como a de jornalistas deste diário, fora vasculhada sem aviso prévio pelos responsáveis do Público», escreve Joaquim Vieira.

O provedor acrescenta que os esforços para contactar o assessor de José Sócrates, que terá incomodado a comitiva de Cavaco Silva, durante a visita à Madeira, foram escassos.

Joaquim Vieira relata ainda que foi o próprio director do jornal Público a reconhecer um erro ao tentarem o contacto com o adjunto de José Sócrates para a presidência do Conselho de Ministros, quando se sabia que é em São Bento o local de trabalho de Rui Paulo Figueiredo.

O provedor entende que do comportamento do jornal Público, na elaboração da notícia de 18 de Agosto sobre eventuais escutas de Sócrates ao Cavaco Silva, resultou uma atitude objectiva de protecção da Presidência da República, que foi a fonte da notícia.

Joaquim Vieira questiona também se existirá uma agenda política oculta na actuação do jornal e exige sinais de isenção, que devem ser demostrados com actos e não apenas por eloquentes declarações.

Obs: Alguns jornalistas, como é referido acima, têm fortes motivações políticas. o Sr. Fernandes, director do jornal Público da Sonae, é um desses players que viola sistemática a sua deontologia para, directa ou indirectamente, fazer ataques políticos ao Governo socialista liderado por Sócrates e, assim, agradar ao seu patrão, Belmiro de Azevedo, dono da referido jornal. Este é um raciocínio tão básico quanto linear, mas verdadeiro.

Fernando Lima, outro jornalista e assessor de Cavaco em Belém, também deu uma perninha a este arraial de intriga, perfídia e incompetência com o fito de destabilizar o Governo e ajudar Manuela Ferreira Leite a posicionar-se na pool position para S. Bento. De caminho, Belém tentou crucificar um assessor de S. Bento, e agora Joaquim Vieira, com isenção, lucidez e inteligência põe os pontos nos "ii" nesta trapalhada engendrada por Belém e que é resultado das sequelas da humilhação política sofrida com a forma como decorreu o diferendo acerca do Estadtuto dos Açores.

Numa palavra: o Sr. Fernandes do Público deve ser demitido do jornal que dirige; Belém deve sofrer políticamente a censura dos portugueses por recorrer à insídia e à mentira ardilosa para montar ciladas ao Governo e (tentar) meter em S. Bento Ferreira Leite; e a classe jornalística deveria aprender alguma coisa com esta lamentável estória cujo epicentro foi a intrigalhada do Palácio Rosa que, por suspeitas de alegadas actividades de espionagem à portuguesa, em vez de remeter o caso para o Ministério Público limita-se a brincar aos comunicados emitidos por Belém.

Cavaco, que deve desconhecer o significado da palavra Watergate, fica muito mal nesta estória, não só traíu a confiança que muitos portugueses nele depositaram como abriu mão de métodos lamentáveis em política para ajudar amigos políticos a capturar o poder à margem daquilo que deverá ser sempre a conquista do voto por via democrática.

Cavaco bateu no fundo, pois parece desconhecer, pela ignorância política que denuncia acerca do funcionamento das instituições, o que é o estado de direito e para serve.

Assim, pergunto-me se servirá para continuar a ser PR e a, supostamente, representar os portugueses?!»

Tudo isto é do verão de 2009, os eleitores têm o representante que merecem porque no fundo parte deles também se identificam com o palhaço Cavaco e acham que os votos dão-lhes o direito de fazerem o que quiserem.
 
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