O Estado do País

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O Governo concluiu e enviou aos sindicatos – «para negociação» – um anteprojecto de lei a determinar que os trabalhadores da função pública, após a «requalificação», são despedidos no prazo de 10 dias e sem qualquer mecanismo de defesa previsto.

O ex-secretário de Estado, Paulo Braga Lino, que foi afastado pelo Governo no passado mês de Abril por ter subscrito swaps tóxicos enquanto director financeiro do Metro do Porto, foi readmitido no mês seguinte na mesma empresa pública.

Querem mais motivos para fazer greve?
 
mais motivos para demitir o governo...

Computadores Magalhães em destaque no último dia de Portas no México

Cidade do México, 26 jun (Lusa) - A assinatura de um contrato de colaboração em matéria educativa entre o Governo português e o estado de Oaxaca (sul) marcou o último dia da visita oficial de três dias do ministros dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, ao México.

Numa intervenção na qual convidou o governador do estado de Oaxaca, Gabiono Cue Monteagudo, a visitar Portugal, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros sublinhou a presença de 16 secretários de estado da educação estaduais, em representação de 16 dos 31 estados mexicanos, com responsabilidade nesta área, e a concessão de 7.000 computadores Magalhães, entregues no início de fevereiro, e um contrato de mais 25.000 equipamentos.

Um consórcio de várias empresas que inclui a JP Sá Couto, dos computadores Magalhães, e a E-xample, uma empresa vocacionada para a área das tecnologias de informação.

http://expresso.sapo.pt/computadore...dia-de-portas-no-mexico=f816662#ixzz2XPLmrdxK
 
Mais uma greve a que chamam geral. Há bocado na TVI havia uma fila de 12km na A2.
Tudo gente a caminho da greve geral :)

Da electricidade aos automóveis... acho que só falta argumentarem com a quantidade de fezes que chegam às estações de tratamento do saneamento para aferirem da normalidade do país. Mas quem conta manifestantes por m2 é bem capaz de medir caudais por m3
 
Da electricidade aos automóveis... acho que só falta argumentarem com a quantidade de fezes que chegam às estações de tratamento do saneamento para aferirem da normalidade do país. Mas quem conta manifestantes por m2 é bem capaz de medir caudais por m3

Tu que tanto falas, já agora fizeste greve hoje? Já sei és daqueles sindicalistas que se metem às portas das empresas, se vais trabalhar apanhas uma pazada que nunca mais levantas-te. È assim que os sindicatos agem em dias de greve geral, ainda dizem que Portugal é um país livre, se fosse realmente livre, cada um é livre de fazer greve assim como ir a trabalhar neste dia, mas muitos dos sindicalistas parecem que se esquecem disso. Quantos trabalhadores que não querem aderir à greve são ameaçados hoje?

Se quero fazer greve faço-a, se quero ir trabalhar vou, não é uns sindicalistas da treta que alguns nunca fizeram nada da vida que me vão impedir de eu ir trabalhar neste dia.
 
Existe aqui um falta de coerência no teu comentário.

Em primeiro criticas os sindicalistas por falta de cultura democrática em relação às intenções de alguns trabalhadores em não fazer greve. Imediatamente após essa critica, pouco verificada empiricamente, apelidas o outro grupo de sindicalistas da treta que nunca fizeram nada, ou seja, criticas a falta de cultura democrática de uns e imediatamente classificas de uma forma pejorativa os outros, os sindicalistas... "faz o que digo, não faças o que faço"

:)

Tu que tanto falas, já agora fizeste greve hoje? Já sei és daqueles sindicalistas que se metem às portas das empresas, se vais trabalhar apanhas uma pazada que nunca mais levantas-te. È assim que os sindicatos agem em dias de greve geral, ainda dizem que Portugal é um país livre, se fosse realmente livre, cada um é livre de fazer greve assim como ir a trabalhar neste dia, mas muitos dos sindicalistas parecem que se esquecem disso. Quantos trabalhadores que não querem aderir à greve são ameaçados hoje?

Se quero fazer greve faço-a, se quero ir trabalhar vou, não é uns sindicalistas da treta que alguns nunca fizeram nada da vida que me vão impedir de eu ir trabalhar neste dia.
 
Bloco central de interesses... a mãe fugiu da Câmara de Silves a meio do mandato PSD, câmara que está sem dinheiro... e o filho também já fugiu da Portimão Urbis, a tal empresa municipal do PS onde se comem papeis.

«José Pedro Soares, o presidente da concelhia do PSD de Silves e filho da ex-presidente da Câmara, Isabel Soares, também do PSD, foi nomeado pelo Governo para a administração do Porto de Sines.

José Pedro Soares que já assumiu as suas novas funções, ( como aliás se pode confirmar no seu facebook pessoal) integra a nova equipa chefiada por João Franco.

Segundo a revista do sector transportesemrevista.com, o novo responsável pelo Porto de Sines é um profissional com um longo currículo, ocupava o cargo de vogal neste mesmo porto há oito anos e já foi administrador do Metropolitano de Lisboa, da Carris e do Instituto Marítimo Portuário, foi presidente da Transtejo e da Soflusa e também vereador da Câmara Municipal de Cascais.

Com o novo presidente vem Eduardo Bandeira, que ocupava o cargo de diretor de Qualidade do porto de Sines, e José Pedro Soares, que vem da Portimão Urbis,a empresa municipal que tem sido notícia nos últimos dias devido a suspeitas de irregularidades que já levaram à suspensão do vice-presidente da Câmara Municipal de Portimão e outros vereadores. Na Portimão Urbis, José Pedro Soares detinha responsabilidades nas áreas Comercial, Eventos, Turismo e Porto de Portimão.

José Pedro Soares é formado em gestão e marketing pela Universidade do Algarve. A nível partidário é presidente da concelhia do PSD Silves, além de ter integrado as listas do PSD às eleições legislativas de 2011 ( como suplente) e fazer parte da Comissão Política Distrital.

Curiosamente, numa conferência sobre o Porto de Sines, agendada para dia 29 de junho, organizada pela Concelhia de Sines do CDS, na lista dos oradores ainda surge o nome de José Pedro Soares, como representante do Porto de Portimão. O que deixou de ser a 25 de junho, após uma transferência imediata para o Porto de Sines, como se sabe um porto estratégico a nível nacional.»

http://www.imprensaregional.com.pt/...pYSI7czo0OiIyMzg2IjtzOjk6ImlkX3NlY2NhbyI7Tjt9
 
PERIGO!!!
TÓPICO ESCALDANTE


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:D
Este tópico tem servido para o extremar de posições, exactamente aquilo que não precisamos.
Temos o dever de trocar opiniões, muitas das vezes tentar procurar aquilo que possa ser o "meio-termo" entre aquilo que desejamos e a realidade objectiva com que nos deparamos.

Num dia de greve "geral", porque eu não faço greve (estou de folga...mas não a faria se fosse dia de trabalho), deveríamos perguntar-nos o porquê de chegarmos a esta situação.

É fácil e objectivo dizer que chegamos a isto porque o governo cortou nos nossos direitos e regalias e tomou opções político-económico-financeiras que levaram à contração severa da economia. Uma realidade INDESMENTÍVEL!
Que outra opção teríamos sem dinheiro nos nossos cofres públicos?
Estará o governo a fazer os possíveis para reverter a situação?
Estaremos nós (trabalhadores e pensionistas) conscientes da real situação financeira do estado de todos nós?
Estaremos nós dispostos a participar conscientemente na mudança pedida, ainda que isso nos custe, dolorosamente, para termos esperança que no futuro a situação do país esteja melhor?

Falamos e escrevemos muito, mas estamos longe da participação cívica necessária para contribuirmos para a verdadeira mudança social, cultural, financeira e política que muitos entendem ser necessária.

Estamos aqui neste espaço a distribuir "galhardetes" sem que isso contribua de forma positiva para a nossa situação.
 
Aqui vai um puto mandar umas bocas a ver se cai na graça de alguém...

Eis a minha opinião acerca de tudo isto, como quem diz greve pseudogeral/sindicalismo. Em primeiro lugar, ao contrário do que os sindicalistas dizem, o privado praticamente não faz greve, e sabe porquê? Porque as pessoas precisam do dinheiro, não têm emprego assegurado em caso algum, e mesmo assim as condições de trabalho são inferiores ao público, em vencimento, horas de trabalho e stress no local de trabalho. Gostava de os funcionários que fizeram greve hoje experimentassem o privado: dava um dia de sobrevivência, e nem mais um segundo, não aguentavam...

Segundo, se há coisas que não entendo em Portugal nas greves é a inexistência de manifestações públicas, o desejo imenso de complicar a vida dos outros e a incompreensão de que uma greve só retira um dia ao salário e milhões à economia, apenas de nunca paralisar o país. Ora, se há greve, há coisas por que se lutar, ainda que incompreemsiveis, mas preferem praia... Continuo amanha! :D
 
Continuando...

Terceiro, se há coisa que me mete N-O-J-O é o extremismo. Qual não foi a minha indignação para com o televisor quando ontem este se dignou a mostrar-me um piquete de greve (agradeço que alguém me explique o que isso é) se sentou em frente a um autocarro da Carris e proibiu centenas de pessoas de ir trabalhar, assim como o próprio trabalhador da Carris. Mas andamos a brincar com quem?
Já que anda tudo super-constitucionalista, que se saiba a constituição prevê o direito à greve, mas está salvaguardado o direito ao trabalho também. E que culpa tem o homem de ter trabalho e querer contribuir com ele, enquanto meia dúzia de gatos pingados falta ao trabalho para ir fazer umas churrascadas pelo país fora e mandar umas postas de pescada, sem qualquer conteúdo útil para mudar a situação? Enxenguem-se!

Quarto, ao contrário do que sindicatos e piquetes apregoam, a adesão não foi assim tanta... Oh gente, aqui no Interior o impacto da greve é um 0 bem redondo. Esperei pela manhã para falar com familiares meus que trabalham em estabelecimentos públicos, e para Viseu (3ª maior cidade da região Centro) e maior cidade de todo o Interior, o balanço é: hospital na maior, ao contrário do reivindicado por um piquete de greve à porta do mesmo, transportes na boa, privado tudo aberto e restante apenas uma das repartições de Finanças fechada e Loja do Cidadão com atrasos, de resto, quem não soubesse o que se passava, passava bem o dia sem o saber.

Quinto, proponho a criação dum tópico para que se discutam propostas para melhor o que quer que seja, porque não é com greves, pouco trabalho e postas de pescada que se levanta um país e se sustenta uma economia. Pode parecer ridículo, mas alguém tem que começar a acordar a sociedade civil para uma participação ativa na política, senão sujeitamo-nos a cenas como "Faço greve porque não concordo com as políticas deste governo, mas eles são todos iguais, e não gosto nada disso, por isso nem me interesso" ou esta joiinha vinda do maior abutre que anda a pairar o Terreiro do Paço:
"-O país não pode continuar assim. É necessário mudar de política, para bem de Portugal e dos Portugueses.
-Que soluções propõe, Sr. (...)?
-Não vou comentar isso."

Pois, porque será? :lmao:
 
Continuando...

Terceiro, se há coisa que me mete N-O-J-O é o extremismo. :lmao:

Aquilo que acabaste de escrever revela aquilo que condenas, extremismo. Como já disse numa das mensagens anteriores, os sindicatos não são uma inovação portuguesa ou esquerdista. Os sindicatos nasceram sem qualquer inspiração politica e curiosamente até tiveram uma origem mais formal num país capitalista, apesar das suas raízes já virem dos tempos medievais.

Estes servem como uma espécie de contraditório aos grupos dominantes e que detêm os meios de produção e capital. Em todos os estados democráticos têm de haver contraditórios, pois caso contrário as politicas e opções de quem manda, do poder, do capital serão sempre majoradas em relações aos outros entrando num totalitarismo inconsciente.

Pode haver alguns excessos, de alguns elementos ou alguma aproximação politica, o homem é um animal politico, no entanto a sua importância é inquestionável nos dias de hoje. Todas as opções são questionáveis, todas as lideranças o são.

Como falei antes, graças aos sindicatos as sociedades tornaram-se mais justas e foi-se ganhando consideráveis niveis de vida, travando a submissão ou servidão.

É graças aos sindicatos que quando acabares de estudar terás prespectivas de ter um salário mais justo, com melhores perspetivas de reconhecimento profissional, mais tempo para dedicares a uma futura familia, mais respeito pelo trabalho.
 
Défice de 10,6% no primeiro trimestre
Valor supera os 7,9% registados no mesmo período do ano passado. Governo fala de "sucesso"
O défice público disparou, nos primeiros três meses de 2013, para 10,6%, um ponto de partida do ano que torna mais difícil a concretização do objectivo final de défice de 5,5%.
No primeiro trimestre, o défice público ascendeu a 4167,3 milhões de euros, ou seja, 10,6% do PIB registado no mesmo período. Em 2012, também nos três primeiros meses do ano, o saldo negativo tinha sido de 3206,9 milhões de euros (7,9% do PIB).
http://www.publico.pt/economia/noticia/defice-de-106-no-primeiro-trimestre-1598643

Enquanto se continuar a injetar dinheiro em bancos como foi agora o caso do Banif, implementar estas medidas que tolhem a economia, estes cortes cegos, não vamos lá.... Está provado, esta receita não funciona.

Apesar de todos estes falhanços, os iluminados do governo sem rumo, exaltam-se considerando um sucesso, para um coveiro, o enterro é o culminar de um trabalho bem feito.
 
Enquanto se continuar a injetar dinheiro em bancos como foi agora o caso do Banif, implementar estas medidas que tolhem a economia, estes cortes cegos, não vamos lá.... Está provado, esta receita não funciona.

Apesar de todos estes falhanços, os iluminados do governo sem rumo, exaltam-se considerando um sucesso, para um coveiro, o enterro é o culminar de um trabalho bem feito.

Tenho receio que nos esteja a acontecer o mesmo que na Irlanda! Vejam o vídeo:

http://pt.euronews.com/2013/06/25/irlanda-o-escandalo-bancario/

O estado ajuda os bancos, o défice piora, a austeridade mantem-se e voltamos a ajudar os bancos. Mais tarde, acontece-nos o mesmo: motivo de risota dos banqueiros! "Devolver o que recebemos, nós?? Isso não é possível.." :lmao:

Os partidos da oposição na Irlanda pedem um inquérito ao resgate dos bancos em 2008, após as revelações do jornal The Irish Independent.

Em causa, os extratos dos telefonemas entre dois dirigentes do Anglo Irish Bank, em setembro de 2008, no auge da crise financeira. Os dois abordam como o banco levou as autoridades a pensar que precisava de 7 mil milhões de euros, quando na realidade precisava de muito mais. No final, o Anglo Irisk Bank recebeu 30 mil milhões de euros.

Depois de salvar os bancos, a Irlanda teve de pedir, em 2010, um resgate internacional de 85 mil milhões de euros. A questão continua a ser polémica, tendo em conta que as medidas de austeridade continuam em vigor.

O Fianna Fail, que na altura dos factos estava no poder, defende que as gravações devem ser entregues à polícia e reguladores do setor bancário.

 
Não sou economista mas vejo que a Banca portuguesa se meteu em muitos problemas emprestando dinheiro a projectos com viabilidade duvidosa. Por exemplo, antigamente quando se fazia um grande projecto urbanístico as coisas eram projectadas para décadas. Construía-se agora um hotel, depois umas moradias, e à medida que as coisas se iam vendendo é que se avançava para mais construcção. Nos últimos 10 a 15 anos fizeram-se mega projectos turísticos em que de um só vez foram construídas dezenas e dezenas de moradias de luxo, campos de golfe e hotéis. Agora muitos destes projectos têm as moradias por vender, sei de um onde as moradias estão TODAS por vender há dez anos. Um empresário queria fazer um destes PIN's no Alqueva, veio depois choramingar porque a Caixa não deu o empréstimo. Ainda bem que o fez, pois a Banca portuguesa enterrou muito dinheiro no Algarve e o cidadão comum questionava quem compraria toda casa e como pagariam os empréstimos de milhões.

Depois há o dinheiro emprestado ao Governo e a grandes empresas portuguesas, que são das mais endividadas da Europa. Só a EDP tem um passivo que segundo alguns é de 18 mil milhões. A divida da PT também é elevada. Há uns anos 9 das nossas auto-estradas não tinham tráfego que justificasse a sua existência e se o Governo cortar ainda mais nas PPP's e liberalizar certos sectores a Banca entra em apuros.

A comunicação social não investiga e não vai ao fundo dos problemas mas o que se passou na nossa Banca está por contar.

Provavelmente ainda terão de nacionalizar bancos além do BPN, só espero que fiquem com os activos. Parece que os activos do BPN davam para cobrir boa parte do buraco, por que motivo não foram também nacionalizados?
 
Enquanto se continuar a injetar dinheiro em bancos como foi agora o caso do Banif, implementar estas medidas que tolhem a economia, estes cortes cegos, não vamos lá.... Está provado, esta receita não funciona.

Apesar de todos estes falhanços, os iluminados do governo sem rumo, exaltam-se considerando um sucesso, para um coveiro, o enterro é o culminar de um trabalho bem feito.

Mago, a Esquerda foi ainda pior. O Senhor Ricardo Salgado paga o ordenada ao novo líder da UGT e foi grande partidário da obra pública. Ainda te lembras do manifesto a pedir obra pública feito por socialistas, comunistas e bloquistas?
 
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