Continuando...
Terceiro, se há coisa que me mete N-O-J-O é o extremismo. Qual não foi a minha indignação para com o televisor quando ontem este se dignou a mostrar-me um piquete de greve (agradeço que alguém me explique o que isso é) se sentou em frente a um autocarro da Carris e proibiu centenas de pessoas de ir trabalhar, assim como o próprio trabalhador da Carris. Mas andamos a brincar com quem?
Já que anda tudo super-constitucionalista, que se saiba a constituição prevê o direito à greve, mas está salvaguardado o direito ao trabalho também. E que culpa tem o homem de ter trabalho e querer contribuir com ele, enquanto meia dúzia de gatos pingados falta ao trabalho para ir fazer umas churrascadas pelo país fora e mandar umas postas de pescada, sem qualquer conteúdo útil para mudar a situação? Enxenguem-se!
Quarto, ao contrário do que sindicatos e piquetes apregoam, a adesão não foi assim tanta... Oh gente, aqui no Interior o impacto da greve é um
0 bem redondo. Esperei pela manhã para falar com familiares meus que trabalham em estabelecimentos públicos, e para Viseu (3ª maior cidade da região Centro) e maior cidade de todo o Interior, o balanço é: hospital na maior, ao contrário do reivindicado por um piquete de greve à porta do mesmo, transportes na boa, privado tudo aberto e restante apenas uma das repartições de Finanças fechada e Loja do Cidadão com atrasos, de resto, quem não soubesse o que se passava, passava bem o dia sem o saber.
Quinto, proponho a criação dum tópico para que se discutam propostas para melhor o que quer que seja, porque não é com greves, pouco trabalho e postas de pescada que se levanta um país e se sustenta uma economia. Pode parecer ridículo, mas alguém tem que começar a acordar a sociedade civil para uma participação ativa na política, senão sujeitamo-nos a cenas como "Faço greve porque não concordo com as políticas deste governo, mas eles são todos iguais, e não gosto nada disso, por isso nem me interesso" ou esta joiinha vinda do maior abutre que anda a pairar o Terreiro do Paço:
"-O país não pode continuar assim. É necessário mudar de política, para bem de Portugal e dos Portugueses.
-Que soluções propõe, Sr. (...)?
-Não vou comentar isso."
Pois, porque será?
