O Estado do País

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Tenho receio que nos esteja a acontecer o mesmo que na Irlanda! Vejam o vídeo:

http://pt.euronews.com/2013/06/25/irlanda-o-escandalo-bancario/

O estado ajuda os bancos, o défice piora, a austeridade mantem-se e voltamos a ajudar os bancos. Mais tarde, acontece-nos o mesmo: motivo de risota dos banqueiros! "Devolver o que recebemos, nós?? Isso não é possível.." :lmao:

Os partidos da oposição na Irlanda pedem um inquérito ao resgate dos bancos em 2008, após as revelações do jornal The Irish Independent.

Em causa, os extratos dos telefonemas entre dois dirigentes do Anglo Irish Bank, em setembro de 2008, no auge da crise financeira. Os dois abordam como o banco levou as autoridades a pensar que precisava de 7 mil milhões de euros, quando na realidade precisava de muito mais. No final, o Anglo Irisk Bank recebeu 30 mil milhões de euros.

Depois de salvar os bancos, a Irlanda teve de pedir, em 2010, um resgate internacional de 85 mil milhões de euros. A questão continua a ser polémica, tendo em conta que as medidas de austeridade continuam em vigor.

O Fianna Fail, que na altura dos factos estava no poder, defende que as gravações devem ser entregues à polícia e reguladores do setor bancário.


os 12 mil milhões que estão numa das rubricas da troika, equivalem ao desiquilibrio da balança receitas/despesas do governo. É melhor continuar a investir na economia estes 10 mil milhões onde grande parte deste dinheiro tem retorno imediato ou distribuir pelos bencos cujo dinheiro em grande parte saltita misteriosamente nas expeculações dos mercados???
 
Mago, a Esquerda foi ainda pior. O Senhor Ricardo Salgado paga o ordenada ao novo líder da UGT e foi grande partidário da obra pública. Ainda te lembras do manifesto a pedir obra pública feito por socialistas, comunistas e bloquistas?

Se a obra publica não tiver derrapagens, tiver em conta impactos ambientais rigorosos, sejam sustentáveis a médio/longo prazo até aprovo. Mas injetar em bancos e nem se saber onde anda o dinheiro reprovo, sejam de esquerda ou direita.

Há tempos em conversa com um bancário, contou-me que uma familia [sem dar nomes] tinha investido as suas poupanças em um offshore através de um banco estrangeiro, britânico. Hoje não sabem onde anda o paradeiro de mais de 500 000 euros, há quem lhe tenha cheirado o rasto pelas antilhas holandesas, ninguém sabe ao certo, não há culpados, o dinheiro por vezes torna-se invisivel....
 
Para mim que vejo o país e o fórum de fora, vejo um Portugal cada vez mais frustado, depressivo e dividido.

A meu haver começa a haver um certo risco de uma guerra civil a médio prazo, caso a crise se aprofunde mais e as opiniões continuarem a ficar mais extremas. Quando uma percentagem considerável do povo começar a passar tempos apertados, podem ter a certeza do que isto irá acontecer, caso se chegue a esse cenário.

A história de Portugal também nos ensina que há uma tendência para a repressão e extremismo em Portugal, embora de forma diferente dos outros países europeus.

Soluções? Sinceramente não tenho, pois depende de cada um, de toda a sociedade civil, e depende do governo eleito. Como ninguém pode controlar isso, a não ser numa ditadura, só vejo dois cenários: ou um período longo de caos e crise, ou uma nova ditadura, ou um misto das duas coisas.

Não sou optimista, pois obviamente a fórmula da austeridade nem está a resolver a dívida, nem os problemas do desemprego e crescente tensão social. Historicamente, estas situações quase sempre acabam mal (normalmente em guerra) e não creio que desta vez vá ser diferente, porque não houve grande mudança a nível cultural no povo, desde a última crise em Portugal, nos anos 20 e 30.

Oxalá tudo se pudesse resolver bem, mas a verdade é que existe um enorme conjunto de problemas e as coisas só estão a piorar. Não sou pessimista, é realismo.





PERIGO!!!
TÓPICO ESCALDANTE


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:D
Este tópico tem servido para o extremar de posições, exactamente aquilo que não precisamos.
Temos o dever de trocar opiniões, muitas das vezes tentar procurar aquilo que possa ser o "meio-termo" entre aquilo que desejamos e a realidade objectiva com que nos deparamos.

Num dia de greve "geral", porque eu não faço greve (estou de folga...mas não a faria se fosse dia de trabalho), deveríamos perguntar-nos o porquê de chegarmos a esta situação.

É fácil e objectivo dizer que chegamos a isto porque o governo cortou nos nossos direitos e regalias e tomou opções político-económico-financeiras que levaram à contração severa da economia. Uma realidade INDESMENTÍVEL!
Que outra opção teríamos sem dinheiro nos nossos cofres públicos?
Estará o governo a fazer os possíveis para reverter a situação?
Estaremos nós (trabalhadores e pensionistas) conscientes da real situação financeira do estado de todos nós?
Estaremos nós dispostos a participar conscientemente na mudança pedida, ainda que isso nos custe, dolorosamente, para termos esperança que no futuro a situação do país esteja melhor?

Falamos e escrevemos muito, mas estamos longe da participação cívica necessária para contribuirmos para a verdadeira mudança social, cultural, financeira e política que muitos entendem ser necessária.

Estamos aqui neste espaço a distribuir "galhardetes" sem que isso contribua de forma positiva para a nossa situação.
 
Se a obra publica não tiver derrapagens, tiver em conta impactos ambientais rigorosos, sejam sustentáveis a médio/longo prazo até aprovo. Mas injetar em bancos e nem se saber onde anda o dinheiro reprovo, sejam de esquerda ou direita.

Há tempos em conversa com um bancário, contou-me que uma familia [sem dar nomes] tinha investido as suas poupanças em um offshore através de um banco estrangeiro, britânico. Hoje não sabem onde anda o paradeiro de mais de 500 000 euros, há quem lhe tenha cheirado o rasto pelas antilhas holandesas, ninguém sabe ao certo, não há culpados, o dinheiro por vezes torna-se invisivel....


Sabes tão bem quanto eu que a obra pública fieta nos últimos anos serviu apenas para engordar as contas bancárias de empresas amigas do PS (e também do PSD) e escritórios de advogados e de arquitectos.

Não há dinheiro para a renovação urbana do centro histórico do Porto nem há 500 milhões para restaurar monumentos nacionais que precisam de obras urgentes mas gastaram-se milhões em estádios «em nome» do turismo.
 
Vitor Gaspar demite-se do governo.

Desejo-lhe muitos sucessos pessoais e profissionais.

Agora fora do (des)Governo espero que seja mais assertivo do que foi quando esteve nestas funções.
 
Cavaco e Passos Coelho estarão já a cozinhar outra saída. A guerra ainda não acabou, é provável que a teoria económica do desastre continue após a saída de Gaspar.
 
Há quem especule há algumas semanas que a Alemanha poderá começar a desvalorizar o euro. O Japão concorre com as exportações japonesas e tem tentado provicar desvalorizações brutais do iene nos últimos meses. Já se dizia que Vitor Gaspar iria sair antes da Alemanha mudar de política. De resto os problemas internos continuam cá e mesmo que o euro desvalorize continuaremos a ser endividados, ineficientes e corruptos.
 
Já há novo ministro da finanças, a política desastrosa vai continuar portanto a guerra para demitir o governo também. Claro que sem Relvas nem Gaspar, os golpes vão ser mais directos. O problema dos SWAPs (dividida a meias com o PS) será de rápida combustão.
 
A carta de despedida de Gaspar faz questão de sublinhar os maus resultados das suas "políticas económicas". Diz que ficou sem credibilidade e por isso tentou a fase do "investimento".

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O livro do Luciano Amaral é óptimo.

O período de maior crescimento económico da História portuguesa foi o Estado Novo. Provavelmente poderia ter sido ainda melhor não fosse o condicionamento industrial e a elevada regulação que havia em alguns sectores. De resto a tradição da regulação já vinha de trás. Por exemplo, o congelamento das rendas começou com a implementação da Primeira República. Dez anos depois já havia problemas no arrendamento, pois os valores pagos não cobriam as despesas de manutenção.

O 25 de Abril e a democracia não teriam sido um problema se não fosse a acção nefasta do PCP e do PS. Em dois anos, entre 74 e 76, destruíram a economia portuguesa. Depois disso temos vivido de ilusões.

O Estado Social foi criado sem haver uma economia com força suficiente para o sustentar. O Estado Novo conseguiu em pouco anos reduzir de forma brutal da Taxa de Mortalidade Infantil e o analfabetismo, mas essa redução veio em boa medida do crescimento económico e não da acção do Estado. Vasco Pulido Valente avisou há meses que sem economia não há Educação e que o investimento neste sector, por si, não traz necessariamente crescimento. É importante, mas há outros factores na equação.

Nas últimas décadas houve excesso de investimento público, crescimento desmesurado dos serviços, pouca poupança e muita dívida externa. Batemos no fundo e sem uma redução brutal do peso do Estado e um aumento da produtividade não será possível resolver o maior problema que temos de 1974: o crescimento económico.

De resto, pensem duas vezes antes de votar no PS e no PCP, os dois partidos que destruíram a economia do país.
 
Foi, sem dúvida, um bom ministro das finanças, e é um trabalho sem qualquer dúvida saturante, cansativo e inglório quando o país está mergulhado numa enorme crise.

Quanto à esquerda, devem ser dos melhores, o PS apareceu logo a dizer queremos eleições antecipadas, o nosso forte é no investimento e no emprego. Se o país não tem dinheiro, aonde o PS vai buscar o dinheiro para o investimento? :unsure:

Só digo uma coisa ainda a faca não foi espetada, quando ela for espetada, muitos vão saber como é, principalmente o pessoal da esquerda que andam que nem pulgas saltitantes, para não chamar outra coisa bem mais agressiva.

Já agora, ontem saiu uma notícia em que o vereador do PS da CM Portimão, tem uma vivenda de 2 milhões de euros, deve ser do trabalho árduo ou então deve ser alguma árvore que abana e cai notas, a mesma árvore que vai servir para o tal investimento e qual será? Construção de uma nova auto-estrada a ligar Lisboa-Porto, um novo aeroporto algures no país, ou o tão afamado TGV para ir de Lisboa a Madrid? :unsure::D
 
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