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O próprio ministro escreve que não cumpriu o objectivos do programa no défice e na dívida, e que o desemprego é muito grave. Perante o falhanço tentou atirar barro à Constituição a ver se agarrava. Não agarrou. Mesmo assim sai como se tivesse feito um bom trabalho.

Acho que já chega de fanatismo neoliberal. Leiam a carta de demissão.
 
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Acho que já chega de fanatismo neoliberal. Leiam a carta de demissão...

Isto não é fanatismo rapaz.
Isto é uma opinião que as pessoas tem sobre o tema. Nada mais...E ou concordas ou não.
Agora chamar de fanatismo neoliberal sugere que tens temores (infundados) acerca do pensamento dos outros. E isso apresta-se a chamar "fanatismo" perante a tua posição. Ou não será assim?
 
ou podemos tentar o caminho que saiu hoje da parte do IMF: baixar o salário mínimo e as indemnizações por despedimento porque é isso que está a bloquear o mercado de trabalho.
 
O próprio ministro escreve que não cumpriu o objectivos do programa no défice e na dívida, e que o desemprego é muito grave. Perante o falhanço tentou atirar barro à Constituição a ver se agarrava. Não agarrou. Mesmo assim sai como se tivesse feito um bom trabalho.

Acho que já chega de fanatismo neoliberal. Leiam a carta de demissão.

O desemprego seria inevitável porque havia sectores hipertrofiados e insustentáveis. Tal como será impossível que ocorra a sua redução nos próximos anos.

Curiosamente no meio desta crise há sectores que têm crescido, apesar da sangria fiscal e de todas as contrariedades. O turismo em Espanha está a ter um dos seus melhores períodos e por cá, no Porto, o sector turístico também está em franca expansão. A agricultura portuguesa está a mudar e a indústria do calçado já é uma referência internacional.
 
Epá, é só negativistas...



Pela 1ª vez desde que o governo entrou em funções cai a taxa de desemprego.
Sem artifícios, sem manhas, sem...

Vale o que vale, e por causa disto já pediram a demissão do governo.:lol:

hum.. Penso que é normal nesta época do ano, o desemprego baixar, graças ao sector turístico (hotelaria, restauração).
 
ou podemos tentar o caminho que saiu hoje da parte do IMF: baixar o salário mínimo e as indemnizações por despedimento porque é isso que está a bloquear o mercado de trabalho.

Bates no ceguinho...
Por acaso foram implementadas estas medidas?
Nas notícias de hoje referiram que o governo não concordava com a implementação destas medidas. Afinal dá ou não dá jeito criticar tudo?

Pessoalmente nesta fase não acho piada à redução do salário mínimo. Quanto às indemnizações há propostas no sentido de criar fundos para estas, em que o PATRÃO não poderia "pôr a mão". Acho que até fazia sentido...
Agora se o PATRÃO entrou em bancarrota, como é que vai ter €€€ para indemnizar sejam 100€, sejam 1000€ ou 100000€?!:confused:
 
hum.. Penso que é normal nesta época do ano, o desemprego baixar, graças ao sector turístico (hotelaria, restauração).

Se me disseres que isto acontece em Julho e em Agosto eu concordaria, agora em Maio, com a contração do mercado turístico, não me parece.
Mas sem os dados todos só posso "opinar"...;)
 
Conheço uma pessoa que herdou uma empresa há uns anos e não podia despedir ninguém sem dar chorudas indemnizações, os empregados estavam cheios de maus hábitos, só faziam asneiras e davam prejuízo. Sei que foi à bruxa e vá-se lá saber como os empregados que não queria saíram voluntariamente ao longo de 2 anos. :lol:
 
E por que motivo tem de haver indemnizações? Já não basta o fundo de desemprego?

Tem de haver indemnizações, porque se tratam de direitos adquiridos, informalmente consagrados no contrato entre o empregador e o trabalhador. Quando uma entidade empregadora contrata um trabalhador, já sabe para o que vai: o trabalhador tem direitos e como tal só lhe paga X de ordenado, mas com esses mesmos direitos!

Para mim, não significa o mesmo que as pensões, onde se exige receber muito mais do que aquilo que se descontou. Aqui as contas são outras, pois existem factores a ter em conta (anos de descontos, % contribuições, rendibilidade do fundo de pensões e claro depende do equilíbrio entre contribuintes e pensionistas, entre outras coisas que fazem desequilibrar a balança..)
 
Se me disseres que isto acontece em Julho e em Agosto eu concordaria, agora em Maio, com a contração do mercado turístico, não me parece.
Mas sem os dados todos só posso "opinar"...;)

Li algures num blogue que no caso da construção civil o sector já estabilizou e o crescimento do desemprego estancou. Toda a sociedade mudou de vida menos o Estado e rendeiros do Regime!
 
O subsídio de desemprego é um fundo independente criado pelos próprios trabalhadores. Os trabalhadores assistem outros trabalhadores em situação de desemprego.

A indemnização por despedimento visa compensar os trabalhadores do desgaste das suas capacidades físicas e intelectuais ao longo contrato de trabalho. É preciso não esquecer o que é um contrato de trabalho: O contratador extrai riqueza das horas de trabalho cedidas pelo trabalhador. Há uma troca mas o trabalhador é a parte mais fraca, cede as suas capacidade físicas e intelectuais, desgasta-as e envelhece. No contrato seguinte o seu valor é menor. Trabalhadores mais velhos têm menos capacidades. Trabalhadores mais novos são mais “rentáveis” mas como é óbvio não possuem tempo de trabalho para acumular direito a uma compensação financeira. O óptimo é calculado aos 33 anos.
 
...No contrato seguinte o seu valor é menor. Trabalhadores mais velhos têm menos capacidades. Trabalhadores mais novos são mais “rentáveis”...

Há para aqui muita confusão. Não tua Agreste;)
Refiro-me à questão dos trabalhadores mais velhos terem menos capacidades.
Este conceito só existe porque não temos uma sociedade evoluída, ao estilo "liberal" como por vezes se afirma.
Os trabalhadores mais jovens podem ter maior capacidade física, maior disponibilidade intelectual por força da sua "juventude".
Mas os mais velhos podem ter não só conhecimentos como SABEDORIA.
Não se confunda conhecimento com sabedoria. Esta última é algo que se adquire com a prática e com a experiência.
O que habitualmente se refere à perda de capacidades dos mais velhos, tem a ver em primeiro lugar com os trabalhos mais pesados, com a indústria que exige um desgaste físico maior. Não com grande parte dos trabalhos que temos neste momento em Portugal, principalmente no sector terciário.
Aí, muitas vezes, o maior desgaste dos mais velhos tem a ver com a imposição de condições de trabalho penosas, no sentido de explorar ao máximo o trabalhador pelo menor esforço financeiro. E claramente porque se coloca a componente salarial em 1º lugar e não a excelência no trabalho, muitas das vezes há uma tentação de substituir o trabalhador mais velho por um mais novo, a ganhar muito menos mas a trabalhar o mesmo ou mais em termos meramente quantitativos.

A chave do mercado de trabalho em Portugal passa, no futuro, por apostar na
QUALIDADE.
E é nessa componente que o trabalhador mais velho, mais experiente, mais "sabedor", ocupa uma posição-chave.
Precisamos talvez de apostar numa formação interna das empresas, de reformar métodos de trabalho, aprimorar conhecimentos, atualizar competências e explorar melhor as qualidades inatas de cada trabalhador.
Por isso é que condenei o programa "novas oportunidades", porque mais importante do que dar o "canudo" era dar conhecimentos e isso claramente foi deficitário.
 
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