O Estado do País

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O golpe palaciano está completo. A rádio anuncia a saída de Álvaro. Foi um ministro sem ligações à rede de elites plutocrata que desgraça o país. Entra agora Pires de Lima, um nome do sistema. Uma desgraça para o país. Portas agora é o verdadeiro Primeiro Ministro e vai fazer de tudo para salvar a imagem do CDS como defensor de sectores protegidos, mesmo que isso ponha em causa a Reforma do Estado e o bem comum. Passos Coelho cedeu e a partir de agora o PSD sofrerá as consequências. Cavaco Silva ainda pode salvar a situação demitindo o Governo e nomeando um Governo de Salvação mas duvido que tenha coragem para isso.
 
Penso que os partidos da oposição se deviam recusar a falar com o presidente da república...

Claramente escreves com o coração e não com a cabeça.

Todos os problemas tem de se resolver pelo diálogo e não pelo silêncio.
É uma regra de ouro e não mera retórica.
Por essa via, pela recusa do diálogo é que começam graves problemas entre as pessoas e entre os grupos.
Ainda que as posições possam ser muito divergentes, é nos pontos comuns que se concertam estratégias para sair dos momentos maus.

A irresponsabilidade é transversal aos nossos políticos, poucos se safam da mediocridade.

Há por aí alguém competente e com espírito de missão para salvar este nosso Portugal?
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Hummmm, foram todos para a praia que é mais importante!:p
 
Passos coelho numa comunicação ao país, após muitas reuniões com o seu "carrasco" de coligação, disse que [com esta trapalhada toda] a confiança sai reforçada. Que confiança???? de quem?

Pergunto, mas alguém ainda confia nestes atores? Serão mesmo atores ou serão meros figurantes? ditos e decisões irrevogáveis passam a revogáveis, trapalhadas e mais trapalhadas com tiques de terceiro mundismo..... É o estado da nação.
 
Paulo Portas é quem manda no país. E será assim por muito tempo. Se Seguro vencer, coligar-se-á com o CDS e virão então no momento certo as chantagens de Portas. Ou seja, seja com o PSD ou com o PS no poder, dado o rumo das coisas, Paulo Portas será o verdadeiro Primeiro Ministro do país. O golpe palaciano está dado. Paulo Portas é um dos políticos mas ferozes, ambiciosos, maquiavélicos e calculistas das últimas décadas.
 
Estou a concentrar-me em Paulo Portas, no nojo dos cortes orçamentais de 4 mil e 700 milhões de euros e dos milhares de despedimentos dos quais ele anda a fugir desde fevereiro e não consigo parar de rir. :lol:

E claro, se alguém acha que o PSD vai passar a ter um papel absolutamente secundário quando tem 3/4 da representação eleitoral da coligação, deve estar louco.

E como é que um super ministro pode anunciar todas aquelas brutalidades económicas e financeiras sem que as pessoas façam perguntas irrevogáveis?
 
Como dizia o outro:

"Comigo ou sem migo" os cortes são para fazer.

É certo e Seguro que os cortes na despesa vão ser feitos.
Nem que seja por Portas travessas.
A Passos de caracol ou com saltos de Coelho as decisões tem de ser tomadas.
No fim, depois de tomadas as decisões e passando à acção, todos dirão: "JERÓNIMO!!!".

:malandro:


Bom fim de semana, com muito calor. Acho até que estamos em plena onda de calor político.
 
"Paulo Portas é o melhor Anti.Estadista que este país teve o infortúnio de gerar nos últimos anos. Ao contrário de pautar os seus actos por uma noção de Estado que lhe seria expectável, de colocar Portugal primeiro, Portas é o mestre dos golpes palacianos em prol única e exclusivamente da sua agenda e ambição política desmesuradas.
Faz com Portugal o que, há vinte anos, fazia com o 'Independente': usa.o. Em proveito desta ambição que tenta esconder, não olhando a meios, fidelidades, compromissos, protocolos, ao não assumir atitudes de verdadeiro Homem de Estado, brinca com os instrumentos que lhe estão mais à mão: antes o jornal, agora o País. Ele, a seguir, ele no meio, e no final, ele mesmo. Para trás, a reputação de Portugal, os Portugueses, os seus sonhos, aqueles com quem se comprometeu nas ruas, nas feiras, nos apertos de mão, nos beijinhos, no Governo, com os seus pares, o seu partido, e, por fim, um chuto nos mercados que tanto diz considerar. Todos hão-de sofrer com este tipo de perfídia política. A Portas interessa sim, e apenas, ficar bem na fotografia. Nisso é um mestre. O problema é que no desenrolar dos acontecimentos da última semana, não haverá Photoshop que lhe acuda: o Anti.Estadista mostrou-se. Creio, e espero, que os portugueses não lhe perdoarão. O problema humano de Paulo Portas é simples: jamais mudará. Revela-se a cada dia, como se precisássemos de mais. Portas é um fingidor que finje a dor que não sente.
Ao longo de uma já vasta carreira na política, iniciada enquanto jornalista e pelo poder conferido pelas sempre desestabilizantes ' notícias/intrigas ' que semanalmente caucionava no 'Independente', Portas nunca conseguiu ser de facto eleito para nada não ser para a direcção do Partido que dirige. Sempre minoritário, deixa uma impressão de que ser convidado a participar em governos corresponde mais à teoria do : ' Mantém os teus amigos perto, mas os teus inimigos mais perto ainda'. Assim tem agido todos os que aceitam jogar o jogo em que acabam encurralados. Preferem um Portas à vista, que um Portas algures entrincheirado numa qualquer conspiração. Se há Black Adder na corte portuguesa, aqui o tendes.
Na impossibilidade total de vir algum dia a ser eleito para o quer que seja, sobretudo para primeiro.ministro, para bem de todos nós e para sua grande infelicidade, Paulo Portas dedicou-se à sábia arte da manipulação daqueles que procuram nele apoio institucional. Uma vez no Governo, reinicia todo o processo: conspirar para ascender. E, neste jogo em que a aranha atrai a mosca à sua teia, prende.a. E só a liberta se for para a mosca a ajudar a tecer teia ainda maior onde outras moscas, igualmente ofuscadas e carentes, cairão. Passos Coelho é uma dessas pobres moscas. Uma mosca morta refém de Portas. Uma vez mais.
Nunca cabalmente esclarecido o caso da Universidade Moderna, nunca se tendo revelado os verdadeiros e profundos contornos dos negócios que estão na origem da compra de submarinos, helicópteros e outros equipamentos militares enquanto Ministro da Defesa, o certo é que à mulher de César não chega parecer séria. E enquanto estes processos não forem completamente escrutinados pela justiça, pelos Portugueses, Portas sairá sempre chamuscado. Porque os fantasmas que se levantam, fazem mais sentido de cada vez que, como Anti.Estadista, se torna no protagonista que gosta de ser. Para já fica uma certeza: destes negócios, e das suas contrapartidas, resulta uma factura que todos os Portuguese pagarão durante muitos anos, uma dívida absolutamente escusada que em muito contribuiu para o imenso buraco financeiro e para a ruína do País que, agora, se prepara de novo para ' ajudar a salvar'.
Mumificado, o Presidente da República, também ele mosca enroscada nas mãos daquele que 'quer ser Califa no lugar do Califa', empossará mais um governo sem qualquer respeitabilidade nem legitimidade.
Nas ruas, em casa, no desemprego, nos mínguos salários, na saúde que não tem, na justiça que não chega, nos medicamentos que já não podem comprar, nas escolas de onde tem que tirar os filhos, num governo onde já não se revêem nem votaram, aos Portugueses não faltarão razões de sobra para se revoltarem e indignarem.
Gosto do PP. Simpatizo mesmo com o PP. É um Partido absolutamente essencial. Mas nunca gostei de ' Vichysoise'. No PP há brilhantes e verdadeiros Estadistas, homens e mulheres com ideias bem claras, pragmáticas, e genuinamente honestas. Os Partidos políticos são o maior garante da Democracia porque é deles que sairão para o Parlamento os representantes da Nação por nós eleitos. A questão é que dirigentes escolhem os Partidos e em que condições o fazem. Pode Passos estar sequestrado por Portas. E até o PR, porque já se demitiu há muito tempo de o ser. Mas não pode estar refém dele nem o País, nem o PP, e muito menos a Democracia."

Pedro Abrunhosa
 
A ideologia do desprezo
A propósito do forrobodó vigente pelas bandas do Governo, o meu amigo Carlos Carapinha, que é alentejano mas não luta pela reforma agrária, recordou-me uma frase do falecido colunista Auberon Waugh: "Estou convencido de que os ingleses inteligentes, instruídos e educados não são nem de esquerda nem de direita, mas aborrecem-se com a política e olham todos os políticos com desprezo. Se eu tiver uma ideologia, é esta." (tradução minha).
O grande Waugh raramente se enganava e, com a devida licença, nos momentos de optimismo acho que a definição começa a aplicar-se aos portugueses. De facto, é inimaginável uma pessoa sã orientar-se segundo preceitos teóricos e confiar a vida a sujeitos que, assaz naturalmente, se movem em função de interesses pessoais. À semelhança dos atoalhados, das redes telefónicas ou das cortiças, a política é um sector económico cujos agentes procuram a prosperidade. Ao contrário dos demais, o sector da política não tem um produto apetecível para o público em geral, logo finge dedicar-se ao bem comum. Ao contrário dos demais, o sector da política não investe capitais próprios, logo saqueia o dinheiro alheio. Ao contrário dos demais, o sector da política é em larga medida inútil, logo necessita da mentira e da crença na mentira para se legitimar.
Embora inúmeras almas sensíveis se aflijam imenso com o crescente descrédito da classe política, o descrédito é condição indispensável à lucidez. Num mundo ideal, os políticos, incluindo os que fazem carreira a proclamar a sua aversão à política, apenas nos suscitariam uma mistura, variável conforme os dias, de pena, nojo e indiferença. E se por enquanto esse mundo é uma miragem, a verdade é que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, como muitos dos seus antecessores, prestaram um valoroso serviço à nação. Com um bocadinho de sorte, o patético espectáculo de vaidade e garotice que enfeitou a semana deixou os portugueses mais desconfiados, mais autónomos, mais ricos de espírito. Infelizmente, também nos deixou mais pobres no resto.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
O habitual desprezo...

os políticos não prestam...
a política é apenas um espectáculo...
um gigantesco apelo à abstenção...
um convite ao Tiririca...
uma porta aberta para depois das crianças darem cabo do brinquedo...

chegar um Salazar e por isto em ordem.

Não, a política não é um brinquedo!
 
Depois de ver quem escreveu o artigo, porque só o tinha lido na caixa de comentários daqui, percebi que perdi o meu tempo...

Alberto Gonçalves, um escriba manhoso de carreira - concorrente do outro palerma do expresso - passou agora a achar que a democracia e os partidos são uma piolheira do pior... quando na primeira parte do texto, as pessoas que ele apoiou desde a primeira hora fizeram questão de dar cabo de tudo, eles sim transformaram isto tudo num espectáculo pessoal a que somos obrigados a assistir.

Já a alternativa à falta de alternativas implica uma mistela dita de unidade cozinhada pelo prof. Cavaco, ideia prodigiosa não fossem duas ou três insignificâncias: não existem milagreiros capazes de salvar isto; se existissem, os milagreiros não aceitariam a tarefa; se aceitassem, o prof. Cavaco não disporia de crédito para impô-los à ralé.

Aqui percebe-se muito melhor qual é o espírito da coisa: Eleições não, porque fora os nossos, por mais miseráveis que sejam, nunca existe alternativa. A democracia só é boa se nos eleger a nós ou aos nossos.

Anda meio mundo à procura de uma solução para um problema que, se calhar, não a tem. Com a continuação de um Governo condenado ou condenados à caricatura de uma paródia chamada Tozé Seguro, a verdade é que estamos desgraçados. Ou gregos, para os apreciadores de eufemismos.

Sim, estamos gregos. Não nos é possível votar contra a chuva de telefonemas de chantagem dos banqueiros e da europa económica a pedir que o Pedro e o Paulo ou o Manel ou outro palhaço qualquer continuem a fazer de conta que são chefes porque não é possível recusar este sequestro financeiro. A destruição vai até ao fim. É isto.
 
[ame="http://youtu.be/sPm_DB7KQdQ"]http://youtu.be/sPm_DB7KQdQ[/ame]



[ame="http://youtu.be/OTkcXwUgNp8"]http://youtu.be/OTkcXwUgNp8[/ame]


:lmao::lmao:
 
Nada melhor do que uma missa nos Jerónimos para juntar o presépio político nacional... Presidentes de bandeiras republicanas invertidas, Primeiros Ministros à espera de serem corridos, candidatos a Reis... Chamam-lhe República laica. :lol:

5or2.jpg


4kmr.jpg


mais adendas... as pessoas já não disfarçam...

«O novo patriarca de Lisboa exortou neste domingo os portugueses a inspirarem-se na capacidade de resistência da população do Norte do país, durante a primeira missa após ter tomado posse, naquela que foi a sua apresentação à diocese.

O Norte (...) bem nos pode inspirar a todos, pela capacidade de resistir, recomeçar e inovar, sublinhou na homilia, sustentando que esta é uma capacidade que esta população reiteradamente demonstra, em muitos dos seus intervenientes sociais, económicos e culturais.»
 
Ainda não entrou os 4 mil e 700 milhões e já vamos cortar mais? Quanto é que vão pedir agora, 6 mil milhões? 8 mil milhões de cortes é?
 
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