O Estado do País

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É óbvio que tem de tomar a iniciativa.

Se eleições neste momento (Setembro ou Outubro) é um desastre e ele explicou de modo a que todos entendessem as implicações; o que aconteceu no Governo foi uma palhaçada e os partidos de oposição pedem o que anteriormente referi... vês alguma solução?

Não vejo, sei que devemos e como pais honesto e serio que pretendemos ser temos que pagar.
Largos anos a viver à rico não se pagam em dois anos.
Vamos carpir e viver mais pobres algumas dezenas de anos.
Seja que partido for estará refém deste facto.
Fora disto é tudo demagogia...
 
Para termos noção do quão difícil é viver com a disciplina política em vigor neste momento, leiam este trecho:

"Podes e deves ter ideais políticos mas, por favor, as TUAS ideias políticas e não as ideias do ‘teu’ partido... O TEU comportamento e não o dos ‘teus’ líderes... Os interesses de TODA a humanidade, não os interesses de uma ‘parte’... E lembra-te de que ‘parte’ é a etimologia de ‘partido’!"

Agostinho da Silva.


Continuamos a entreter-nos com meras divagações e não vamos ao fundo da questão.
Os partidos tem de olhar para o real interesse do país e não para os interesses do partido "PONTO"
Sem isso arriscamo-nos a seguir um rumo que nos levará à falência pura e dura.
Colocamo-nos de um ou do outro lado "da barreira". Para quê?!
Não faz mais sentido a união?

Vejam o (mau) exemplo dos partidos do poder. Cada um com os seus interesses mesquinhos.
Vejam o (mau) exemplo dos partidos que se ostracizam constantemente, afastando-se das decisões mas não das críticas estéreis e vazias, da ala mais esquerdista do pensamento político.
Nenhum está a servir o país devidamente...
 
Não vejo, sei que devemos e como pais honesto e serio que pretendemos ser temos que pagar.
Largos anos a viver à rico não se pagam em dois anos.
Vamos carpir e viver mais pobres algumas dezenas de anos.
Seja que partido for estará refém deste facto.
Fora disto é tudo demagogia...


Não sou economista. Mas vejo as coisas desta forma.

Nos próximos anos não haverá crescimentos económicos milagrosos, a não ser que haja uma revolução tecnológica que traga uma fonte de engeria barata e alternativa aos hidrocarbonetos. Essa energia podeira vir da fissão nuclear ou da biotecnologia. Sem energia barata voltaremos quase a crescimentos económicos pré-revolução industrial, em torno de 1% ao ano, no máximo 2% em anos muito bons.

Com crescimento económico baixo a dívida em percentagem do PIB demorará longas décadas a reduzir, aliás isto já sucedeu num passado recente, depois da nossa bancarrota parcial em 1892. Para além disso a ausência de crescimento obrigará o Estado a cortar na despesa. Os políticos, sejam de Esquerda ou de Direita, serão obrigados a cortar. Aliás já o estão a fazer há anos, na Educação e na Saúde. Mas a despesa total do Estado subiu, porque houve PPP's, swaps, BPN, dívidas das autarquia, empresas municipais, RTP, gastos principescos, reformas altas, etc. Mas tudo isso acabará por força das circunstâncias.

Simultaneamente a globalização trará uma redistribuição brutal da riqueza global. Os países ricos empobrecerão enquanto países anteriormente pobres ficarão muito mais ricos. Isto já está em marcha há mais de uma década e os resultados já são visíveis. Na Europa a classe média será reduzida. Para além disso a mecanização do trabalho e as novas tecnologias matarão muitos sectores, mas outros nascerão. Tendencialmente os jornais, as TV's e as revistas desaparecerão, e no futuro os melhores jornalistas, colunistas ou fotógrafos viverão da publicidade nos seus blogues. As vendas online crescerão e matarão parte do comércio tradicional, mas nascerão novos empregos nas vendas online. Um pequeno artesão em Portugal poderá exportar para todo o mundo a partir da sua oficina.

No meio desta revolução tecnológica e demográfica haverá resistências, sectores que tentarão manter proteccionismos e impedir a sua extinção. Por exemplo, com as novas tecnologias já não se justifica que o Estado pague livros escolares, ainda por cima caríssimos. Também não se justifica que tenhamos dois canais públicos em sinal aberto.

E por aqui fico esta noite.

O país cresceu 0.6% sem subsídios, betão, obra pública. Imaginem se não houvesse impostos tão altos.

Os portugueses podem ir longe mas têm dois problemas: são brandos e têm elites estúpidas.
 
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O eterno «deficit»; o mistério tenebroso das contas e da dívida pública; o espectro da bancarrota; a quebra da moeda; o «deficit» da balança comercial; a insuficiência económica; a miséria agrícola; a irrigação do Alentejo; o repovoamento florestal; as estradas; os portos; o analfabetismo; o abandono das populações rurais; a pesca; a marinha mercante ; a administração colonial; a instrução e rearmamento do Exército; a reconstrução da marinha de guerra; a viciosa educação da gente portuguesa; a emigração; o quadro das nossas relações internacionais; a questão religiosa — tudo isto absorveu literalmente um século de discursos, toneladas de artigos e não deu um passo, salvo sempre o respeito pelos esforços honestos e realizações parciais úteis, entre as quais se destacam o fomento das comunicações e a ocupação colonial.

1946



Com os que se intitulam democracias parlamentares ou partidárias, quem quer, examinando o funcionamento efectivo das instituições, podo constituir três grupos. O primeiro é daqueles muito raros Estados em que os partidos pouco numerosos permitem a formação de maiorias homogéneas, que se sucedem no poder, sem impedir de agir, quando na oposição, o governo quo governa. O segundo é o daqueles em que a vida partidária é tão intensa e intolerante que as mutações governamentais se fazem frequentemente por meio de revoluções ou golpes de Estado, no fundo a negação do mesmo princípio em que pretendem apoiar-se. Há um terceiro grupo em que a parcelação partidária e a exigência constitucional da maioria parlamentar se conjugam para ter em permanente risco os ministérios, precipitar as demissões, alongar as crises, paralisar os governos, condenados à inacção e às fórmulas de compromisso que nem sempre serão as mais convenientes ao interesse nacional. Assim, uns esperam as eleições; outros, a revolução; os últimos, as crises, como possibilidades de governo.


1956
 
Patronato sem coragem e ajoelhado perante o poder. O respeitinho é muito bonito. Afinal fomos o país da Inquisição e do Estado Novo.

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Fonte: Porta da Loja
 
Só pode ser anedota.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=3318812

Não é esta a empresa que está sempre a fazer greves?

O que irá na cabeça desta gente? Já não há pachorra.

Irá a SGTP convocar uma greve para repor este "direito"?

Se eu fosse funcionário deles, nunca mais cortava o cabelo, como ação de protesto!:lmao:

Temos de nos habituar a começar a ver motorisas cabeludos.

PS: São muito finos, sempre "impecs".. Cortar cabelo todos os meses? Que seca de perda de tempo..
 
Não existe nenhuma SGTP...

e isso é atirado para os jornais para espicaçar a opinião pública, a notícia aliás já tem mais de 2 anos e fez parte da propaganda inicial do ministro Álvaro Pereira.

Numa negociação de empresa há muitos pontos em discussão. Não é esse certamente o ponto mais importante da negociação com a empresa e não foi esse o ponto que impediu reestruturações mais aprofundadas com despedimentos.
 
E aí vai ela! Taxa da dívida pública imparável! :(:eek::eek::eek:

Vão se preparando para o 2º resgate!

Taxa 10 anos: 7.32%

Não sei do que está à espera o Sr. Presidente da República para fazer novo apelo que nos salve à Nossa Sra. de Fátima!:mad::mad::mad:

Acho que o 2º resgate devia começar por aí... limpar a classe politica! :mad:
 
Cada partido do arco do poder quer uma coisa diferente. Não respeitam os portugueses nem o PR. Se calhar Salazar tinha razão quando extinguiu os partidos políticos.
 
Não existe nenhuma SGTP...

e isso é atirado para os jornais para espicaçar a opinião pública, a notícia aliás já tem mais de 2 anos e fez parte da propaganda inicial do ministro Álvaro Pereira.

Numa negociação de empresa há muitos pontos em discussão. Não é esse certamente o ponto mais importante da negociação com a empresa e não foi esse o ponto que impediu reestruturações mais aprofundadas com despedimentos.

Olha que não, olha que não. Não tem dois anos, é actual.

Apesar de disparatada, a regalia perdida, continua a ser uma das reivindicações:
http://www.pcp.pt/intervenção-da-act-junto-da-carris-e-empresas-participadas

"Com efeito, há anos que a cláusula 69.ª deixou de ser respeitada, tendo a empresa procedido ao encerramento das barbearias!"

http://economico.sapo.pt/noticias/t...rem-12-por-mes-para-cortar-cabelo_173216.html

É inevitável que regalias como estas sejam obrigatoriamente eliminadas.

Desconto da mesma maneira que estes senhores mas não tenho os mesmos direitos. Barbeio-me e lavo-me com o meu dinheiro não com o dinheiro que é de todos.

É um claro exemplo do: "o que é meu é meu, o que é teu é nosso"
 
E aí vai ela! Taxa da dívida pública imparável! :(:eek::eek::eek:

Vão se preparando para o 2º resgate!

Taxa 10 anos: 7.32%

Não sei do que está à espera o Sr. Presidente da República para fazer novo apelo que nos salve à Nossa Sra. de Fátima!:mad::mad::mad:

Acho que o 2º resgate devia começar por aí... limpar a classe politica! :mad:

7.53%

:eek::eek::eek::eek::surprise:
 
Olha que não, olha que não. Não tem dois anos, é actual.

Apesar de disparatada, a regalia perdida, continua a ser uma das reivindicações:
http://www.pcp.pt/intervenção-da-act-junto-da-carris-e-empresas-participadas

"Com efeito, há anos que a cláusula 69.ª deixou de ser respeitada, tendo a empresa procedido ao encerramento das barbearias!"

http://economico.sapo.pt/noticias/t...rem-12-por-mes-para-cortar-cabelo_173216.html

É inevitável que regalias como estas sejam obrigatoriamente eliminadas.

Desconto da mesma maneira que estes senhores mas não tenho os mesmos direitos. Barbeio-me e lavo-me com o meu dinheiro não com o dinheiro que é de todos.

É um claro exemplo do: "o que é meu é meu, o que é teu é nosso"

E também saiu essa notícia, hoje no correio da manhã!

Daqui a pouco sai também no canal parlamento!:lmao:
 
Olha que não, olha que não. Não tem dois anos, é actual.

Faz amanhã 2 anos que essa notícia saiu. Provavelmente como diz a pergunta do PCP, o tipo que a escreveu já deve estar no Governo. Já um deputado do CDS - Hélder Amaral - tinha falado nisso. Hoje apareceu de novo nos jornais.

http://economico.sapo.pt/noticias/t...rem-12-por-mes-para-cortar-cabelo_173216.html

Mas o PC faz outras perguntas interessantes sobre o não cumprimento do horário de trabalho, o não pagamento das horas suplementares e a impossibilidade de colocar informação sindical.
 
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