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Curiosamente, quando a economia começa a dar sinais de crescimento graças ao ministro da economia, Álvaro Santos Pereira é posto na rua. :rolleyes: Portugal nunca irá ter futuro quando os competentes são postos na rua e os incompetentes vão para o poleiro.
 
Professores só podem dar aulas se tiverem 14 no exame

Terá uma componente comum a todos. E uma específica, que varia em função das áreas disciplinares ou grupos de recrutamento. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) enviou ao final da tarde desta terça-feira aos sindicatos o diploma que visa concretizar a prova de avaliação de conhecimentos dos candidatos aos concursos de selecção e recrutamento docente. Este espécie de “exame” destina-se aos professores que não estão integrados na carreira. E 14, numa escala de zero a 20, será a classificação mínima exigida.

Chama-se Prova de Avaliação de Conhecimentos, Capacidades e Competências, está prevista desde 2007 mas nunca foi concretizada. João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), disse esta noite ao PÚBLICO que ainda não tinha tido tempo para analisar o diploma proposta pelo Executivo. Mas foi sublinhando que a FNE sempre foi contra esta prova, que acha desnecessária.

“Não faz sentido ter professores com dez, 15 anos de profissão a fazer uma prova de acesso à profissão”, diz, sublinhando, contudo, que tem que analisar o que diz a proposta do ministério sobre esta questão especificamente.

Também a Federação Nacional de Professores (Fenprof) considerou, logo em 2007, que legislação então aprovada sobre o novo “exame” era “um constrangimento deliberadamente criado à entrada na profissão”.

O diploma enviado aos sindicatos estabelece que “a prova visa verificar o domínio de conhecimento, capacidades e competências fundamentais para o exercício da função docente”.

Este “exame” terá um tronco comum, escrito, que visa, entre outros, avaliar a capacidade dos candidatos para “resolver problemas em domínios não disciplinares”. A proposta do MEC é que tenha uma duração máxima de 120 minutos. Quem não for aprovado nesta componente não poderá sequer prestar provas na parte específica.

Já a componente específica “é constituída por uma prova que pode ser escrita, oral ou prática”. Terá uma duração entre 120 e 180 minutos, conforme os grupos disciplinares. E o seu conteúdo variará: um professor de Biologia, por exemplo, fará uma prova dessa área; um de Educação Tecnológica será sujeito a avaliação em Artes Visuais, ou Informática ou ainda Electrotecnia. E um de Matemática terá que provar o que sabe de... Matemática.

Duas dezenas de provas


O MEC informa que a elaboração das provas — um total de 20, de acordo com a lista proposta pelo ministério — será coordenada pelo Gabinete de Avaliação Educacional (Gave) e, posteriormente, pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que lhe sucederá. “A apreciação e a classificação serão feitas pelo Júri Nacional da Prova, integrado na Direcção-Geral de Administração Educativa (DGAE), em articulação com o Gave/IAVE”, acrescenta num comunicado.

A classificação dos professores expressa-se em “Aprovado” ou “Não aprovado”. Mas “assume ainda uma expressão quantitativa, numa escala de zero a 20 valores” que resultará de uma “média ponderada” das “classificações obtidas nas diferentes provas”. Os professores do 1.º ciclo, por exemplo, serão avaliados a Português e a Matemática, para além de fazerem a “prova comum”. As duas primeiras valem, cada uma, 25% da nota. E a última vale 50%.

O ministério considera aprovado o candidato que obtenha: “a) em cada uma das componentes da prova, classificação igual ou superior a 14 valores”; e “b) uma classificação final igual ou superior a 14”. Questionado sobre se as duas alíneas, a) e b), são exigidas cumulativamente aos candidatos, o MEC não soube esclarecer até à hora de fecho desta edição.

Quem “chumbar” pode sempre fazer a prova nos anos seguintes. E quem for aprovado, mas acabe por não celebrar contrato de trabalho em funções públicas nos cinco anos subsequentes, deve propor-se a nova avaliação.

Os professores contratados com mais anos de serviço encontram-se numa situação especial: “O candidato com dez ou mais anos completos de serviço docente efectivo, que não obtenha aprovação na prova, poderá repeti-la uma única vez na edição seguinte sem prejuízo da admissão ao concurso de selecção e recrutamento de pessoal docente imediatamente subsequente à data de realização da primeira prova.”

Mais exigência


Quando foi concebida (o primeiro decreto regulamentar, nunca aplicado, é de 2008), a prova de avaliação dos professores tinha um objectivo: assegurar que o exercício efectivo de funções docentes ficava “reservado a quem possui todos os requisitos necessários a um desempenho profissional especializado e de grande qualidade”.

Na sexta-feira, o tema volta à mesa das negociações. O ministério faz saber desde já que os candidatos que até 31 de Dezembro de 2013 celebrem contratos a termo com as escolas estão dispensados de fazer esta prova. Ao último concurso de professores concorreram 45 mil docentes, entre novos e outros que dão aulas há anos.

Estes novos “exames” serão realizados nas escolas designadas pelo Júri Nacional. Escolas que serão escolhidas “tendo em conta critérios de segurança, de eficácia e de eficiência inerentes ao processo de realização das mesmas”.

Notícia actualizada às 23h41: acrescenta mais informação relativa à Prova de Avaliação de Conhecimentos.

Fonte: Publico

Agora é que vamos ver se os professores sabem mais ou não que os alunos, alguns devem saber menos que os alunos.

Vergonhoso os resultados este ano, nos exames do 12º ano a Português, isto agora, começam logo na primária a darem Inglês, Chinês ou Árabe e daqui a uns aninhos nem sabem a sua língua materna. :lol:
 
Agora é que vamos ver se os professores sabem mais ou não que os alunos, alguns devem saber menos que os alunos.

Vergonhoso os resultados este ano, nos exames do 12º ano a Português, isto agora, começam logo na primária a darem Inglês, Chinês ou Árabe e daqui a uns aninhos nem sabem a sua língua materna. :lol:

Os médicos também fazem exame portanto não vejo onde está o problema. Também deveria haver para os enfermeiros, arquitectos ou engenheiros.
 
Os médicos também fazem exame ... Também deveria haver para ...

Eu também fiz exame e não foi pêra doce. Após cinco anos de curso, dois anos de estágio não remunerado que incluiu fazer peças processuais (muitas de grande responsabilidade como é o caso de uma contestação) e defesa na frente de batalha seguido de exame escrito e depois oral.
Todos temos de ser avaliados. Aliás, estamos constantemente a ser avaliados. Não querer ser avaliado é que é suspeito. Ou não é??
 
Eu também fiz exame e não foi pêra doce. Após cinco anos de curso, dois anos de estágio não remunerado que incluiu fazer peças processuais (muitas de grande responsabilidade como é o caso de uma contestação) e defesa na frente de batalha seguido de exame escrito e depois oral.
Todos temos de ser avaliados. Aliás, estamos constantemente a ser avaliados. Não querer ser avaliado é que é suspeito. Ou não é??



Eu sou contra a existência de Ordens, prefiro o modelo anglo-saxónico, pois confere mais liberdade individual ao profissional, acho que a regulação deve ser feita pelo Estado e pelas instituições e não por uma Ordem à qual o médico se vincula obrigatoriamente para poder exercer. Contudo como se sabe a qualidade de alguns cursos sejam privados ou públicos deixa muito a desejar e corre por aí em certas áreas profissionais que fulano tal quando vem do sítio x ou y não está preparado para trabalhar, penso por exemplo numa certa universidade privada com cursos da área da saúde. Por isso é que defendo exames de acesso, e quem passa fica apto para exercer. Basta apenas que seja emitida uma matriz com os conteúdos avaliados e a bibliografia, ou em certos casos as técnicas e manobras a executar.
 
Os médicos também fazem exame portanto não vejo onde está o problema. Também deveria haver para os enfermeiros, arquitectos ou engenheiros.

Acho a questão dos professores terem de fazer um exame uma forma subtil de passar um atestado de incompetência às Universidades. Então mas se um individuo durante três anos teve aprovação em um numero de unidades curriculares apropriadas para o efeito de poder dar aulas, agora fica à mercê de uma prova de 2 horas e tendo logo um 14???? Se o ensino superior não tem qualidade se calhar o governo também terá culpa. Mas se lhe falta qualidade então há que exigi-la, aumentar a qualidade do ensino. Não me parece que uma prova possa comprovar se o individuo está apto a dar aulas. Para aqueles que têm menos de 10 anos de serviço basta estarem doentes nesse dia para adeus, até para o ano....
 
Agora que o eterno "(des)Governo" de políticas "de direita" e "neo-liberais" não nos salvou do abismo de décadas de endividamento socialista, espero pacientemente pelas soluções milagrosas, de esquerda, e anti-liberais.

Não pode haver soluções, porque afinal após uma grande tempestade do Paulo Portas, com ajuda do nosso Presidente, acabou por tudo ficar na mesma. Seguimos na mesma com uma governação de quase iniciativa presidencial. Por um lado foi bom, não gostava do seguro a 1º ministro. Anseio por um governo de esquerda, mas com outro líder.
 
Acho a questão dos professores terem de fazer um exame uma forma subtil de passar um atestado de incompetência às Universidades. Então mas se um individuo durante três anos teve aprovação em um numero de unidades curriculares apropriadas para o efeito de poder dar aulas, agora fica à mercê de uma prova de 2 horas e tendo logo um 14???? Se o ensino superior não tem qualidade se calhar o governo também terá culpa. Mas se lhe falta qualidade então há que exigi-la, aumentar a qualidade do ensino. Não me parece que uma prova possa comprovar se o individuo está apto a dar aulas. Para aqueles que têm menos de 10 anos de serviço basta estarem doentes nesse dia para adeus, até para o ano....

Mas há universidades que merecem esse atestado... e mais não digo, mas como se viu com a Independente...

PS: acho que nesse tipo de provas deve haver 2 ou 3 oportunidades por ano, como sucede por exemplo em alguns casos no Reino Unido.
 
Relativamente aos exames dos professores: talvez a medida se justifique por serem tantos no desemprego. Quem acha que é um atentado às universidades, está muito enganado! Não basta tirar um curso e já está.. É preciso continuar a estudar e a fazer reciclagem de conhecimentos, é preciso confirmar tudo isso!

Quanto ao Presidente da república, enfim penso que esteve nas mãos do PS a oportunidade de participar na governação, por isso não me venham com a idéia do cavaco gostar do Portas! Isso é ridículo.. A esquerda não sabe melhor que isto? Pensem é em soluções para o país, que isto de ser deputado, ser pago por todos nós e não fazer nada, tem de ter fim!
 
Ah, então é isso! O nosso país (e não só) sofre de Síndrome de Estocolmo


In June 2012, at the 9th International Conference Developments in Economic Theory and Policy, in Bilbao, by the Department of Applied Economics V of the University of the Basque Country (Spain) and the Cambridge Centre for Economic and Public Policy, Department of Land Economy of the University of Cambridge (United Kingdom), the concept of Stockholm syndrome was introduced in economics referring to governments that have been “kidnapped” by financial capital because of their need to refinance public debt. They are coerced into accepting high interest rates and conditions that compromise their sovereignty.

http://en.wikipedia.org/wiki/Stockholm_syndrome#In_economics
 
Relativamente aos exames dos professores: talvez a medida se justifique por serem tantos no desemprego. Quem acha que é um atentado às universidades, está muito enganado! Não basta tirar um curso e já está.. É preciso continuar a estudar e a fazer reciclagem de conhecimentos, é preciso confirmar tudo isso!

Quanto ao Presidente da república, enfim penso que esteve nas mãos do PS a oportunidade de participar na governação, por isso não me venham com a idéia do cavaco gostar do Portas! Isso é ridículo.. A esquerda não sabe melhor que isto? Pensem é em soluções para o país, que isto de ser deputado, ser pago por todos nós e não fazer nada, tem de ter fim!

Os professores que tiram o curso na UP queixam-se porque acabam os cursos com médias mais baixas que os professores que estudaram em universidades com currículos mais acessíveis, mais fáceis, e que depois acabam com médias mais elevadas e passam à frente dos alunos da UP no concurso.

O curso de Medicina é muito mais difícil no Porto e felizmente, por enquanto, a média de curso não conta para o acesso à especialidade.

O sector privado prefere um aluno de uma boa faculdade com média mais baixa mas no sector público não há essa atenção na escolha em concursos como o concurso dos professores.
 
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