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À falta de problemas reais em Portugal, discutem-se as condolências enviadas pelo Presidente da República. Faltou certamente uma palavra do PR sobre a morte dos bombeiros mas fica a questão no ar, de que se o economista falecido pertencesse "ao outro lado da barricada" haveria ou não a mesma revolta e a mesma condenação de condolências.

Se queremos falar de fait-divers, podemos também discutir a saloiice de se fazer um simulacro de incêndio comemorativo de uma efeméride, quando uma fatia substancial do país está a arder.
 
Do outro lado não existiriam homenagens, toda a gente sabe isso... nem sequer as houve quando se viaja à colombia promovendo a literatura portuguesa. E toda a gente sabe qual era o livro ou os livros mais procurados.
 
O Sr. Cavaco Silva tem demonstrado que é uma nódoa como presidente da Républica. Nem uma palavra de solidariedade aqueles que perderam a vida no combate às chamas, nem uma palavra de solidariedade de apoio às dezenas de pessoas que perderam a totalidade dos bens com os incêndios. Não tenho nada contra ter dado os pêsames à familia Borges, sendo este um economista de relevo. Mas é com repudio que assisto ao silêncio em relação a estes casos...
 
Isto há gente para tudo ... mas dia 1 de Abril só existe um por ano.

PR acompanha situação e contactou corporações e famílias de bombeiros mortos

O Presidente da República tem "acompanhado de perto a situação dos incêndios em Portugal" e contactou os comandantes das corporações e famílias dos bombeiros que morreram este ano, disse à Lusa fonte de Belém.
Contactada pela Lusa a propósito dos comentários de indignação que têm sido publicados na página oficial da Presidência da República na rede social Facebook face ao silêncio do chefe de Estado em relação à morte de bombeiros no combate às chamas, fonte de Belém afirmou que Cavaco Silva "como sempre acontece tem acompanhado de perto a situação dos incêndios em Portugal".
"O Presidente da República por ocasião de cada um dos falecimentos através da sua assessoria para a Segurança Nacional contactou os comandantes das três corporações de bombeiros em causa para apresentar condolências às famílias e respetivas corporações e para se inteirar da situação dos feridos", adiantou a fonte da Presidência da República.

DESTAK

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Nunca pensei que houvesse alguém que fizesse política tão rasteira em Portugal; uma vergonha incrível … Lembra-se este senhor quando era Ministro da Administração Interna e o que fez pelos criminosos que nessa época atearam fogos no país? Não estou esquecido das suas promessas.
Sejamos sérios e responsáveis. Os portugueses dispensam este tipo de políticos.

António Costa critica o Ministério da Agricultura pela falta de prevenção no combate aos incêndios

Na qualidade de antigo ministro da Administração Interna, António Costa acusa o governo de nada ter feito na prevenção dos incêndios assinalando que o trabalho no âmbito da reestruturação da floresta é nulo. Destaca o trabalho dos bombeiros e das forças de segurança, "um esforço extraordinário que só dará frutos quando o Ministério da Agricultura efetuar o que é necessário na floresta portuguesa, enquanto isso não suceder mais ano menos ano, as calamidades vão acontecer", salienta António Costa.

RTP
 
A ver se morrem mais delfins do neoliberlismo... há pessoas que precisam de motivos para mostrar a utilidade da sua existência e a quem servem.
 
Não entendo o presidente da república. Mas isso não é de agora.

E não é baixa política. Quanto mais perguntas se fazem mais surpreendentes são as respostas.

Ao Borges fala-se em nome do país... aos anónimos manda-se o assessor telefonar e manter segredo.
 
O borges desaparece hoje, cavaco amanhã volta pra férias. Já sabíamos que os cavacos preferem uns a outros. São escolhas. Espero que o cavaco não me telefone ou mande um assessor fazê-lo.
 
A mim choca-me muito mais que em Lisboa se tenha feito um simulacro de incêndio no Chiado, e o resto do país a arder! Quanto é que gastaram nesse simulacro? Que miséria de pobreza de espírito!

O que o Cavaco fez ou não fez, se falou ou mandou falar, pouco me importa. Assim como ignoro, se algum outro partido fez algum voto de pesar! Em todo o caso seria apenas aproveitamento político.
 
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Cavaco Silva pediu aos bombeiros para não divulgarem condolências

As mensagens transmitidas pelo assessor da Presidência da República às diferentes corporações de bombeiros foram transmitidas explicitamente como "condolências pessoais".

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/cavaco-silv...divulgarem-condolencias=f827450#ixzz2d9l2SPiY


não acredito, mas mesmo sendo verdade, estes actos deveriam ser públicos visto ser um problema nacional
 
A guerra das condolências
Henrique Monteiro
8:00 Terça feira, 27 de agosto de 2013

O país já tinha chegado a pontos muito baixos. Mas ontem a 'guerra das condolências' foi algo que ultrapassou o imaginável. A história, com o devido respeito a todos os que perderam a vida, independentemente do modo como a viam e da forma como procederam, conta-se assim:

Perante a morte de um amigo e colega, António Borges, o Presidente da República manda publicar na página oficial da Presidência uma nota de condolências;
Os bombeiros profissionais e outros cidadãos manifestaram a indignação pelo facto de o Presidente não ter apresentado semelhantes condolências aos bombeiros recentemente falecidos;
Na página do Facebook de Cavaco Silva, aqueles que se podem chamar profissionais da indignação, amplificaram essa indignação. Quando chegaram ao 'impressionante' número de 3000 (três mil, a página do Expresso tem quase 200 vezes esse número de visitantes por dia) a comunicação social começou a dar nota da profunda revolta de milhares de portugueses (por essa altura, a censura do turismo australiano à foto de um canguru ou a linguiça portuguesa no McDonald's do Havai tinham despertado mais interesse entre os leitores).
Cavaco Silva indica que enviou as condolências em privado aos soldados da paz falecidos tendo pedido, expressamente, para que tais votos não fossem divulgados publicamente. Responsáveis dos bombeiros confirmam o Presidente.
Apesar do esclarecimento, o protesto que consiste em escrever "as minhas sinceras condolências aos familiares dos bombeiros falecidos" continuava como se nada estivesse esclarecido (algumas pessoas protestam duas, três quatro vezes, repetindo a frase dezenas ou centenas de vezes).
Sinceramente, penso que não são precisas mais palavras sobre o assunto. Chegámos a um ponto em que tudo - mas tudo, incluindo a morte de seres humanos - serve para a pequena chicana política. O que se viu nas redes sociais depois da morte de António Borges chegou a ser chocante e revelador de como algumas pessoas acham que os outros (e sobretudo os seus familiares e amigos) não têm direito ao mínimo respeito pela dor. O aproveitamento do trágico falecimento dos bombeiros para uma campanha política, também mostra como há tanta gente que, ou não pensa, ou não tem sentimentos.

E neste caso, pelo menos visivelmente, não foram os partidos, nem os políticos. Foram, provavelmente, muitos daqueles que estão sempre pronto a criticar tudo e todos. Deus nos livre desta turba desumana!


http://expresso.sapo.pt/a-guerra-das-condolencias=f827472#ixzz2d9qklNmc
 
Parece que ficamos sem mais um heroi.... Este ano tem sido uma tragédia..... :-(

Embora o Presidente da Républica pouco lhe interesse quantos destes morrem, ou quantos ficam sem nada, pergunto:

- Quando é que o ambiente passa a ser prioridade das agendas politicas?
- Politicas sérias de resflorestamento nunca mais? Daqui a pouco estamos parecidos com Marrocos.
- Compra de meios aéreos eficazes em vez de alugueres destes em condições ruinosas com grandes cadeias de intermediários?
- Profissionalização dos Bombeiros, avança ou não?

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sou contra estes movimentos do face

qualquer dia não saímos de casa...

no entanto repito que as condolências deveriam ser públicas
 
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