O Estado do País

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O Crato trabalha bem...

Eles vêm cá, até fazem o exame de graça a todos os alunos do 9º ano... mas o certificado é a pagantes. Fantástico. :lol:

Mas qual é o interesse de fazer um exame por uma empresa lá de fora se não for para abrir mais um negócio dentro da escola pública? :cold:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/testes-gratis-mas-o-diploma-e-pago

«Testes grátis mas o diploma é pago. Alunos do 9.º ano vão pagar 20 euros por certificado de inglês. Exame é obrigatório. Banco BPI é um dos parceiros.»
 
O Crato trabalha bem...

Eles vêm cá, até fazem o exame de graça a todos os alunos do 9º ano... mas o certificado é a pagantes. Fantástico. :lol:

Mas qual é o interesse de fazer um exame por uma empresa lá de fora se não for para abrir mais um negócio dentro da escola pública? :cold:

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/testes-gratis-mas-o-diploma-e-pago

«Testes grátis mas o diploma é pago. Alunos do 9.º ano vão pagar 20 euros por certificado de inglês. Exame é obrigatório. Banco BPI é um dos parceiros.»

Não digas isso senão, segundo alguns teóricos é mais uma artimanha dos "estados sociais", xuxalismo e outras figuras adjetas da esquerda, ;) este (des)Governo que apenas é neo-liberal para alguns, parece mais um governo de chupistas. As artimanhas levadas a cabo por estes incompetentes hão-de-nos levar à ruína....
 
O facto de serem todos de esquerda não invalida a capacidade de fazerem uns ”bons negócios” sempre que surja a oportunidade.
 
Eu estudei no British Council e na altura fiquei com a ideia que seria interessante colocar os alunos portugueses a fazer os exames deles no nono e no 12.º ano. Não me choca que paguem o exame, acho mais escandaloso o que os pais gastam em livros escolares, quando esses mesmos livros poderiam ser lançados no site do Ministério em PDF, gratuitos, impressos a baixo custo pela Imprensa Nacional ou vendidos aos alunos num DVD.

No Secundário não basta comprar os manuais, é necessário gastar dinheiro em livros acessórios para treinar para os testes e preparar os exames nacionais. Recordo que quando fiz o 12.º ano gastei mais de 500 ou 600 euros em livros, pois havia que comprar guias de acesso, livros de exercícios, um segundo manual de Biologia. Para quem quer tirar notas mais altas era na altura indispensável.


Actualmente o ensino do inglês em muitas escolas é vergonhoso. No 11.º ano os alunos ainda estão a aprender gramática do nono ano e não têm vocabulário além do básico. Um aluno de nível 7 já deveria estar a ler e a interpretar obras literárias inglesas!
 
Mas pra que lhe serve a ele certificar o inglês no ensino obrigatório? e repara que ele quer certificar internacionalmente outras disciplinas... A página do BC tem exames para praticares, é só ires lá e descarregar. Se fosse formação de adultos para emigração mas estamos a falar do 9º ano.
 
Realmente o estado deveria criar uma plataforma de e-learning de diversos níveis de apoio com aulas de vídeo, material de aprendizagem, professores online, etc

Principalmente após o 8º ano. Pode-se questionar se nestas idades já têm competências para o mundo virtual. Se a maior parte destes miúdos já domina as redes sociais, jogos online e afins, concerteza se adaptaria a esta situação.

Há que começar a olhar para estas ferramentas de outra maneira e não como métodos menores. O ensino vai brevemente ter uma competitividade extra quando as instituições online estrangeiras de renome internacional como Havard, Oxford, começarem a oferecer licenciaturas e outros graus superiores via ensino à distância em e-learning.

Infelizmente por um estrabismo ideológico tudo o que o estado invista nestas matérias, seja em apoio informático, seja na criação destas ferramentas, é considerado como futilidades onde se esbanja dinheiro, sem retorno. Assim continuaremos quase a escrever nas lousas de pedra, o ensino não evolui, estando à espera que os milagres acontecem.....
 
Mas pra que lhe serve a ele certificar o inglês no ensino obrigatório? e repara que ele quer certificar internacionalmente outras disciplinas... A página do BC tem exames para praticares, é só ires lá e descarregar. Se fosse formação de adultos para emigração mas estamos a falar do 9º ano.

Quantos jovens de 18 anos estão actualmente no 9ºano?
Funções standard no ramo da hotelaria, pedem inglês.

Há uns anos, para participar num intercâmbio europeu, pediram-me um certificado de conclusão do 12ºano e um certificado de inglês.

O primeiro obtive-o porque fui à escola onde fiz o secundário e paguei por ele. (Já não me lembro quanto, mas paguei. Escola pública, ensino público).
O segundo não me o deram. Serviu o diploma de uma escola de inglês que frequentei. (Paga e privada).
 
Realmente o estado deveria criar uma plataforma de e-learning de diversos níveis de apoio com aulas de vídeo, material de aprendizagem, professores online, etc

Principalmente após o 8º ano. Pode-se questionar se nestas idades já têm competências para o mundo virtual. Se a maior parte destes miúdos já domina as redes sociais, jogos online e afins, concerteza se adaptaria a esta situação.

Há que começar a olhar para estas ferramentas de outra maneira e não como métodos menores. O ensino vai brevemente ter uma competitividade extra quando as instituições online estrangeiras de renome internacional como Havard, Oxford, começarem a oferecer licenciaturas e outros graus superiores via ensino à distância em e-learning.

Infelizmente por um estrabismo ideológico tudo o que o estado invista nestas matérias, seja em apoio informático, seja na criação destas ferramentas, é considerado como futilidades onde se esbanja dinheiro, sem retorno. Assim continuaremos quase a escrever nas lousas de pedra, o ensino não evolui, estando à espera que os milagres acontecem.....

O Estado já deveria ter lançado um livro único para exame nacional. Bem feito, de forma que um aluno que se preparasse bem por ali pudesse aspirar ao 20!

Muita gente não tem noção do que é necessário gastar em livros para se tirar mais de 16 ou 17 num exame nacional! Há manuais de algumas editoras e de algumas disciplinas que não têm toda a matéria para exame, outros são muito simplistas. Os pais acabam por comprar o manual exigido pela escola, outro para complementar, o guia de acesso e por vezes a disciplinas como Matemática ou FQ um livro de exercícios! É uma dispersão brutal, e muito dinheiro gasto. Ontem entrei num cafézinho para tomar uma bica, e o dono do café lamentava-se da crise, e dizia que havia famílias sem dinheiro para pagar os estudos dos filhos. Um senhor disse que não era verdade, que até ao 12.º ano era gratuito, mas ele respondeu que havia despesas com manuais, material, transportes, senhas, e que tudo somado era uma despesa brutal!
 
Actualmente o ensino do inglês em muitas escolas é vergonhoso. No 11.º ano os alunos ainda estão a aprender gramática do nono ano e não têm vocabulário além do básico. Um aluno de nível 7 já deveria estar a ler e a interpretar obras literárias inglesas!

Frederico então o pessoal do 12º ano não sabe interpretar uma obra literária em português e queres que saibam em inglês :lol:. Qualquer dia, o ensino é todo em inglês e o português morre.

Já agora, na restauração e hotelaria no Algarve tens que saber inglês, alemão, espanhol, italiano, marroquino, já agora chinês, árabe eu sei lá mais, mas se calhar português nem sabem falar. :lmao: Comigo é português, não sabem que estudem os estrangeiros, porque se eu for para Inglaterra tenho que saber inglês e essa malta vem para cá passar férias que falem português. Alguns sabem mais português do que a maioria da população.

Um amigo meu que trabalha em carpintaria, faz obras só para estrangeiros, não sabe línguas e não é por aí que existe qualquer problema, porque entendem-se às mil maravilhas.
 
O Estado já deveria ter lançado um livro único para exame nacional. Bem feito, de forma que um aluno que se preparasse bem por ali pudesse aspirar ao 20!

Muita gente não tem noção do que é necessário gastar em livros para se tirar mais de 16 ou 17 num exame nacional! Há manuais de algumas editoras e de algumas disciplinas que não têm toda a matéria para exame, outros são muito simplistas. Os pais acabam por comprar o manual exigido pela escola, outro para complementar, o guia de acesso e por vezes a disciplinas como Matemática ou FQ um livro de exercícios!

Eu acho exactamente o contrário. Se queremos formar pessoas com espírito crítico, criativas e versáteis, a melhor solução é não lançar nenhum guia de acesso, não haver nenhuns exercícios padrão e o exame ser completamente diferente de ano para ano. O maior problema da nossa educação prende-se com a forma de estudo, baseado simplesmente na memorização (também é importante, mas numa fase bem mais anterior ao 12º ano).

Quem quer ter boas notas, tem também que se saber virar por si. Pesquise em bibliotecas, na net, tome atenção nas aulas e tire apontamentos de qualidade. Editar um livro (seja ou não o Estado a fazê-lo, isto nem sequer é uma questão ideológica) para permitir aspirar a um 20, é apenas mais um meio de facilitismo.

PS: Tirei alguns 16/17 (Matemática incluída) nos exames nacionais, só com o livro exigido pela escola e sem recorrer a explicador. Conheço muita gente com notas ainda mais altas na mesma situação.
 
Há décadas que milhares de professores não sabem se no ano seguinte têm trabalho, em contrapartida, há umas centenas de professores sindicalistas que não dão aulas há décadas mas são principescamente pagos por todos nós.

Para além disso, há neste momento centenas de milhares de desempregados em todos os sectores. Outros milhares emigraram para locais bem longínquos. Os professores parecem ser uma classe especial, pois todos os anos por esta altura os telejornais gastam dezenas de minutos a discutir a não colocação de alguns professores, ou a sua colocação em locais longe de casa. É, de facto, um sindicato bem poderoso.

«Testes grátis mas o diploma é pago. Alunos do 9.º ano vão pagar 20 euros por certificado de inglês. Exame é obrigatório. Banco BPI é um dos parceiros.»

Quanto a isto tens toda a razão. Se o ensino é obrigatório, é óbvio que não pode haver obrigatoriedade de pagamento. A questão é em qual dos pontos se deve abdicar: se deve continuar a ser obrigatório e gratuito, ou se deve deixar de ser obrigatório a partir de um determinado nível.
 
O Estado já deveria ter lançado um livro único para exame nacional. Bem feito, de forma que um aluno que se preparasse bem por ali pudesse aspirar ao 20!

Muita gente não tem noção do que é necessário gastar em livros para se tirar mais de 16 ou 17 num exame nacional! Há manuais de algumas editoras e de algumas disciplinas que não têm toda a matéria para exame, outros são muito simplistas. Os pais acabam por comprar o manual exigido pela escola, outro para complementar, o guia de acesso e por vezes a disciplinas como Matemática ou FQ um livro de exercícios! É uma dispersão brutal, e muito dinheiro gasto. Ontem entrei num cafézinho para tomar uma bica, e o dono do café lamentava-se da crise, e dizia que havia famílias sem dinheiro para pagar os estudos dos filhos. Um senhor disse que não era verdade, que até ao 12.º ano era gratuito, mas ele respondeu que havia despesas com manuais, material, transportes, senhas, e que tudo somado era uma despesa brutal!

Frederico isso não é bem assim. Eu no meu 12o só usei os manuais da escola e um livro de resumos e tive acima de 16 a Biologia/Geologia e Matemática. Como eu muita gente da minha turma e da minha escola pública. É só preciso estudar um bocado até porque os exames são praticamente iguais todos os anos (estrutura). É perfeitamente possível ter nota acima de 16 nos exames com um bocado de dedicação e estando atento às aulas. Claro que depende de aluno para aluno, uns podem precisar de explicações mas regra geral é como digo.
 
Vamos continuar a experimentar? :rain: Não sou nem contra nem a favor. Não sei é se isto funciona em termos médicos.

«O Centro Hospitalar do Algarve quer obrigar os médicos a viajar de autocarro para se deslocarem entre os hospitais de Portimão e Faro para fazerem cirurgias e consultas.

A medida, ao que o CM apurou, está a gerar uma guerra entre médicos e administração do Centro Hospitalar, atualmente gerido pelo ex-bastonário da Ordem do Médicos, Pedro Nunes.

"É melhor que os médicos se desloquem de um hospital para o outro do que os doentes", afirmou ao CM o administrador hospitalar, que refere que "o que passa a existir é um hospital com dois edifícios".
Margarida Agostinho, do Sindicato dos Médicos da Zona Sul, refere que estão a ser analisadas "as bases legais" desta medida, que considera "muito original".

A reestruturação em curso vai levar a que o Hospital de Portimão perca cuidados a nível da Urgência. É o caso da ortopedia: qualquer utente que sofra um acidente e precise de ser operado, terá de ir para Faro.»

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/sociedade/autocarro-para-levar-medicos
 
coragem.jpg

Eu posso responder por ele, Delmira? Ele tem consciência. Não pode haver dúvidas quanto a isso. É intencional o ataque desta gente à Escola Pública. Tal como é intencional o ataque ao Sistema Nacional de Saúde e à Segurança Social. Faz parte da estratégia desta gente estragar, até ao limite do impossível, tudo o que há de bom na escola. Eles não suportam a Escola Pública de sucesso. São de Direita e isso, no nosso país, significa, estar do lado errado da história!

Sérgio Niza explica:

“Este ministro aparenta estar absolutamente convencido de que está a fazer o melhor, mas ele não é um homem da educação. Até presumo que tenha sido escolhido por ser um bom comunicador político – ele tinha uma receita conservadora de reforço do ensino tradicional, e conseguiu passá-la nos media – e é economista com especialização em estatística – o que é importante para fazer contas e tornar a educação mais barata. Infelizmente, o senhor ministro não tem uma cultura acrescentada sobre a escola nem um conhecimento, para além do senso comum, sobre educação” (revista A página)

Aventar
 
A nova escravatura está aí.

Há câmaras que não contratam e colocam pessoas do fundo de desemprego a trabalhar. A fazer horários de 8 horas por dia. Gente a receber 200 ou 300 euros e que se recebesse um salário da autarquia teria pelo menos o salário mínimo nacional. Sei de um caso de uma pessoa que só em deslocações para a câmara, ao final do mês, gasta 150 euros, pois mora na serra e não tem acesso a transportes públicos. Está na escravatura apenas para não estar desocupado em casa. No final do mês sobram 50 euros, que como é óbvio não dão para a alimentação. Ainda tem o salário da mulher, que por enquanto tem emprego...


Domingo, pela primeira vez, votarei na Esquerda. A dignidade humana não tem preço.
 
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