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A nova escravatura está aí.

Há câmaras que não contratam e colocam pessoas do fundo de desemprego a trabalhar. A fazer horários de 8 horas por dia. Gente a receber 200 ou 300 euros e que se recebesse um salário da autarquia teria pelo menos o salário mínimo nacional. Sei de um caso de uma pessoa que só em deslocações para a câmara, ao final do mês, gasta 150 euros, pois mora na serra e não tem acesso a transportes públicos. Está na escravatura apenas para não estar desocupado em casa. No final do mês sobram 50 euros, que como é óbvio não dão para a alimentação. Ainda tem o salário da mulher, que por enquanto tem emprego...


Domingo, pela primeira vez, votarei na Esquerda. A dignidade humana não tem preço.

Horários de 8 horas por dia? A receber 200 ou 300€?? Não há aí alguma informação errada? É que já tive aqui algumas pessoas a trabalhar vindas do fundo de desemprego (e não há muito tempo), no chamados Planos Ocupacionais, e ganhavam sempre o salário mínimo (uma parte paga pela Câmara e outra parte paga pelo Instituto de Emprego), não podiam trabalhar mais que as 7 horas, não podiam fazer horário nocturno nem horas extra e só trabalhavam 4 dias por semana, pois tinham 1 dia para procurar emprego :confused: . A não ser que seja aí outro sistema novo...

E engraçado que quando eram as entrevistas para seleccionar o pessoal, aí uns 95% dos que cá vinham, diziam-me logo que só queriam a assinatura no formulário, pois não estavam muito interessados em vir trabalhar....
 
A nova escravatura está aí.

Há câmaras que não contratam e colocam pessoas do fundo de desemprego a trabalhar. A fazer horários de 8 horas por dia. Gente a receber 200 ou 300 euros e que se recebesse um salário da autarquia teria pelo menos o salário mínimo nacional. Sei de um caso de uma pessoa que só em deslocações para a câmara, ao final do mês, gasta 150 euros, pois mora na serra e não tem acesso a transportes públicos. Está na escravatura apenas para não estar desocupado em casa. No final do mês sobram 50 euros, que como é óbvio não dão para a alimentação. Ainda tem o salário da mulher, que por enquanto tem emprego...


Domingo, pela primeira vez, votarei na Esquerda. A dignidade humana não tem preço.

Apesar de se ouvir muita coisa, não invejo em nada a vida dos desempregados. Além do estigma a que são sujeitos, normalmente associados à inutilidade e ao não querer trabalhar, são submetidos a este tipo de explorações. Nos Centros de Emprego são tratados com desdém, as empresas apenas contratam aqueles que estão em condições vantajosas no que toca a subsidios e comparticipações da segurança social, ou os que estão livres para estágios comparticipados. O estado dá o pior exemplo, aproveita-se e através desses programas ocupacionais paga uma miséria e vai cumprido as suas obrigações sem contratar pessoas, algumas destas pessoas destes programas cumprem tarefas efetivas e de responsabilidade. Entrou-se na selva, onde até para arranjar trabalho no privado já é preciso cunha.... Vale-nos ao menos o facto de ainda haver um salário minimo legal, caso contrário já havia quem trabalha-se por uma tijela de sopa....
 
Horários de 8 horas por dia? A receber 200 ou 300€?? Não há aí alguma informação errada? É que já tive aqui algumas pessoas a trabalhar vindas do fundo de desemprego (e não há muito tempo), no chamados Planos Ocupacionais, e ganhavam sempre o salário mínimo (uma parte paga pela Câmara e outra parte paga pelo Instituto de Emprego), não podiam trabalhar mais que as 7 horas, não podiam fazer horário nocturno nem horas extra e só trabalhavam 4 dias por semana, pois tinham 1 dia para procurar emprego :confused: . A não ser que seja aí outro sistema novo...

E engraçado que quando eram as entrevistas para seleccionar o pessoal, aí uns 95% dos que cá vinham, diziam-me logo que só queriam a assinatura no formulário, pois não estavam muito interessados em vir trabalhar....

As pessoas de que tenho conhecimento disseram que não recebiam nada além do fundo de desemprego, creio que uma recebe o subsídio de alimentação, mas mesmo assim fica claramente abaixo do salário mínimo. Se calhar as câmaras em questão têm um funcionamento distinto.
 
Horários de 8 horas por dia? A receber 200 ou 300€?? Não há aí alguma informação errada? É que já tive aqui algumas pessoas a trabalhar vindas do fundo de desemprego (e não há muito tempo), no chamados Planos Ocupacionais, e ganhavam sempre o salário mínimo (uma parte paga pela Câmara e outra parte paga pelo Instituto de Emprego), não podiam trabalhar mais que as 7 horas, não podiam fazer horário nocturno nem horas extra e só trabalhavam 4 dias por semana, pois tinham 1 dia para procurar emprego :confused: . A não ser que seja aí outro sistema novo...

E engraçado que quando eram as entrevistas para seleccionar o pessoal, aí uns 95% dos que cá vinham, diziam-me logo que só queriam a assinatura no formulário, pois não estavam muito interessados em vir trabalhar....

O sistema é assim como tu estás a dizer. Um amigo meu está a fazer programa ocupacional e ganha o salário mínimo e está numa empresa.
 
A CNE vai mandar para o Ministério Público, a queixa apresentada pelo movimento "Novo Rumo" contra o António Pina (candidato do PS à CM Olhão), por uma suposta dívida desse candidato à AmbiOlhão que afinal não existe.

Despacho da CNE https://docs.google.com/file/d/0B86tiPW78V-SVEtoNGVaU0l5VzA/edit?pli=1

O candidato do PS à Assembleia Municipal é o mais nem menos que o actual presidente da câmara que está na câmara há 16 anos e parece que quer continuar agarrado ao poder.

Em Olhão, a campanha joga-se ao nível mais baixo, se isto é uma democracia vou ali já venho. :rolleyes:
 
As pessoas de que tenho conhecimento disseram que não recebiam nada além do fundo de desemprego, creio que uma recebe o subsídio de alimentação, mas mesmo assim fica claramente abaixo do salário mínimo. Se calhar as câmaras em questão têm um funcionamento distinto.

Também não conheço casos como relatas.

Poderão ser indivíduos que estão integrados em sistemas de apoio de determinadas associações, fazendo trabalho comunitário ao abrigo de acordos com as câmaras municipais.
Destes casos conheço muitos, e as contas têm de ser totalmente diferenciadas ao ordenado mínimo, em virtude de receberem muitos outros apoios.
 
Parceiros sociais insatisfeitos com esclarecimentos da 'troika'

No final da reunião com os representantes da 'troika' (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), hoje em sede de Concertação Social, os dirigentes da CGTP, da UGT, da CCP, da CIP e da CAP afirmaram que não tiveram "qualquer resposta" por parte dos credores internacionais, que terão alegado que não tinham "informação suficiente", uma vez que era a primeira visita que faziam ao país.

Subir Lall, do FMI, e Sean Berrigan, da Comissão Europeia, juntaram-se agora pela primeira vez à missão da 'troika' em Portugal, mantendo-se apenas o representante do Banco Central Europeu, Rasmus Ruffer, que está desde o início do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) a acompanhar a situação portuguesa.

Arménio Carlos (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, CGTP), João Vieira Lopes (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, CCP) e António Saraiva (Confederação Empresarial de Portugal, CIP) deram conta de que o responsável da Comissão Europeia, Sean Berrigan, insistiu nos bons resultados do atual programa de ajustamento em Portugal. "O responsável da Comissão Europeia disse que o programa causou melhorias na economia portuguesa e que esta política está no bom caminho", referiu aos jornalistas António Saraiva, da CIP, após a reunião com os elementos da 'troika'.

Já João Vieira Lopes, da CCP, considerou que Sean Berrigan, da Comissão Europeia, foi o que apresentou "uma posição mais rígida" em relação à evolução da situação portuguesa. "O representante da Comissão Europeia foi sempre o elemento mais rígido na apreciação" da situação atual da economia portuguesa e do programa de ajustamento, afirmou Vieira Lopes.

Entre os elementos que os parceiros sociais apresentaram à discussão estava o aumento do salário mínimo, a flexibilização do défice, a legislação laboral e a adoção de um programa cautelar no período pós-'troika', sendo que tanto os sindicatos e como os patrões saíram da sala sem respostas.

Lucinda Dâmaso, da União Geral de Trabalhadores (UGT), disse mesmo que "não houve respostas nem verbais nem gestuais", mas afirmou que não estava à espera de um encontro diferente e prometeu que não vai aceitar a perda de direitos dos trabalhadores.

Arménio Carlos, da CGTP, que classificou o encontro como "surrealista" e "uma encenação", destacou "a insensibilidade e a postura de robô" dos elementos da 'troika'. Do lado das estruturas patronais, António Saraiva, da CIP, disse que a 'troika' vinha "com a lição estudada para manter o silêncio", acusando os responsáveis de "desresponsabilização". "O silêncio já é marca da 'troika', não estranho o silêncio, falo é da desresponsabilização", reiterou.

Para a CCP, a reunião foi "claramente negativa", tendo o presidente da organização, Vieira Lopes, afirmado que não houve "qualquer indício de que haja abertura". "Pelo contrário, o responsável da Comissão insistiu que a fórmula estava certa", acrescentou.

Já João Machado, da CAP, considerou que se tratou de "mais de um monólogo do que de troca de impressões". "Não me parece que haja grande flexibilidade para alterar os parâmetros do programa, mas isso não foi dito textualmente", disse João Machado, considerando que a falta de diálogo por parte da 'troika' não se deveu a uma "falha na passagem de testemunho".

"É propositado para deixar menos margem de manobra ao Governo. É uma posição concertada com quem manda na 'troika' em Portugal", adiantou.

Fonte: SIC Notícias

Agora é que começam a perceber que a troika é que tem o dinheiro que faz o país funcionar a troco do controlo do nosso rumo?

Não vejo nada que eles façam para mais rapidamente nos afastarmos deste tipo de empréstimos, bem como vejo a pouco inteligência ou interesse do Governo nos últimos dois anos, que apenas agora tenta diminuir efectivamente a despesa pública e agora poucos ou nenhum argumentos tem.
 
Também não conheço casos como relatas.

Poderão ser indivíduos que estão integrados em sistemas de apoio de determinadas associações, fazendo trabalho comunitário ao abrigo de acordos com as câmaras municipais.
Destes casos conheço muitos, e as contas têm de ser totalmente diferenciadas ao ordenado mínimo, em virtude de receberem muitos outros apoios.

As pessoas que relataram estão a trabalhar para as Câmaras de VRSA e de Castro Marim, se calhar mentiram ou exageraram mas já agora quando voltar ao Algarve vou clarificar a situação.

De qualquer das formas já tinha decidido votar na Esquerda, um voto de protesto contra a incompetência deste Governo.
 
De qualquer das formas já tinha decidido votar na Esquerda, um voto de protesto contra a incompetência deste Governo.

Lá estão os portugueses a misturarem autárquicas com legislativas. Eu quando for votar dia 29, vou votar por aquilo que o PS tem feito em Olhão e não o que este governo tem feito, não é as legislativas agora, agora é autárquicas. :D Em 2015, logo vejo em quem vou votar. :rolleyes:

Na CDU não posso votar que é um Coelho :lol: :D, no movimento independente é um que foi corrido do BE, do BE é sempre de desconfiar, no PS é não andar em frente e cavar mais o buraco da dívida, só me resta votar em branco ou no PSD. Como o do PSD é uma pessoa que conheço há alguns anos é talvez aquele que não promete nada que assim não tem que cumprir nada, também com a câmara falida não se espera grande coisa. :lol:

Todos a pensarem assim, lá vem mais 4 anos de PS em Olhão e o pessoal a ser gamado à grande e à francesa. O IMI tem a taxa máxima deve ser das mansões que existe aqui tipo Quinta do Lago, Vale de Lobo, quando isto é só bairros sociais aqui, a água só em taxas sai mais caro que a própria água, limpeza da cidade deixa muito a desejar, zona histórica está a cair aos pedaços, uma zona que devia estar requalificada, preservada e ser um ex-libris de Olhão, Quinta de Marim a ver se o PS não destrói a única zona verde da cidade. :rolleyes:
 
Autarca+beato.jpg
 
Alto lá e pára o baile! Escravatura? Ao menos informem-se bem, antes de escrever.. Se estão a falar de programas ocupacionais, claro! Pelas seguintes razões, não é escravatura:
1. Só tem hipótese de aceder a um programa ocupacional, quem:
- tenha subsídio de desemprego (ou seja ganha dinheiro, mesmo estando em casa parado)
- quem tenha concorrido de livre e espontânea vontade
- quem não tenha usufruído do programa na mesma entidade
- a validade do contrato é de 1 ano, ou inferior pela duração do subsídio de desemprego
- o programa ocupacional tem no seu âmbito a formação profissional, razão pela qual não é legal, contratar alguém para lugares que façam falta. Não é legal, exige a presença de quem ocupa o lugar.
- ganha-se por majoração em 10 ou 20% do subsídio de desemprego, acrescido do subsídio de alimentação.
- a carga horária é a mesma praticada pela função ocupada na entidade empregadora, 8h no privado e 7h no público (até ver, apenas para novos contratos).

Escravatura?? Discordo, pois aprende-se muito trabalhando ok! E digo mais, é uma trabalheira para os cargos dirigentes ver os formandos sair, apesar de serem excelentes, mas por boas razões: conseguem ter emprego noutro local, só por obterem mais aptidões e pela atitude de quererem trabalhar em vez de estar em casa!

Qual é o aspecto negativo? É um aspecto que ainda assim vale a pena! O aspecto negativo, é que não é muito fácil controlar, que alguém contratado pelo programa ocupacional não ocupe um lugar que faça falta mesmo! Daí o aproveitamento, porém, sem culpa do empregador quando se trata de uma entidade pública. Quem manda é o estado! Quando se decreta que não entra mais ninguém como TCO, então não entra. Porém não invalida que esses lugares façam falta! A mobilidade especial nunca funcionou bem, essa é a realidade! Agora escravatura não, só trabalha quem quer. Só é ingênuo quem quer, pois as linhas do contrato são claras, o fim é o despedimento por cessacao de contrato. Uma coisa é certa, é velos sair para empregos reais!
 
Lá estão os portugueses a misturarem autárquicas com legislativas. Eu quando for votar dia 29, vou votar por aquilo que o PS tem feito em Olhão e não o que este governo tem feito, não é as legislativas agora, agora é autárquicas. :D Em 2015, logo vejo em quem vou votar. :rolleyes:

Um comentário extremamente pertinente... Infelizmente no nosso país os cidadãos, muito por culpa dos próprios partidos, continuam a misturar as coisas em vez de defenderem os seus próprios interesses.

Isso do votar à esquerda ou à direita não existe em legislativas. Por exempo no meu local de voto, se calhar tb vou votar à esquerda... Mas vou votar no candidato, no projeto e nunca no partido, partido esse que dificilmente votarei em legislativas...
 
Sim concordo que os votos nas autárquicas são uma coisa, eleições legislativas outras. Eu nas autarquicas já votei em partidos que provavelmente se fossem legislativas nunca votaria. No entanto mesmo sendo pessoas com visões muito diferentes das minhas acredito nas suas capacidades em gerir um concelho.

O pior é a febre do poder, rapidamente caiem nos piores vicios e acabam por ser todos iguais. Isto nas câmaras municipais tem de levar uma volta muito grande. Nesta semana o DN fez uma retrospectiva sobre ajustes diretos nas câmaras e veêm-se coisas escandalosas, desde jantaradas, idas ao circo, carroceis, estadias no estrangeiro, contas astronómicas de tlm, o orçamento paga tudo... vivam os ajustes diretos.
 
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