O Estado do País

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As PPP começaram na fase final do consulado de Cavaco Silva para construir uma ponte sobre o Tejo. Sabe-se que o acordo então assinado foi de tal forma vergonhoso que teve de ser renegociado várias vezes. O seu promotor, o então ministro das Obras Públicas Joaquim Ferreira do Amaral, acabou sentado na presidência do Conselho de Administração da Lusoponte. Continuaram de forma desenfreada no governo de António Guterres. Para cumprir o défice, o Estado, em vez de se endividar para investir, entregava a construção e exploração de uma obra pública a um privado e ainda o compensava por possíveis perdas durante décadas. Ou seja, endividava-se muitíssimo mais, escondia a despesa, dava espaço para todo o género de negócios pouco claros e promovia um espírito rentista e parasitário nas maiores empresas nacionais. Ao mesmo tempo que promovia o endividamento dos seus parceiros privados, com custos para o País. O governo de Durão Barroso continuou o esquema com o mesmo empenho. E o de Sócrates também.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/renegociar-as-ppp-passar-culpas-ou-coragem=f702593#ixzz2i0U2pUfg
 
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Estás a escrever uma medonha mentira!

No governo do sr. Cavaco Silva foram feitas apenas 2 PPPs, uma delas a da ponte. Nenhuma era lesiva para o estado, incluindo a da ponte. Já aqui neste espaço muitas vezes foi discutido o temas das PPPs.

O que sucedeu é que no governo do engº Guterres, a PPP da ponte foi revista pelo menos 2 vezes (ao que me lembro) tornando-se aí LESIVA PARA O ESTADO. E o Ferreira do Amaral devia ter respondido por ser um dos responsáveis por lesar o estado, como é óbvio.
Convém que tenhamos a noção da realidade, antes de apregoarmos certo tipo de mentiras só porque a côr política é outra...

As PPP começaram na fase final do consulado de Cavaco Silva para construir uma ponte sobre o Tejo. Sabe-se que o acordo então assinado foi de tal forma vergonhoso que teve de ser renegociado várias vezes. O seu promotor, o então ministro das Obras Públicas Joaquim Ferreira do Amaral, acabou sentado na presidência do Conselho de Administração da Lusoponte. Continuaram de forma desenfreada no governo de António Guterres. Para cumprir o défice, o Estado, em vez de se endividar para investir, entregava a construção e exploração de uma obra pública a um privado e ainda o compensava por possíveis perdas durante décadas. Ou seja, endividava-se muitíssimo mais, escondia a despesa, dava espaço para todo o género de negócios pouco claros e promovia um espírito rentista e parasitário nas maiores empresas nacionais. Ao mesmo tempo que promovia o endividamento dos seus parceiros privados, com custos para o País. O governo de Durão Barroso continuou o esquema com o mesmo empenho. E o de Sócrates também.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/renegociar-as-ppp-passar-culpas-ou-coragem=f702593#ixzz2i0U2pUfg

Pelas citações abaixo poderemos verificar que numa conjuntura bastante favorável em que se poderia dispensar PPP, Cavaco Silva não se poupou a fundar a 1ª PPP, cujo amigo e colega de governo mais tarde iria a liderar (lusoponte). Não fez muitas é verdade, mas foram ruinosas e iniciaram este malogrado ciclo...

A forma encontrada por Cavaco Silva, primeiro-ministro em 1995, para compensar a concessionária pela construção da Ponte Vasco da Gama foi garantir-lhe que ficava com a receita das portagens das duas pontes sobre o Tejo. O acordo, negociado pelo então ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral e agora presidente da Lusoponte, e Eduardo Catroga, então ministro das Finanças e agora chairman da EDP, começou a ser contestado logo quando foi assinado, em 1995, e foi efectuado um reequilíbrio financeiro da concessão de 90,4 milhões de euros.

Contrato da Lusoponte, assinado durante um dos mandatos de Cavaco Silva, é considerado "um dos piores exemplos" de PPP. Leia tudo sobre as conclusões deste relatório amanhã na edição do Diário Económico.

O primeiro grande contrato PPP foi a Lusoponte, que já continha o código genético dos ruinosos negócios em que o Estado se envolveu.
 
Mas já agora respeitante ao Sr. Cavaco Silva, nestes dias saiu-se com outra pérola:

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reiterou hoje que a única relação que teve com o BPN ou as suas empresas foi enquanto depositante para aplicação de poupanças quando era professor universitário.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/cavaco-silva-reitera-que-foi-apenas-depositante-do-bpn=f753519#ixzz2i0cz27eB

Mas pelo que Daniel Oliveira hoje publicou no seu facebook, isto não passa de mais uma aldrabice...

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Escreve-se, escreve-se, fala-se, fala-se, mas o que me parece que é muita gente tem de engolir um SAPO do tamanho de um camião.
Nem tudo foi bem feito, como é evidente, mas depois que a trupe da ROSA, vulgo do Largo do Rato, assumiu as rédeas do poder e da decisão nada foi como dantes.
Não tentem arranjar argumentos novos. Estes dados são reais...

Ver aqui:
Lusoponte: o Grande Aspirador Financeiro
OUTUBRO 16, 2012 - 11:49PM | POR ALEXANDRE ROMEIRAS E JOSÉ CARLOS FERREIRA

De acordo com o Livro Verde da Comissão Europeia (COM327/2004), uma PPP pode ser definida como sendo “a forma de cooperação entre as autoridades públicas e as empresas, tendo por objetivo assegurar o financiamento, a construção, a renovação, a gestão ou a manutenção de uma infraestrutura ou a prestação de um serviço”.

As PPP (Parcerias Público Privadas) não são obra do diabo. Esta forma de realizar um grande projeto de interesse público pode antecipar a disponibilidade de uma infraestrutura ou serviço, permite evitar despesa pública em projetos autossustentados, isto é, praticamente a custo zero para o Estado. O pagamento seria feito pelos utilizadores dessas infraestruturas ou serviços, através por exemplo de portagens, taxas moderadoras e outros.

Mas as PPP permitem também desorçamentar (“esconder” um gasto público retirando-o do Orçamento Geral do Estado e do escrutínio público), ou facilitar a transferência de dinheiros públicos para privados à custa do cidadão contribuinte e aí revela-se o inferno onde podemos cair todos, incluindo filhos e netos.

Estima-se em 50 mil milhões de euros o valor dos encargos com PPP que foram comprometidos até 2050 (atingindo-se por exemplo um nível médio ano de 1.500 milhões entre 2014 e 2023), estando muitos destes projetos associados a parcerias ou concessões com duração de 30 a 40 anos.

As concessões são também uma forma de PPP, onde geralmente se inclui uma componente significativa de financiamento privado, na forma de capital e/ou dívida assumida pela banca e pelos mercados de capitais.[ii]

Portugal é um campeão europeu de PPP (em relação com o PIB) situando-se no topo da tabela segundo os dados internacionais de Project Finance.[iii]

O caso Lusoponte foi pioneiro em 20 anos de PPP em Portugal. O processo Lusoponte teve inicio em 1992, sendo o primeiro e o segundo contratos assinados respectivamente em 1994 e 1995 pelo ministro Ferreira do Amaral sendo Primeiro Ministro Cavaco Silva. A partir deste primeiro passo partiu-se para o desenvolvimento massivo de PPP (a partir do governo do engº Guterres) em diversos setores de atividade: saúde, energia, ambiente, ferroviário, rodoviário.

O valor do investimento inicialmente previsto para a construção da Ponte Vasco da Gama era de 867 milhões de Euros, tendo aumentado para 897 milhões Euros, com a seguinte distribuição dos recursos financeiros: Fundo de Coesão da União Europeia: 35% (319 milhões de Euros), cedência das portagens da ponte 25 de Abril, 6% (5 milhões de Euros), empréstimo do Banco Europeu de Investimento 33% (299 milhões de Euros), Estado e outros acionistas 26% (229 milhões de Euros).

Repartição de riscos

Todos os manuais de boas práticas em matéria de PPP apontam para a necessidade de uma repartição de riscos equilibrada entre o concedente Estado e o Concessionário, sendo que o contrato Lusoponte previa o termo da concessão quando fosse atingido o número de 2.250 milhões de passagens (nos dois sentidos, nas duas pontes).[iv]O contrato incluía também a manutenção da ponte 25 de Abril com o respetivo risco de tráfego integralmente atribuído à concessionária (incluindo possível redução e/ou uso de outras formas de travessia), assim como cláusulas de rescisão.[v]

O contrato refere que haveria lugar a reequilíbrio financeiro em vários casos (modificações impostas pelo Estado) e também em casos de força maior (todos os eventos imprevisíveis e irresistíveis).[vi]

Ao contrato seguiram-se acordos de Reequilíbrio Financeiro (em número de nove até hoje) e ainda antes da assinatura do contrato de concessão, já o Estado atribuía uma verba de 42 milhões de euros à Lusoponte para a compensar por um aumento de taxas de juro. No entanto, os benefícios de taxas de juro mais baratas reverteram sempre e apenas para a Lusoponte.

Ao longo do processo ocorreu ainda uma grande alteração – o Acordo Global de Reequilíbrio Financeiro de 2000.

Nesse acordo o risco de tráfego foi eliminado e o prazo contratual passou a ser fixo de 35 anos. Anteriormente a concessão tinha um prazo de duração variável, terminando desde que se verificassem, cumulativamente, “o pagamento integral dos empréstimos contraídos e o volume de tráfego total acumulado em ambas as travessias e nas duas direções atingisse 2.250 milhões de veículos” mas nunca poderia vigorar por um prazo superior a 33 anos. Estima-se que esta alteração aumente o prazo em 7 a 11 anos, o que corresponde a um encaixe pelo concessionário calculado, pelo Juiz jubilado do Tribunal de Contas, Carlos Moreno, em 558 milhões de euros nesse período.

No conjunto os reequilíbrios financeiros deram até agora à concessionária:

compensação direta de 250 milhões de euros (Acordo Global);
dispensa da manutenção da Ponte 25 de Abril, favorecendo a Lusoponte em valor estimado em 70 a 100 milhões;
160 milhões em compensações de reequilíbrio;
100 milhões para acessos à ponte;
benefícios fiscais não quantificados.
Estes pagamentos ultrapassaram assim largamente 50% do valor global do projeto.
 
Uma das principais padarias do Baixo Alentejo pratica há anos uma fraude fiscal brutal. São centenas a milhares de pães vendidos não declarados às finanças. Os distribuidores andam na estrada sem guias como o MF exige. Tudo a fugir ao fisco. Uns cumprem, e por isso vendem mais caro. Outros não, e fazem concorrência desleal... tudo tão às claras... e as fiscalizações, ondem andam?
 
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Se em Portugal fosse como noutros países europeus, onde o mínimo deslize dá direito a uma saída definitiva da cena política ou pelo menos um afastamento longo, bem longo, então quem já não estaria na cena política portuguesa? Assim por alto:

- José Sócrates
- Cavaco Silva
- Mário Soares
- Paulo Portas
- Rui Manchete


Que falta que fez o luteranismo e o calvinismo por estas bandas...
 
...quem já não estaria na cena política portuguesa? Assim por alto:

- José Sócrates
- Cavaco Silva
- Mário Soares
- Paulo Portas
- Rui Manchete
...

Não posso concordar com a presença do Cavaco Silva nesta lista.
A despeito de ideologias ou tendências políticas\sociais, o Sr. Cavaco Silva tem sido até um contra-poder em determinadas alturas ao poder que todos se queixam nos últimos 18 anos.
Afastou-se da política activa a determinado ponto, porque entendia que a sua vida profissional era mais importante.
Não cortou todos os laços com a política como é óbvio, mas esteve discreto.
Regressou porque entendeu ser o momento certo num contexto de pré-crise (para a qual tinha chamado a atenção), foi eleito e tem pautado por ser interventivo.
Muitos acham que ser interventivo é deitar um governo abaixo. Entendo mas discordo. Interventivo é reunir os partidos e sociedade para tentar encontrar soluções. Fez isso inúmeras vezes. Certamente não contava com radicalismos da nossa esquerda e por vezes da própria direita.
Queimou a sua imagem por isso mesmo: por tentar "mexer os cordelinhos".
Fosse ele passivo como o foram os anteriores (excepto o golpista Sampaio que colocou o Sócrates à beira da governação!) e a sua imagem continuava em alta.

Dos outros, certamente haverão muitos nomes a acrescentar à lista Frederico;) Há por aí tantos e tão maus políticos. Mas também há aqueles que sofreram na pele os efeitos da má imagem granjeada pela política do pós-25 de abril...

P.S.: não ganho nada com isto, nem tenho objectivos "ocultos". Não sou defensor do sr. Cavaco Silva, mas entendo que ele está acima de uma certa classe (sem classe!) política em Portugal.
 
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concordo com a presença de Cavaco na lista

os anos de ouro do cavaquismo foram a época dourada dos fundos comunitários que deram origem a privatizações e novos ricos

foi uma época de descontrole total na aplicação desses fundos
 
Um "presidente" que não se importa de pontapear a constituição pela qual foi eleito por 2 vezes.

«O Presidente da República, Cavaco Silva, admite não pedir a fiscalização preventiva do Orçamento do Estado para o próximo ano.

No Panamá, onde se encontra para a cimeira Ibero-Americana, o chefe de Estado garantiu que vai fazer uma avaliação cuidadosa dos custos de um orçamento não entrar em vigor a 1 de Janeiro.

“Foi o que fiz o ano passado e aí não tive a mínima dúvida que os custos da não entrada em vigor do Orçamento do Estado no dia 1 eram muito, muito maiores do que termos que esperar durante algum tempo para conhecer se esta ou aquela norma era ou não declarada inconstitucional por parte do Tribunal. É este o princípio que me tem guiado no passado, é provável que seja o mesmo princípio que me guiará no futuro”, disse.»
 
Um "presidente" que não se importa de pontapear a constituição pela qual foi eleito por 2 vezes.

Mas porque carga de água se há-de parar o país por uma ou outra norma que pode (ou não) ser inconstitucional?

Parece que achas bem ficarmos todos de braços cruzados à espera de decisões, num país que tende a ter uma justiça lenta, com defeitos muitos?!
Sim, isso deve ser do agrado da esquerda política...deve ser isso. Mas espera!!! Não é esse um dos pontos mais criticados pela ala esquerdista?! Ahhhh, só quando dá jeito...

Eu percebo e entendo as palavras de uma senhora mal amada por alguns: "devia-se interromper a democracia durante 6 meses...".
Por isso até tem lógica quando a nossa esquerda, do chamado "contra", quer parar o país, interromper a democracia com o recurso ao tribunal constitucional.:trovao:
 
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Tudo o que seja mexer na sector público é tudo inconstitucional, se é meter os funcionários públicos a trabalharem 40 horas é inconstituicional, se é despedir é inconstitucional.

Só dou um exemplo, os funcionários daqui da CM para cortarem a relva do jardim levaram 1 semana e 2 dias a cortarem, começavam às 7h30m e largavam às 14h30m, mas o pior é que fazem mais pausas do que eu sei lá o quê, e isto não é o relvado do Estádio Algarve. Se muita malta desta trabalhasse no privado logo viam como sabia bem, mas agora estão todos a agarrados à mama da vaca. Haja pachorra para o tribunal constitucional que só defendem a mamadeira do estado e nada mais.
 
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