A mentira de José Sócrates
Posted on Setembro 26, 2013
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Há cerca de um mês, a Maria Henrique Espada ligou a José Sócrates para confirmar uma informação: a tese do ex-primeiro ministro seria sobre tortura. Na altura, Sócrates foi peremptório: “Não. Aliás, peço-lhe que não escreva isso porque estará a enganar e a induzir em erro os leitores da sua revista, estará a dar-lhes uma informação errada.” Ainda acrescentou: “Isso não é verdade”. Afinal, era mesmo. Foi o próprio que o admitiu ao Expresso. José Sócrates não teve um “equivoco factual”. Muito menos disse uma “inverdade”. Ele, simplesmente, mentiu. E confrontado com a mentira teve uma reacção à “animal feroz”: “Eu não lhe admito isso, nem que me peça explicações”. Depois lá deu uma explicação para o sucedido – que é bastante reveladora sobre ele próprio. Está hoje na Sábado.



Não poderemos comparar as décadas de 70 e inicio de 80 onde portugal tinha acabado de se levantar de uma ditadura onde eramos um dos países mais pobres no indice desenvolvimento humano da Europa, quase ao nivel de alguns países do corno de áfrica, com o presente. Quando falo em pobre, não me refiro a reservas de ouro e semelhantes, mas sim aos parâmetros idoneos e reconhecidos pelas organizações não governamentais. É deveras previsivel que um país analfabeto como o nosso, sem infa-estruturas, de economia fechada para o mundo, quando saiu da ditadura tenha passado por um calvário económico.
Mário Soares colocou-nos na União Europeia, outro governante anteriormente como Sá Carneiro tinham a verdadeira personalização da politica para o povo, mesmo sendo de direita. Os beneficios com a entrada na C.E.E foram evidentes, mas o que veio a seguir com a batuta do Sr. Silva foi o que se viu.


)Não sei se percebi...
É perfeitamente aceitável que um país pobre (apesar de não ter herdado dívida do sr salazar), se endivide até ao tutano, favorecendo-se assim os grandes grupos financeiros de AGIOTAS que nos exploram com taxas de juro elevadas??![]()
Não poderemos comparar as décadas de 70 e inicio de 80 onde portugal tinha acabado de se levantar de uma ditadura onde eramos um dos países mais pobres no indice desenvolvimento humano da Europa, quase ao nivel de alguns países do corno de áfrica, com o presente. Quando falo em pobre, não me refiro a reservas de ouro e semelhantes, mas sim aos parâmetros idoneos e reconhecidos pelas organizações não governamentais. É deveras previsivel que um país analfabeto como o nosso, sem infa-estruturas, de economia fechada para o mundo, quando saiu da ditadura tenha passado por um calvário económico.
Mário Soares colocou-nos na União Europeia, outro governante anteriormente como Sá Carneiro tinham a verdadeira personalização da politica para o povo, mesmo sendo de direita. Os beneficios com a entrada na C.E.E foram evidentes, mas o que veio a seguir com a batuta do Sr. Silva foi o que se viu.
Há que entender duas coisas, a divida de um estado é diferente de uma familia, ou de um individuo em que tem uma duração curta de vida, cujo pagamento o tem de fazer naquele espaço de tempo, somando o facto de haver uma fase da sua vida que fica numa situação de aposentação, inativa.
Outra é o estado, cuja duração não têm fim, permanece ao longo dos tempos, não envelhece. Como tal o crédito, através da divida acaba por fazer face a investimentos que darão dividendos a curto, médio, longo prazo ultrapassando gerações. Algumas futuras gerações gozarão dos investimentos e conhecimento adquirido e isso consegue-se com investimento.Não esquecer que há bem pouco tempo finalizamos o pagamento de um dívida do tempo quase da implementação da républica.
A segunda, a economia não unicamente tudo o que a terra dá ou produção no sentido rigido da palavra, a economia é constituida pelo conjunto de trocas de serviços bens, entre pessoas, entidades, estado instituições. Quanto mais trocas se fizerem, claro com a ajuda do lubrificante monetário que é a moeda, maior crescimento economico existe. Por isso em vários setores, 1€ investido pelo estado, poderá dar 2€ de retorno para este, através de impostos, emprego, aumento do produto interno bruto. As contas do estado são diferentes das de um orçamento familiar. É necessário também eliminar as cadeias vampirescas na economia e que são transversais à esquerda e à direita.
É importante discernir entre analfabetismo funcional e analfabetismo disfuncional. O funcional é a ignorância das normas ortográficas, e o disfuncional é a incapacidade de utilização dessas normas em contexto prático, como a interpretação. O que importa salientar aqui é que embora o Estado Novo fomentasse a literacia, nunca foi do interesse do Estado Novo fomentar a funcionalidade dessa literacia, Portugal é ainda hoje um país com uma taxa de literacia disfuncional muito elevada. E podemos verificar isso quando os nossos país e avós nos pedem frequêntemente para que lhes tratemos de papelada.No analfabetismo o nosso atraso era Histórico. Tanto a Monarquia Constitucional como o Primeira República não resolveram esse problema. Em boa verdade foi o Estado Novo que começou a dar fim ao analfabetismo, embora nos anos 30 houvesse quem defendesse, dentro do Regime, que o povo não precisava de aprender a ler e a escrever.
Catalogar um ditador com uma orientação política usada em democracia é o mesmo que afirmar que o céu é violeta. è estupidez nua e crua. Até porque praticamente toda a gente considera o Marcelo Caetano como tendo sido mais repressivo que o próprio Salazar. E a própria Primavera Marcelista como tendo sido um quadro mal pintado.Marcelo Caetano era um social-democrata cristão...
Embora concorde com o crescimento económico, a Primavera Marcelista ao qual se refere não foi mais que um quadro mal pintado... Um bom exemplo são os documento da PIDE que revelam que a ala liberal do parlamento estava sobre constante vigilância, entre os visados mais famosos podem encontrar-se documentos relativos a Sá Carneiro, Pinto Balsemão e o próprio Marcelo Rebelo de Sousa.e lançou as bases da Escola pública e do SNS. Era um político mais humano que Salazar e com outra visão. Os resultados económicos das suas políticas foram extraordinários e Portugal de facto estava a convergir com a Europa. Esse convergência deveu-se aos acordos comerciais, à adesão à EFTA e a uma maior liberdade económica, política e social.