O Estado do País

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Muita insensibilidade reina por este pobre país, mais um pouco e quase quase se afirma que a culpa do estado de tudo isto é de quem lá trabalha... quase só falta dizerem:

"Ainda a questão dos estaleiros? Porque não encerram a empresa e mandam os 600 para a rua? queremos lá saber da vida deles, que emigrem, os mais qualificados de certeza num país mais virtuoso arranjarão trabalho, os outros, são somente empecilhos, não passam de simples algarismos para as estatísticas. Têm filhos? com o mal dos outros podemos nós....
Avance o "cada um por si".....avancem as teses neo-liberalistas....
"

Qualquer empresa que não seja de utilidade pública, seja alvo de concorrência (não interessa se é privada ou pública (no meu entender se for de utilidade pública deveria ser nacionalizada)) não tem qualquer fundamento de estar sob a alçada do Estado.
Qual a razão dos contribuintes estarem a pagar prejuízos de empresas que não são de utilidade pública?

Tal como eu penso que a CGD deva ser privatizada ou a REN e as redes de baixa e média tensão detidas pela EDP sejam nacionalizadas.

Insensibilidade é o que tem reinado após 1974, ao não aproveitarem as nacionalizações dos aglomerados industriais e de serviços... tornarem as privatizações como formações de novos aglomerados, essencialmente nas empresas que produzem/distribuem bens de utilidade pública (a próxima poderá ser o H2O) e ficarem com as empresas que não são essenciais e dão prejuízo.

Estou-me a marimbar para a ENVC ou nos CTT, não poderão ser considerados como utilidade pública. Têm concorrência ou poderão ser substituídos facilmente na sua função de utilidade pública.
 
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As quotas pagas servem ( ou deveriam) para pagar os salários àqueles que seriam os defensores dos trabalhadores, para as despesas jurídicas em problemas laborais, etc.

Teoricamente, o pagamento para alguém fazer greve terá de ser considerado suborno.

Já agora as baixas medicas pagas pelo SNS ou outros tambem serão subornos para não se trabalhar;)
 
Já agora as baixas medicas pagas pelo SNS ou outros tambem serão subornos para não se trabalhar;)

As baixas médicas não são pagas pelo SNS! Os médicos, efetivamente passam as baixas "CIT-Certificado de incapacidade temporária", e posteriormente são pagas pela Segurança Social, pela CGA ou por outro sistema de proteção social (o correspondente ao trabalhador).

Pode também ser pago pela entidade empregadora, caso seja uma entidade centralizadora (paga ao trabalhador e depois recebe da Seg Social).

Para o pagamento da baixa, são apenas consideradas baixas com duração superior a 4dias (exceto risco clínico durante a gravidez, doenças profissionais ou prolongamentos de outras baixas e outros).
 
Pelo que está a vir a público o que se está a passar nos estaleiros de Viana é mais um caso que tresanda por todos os lados a tráfico de influências e prejuízo para o Estado e para os cidadãos, mas se fosse Sócrates PM já teria caído o Carmo e a Trindade.
 
apanha da azeitona no alentejo... gente de todas as partes do mundo. (fotos do Diário do Alentejo).

Se estão legais, óptimo.
Mas se estão ilegais, acho muitíssimo bem que se combata esta situação.
Dar condições dignas aos trabalhadores é não só uma obrigação, como é humanitariamente incondicional.

Há que dignificar sempre o trabalho das pessoas.

Só tenho pena que isto aconteça. Temos muita gente sem trabalho em portugal. Porque recorremos à mão de obra estrangeira?
Não é só por ser barata, é porque muita gente não quer "vergar a mola", sujeitar-se ao clima, ao trabalho "rijo". Porque não é "chique" trabalhar na agricultura...
 
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Esses não tem que pagar carregamentos semanais de telemoveis, grandes contas de electricidade, Internet, carros, rendas T 2/3 e afins ....

Além disso que trabalho é esse que acaba daqui a 1/2 meses no máximo, te fartas de trabalhar e no final o que tens ... Parabéns compraste o pão, pagaste a renda e a electricidade ....

Muitos falam dos outros e tal, mas falam, falam de estes e aqueles mas eu queria ver aqui quantos iam aceitar este tipo de trabalho.

PS: Se estivessem recebendo o subsidio de emprego, aceitavas este trabalho (só por sinal inferior ao subsidio), com duração temporária (muito temporária) e creio que finalizando perdias o direito ao subsidio ... quem quer ?
E já nem falo na deslocação que teriam que fazer .....
 
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PS: Se estivessem recebendo o subsidio de emprego, aceitavas este trabalho (só por sinal inferior ao subsidio), com duração temporária (muito temporária) e creio que finalizando perdias o direito ao subsidio ... quem quer ?
E já nem falo na deslocação que teriam que fazer .....

Claro que não aceitavam, maior parte dos que falam é mais "olhos que barriga"...
Fora isso, o mais grave disto é que alguns proprietários muito provávelmente até recebem/receberam subsídios de apoio à agricultura, alguns quiçá milhares, mas esses embora com o dinheiro dos subsídios pagos por todos, é que são os ditos empreendedores, os outros, são os subsidio-dependentes, a corja parasitária inútil e preguiçosa que se recusa trabalhar.

Contudo afinal pouco os distingue, a diferença é que uns subsídios são bem maiores que os dos outros, enquanto o de uns, sustenta acumulação de capital e património, dá status/prestigio, capaz de alienar de uma forma escrava o trabalho dos outros, o de outros dá somente para umas sopas pouco densas para enganar o estômago....
 
Vince se é coisa que não falta são ideias anti capitalistas nas parábolas de Jesus.
O Papa está a ser coerente a meu ver...

E eu até nem entendo o que ele disse como propriamente anti capitalista, ele fala de uma economia que mata...concordo, hoje tens um sistema ideológico-económico que põe demasiada pressão nas pessoas, que em muitas situações é injusto e que basicamente é uma espécie de darwinismo só que em vez de teres aspectos ambientais a moldar o sistema tens essencialmente o dinheiro a fazer essa função.

O dinheiro é uma coisa problemática...especialmente no que toca á sua justa repartição pelas pessoas...
 
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O Papa Francisco

A religião nas palavras de Marx é o "ópio do povo", porque esta cria uma falsa consciência, uma ideia errada acerca das condições desiguais dos indivíduos, justifica o poder dos ricos em detrimento dos pobres de acordo com o principio do "escolhido" celestial. "se é rico foi abençoado"...Para a religião, há ricos e pobres e ponto final, a solução do paradoxo dos pobres, é a caridadezinha, o que mais não dá a não ser um sustento mínimo desconsolador.... Para esta, criar condições para as pessoas mais desfavorecidas progredirem na sociedade é algo utópico, pois também existem caraterísticas inatas que determinam de uma forma rígida essa posição.

Todavia, na teologia filosófica religiosa nada disto faz sentido, dizem até que Cristo até foi o maior comunista, no entanto a religião foi manipulada de modo a servir os interesses económicos dos grupos dominantes.

As palavras deste Papa estão a criar uma certa revolução no seio da matriz religiosa, a meu ver muito bem, a surpreender pela positiva...
 
Vince se é coisa que não falta são ideias anti capitalistas nas parábolas de Jesus.
O Papa está a ser coerente a meu ver...

E eu até nem entendo o que ele disse como propriamente anti capitalista, ele fala de uma economia que mata...concordo, hoje tens um sistema ideológico-económico que põe demasiada pressão nas pessoas, que em muitas situações é injusto e que basicamente é uma espécie de darwinismo só que em vez de teres aspectos ambientais a moldar o sistema tens essencialmente o dinheiro a fazer essa função.

O dinheiro é uma coisa problemática...especialmente no que toca á sua justa repartição pelas pessoas...

Bom comentário, bom enquadramento com o darwinismo...:thumbsup:
 
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