O Estado do País

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Banco de Portugal e os carros que acabaram de ser adquiridos:

Mercedes E 250 BlueEFFICIENCY Classic (38.406,48 euros);
BMW 520 d Berlina (38.763,93 euros);
Mercedez Benz E 220 CDI BlueEFFICIENCY (40.119,03 euros);
BMW 520 d Berlina (32.256,10 euros);
Mercedes 320 d Touring (40.851,22 euros);
BMW 320d EfficientDynamics Touring (32.382,11 euros);
Lexus IS300h (40.218,86 euros);
BMW 320d Touring (38.382,12 euros).


Crise onde mesmo....:lol:
 
Hoje está tudo a culpar o TC, a oposição, os funcionarios publicos, os reformados da CGA....

Mas isto só chegou aqui porque o nosso PR, da cor politica do actual governo teve duvidas...bem que podia fingir que não havia duvidas, como outras:D:D

Portanto tiro no proprio pé;)
 
um governo que toma medidas sabendo à partida que são inconstitucionais está a passar a revolta para o TC.

Este ano na passagem de ano é festejar até mais não, junta-se também a festa do Game Over do país.

Já ai vem o choradinho de que estávamos num glorioso caminho rumo ao sol nascente e aos prados verdejantes do Éden, mas os porcos e medonhos terroristas do TC decidiram, num golpe vil, deitar abaixo tudo, fazendo abater-se sobre o país as mais densas trevas!
 
Adenda
Estando o País internacionalmente comprometido a atingir a meta do défice inscrito no orçamento, a poupança prevista para o corte nas pensões do sector público agora inviabilizado pelo Tribunal Constitucional só pode ser compensada por cortes equivalente noutras rubricas da despesa (não se vê bem onde...) ou por um aumento correspondente da receita, muito provavelmente um novo aumento da carga fiscal.

Não se vê bem onde nem ele quer ver... É por isso que o Vital emigrou para o PS e agora está lá nas europas.
 
Proporcionalidade
A ideia de que a redução de 10% de uma pensão pode afectar gravemente os "planos de vida" de uma pessoa, mesmo que se trate de valores elevados (no sector público há muitas pensões acima de 5000 euros) e mesmo que o titular tenha outros rendimentos (o Tribunal Constitucional não fez excepções nem qualificações), é uma tese pelo menos desproporcionada.

Aqui o Vital já está em marte... Porque fala ele das pensões de 5 mil euros quando o governo saca 10% às pensões de 600 euros? É sempre a mesma conversa de aldrabão.
 
Mercados serenos, tal como o Vince avançou, até os investidores não esperavam outra coisa que não fosse o chumbo.

Neste momento a nossa dívida é negociada a 6.06% a 10 anos no mercado secundário, apenas + 3 pontos base que ontem.

O Yeld de 10 anos começou a 6.030 e acabou o dia a 6.025.

Mesmo que o Vince tenha razão (e em grande parte a terá) não existe qualquer lógica para este resultado, pelo menos teria de existir um pequeno aumento.
 
10% acima dos 600€ só na CGA, e se tiver menos que 75 anos, se for mais velho o corte só começa mais acima, julgo nos 750€. Acima dos 1350€ há os outros cortes extraordinários (CES), aplicados a todos os regimes sem distinção, com salvaguardas e limites para não haver dupla penalização. O Vital diz apenas e só que o TC chumba os 10%, independentemente de ser de 600€ ou 5000€, não foi pelo montante em si que isto foi chumbado, que pode ser um argumento aceitável numa discussão.

Podes questionar porque na CGA começa nos 600€ (para menos de 75 anos). É apenas uma óbvia questão de justiça social. Deves saber muito bem que entre dois trabalhadores, um público da CGA, outro privado, com funções semelhantes, para terem ambos uma reforma de mais de 600€ o do privado teve que trabalhar muito mais anos que o da CGA, por variadas razões, destes progressões automáticas na carreira a fórmulas de cálculo pensões que durante muito tempo foram mais favoráveis na CGA.

É simples, os pensionistas abrangidos pela CGA terão necessidade de um valor médio para as despesas inerentes às necessidades básicas de subsistência superior aos pensionistas abrangidos pela Segurança Social.

Pela lógica do TC, em média serão 938,43€... os meus pais estarão muito, mas mesmo muito no limiar da pobreza. :maluco:
 
Vince, eu começo é a acreditar na descrença em Portugal, que todos estão acreditam num segundo resgate, independentemente do que aconteça.

É a única lógica para o que aconteceu. Apesar da incerteza política no futuro, este seria o momento chave em relação às questões fiscais no próximo ano, e o mercado manteve-se ignorante.

Neste momento temos a certeza que os juros não irão baixar para valores sustentáveis.

Mas temos de ouvir o povo, e o pessoal meu conhecido ou desconhecido, na sua grande maioria desabafaram:
"agora vão-nos f**** com mais um imposto"
 
Face a isto, eu não vejo como em 6 meses haverá algo de novo que possa fazer descer as taxas para a zona que evita um 2º resgate. Só se os esforços do governo em tentar diminuir os montantes a pedir para o ano resultarem e também com alguma ajuda do BCE. Ou a economia surpreender mesmo muito, o que também não acredito.

Depois do primeiro trimestre, a economia estagnará, não haverá nenhuma surpresa (só se houver muitos tumultos em Espanha e 20% do turismo destinado a esse país desviar-se para Portugal)
 
Estado paga anualmente 700 milhões em suplementos remuneratórios

O Estado paga anualmente cerca de 700 milhões de euros em suplementos remuneratórios, o que corresponde a quase 5% do total das remunerações, de acordo com um relatório hoje divulgado.

Neste montante não estão incluídos os encargos com subsídio de refeição (cerca de 520 milhões de euros por ano), com o trabalho extraordinário (cerca de 120 milhões de euros por ano) e com despesas de outra natureza, como as ajudas de custo.

Cerca de 50% do valor anual pago está concentrado em cinco grandes suplementos: condição militar, suplementos por serviço nas forças de segurança, fundo de estabilização tributária, suplemento/subsídio de turno e abono de representação.

A maioria da despesa com suplementos da Administração Central (86%) é proveniente de 5 ministérios - Ministério da Administração Interna (27%), Ministério da Defesa Nacional (25%), Ministério da Saúde (13%), Ministério das Finanças (11%) e Ministério da Justiça (10%).

O número máximo de tipos de suplementos diferentes atribuídos por um só ministério pertence ao Ministério da Administração Interna, com 53 suplementos (contra 17 do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e da Energia).

Os valores relativos a remunerações anuais ilíquidas na Administração Pública ascenderam em 2012 a 14,7 mil milhões de Euros.

De acordo com o relatório sobre a caracterização geral dos sistemas remuneratórios da administração Pública, divulgado pela Direção Geral do Emprego Publico (DGAEP), "a quantidade de suplementos diferentes atribuídos em cada Ministério parece ser um catalisador de despesa, já que ministérios com maior despesa são também os que apresentam maior número de suplementos diferentes".

"Mesmo excluindo os suplementos específicos, continua a existir elevada variabilidade ao nível do número de tipos de suplementos diferentes atribuídos pelos ministérios (a Presidência do Conselho de Ministros atribui 37 suplementos não específicos, contra 13 do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia", refere o documento.

As entidades das forças armadas e forças de segurança concentram mais de 50% do total dos encargos com suplementos na Administração Central.

As 20 entidades com maior despesa anual em suplementos, lideradas pela PSP com 111 milhões de euros, representam 91% do total da despesa da Administração Central, concentrando-se, maioritariamente, em quatro setores: forças armadas, forças de segurança, saúde e justiça.

Fonte: I Online

Esta notícia tem aparência indignante, mas como sou um dos beneficiários de tais suplementos, como conhecimento de causa sei que omitem certos pormenores:

Uma boa parte dos suplementos não são contabilizados para os subsídios de férias, natal, doença, etc., esses suplementos não existem para quem faz um horário de 9/17, ou faz 40 horas semanais, ou não pode será incomodado de madrugada no seu bom soninho, ou que não trabalha habitualmente todos os fim-de-semana, ou o seu trabalho não tem risco, etc..

Este jornalista fez uma grande investigação para ter uma notícia de relevância.
 
Concordo, o 1ºTrimestre vai ser complicado. Portugueses em geral ganharam alguma confiança nos últimos meses e até devem andar a gastar bem mais neste Natal que no do ano passado, mas em Janeiro regressam cautelosamente à poupança. Depois deve melhorar novamente, mas já será tudo muito em cima do suposto regresso aos mercados.

Compreendeste-me mal, referia-me a trimestres em termos homólogos.

No 1ºT de 2013, Portugal teve um decréscimo de 1,9% do PIB. A partir desse momento a economia estabilizou (até existiu um ligeiro aumento na segunda metade do ano).

O 1º T de 2014 será superior ao 1º T de 2013, mas a partir desse momento terá grandes dificuldades em ultrapassar os valores de 2013.
 
Quem segue os mercados financeiros, há mais de 10anos (como eu), compreende a lógica da sua reação perante o que acontece num determinado país ou empresa. Salvo algumas notícias de natureza especulativa, para os mercados não existem notícias más nem boas, existem notícias relativamente más ou relativamente boas! Eu passo a explicar: os mercados nem reagiram ao que aconteceu em Portugal com a decisão do TC em chumbar, nem mesmo com a FED nos EUA ao decidir reduzir o apoio no investimento na economia em -10mil milhões de dólares por mês, e porquê? Simples, porque já era espetável!

Os mercados reagem sempre, mas sempre, em torno de resultados face às espetativas! E no caso de Portugal, já era muito, mas muito espetável que o TC chumbasse! Portanto a reação foi praticamente nula. O comportamento dos mercados absorveu essas espetativas semanas ou mesmo meses antes do TC! Quem é que não esperava esta decisão? Todos mesmo, inclusive o passos, o seguro, os sindicatos, enfim, todos os agentes políticos.
 
Cerca de 30 "portugueses influentes", como Horta Osório, Armando Zagalo ou Joaquim de Almeida, reúnem-se na segunda-feira com governantes e altos responsáveis em Portugal para discutir "novas ideias sobre soluções para o futuro" do país.

http://www.dn.pt/politica/interior.aspx?content_id=3600226



Nas décadas finais da Monarquia não faltaram ideias e discursos, mas na prática nada resultou. Fontes Pereira de Melo, no final da carreira política, confessava a desilusão que tinha por constatar que o povo não se muda com discursos nem por decreto.


O povo não é gado para ter pastor.
 
As pessoas não são estúpidas. Os portugueses não precisam de nenhum Pai. Deixem-nos apenas ter a nossa vida sem cargas fiscais destrutivas, burocracias, protecções a oligarquias e monopólios...

Os Salazares não interessam ao povo. O Portugal democrático de que falava Jorge de Sena não vai emigrar eternamente para fugir ao outro Portugal. O povo já tem mais formação e tem de ter mais consciência dos seus direitos e deveres.

Mas não nos tomem por parvos.
 
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