O Estado do País

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Reduziu-se o a dívida pública de uns 100% do PIB para 15%. A taxa de analfabetismo passou de 70 para 25%. Quase todas as escolas primárias foram construídas nos anos 30 e 40. Houve uma política de neutralidade que poupou Portugal à destruição da guerra. Existiu industrialização em vários pontos do país, indústria metalomecânica, siderurgia, construção naval. Houve um grande esforço para dotar Portugal de infraestruturas, sem endividamento externo. As principais barragens para produção de energia eléctrica datam dos anos 50 e 60. As estradas nacionais dos anos 30 a 50.

Na classe política havia sentido de estado, honestidade e responsabilidade. Hoje estamos à mercê de escumalha incompetente e desonesta.
 
Ninguém pede que a dívida pública desça para os 15%. 60% já era economicamente formidável, sustentável...
O grande problema nesses anos foi o processo que culminou na guerra colonial.

Nós não tivemos que fazer o esforço de guerra que outras nações Europeias fizeram, e que foram como que o ponto de partida para grandes reformas estruturais, fosse na economia, nas finanças, na própria sociedade até - neste ponto no norte e no centro da Europa as pessoas interiorizaram a necessidade de todos (quase) trabalharem e organizarem-se em prol do esforço de reconstrução dos seus países. Sabem aquela "sensação agradável" que se pode ter ao ser voluntarioso após uma determinada tragédia? Todos procuram fazer o seu melhor...

Isto faz-me lembrar uma grande fábrica que é construida mas que funciona sobre moldes organizativos novos - tende a ser sustentável, facilmente controlável, com regras muitas vezes bem definidas.
O contrário seria uma fábrica grande, já "antiga", com regras obsoletas, dificilmente entendíveis, desadequadas ao passar dos anos, dificilmente sustentável, também dificilmente controlável - a eternização de uma classe dirigente, corpos directivos desmesurados, etc., etc.

Se o período do estado novo foi bom? Não, diria que era o que tínhamos, melhor ou pior que muitos governos\"ditaduras" que existiam em grande número por esse mundo fora (Europa incluída).

A questão mais pertinente é "a das moscas".:D
Só mudaram as moscas do antes para o depois do 25 de abril...a M*rda continua a mesma. Não é gente da esquerda, da direita e outros que tal?! Pois...:p

Reduziu-se o a dívida pública de uns 100% do PIB para 15%. A taxa de analfabetismo passou de 70 para 25%. Quase todas as escolas primárias foram construídas nos anos 30 e 40. Houve uma política de neutralidade que poupou Portugal à destruição da guerra. Existiu industrialização em vários pontos do país, indústria metalomecânica, siderurgia, construção naval. Houve um grande esforço para dotar Portugal de infraestruturas, sem endividamento externo. As principais barragens para produção de energia eléctrica datam dos anos 50 e 60. As estradas nacionais dos anos 30 a 50.

Na classe política havia sentido de estado, honestidade e responsabilidade. Hoje estamos à mercê de escumalha incompetente e desonesta.

Neste ponto do sentido de estado concordo em absoluto contigo.
Muitíssimos poucos desde o 25 de abril conseguiram ombrear com aqueles que estavam à frente dos destinos da nação nas décadas anteriores. E isso faz pensar muito se de facto o 25 de abril tinha por missão fazer de Portugal um país melhor ou um país ao serviço de uns quantos "egos"?
 
Segundo várias versões, frequentava bordéis discretos e prostitutas com educação e classe que o faziam para ganhar mais algum rendimento extra (tipo secretárias, professoras), na companhia de dois guarda-costas de confiança, um dos quais organizava tudo. Pagava com o dinheiro dele, tal como a sua linha telefónica privada, água, luz e a comida que consumia em São Bento. Foram-lhe conhecidas várias amantes, entre as quais uma jornalista francesa.

Gostei de ler este livro:
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Não concordo com todos os aspectos do Estado Novo, como o excessivo conservadorismo político e religioso, leis do condicionalismo industrial, guerra colonial sem fim à vista, não houve um esforço firme para criar um SNS e um Estado Social (apesar de algumas tentativas)...

Pobreza? Claro que havia pobreza. O pais no fim da monarquia e da primeira república estava miserável, atrasado e endividado.O Salazar ou outro qualquer que viesse não podia fazer magia em poucos anos, sem dinheiros externos como nos anos 80-90.
 
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Mensagem de Natal de Passos Coelho

"Boa noite.

Celebramos hoje o Natal com os nossos amigos e familiares, e aproximamo-nos do final de 2013. Foi um ano muito exigente. Atacámos com firmeza as causas e os efeitos da crise, mas sabemos que foi um ano difícil, sobretudo para os desempregados e para os membros mais vulneráveis da nossa sociedade. Não nos esquecemos dos sacrifícios que têm sido feitos, nem das adversidades que tantos enfrentam. Em 2013, apesar das fortes restrições orçamentais, reforçámos o Programa de Emergência Social, aumentámos as pensões mínimas, sociais e rurais e intensificámos os programas de combate ao desemprego, precisamente porque todos os que mais têm sofrido nos últimos anos estão no centro das nossas preocupações.
A quadra natalícia, sendo uma festa de reunião familiar, deve ser também um momento especial de solidariedade e de comunhão. Deve ser ainda a ocasião para nos recordarmos dos que estão longe de nós: as comunidades da diáspora, os nossos emigrantes e os militares portugueses em missões de paz no estrangeiro. Este deve ser o momento em que valorizamos o que verdadeiramente conta.
Mas agora também sabemos que foi no ano que está a terminar que a nossa economia começou a dar a volta. Graças à coragem e engenho dos nossos trabalhadores e dos nossos empresários, as nossas exportações cresceram e ganhámos quota de mercado no exterior aos nossos competidores mundiais. Entrámos em mercados em que Portugal nunca tinha entrado antes e temos hoje excedentes comerciais e financeiros sobre o exterior, algo que Portugal não conhecia há muitas décadas. Começámos a vergar a dívida externa e pública que tanto tem assombrado a nossa vida colectiva. A economia começou a crescer e acima do ritmo da Europa. Ao mesmo tempo, o emprego começou a crescer e, em termos líquidos, até ao terceiro trimestre foram criados 120 mil novos postos de trabalho. Com a ajuda das políticas ativas de emprego, o desemprego, que tinha atingido níveis inaceitáveis no decurso desta crise, tem vindo a descer mês após mês, e em particular o desemprego jovem. Fizemos nestes anos progressos muito importantes na redução do défice orçamental, e não fomos mais longe porque precisámos dos recursos para garantir os apoios sociais e a ajuda aos desempregados. A estratégia abrangente que pusemos em prática para salvar o País do colapso, para reformar a economia e trazer prosperidade, está a mostrar os seus primeiros frutos.
O trabalho, a tenacidade e o empenho diário de milhões de portugueses, quer estejam dentro ou fora das fronteiras nacionais, são a melhor razão para termos uma esperança renovada no nosso futuro. São o fundamento do abandono do pessimismo que ensombra as nossas vidas há já muitos anos. Sabemos do que somos capazes e estamos a mostrar ao mundo inteiro, sobretudo aos que, nos momentos mais exigentes, menos confiaram em nós, que acreditamos em nós próprios. Temos hoje a confiança, o respeito e admiração dos nossos parceiros Europeus e dos nossos amigos por todo o mundo.
Estes sinais positivos ainda não são suficientes, contudo, para podermos dizer que vencemos esta crise. Ainda restam algumas incertezas e obstáculos. E todos fomos compreendendo que não há soluções fáceis, dada a complexidade dos problemas que herdámos. Mas isso apenas significa que temos muito para fazer neste ano de 2014 que está prestes a começar. 2014 será um ano cheio de desafios e aos quais cada um de nós responderá com a mesma responsabilidade e determinação que nos abriu o caminho até aqui.
Estamos a menos de cinco meses de terminar em Maio o Programa de Assistência. Será uma etapa decisiva da nossa recuperação. Precisaremos de todos os instrumentos que mobilizámos para concluir sem perturbações o Programa. E precisaremos de os usar bem, com inteligência e determinação. Porque o que parecia em tempos tão distante e difícil está agora ao nosso alcance, desde que não hesitemos, desde que percebamos todos o que está em causa.
Queremos fechar esta página da nossa história, para escrever uma outra mais apropriada à sociedade moderna, próspera e mais justa que estamos a construir. É para aí que teremos de dirigir todas as nossas energias: para combater a pobreza, reduzir mais rapidamente o desemprego, aumentar o investimento e reduzir as desigualdades sociais. Durante demasiado tempo toleraram-se em Portugal fortíssimas desigualdades, quase sem paralelo na Europa, e resignámo-nos à estagnação social.
O futuro que agora encaramos com redobrada confiança pertence a todos. Todos os Portugueses merecem as oportunidades geradas por uma economia mais democrática, por uma sociedade mais dinâmica, por um País mais aberto. No Portugal em que todos se reveem, ninguém pode estar condenado à frustração dos seus sonhos simplesmente porque vive naquela região mais remota, neste bairro mais periférico ou porque nasceu em condições sociais e familiares mais adversas. Na recuperação do nosso País, ninguém pode ficar para trás.
O Natal é a festa da esperança. Aproveitemos estes dias para recuperar as nossas forças e o sentido de propósito comum que nos define como povo. Como um povo orgulhoso, dono do seu próprio destino, que não receia o futuro e que sabe que, do alto de quase 900 anos de história, os seus melhores anos ainda estão para vir.

Desejo a todos um Bom Natal e um Feliz Ano Novo."

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/I...ntent_id=95588




Mensagem linda.Passos:huhlmao:
 
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Já conhecem este site? Está muito bom!

http://pmcruz.com/eco/


Para quem tenha curiosidade em saber onde andam os políticos nas empresas, ou onde estiveram. As empresas são como um ecossistema para os nossos queridos políticos. ;D

Muito bom, sem duvida bons curriculuns, muito competentes, no fundo bons rapazes:D:D
 
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Os Portugueses são obcecados pela Bimby

Portugal é um país...obcecado pelo robô de cozinha Bimby. A afirmação vem do Wall Street Journal, que considera surpreendente que o país mais pobre da Europa Ocidental tenha comprado tantas Bimbys.

O robô de cozinha custa cerca de mil euros e só em 2012 venderam-se mais de 35 mil em Portugal.

Apesar de os portugueses irem menos vezes jantar fora, não significa que não gostem de comer. Daí que a Bimby, fabricada na Alemanha, já faz parte da rotina de muitos lares. As críticas, essas, ficam à porta de quem a tem.

Fonte: Os Portuigueses obcecados pela Bibby
Crise ?
Qual crise ?
 
Mensagem de Natal de Passos Coelho

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/I...ntent_id=95588

Mensagem linda.Passos

Certamente tem mais a dizer do que o fantasma do líder da oposição.
Concordemos ou não com a mensagem do Passos Coelho, pelo menos tem o dom de nos referenciar à realidade (por vezes bem dura!).
Quanto à mensagem do José Seguro, apenas nos remete à utopia...nada mais.:(

Mas é tempo de curarmos algumas feridas e chamarmos todos para resolver os nossos problemas comuns.
É isto que será o mais importante a reter nas mensagens políticas da esquerda à direita...;)
 
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Crise ?
Qual crise ?

A crise está na cabeça das pessoas, porque não existe na realidade Aurélio. :D

Deixem lá passar o Natal e o Fim do Ano que logo vêem, as notícias em jornais e nas tv's que venderam menos, que houve menos reservas e blá blá. Depois começa a escola e começa a choradeira que os moços vão para a escola com fome e blá blá.

Quando dias antes do Natal, quem ia a centros comerciais era tudo a comprar para os ditos moços: tablets, smartphones, portáteis e mais coisas e depois chega a Janeiro e é uma choradeira tremenda.

Podem passar fome mas têem o último grito da tecnologia. :lol:
 
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