Olhão: PSD diz que chumbo do orçamento “evitou” agravamento da dívida
A comissão política do PSD/Olhão justificou o voto contra dos seus membros na assembleia municipal em relação orçamento da câmara para evitar o agravamento da dívida em mais 8,5 milhões de euros.
O PS/Olhão acusou o PSD local de ter “duas caras”, depois de os dois vereadores eleitos do PSD se terem abstido, permitindo a aprovação do orçamento em reunião de câmara, uma acusação que o PSD reprova e sobre a qual mostra “total indignação”.
“Na verdade, o orçamento que o edil apelidou de ‘consensual’ apenas teve a aprovação de três vereadores, dos sete que fazem parte do executivo camarário, designadamente dos socialistas, não tendo sido, efetivamente, aprovado pelos vereadores sociais-democratas, pois a abstenção não é uma aprovação, como tentou deixar transparecer no seu comentário ao chumbo”, explica o PSD/Olhão.
Na assembleia municipal, o documento foi chumbado pois toda a oposição votou contra.
O PSD frisa que “a situação económica do município é demasiado grave para fazer assentar o orçamento numa suposição”, citando uma frase de António Pina: “Caso consigamos vender aquele património conseguimos saldar as dívidas.”
Segundo os sociais-democratas, no orçamento para 2013, o executivo camarário “recorreu a essa fórmula”, mas, visto não se ter registado qualquer venda, “nas contas reais a dívida cresceu 4,5 milhões (défice de 10%)”.
Para 2014, acrescenta o PSD, “o orçamento que pretendia aprovar apresentava um ‘buraco’ ainda maior, em cerca de 8,5 milhões (défice de 25%)”.
A bancada do PSD “votou contra o agravamento da dívida, reprovando um documento que não passava de ‘um plano de boas intenções’ da autoria do sr. Presidente da Câmara, responsável pelo pelouro financeiro, que não conseguiu justificar os milhões que nele pretendia acrescentar”, sublinha a força partidária.
Para o PSD/Olhão, o orçamento deverá ser reformulado, dando prioridade ao desenvolvimento económico para promover a criação de emprego no concelho, e, simultaneamente, controlar a dívida pública.
“Outro objetivo primordial será uma gestão mais eficaz e rigorosa do espaço público, assim como no corte dos subsídios à empresa municipal Fesnima”, acrescenta.
Por fim, o PSD olhanense exige que António Pina “se retrate das suas declarações públicas, nos últimos dias, que demonstraram falta de lealdade institucional e desrespeito total pela democracia e pelos eleitos locais da oposição, que de forma legítima chumbaram o orçamento”, conclui-se.
Fonte: Região Sul