O Estado do País

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Não tenhas ilusões... os 3 partidos principais vivem para as carreiras das jotas. A degradação vai continuar. Não tens visto esses partidos perder terreno não?

A revolta cresce.

Por todo o país milhares e milhares de jovens com elevada formação e mérito estão no desemprego ou são forçados a emigrar enquanto vêm o colegas baldas da Universidade ou o vizinho com formação académica inferior a ter emprego na empresa municipal, na autarquia ou na Misericórdia local via cunha de uma máquina partidária qualquer.
 
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infelizmente é o nosso país actual
Portugal está doente e moralmente na miséria
 
Descida espectacular da yield nacional a 10 anos no mercado secundário nestes primeiros dias de 2014:

2014-01-06 5,56% -0,09
2014-01-03 5,65% -0,18
2014-01-02 5,83% -0,21
2014-01-01 6,03% -0,01
 
Boa abertura dos mercados de dívida... Yields a ceder em todos os prazos... neste momento a 10 anos cai já 9 pontos base para 5.29%.

Boas notícias lá prós lados do Terreiro do Paço.
 
PS4 esgotada nas lojas portuguesas

Cerca de um mês após a chegada da PlayStation 4 ao mercado português, a procura pela consola da Sony continua a ser muito elevada, o que levou a que muitas lojas ficassem sem máquinas disponíveis.

A informação é da própria fabricante que, num comunicado enviado à imprensa, assegura que o stock será reposto a partir de 14 de janeiro.

"Haverá mais consolas na maioria das lojas a partir de 14 de janeiro, mas aconselhamos que os jogadores reservem a PS4 e se informem junto das suas lojas habituais", acrescenta-se.

Os números oficiais, revelados esta terça-feira pela Sony, apontam para a venda de mais de 4,2 milhões de consolas PS4 em todo o mundo, até 28 de dezembro de 2013.

Os valores comparam com a comercialização de cerca de três milhões de unidades da consola rival Xbox One - que ainda não está à venda em Portugal.

Fonte: TEK - Sapo

Isto é que vai uma crise. :lmao:

Choram todos os dias nas tv's, que ganham cerca de 1800 € como há dias deu na RTP1 e com o corte que o governo vai fazer já não podem ir ao cinema com os filhos. Mas isto não é andar a gozar com a maioria dos portugueses, então aqueles que ganham o salário mínimo nem para o cinema ganham.
 
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Isto é que vai uma crise. :lmao:

Choram todos os dias nas tv's, que ganham cerca de 1800 € como há dias deu na RTP1 e com o corte que o governo vai fazer já não podem ir ao cinema com os filhos. Mas isto não é andar a gozar com a maioria dos portugueses, então aqueles que ganham o salário mínimo nem para o cinema ganham.

Eu conheço uma pessoa, não vou dizer quem é, também é de Olhão que diz que compra tudo o que o filho que pede ....
E olha que ela ganha o salário minimo, embora o marido trabalha e ganhe mais do que ela, mas mostra que hoje em dia os pais não resistem, em satisfazer a choradeira dos filhos, apenas para eles se calarem e não ficarem atrás dos amigos, para que o puto depois não diga que os outros têm e que ela é "má" e não lhe compra as coisas !

Por isso não me venham falar em greves, funcionários publicos e afins .... habituaram-se a viver á grande e á francesa ... a verdade é essa !
 
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Olhão: PSD diz que chumbo do orçamento “evitou” agravamento da dívida

A comissão política do PSD/Olhão justificou o voto contra dos seus membros na assembleia municipal em relação orçamento da câmara para evitar o agravamento da dívida em mais 8,5 milhões de euros.

O PS/Olhão acusou o PSD local de ter “duas caras”, depois de os dois vereadores eleitos do PSD se terem abstido, permitindo a aprovação do orçamento em reunião de câmara, uma acusação que o PSD reprova e sobre a qual mostra “total indignação”.

“Na verdade, o orçamento que o edil apelidou de ‘consensual’ apenas teve a aprovação de três vereadores, dos sete que fazem parte do executivo camarário, designadamente dos socialistas, não tendo sido, efetivamente, aprovado pelos vereadores sociais-democratas, pois a abstenção não é uma aprovação, como tentou deixar transparecer no seu comentário ao chumbo”, explica o PSD/Olhão.

Na assembleia municipal, o documento foi chumbado pois toda a oposição votou contra.

O PSD frisa que “a situação económica do município é demasiado grave para fazer assentar o orçamento numa suposição”, citando uma frase de António Pina: “Caso consigamos vender aquele património conseguimos saldar as dívidas.”

Segundo os sociais-democratas, no orçamento para 2013, o executivo camarário “recorreu a essa fórmula”, mas, visto não se ter registado qualquer venda, “nas contas reais a dívida cresceu 4,5 milhões (défice de 10%)”.

Para 2014, acrescenta o PSD, “o orçamento que pretendia aprovar apresentava um ‘buraco’ ainda maior, em cerca de 8,5 milhões (défice de 25%)”.

A bancada do PSD “votou contra o agravamento da dívida, reprovando um documento que não passava de ‘um plano de boas intenções’ da autoria do sr. Presidente da Câmara, responsável pelo pelouro financeiro, que não conseguiu justificar os milhões que nele pretendia acrescentar”, sublinha a força partidária.

Para o PSD/Olhão, o orçamento deverá ser reformulado, dando prioridade ao desenvolvimento económico para promover a criação de emprego no concelho, e, simultaneamente, controlar a dívida pública.

“Outro objetivo primordial será uma gestão mais eficaz e rigorosa do espaço público, assim como no corte dos subsídios à empresa municipal Fesnima”, acrescenta.

Por fim, o PSD olhanense exige que António Pina “se retrate das suas declarações públicas, nos últimos dias, que demonstraram falta de lealdade institucional e desrespeito total pela democracia e pelos eleitos locais da oposição, que de forma legítima chumbaram o orçamento”, conclui-se.

Fonte: Região Sul

Vai animado as coisas na CMO. Duvido que o actual presidente dure os 4 anos, vai cair antes.
 
Contaram-me que aí no Algarve num estabelecimento comercial uma tradutora que é funcionária pública estava a lamentar-se dos cortes do Governo nos salários, a fazer fita e choramingadeira, e estavam lá umas pessas na fila para serem atendidas que estão no desemprego, uma perguntou-lhe quanto ganhava: 2000 euros. Levou umas respostas atravessadas e saiu lá com cara feia.
 
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O povo foi poupadinho nos tempos do Estado Novo apenas por necessidade extrema decorrente da miséria, pois há textos antigos do século XIX que dizem que já então havia gente que quando o mar e o campo davam ganhavam bem e gastavam tudo para depois não terem dinheiro em «anos maus»...

Os portugueses não poupam porque não têm cultura financeira, há muita iliteracia em Portugal e mesmo muitos licenciados e doutorados não têm hábitos de leitura. Os portugueses em geral têm hábitos da América do Sul, muita telenovela, muita TV, muito futebol. Lê-se pouco ou nada, e lê-se coisas sem qualidade. Há por aí estatísticas que provam o que digo.

A falta de cultura financeira decorre da falta de formação cultural do povo, do nosso atraso de séculos em relação a outros povos europeus. E o atraso vem provavelmente de não termos tido Reforma Protestante.

Depois, havia em Portugal uma parte do povo que tinha grande cultura financeira, os judeus sefarditas, que foram expulsos.

Ainda hoje se diz que os habitantes de Tavira guardam na gaveta, ou seja têm fama de ser avarentos. Isto sucede porque a cidade teve uma grande comunidade judaica até ao século XVI. Na Idade Média e na época dos Descobrimentos os judeus de Tavira controlaram o comércio da cidade e estão associados ao período áureo da cidade, que chegou a ser a terceira do país no tempo do rei D. Manuel I, graças ao comércio com as praças marroquinas.

Agora com a crise já se vêem pessoas a ler sobre poupança, a adquirir pequenos hábitos de poupança que são a regra em países muito mais ricos, como tomar o café em casa, ir a pé para o emprego, usar a bicicleta ou o transporte público, levar o almoço para emprego, mas isso é uma minoria da população.
 
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É tudo a queixarem-se dos funcionarios publicos, o disse que disse...normal, em vez de dizer mal do governo, não, diz-se dos intermediarios...tambem o caso eusebio está a passar, e tem-.se que se dizer mal de alguma coisa, e retoma a crise do país.
Dum caso real in loco, numa superficie comercial de renome, onde na euforia eram PSPs e coisas mais caras agora na epoca festiva...não eram funcionarios publicos a fazerem essas compras, mas mais de 95% eram RSIs, SMNs e pasmem-se muitos nem "tinham" emprego, nunca foram vistos a pedir moedinha fora das igrejas...como é que fazem então :huh::huh:
Talvez a fuga seja muita??
 
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Se a essência da economia, é a troca de bens e serviços, quanto mais trocas houver, mais forte é uma economia, a economia sobrevive dadas a ilimitadas necessidades humanas, e também pela divisão do trabalho onde cria laços interdependentes que provocam a "troca".

Ora se tudo caminhar para o poupadinho, não se ir a cinemas, não se comprar um telemóvel, não se jantar fora de vez enquando, não se ter a tv cabo, impede de haver as tais "trocas". Afinal depois o que iriam fazer as pessoas que dependem do trabalho num cinema, num restaurante, na venda de telemóveis, da venda Meo's.

Talvez a solução ainda assim seja gastar mas não mais do que aquilo que se tem. Contudo, ter mais para gastar, representa dinamizar mais a economia, quanto mais houver para gastar, mais possibilidades há se proporcionarem as "trocas", estimular a economia. Para isso as regras económicas não podem favorecer sempre os mesmos na acumulação de capital. Deste modo as politicas de redução de rendimentos nos salários são o antagonismo daquilo que faz funcionar a economia.

No entanto, no que toca a queixas, queixumes e lamentos de aposentados com mais de 2000 euros de reforma, acho que não têm razão, é um rendimento bem maior que a média, logo a resposta remeto-nos novamente para a questão da equidade....
 
http://www.zerohedge.com/news/2014-01-09/hedge-fund-slams-portuguese-bonds-64-page-slideshow

Uma análise geral (em inglês) do estado (miserável) das nossas contas públicas (pdf no fim da página). Destaco as 10 "ideias erradas" relativas ao nosso ajustamento.

Entre tantas outras conclusões:

Povo português carrega de forma desigual o fardo do ajustamento enquanto os especuladores lucram (p.23)

Só 38% da população entre os 25 e os 64 tem pelo menos o secundário; o mais baixo nível de educação entre 17 países em análise (p. 30)

12% da dívida de Portugal é ao FMI (p. 48)
 
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são agiotas so um agiota cede dinheiro e cobra juros e que eu saiba é crime. em 2013 tivemos de trabalhar até junho para pagar impostos so depois é que é dinheiro em caixa se a reforma já não intocavel quero o meu dinheiro e abrir uma poupança é mais seguro. Por mim todo o dinheiro gasto pelo estado devia sair em diario da republica
 
É tudo a queixarem-se dos funcionarios publicos, o disse que disse...normal, em vez de dizer mal do governo, não, diz-se dos intermediarios...tambem o caso eusebio está a passar, e tem-.se que se dizer mal de alguma coisa, e retoma a crise do país.
Dum caso real in loco, numa superficie comercial de renome, onde na euforia eram PSPs e coisas mais caras agora na epoca festiva...não eram funcionarios publicos a fazerem essas compras, mas mais de 95% eram RSIs, SMNs e pasmem-se muitos nem "tinham" emprego, nunca foram vistos a pedir moedinha fora das igrejas...como é que fazem então :huh::huh:
Talvez a fuga seja muita??

As compras dos funcionários públicos são mais requintadas. Tipo, casas de férias no Algarve. Sabes quem comprou mais casa de férias na Manta Rota, Praia Verde, Conceição de Tavira, Vale Caranguejo, Altura? Foram juízes, médicos, professores, reformados da função pública, funcionários de empresas municipais e emigrantes. É só falar com gente que vendeu estas casas e perguntar quem comprou. Tenho um familiar que vendeu a casa mais cara da Praia Verde a um juiz. Vendida bem acima de 300 mil euros, nem digo aqui o preço.


Mas não quero estar aqui a incentivar comentários e lutas contra os funcionários públicos.

Os funcionários do Estado têm de ter os salários adequados para as suas funções. Devem ser bem pagos para o sector público atrair bons quadros e para prevenir fenómenos de corrupção. Devem também ter boas reformas, mas adequadas àquilo que o país pode pagar, sendo que a sua idade da reforma deve ser calculada tendo em conta a esperança média de vida e o tipo de trabalho que têm.

O Estado Paralelo por sua vez deve acabar. Não se justifica que os colégios privados recebam tanto do Estado quando existem escolas públicas com capacidade para acolher esses alunos. Não se justifica que as IPSS's recebam do Orçamento de Estado cerca de 2 mil milhões de euros quando pelo menos parte das suas funções poderiam ser exercidas pelo Estado Social e por verdadeiro voluntariado. Não se justifica que haja tanto dinheiro pago a escritórios de advogados ou consultoras. Não há quadros no Estado para fazer este trabalho? Para que servem as Universidades? O Banco de Portugal? O Tribunal de Contas?

E é isto que penso sobre o tema.

Lamento que haja uma campanha contra os funcionários públicos e que as coisas não sejam discutidas desta forma, com seriedade e mais profundidade. Mas isto resulta do povo ser ainda muito inculto, logo pouco exigente e crítico. E como dizia o médico Manuel Laranjeira há cerca de 100 anos, o povo foi formatado para «obedecer e calar».

E é preciso ter cuidado com políticas de salários baixos.

Os jovens estão a emigrar em massa porque noutros países da zona euro paga-se muito mais. O país perderá os melhores quadros e isso terá os seus reflexos nas próximas décadas.

A Monarquia Constitucional e as elites da época «expulsaram» para o Brasil. O Estado Novo «expulsou» para lá dos Pirinéus. Passos Coelho convida a «emigrar». Há um padrão e argumentos que justificam uma certa paixão de certas elites portuguesas pela emigração.
 
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