O Estado do País

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Matar para renascer. A roda da vida, o ciclo.

Destruir para reconstruir.

Associo essa frase às teorias neo-liberais para a economia. Não obstante o posso imenso poder de raciocínio e capacidade de mudar quase tudo o que nos rodeia o melhor para todos é a lei da selva. Os mais fortes sobreviverão. Daqui a uns tempos voltaremos a esterilizar/matar pobres e sem abrigo já que nada produzem nem são úteis.
 
Quanto ao declínio da religião também acho o mesmo. Gradualmente enfraquecerá e religiosos serão "perseguidos" pelos descrentes (inversão de papéis). Até o próprio Papa (passado cinzento na ditadura e é Jesuíta - ordem sedenta de poder e riquezas) já começa a dizer que "a salvação vem de obedecer à consciência", sendo que isto está errado pela concepção cristã.
 
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Associo essa frase às teorias neo-liberais para a economia. Não obstante o posso imenso poder de raciocínio e capacidade de mudar quase tudo o que nos rodeia o melhor para todos é a lei da selva. Os mais fortes sobreviverão. Daqui a uns tempos voltaremos a esterilizar/matar pobres e sem abrigo já que nada produzem nem são úteis.

Também não é esse o significado.

O Carl Jung era demasiado elevado para falar de coisas mundanas como dinheiro e comércio, e teorias para a economia. Consta também que não gostava muito d judeus.
 
Quanto ao declínio da religião também acho o mesmo. Gradualmente enfraquecerá e religiosos serão "perseguidos" pelos descrentes (inversão de papéis). Até o próprio Papa (passado cinzento na ditadura e é Jesuíta - ordem sedenta de poder e riquezas) já começa a dizer que "a salvação vem de obedecer à consciência", sendo que isto está errado pela concepção cristã.

Ora já Aristóteles dizia, «Sê dono da tua vontade e escravo da tua consciência». Acho que as palavras eram estas. Fernando Pessoa disse o mesmo por outras palavras.
 
Lá está, as pessoas (alguns católicos) defendem uma contradição e eu acho que nem se apercebem. A igreja defende a palavra de Deus, e esta, supostamente é intemporal. Mas as pessoas querem "modernizá-la", o que não faz lá muito sentido. Ao mudar as regras de igreja muda-se a palavra. Se muda-se a palavra muda-se Deus.
 
Muitos trabalhadores não tem culpa, sindicatos alguma. Não deves fazer a mínima ideia do que são certos sindicatos ligados a sectores como portos, construção naval, etc, são autênticas organizações mafiosas em que os de barriga cheia impõe as suas ideias e perseguem os não-alinhados.
Nos ENVC foi um regabofe para muitos, estas situações pantanosas interessam a muitos, políticos, empresas públicas (forças armadas também...), privadas, e pasme-se, até a sindicatos e alguns trabalhadores.

Como és de Viana, pergunta a quem conhece a realidade, muitos dias por ano passados na cavaqueira a coçar tomates, depois ir buscar o salário de mil, dois mil ou três mil euros por mês, multiplicado por centenas de pessoas. A viabilidade de tudo que se f*da, estava sempre disponível o Zé contribuinte para pagar o luxo. Espero que agora finalmente tenha acabado, entre verbas que despejámos nos estaleiros na última década e as indemnizações de agora, a conta já vai nos 300 milhões de €. Ora porra, faz as contas, isso daria meio milhão de euros a cada trabalhador... mais valia entregar logo o cheque do Zé contribuinte nesse valor a cada trabalhador. É assim tão difícil de perceber que este dinheiro nos sai dos bolsos, que é assim que temos empobrecido todos ? Que não é possível manter este tipo de coisas ?

Boas
Olha que o relatorio não fala nesses chorudos salarios dos trabalhadores, nem poe em causa os salarios individuais....
Culpa prinipalmente a gestão, agora quantos gestores havia?? quanto recebiam de salario cada um?
Possivelmente seriam tantos que abafou os valores salariais auferidos pelos 600 trabalhadores, e os salarios destes às tantas nem davam prejuizo;)
 
há muita gente a coçar...

« Desde 2012, o Tesouro pagou dívidas bancárias do Europarque no valor de 23,5 milhões de euros. Bancos executaram as garantias do Estado.

O "Correio da Manhã" escreve na sua edição de hoje que "a Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF) vai pagar este ano 5,1 milhões de euros de dívidas bancárias do Europarque, centro de congressos criado em meados da década de 90 por empresas, associações empresariais e bancos em Santa Maria da Feira. Como pagamento deste encargo, que consta no Orçamento do Estado para 2014, o total da dívida bancária do Europarque assumida pelo Estado, desde 2012, ascende a 23,5 milhões de euros. A AEP - Associação Empresarial de Portugal, diz que, depois de ter deixado de pagar os encargos da dívida do Europarque, "não tem condilções para continuar a responder pelas despesas que acarretam o funcionamento, a segurança e a preservação do Europarque".

Segundo o jornal, "o Estado assumiu o pagamento das dívidas bancárias do Europarque, na sequência de os bancos terem executado as garantias públicas dadas aos empréstimos bancários obtidos pelo Europarque. Os montantes das dívidas bancárias pagas pela DGTF são revelados no parecer do Tribunal de Contas sobre a Conta Geral do Estado de 2012".»

http://www.dn.pt/especiais/interior...pecial=Revistas de Imprensa&seccao=TV e MEDIA

Os sindicatos, os trabalhadores que se organizam...

«Muitos trabalhadores dos hipermercados Continente declararam por escrito que não aceitam o «banco» de horas, o que levou a empresa a situações extremas, como denunciou o CESP/CGTP-IN.

Desespero do Continente

O caso mais recente foi revelado esta segunda-feira (06/01) pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal: a directora do Continente do Vale das Flores, em Coimbra, «passou todo o dia», no sábado e no domingo, a chamar individualmente todos os trabalhadores que assinaram a recusa do «banco» de horas, pressionando-os para assinarem um documento a revogar a vontade manifestada.

O sindicato, que decidiu pedir a intervenção imediata da Autoridade para as Condições do Trabalho, aponta esta «enorme pressão» como uma das «situações extremas» verificadas na rede do Grupo Sonae. O motivo, para o CESP, é «o desespero da empresa perante a luta dos trabalhadores, que recusaram massivamente o banco de horas».

Outras ocorrências, no Algarve e na Grande Lisboa, tinham sido já reveladas na semana antes do Natal.

Na loja de Portimão, que tem 193 trabalhadores, a recusa foi assinada por 126. Entregues as declarações, o responsável dos Recursos Humanos chamou as chefias, pedindo-lhes que pressionassem os trabalhadores a rasgá-las. No dia 16 de Dezembro, em duas reuniões com o pessoal, o director do estabelecimento ameaçou que, se não voltassem com a palavra atrás, as relações laborais passariam a ser diferentes e terminaria qualquer tipo de diálogo.

No Continente de Alverca, relatou ainda o CESP, 21 trabalhadores que rejeitaram por escrito o «banco» de horas foram chamados por um dos responsáveis da loja, para este lhes dizer que a declaração não era válida, por ter sido usado o modelo do sindicato e não o da empresa (tese que o CESP considera abusiva, já que nada na lei a sustenta). Também em Alverca, «misteriosamente, a declaração assinada pelos trabalhadores, da noite para o dia, desapareceu do local onde tinha sido guardada».

No Barreiro, em Palmela, no Pinhal Novo e na Moita, os directores das lojas também chamaram os trabalhadores que declararam não aceitar o «banco» de horas, acusando-os de ingratidão e ameaçando que, se mantiverem essa vontade, haverá consequências nas relações futuras. No Barreiro, foi mesmo usada a expressão «estão na calha».

No Continente do Montijo, a chefe do departamento de frescos disse à delegada sindical que devia parar de recolher assinaturas e incentivar os trabalhadores a recusarem o «banco» de horas, chegando ao ponto de a declarar como trabalhadora que não presta para a secção, nem para a loja.

Na loja de Cascais, uma coordenadora de Recursos Humanos permitiu-se rasgar informação do CESP à frente dos trabalhadores. O CESP revelou ainda outros casos no Continente Arrábida (Vila Nova de Gaia) e no Continente Bom Dia da Prelada (Porto).

Mentira?

Enquanto dirigentes sindicais contactavam os trabalhadores do Continente de Palmela, o director da loja e o director de exploração estiveram presentes, «numa atitude intimidatória, procurando saber quais os trabalhadores que estava a assinar a declaração de recusa». Um dirigente sindical foi acusado de mentir aos trabalhadores, em particular sobre o pagamento do subsídio de alimentação em dias de descanso compensatório (após o trabalho suplementar para o «banco» de horas), o que levou o CESP a esclarecer que «não mente, o que diz é que o regulamento da empresa sobre o “banco” de horas é omisso».

Se o CESP anda a mentir, «como se compreende que o Continente esteja a utilizar todos os meios para tentar desmobilizar os trabalhadores, colocando no terreno, em todo o País, todos os responsáveis», questionava a direcção nacional do sindicato, no comunicado que divulgou a 17 de Dezembro.»
 
Os recursos do planeta não são suficientes para dar o nível de vida que temos no Ocidente a todos os habitantes do planeta.

Há um problema de população excessiva. É necessária uma Nova Ordem em que a Razão reine. O sistema de consumo desenfreado cairá por falta de recursos energéticos baratos.

A razão...tanto que se pode opinar sobre a razão.

Se eu tiver RAZÃO, nada mas mesmo nada me coíbe de espetar um balázio no indivíduo que tem opinião contrária à minha. Porque a RAZÃO É MINHA!

O reinado da razão é a mais obscena forma de pensamento humana. Porque cruel, porque contrária à natureza do sentir.

Se apenas a razão é a minha "tábua de mandamentos", voltemos já aos tempos pré-civilização.

A RAZÃO tem sido um feudo de gente que entende o mundo sob o seu prisma, sob a sua forma única de pensamento. O pensamento dos outros, se antagónico, está errado e como tal tem de ser mudado, a bem ou a mal, porque passível de "contaminar" os outros.

A idade da razão já se foi, estamos a evoluir, estamos a progredir.
Assim como incorporamos alguma da riqueza de quem partilhou a suas ideias, também partilhamos outras formas de pensar, de atuar, ao longo dos milénios.

A ideia de uma nova ordem é basicamente o ponto de partida para uma espécie de totalitarismo ideológico. Ou se faz parte ou se está fora. Quem está dentro sente-se na missão e no dever de ou converter ou eliminar os outros.
Chamem-lhe ditadura, chamem do que quiserem. Eu chamo-lhe uma regressão civilizacional...

Contrastando com a razão temos os princípios de uma sociedade aberta, de uma sociedade moderna, uma sociedade respeitadora.

Nesta, a religião tem o seu papel, não como epicentro nos processos de decisão, mas como conciliadora entre os que partilham das mesmas crenças.
O respeito tem de ser mútuo entre o crentes e os não crentes.
Já nos afastamos de tempos obscuros da religião, mas não na totalidade. Urge mudar muito do feudalismo ainda presente. Dar um cunho moderno mas balizado nos escritos da Bíblia que continuam, hoje como sempre, actuais. Não mudam apenas porque alguém quer, mesmo que seja o Papa (aliás o próprio papa Francisco tem dito o mesmo).
Convém perceber que a inquietação de vários sectores da nossa sociedade tem mesmo a ver com isto: a tradição religiosa encerra em si muitos vícios e muitas condutas erradas que, mais do simplesmente acabarem com a religião em si, pretendem é eliminar o que está mal, corrigir os séculos de abusos (de poder) e devolver às pessoas o que é delas, a convicção num Ser Superior.
Em Portugal não inventámos nada acerca disto, todos os povos acreditam de uma forma ou de outra no além, numa ou em várias divindades.

Tolos seremos de dissermos que os outros estão errados, que só "nós", ateus, donos da Razão, é que estamos certos.

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Lá está, as pessoas (alguns católicos) defendem uma contradição e eu acho que nem se apercebem. A igreja defende a palavra de Deus, e esta, supostamente é intemporal. Mas as pessoas querem "modernizá-la", o que não faz lá muito sentido. Ao mudar as regras de igreja muda-se a palavra. Se muda-se a palavra muda-se Deus.

Mudar as regras da Igreja não pressupõe mudar a Palavra.
As regras da Igreja são mutáveis, não a Palavra.
Como escrevi antes, a Bíblia contém a Palavra escrita. Não tem 2 sentidos... (para aqueles que pretendem a Bíblia mais fiel aos Escritos iniciais recomendo a Bíblia de Jerusalém, já que hoje em dia há muitas traduções com erros de sentido\tradução).
A simplicidade de processos é aquilo que defende o Papa Francisco. Não é isso que ele tem feito? Quebrar o protocolo, abandonar a postura de retórica, apelar à mudança de comportamentos dos Padres da Igreja?
A ostentação tem de acabar aos poucos, a estrutura fechada que encerra a Cúria Romana (que acredito tem muitos infiltrados ao longo dos séculos de grupos e ideologias contrárias à Cristã) tem de ser mudada.
 
Aristocrata, já era tempo das pessoas se libertarem da estupidez ideológica em que vivem. Confesso que a coisa que me mais enerva são os comunistas deste país, todos os dias colecciono postais do falhanço deles por todo o mundo. Repara que ainda ontem o Agreste falou de analfabetos "católicos" do antigo regime, ora o Salazar provavelmente fez a mais louca empreitada pública de alfabetização/educação da historia, em apenas uma década,entre 1940 e 1950, foram construídas 10 mil escolas primárias. Este tipo de coisas foram completamente apagadas da história oficial do nosso país.

Se há coisa completamente disfuncional numa democracia como a nossa, é termos quase 20% de votantes em totalitários comunistas.


Mas nos aos 30 houve dentro do Regime quem defendesse o analfabetismo. Depois da Segunda Guerra é que as coisas mudaram.
 
Mudar as regras da Igreja não pressupõe mudar a Palavra.
As regras da Igreja são mutáveis, não a Palavra.
Como escrevi antes, a Bíblia contém a Palavra escrita. Não tem 2 sentidos... (para aqueles que pretendem a Bíblia mais fiel aos Escritos iniciais recomendo a Bíblia de Jerusalém, já que hoje em dia há muitas traduções com erros de sentido\tradução).
A simplicidade de processos é aquilo que defende o Papa Francisco. Não é isso que ele tem feito? Quebrar o protocolo, abandonar a postura de retórica, apelar à mudança de comportamentos dos Padres da Igreja?
A ostentação tem de acabar aos poucos, a estrutura fechada que encerra a Cúria Romana (que acredito tem muitos infiltrados ao longo dos séculos de grupos e ideologias contrárias à Cristã) tem de ser mudada.[/QUOTE]

Erro meu. Queria escrever "preceitos" :D
 
Perspetiva interessante sobre o crescimento populacional (com implicação também para Portugal já que somos dos países mais envelhecidos do mundo). Algumas pessoas traçam um cenário catastrófico em que nos reproduziremos indefinidamente. Já outras (artigos abaixo) perspetivam a longo prazo um declínio dado os baixos índices de fertilidade.

http://www.slate.com/articles/techn...y_actually_start_declining_not_exploding.html

http://www.theguardian.com/commentisfree/2010/feb/05/europe-not-heading-for-population-collapse
 
Acusar o salazarismo de querer manter as pessoas ignorantes sem educação é um dos maiores mitos do comunismo da revolução pós-25 Abril. O projecto lançado por Salazar de construção de escolas nos anos 40 (7 mil escolas, 12 mil salas aulas) foi provavelmente o maior plano público de investimento em educação em Portugal até aos dias de hoje, foi uma empreitada colossal, as escolas chegaram até às mais pequenas aldeias.

:lol::lol::lol::lol:

A Maria Filomena Mónica que hoje anda ai por essas áreas libertárias estudou em tempos a escola do Estado Novo... além de destruir o pouco que a República tinha conseguido, o que se fez foi isto...

(...) As classes dominantes portuguesas queriam, não só trabalhadores dóceis, mas também trabalhadores felizes. Assim, de acordo com a doutrina oficial, a escola, para além de transmitir o amor ao trabalho, à disciplina e a ordem, deveria também inculcar nas massas trabalhadoras uma certa «alegria de viver» eminentemente católica e certamente muito útil.

A escola salazarista foi predominantemente usada como meio de fixação da população rural. Os políticos sabiam que o baixo nível de vida então prevalecente nos meios rurais faria que quase todos os indivíduos alfabetizados tentassem emigrar para as cidades. Esta a razão porque os cérebros infantis teriam daí em diante de ser submetidos quotidianamente a uma avalanche de frases retóricas sobre o «valor da agricultura». A terra era descrita como «mãe» e «maior amiga», a vida rural imaginada como um exercício de solidariedade e uma feliz sequência de rotinas simples e saudáveis que a cidade para sempre destruiria. A escola primária tinha portanto como função «contrariar a corrente de urbanismo que desvia da terra mãe aqueles que, num sonho de ambição, trocam a vida simples e feliz da aldeia pela vida da cidade, onde vêm estiolar-se e exercer lugares muitas vezes de ordem inferior». Não era esse evidentemente um ambiente propício ao florescimento de quaisquer ambições de mobilidade social. Sempre que estas ocorriam eram imediatamente esmagadas. O princípio educacional salazarista por excelência era o de que «saber ler, escrever e contar» bastava à maioria dos portugueses. Mas de acordo com alguns dos mais proeminentes ideólogos do Estado Novo, os programas anteriores não incluiam ou não tratavam adequadamente 2 assuntos indispensáveis: a religião e o imperialismo. Ambas as disciplinas foram rapidamente reintroduzidas no currículo. Em 1936, todas escolas primárias foram obrigadas a «colocar um crucifixo por detrás e por cima da cadeira do professor». Este ornamento devoto simbolizava supostamente toda uma nova ideologia e uma nova educação nas palavras do então ministro Carneiro Pacheco:

(O crucifixo colocado por detrás e por cima da cadeira do professor) constituia a grande bandeira de uma civilização que enobrece a pessoa humana contra o comunismo.

http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223893193S7zFS6ak5Ee77TD7.pdf
 
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