O Estado do País

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Uma coisa que vejo mais neste país, é a falta de moral e a falta de valores que a sociedade portuguesa tem vindo a construir nos últimos anos. Os casos de violência doméstica tem sido gritantes neste país, lá diz o ditado briga entre marido e mulher não se mete colher que ditado popular mais parvo e estúpido. Quantas mulheres não são assassinadas às mãos de gente sem valores, sem escrúpulos? Ainda ontem, veio no CM uma notícia aqui de Olhão, sobre uma mulher que foi agredida e violada durante 4 anos, será que não houve ninguém que tivesse a coragem de denunciar este acto selvagem.

Nem os animais devem ser tratados assim, quanto mais as mulheres. Acho que Portugal está a ficar totalmente sem valores e sem moral. Isso sim, quer seja os políticos e a sociedade em geral deviam preocuparem-se mais com esta situação, porque muitas das queixas passam em claro e depois é o desfecho trágico que todos conhecemos.

3 mulheres mortas em 3 dias por violência doméstica, diz tudo...

Não vejo grande diferença entre a realidade portuguesa e a grande maioria dos outros países. Pelo contrário, existem imensos países omissos pelas questões de conflitos conjugais.
 
(...) As assistências hospitalares estão pela hora da morte, quem tem dinheiro tem quem não tem, apenas lhes resta a morfina. Nunca se assistiu de uma forma tão intensa ao "cada um por si" como hoje.
E a culpa é da esquerda.... Santa paciência :D:D
Da esquerda ou dos sindicatos :thumbsup:

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Ainda está na minha memória o redopio que Cavaco fez em inaugurações de hospitais privados, durante o seu primeiro mandato... mas nunca o vi a fazer semanas abertas em prol do SNS público.
 
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Voltando à questão do analfabetismo.

Vince tens toda a razão em relação ao plano de alfabetização dos anos 40 e 50, mas eu li textos de pessoas do Regime, dos anos 30, a favor do analfabetismo do povo. As citações estão naquele livro Os Donos de Portugal. Pelo menos parte do Regime nos anos 30 não foi grande defensor da alfabetização do povo.

Quanto à nossa economia, agora começa-se a fazer o que deveria ter sido feito após a Segunda Guerra. Ora vejamos.

Antes do 25 de Abril havia algumas boas empresas, como sucedia, por exemplo, na área da construção naval.

Contudo, em termos gerais, a maioria das empresas produziam com pouco valor acrescentado, para o mercado interno e para as colónias. Não tínhamos grandes marcas que fossem conhecidas no estrangeiro, ao contrário dos italianos, franceses, suícos, ingleses...

Os empresários portugueses eram avessos à inovação, gostavam de vender caro o que valia pouco, salários baixos, mercado protegido da concorrência internacional...

Agricultura moderna ao estilo do que já se fazia em Israel ou na Califórnia, União Soviética e mais tarde Espanha não havia por cá.

Com a entrada na EFTA as coisas melhoraram graças ao investimento estrangeiro, afinal éramos um país seguro, o Regime era estável, impostos baixos e salários baixos.

O PREC estragou o pouco que havia.

Antes do PREC o nosso PIB per capita era para aí metade do espanhol e metade do grego, ou seja, éramos mesmo e de longe a cauda da Europa. Não sei qual era então o PIB da Irlanda, mas em termos dos 4 grandes do Sul, Portugal estava mesmo no fim da lista.

No turismo o atraso era de décadas em relação aos gregos, franceses, espanhóis e italianos, apesar do Regime ter feito alguma coisa para que o Algarve se tornasse um destino de sol e mar, com a abertura do aeroporto Internacional em Faro e alguns projectos urbanísticos, como o projecto de Monte Gordo dos anos 40.

Nos anos 80 começa a vigorar a moda da agricultura nunca mais, indústria nunca mais, e depois do PREC vem outra avalanche de destruição e abandono do pouco que havia.

Entretanto dois sectores que já eram fortes e algo desmesurados no Estado Novo explodem, construção civil e obras públicas e comércio e serviços.

Nos anos 90 em vez de se formarem pessoas para uma reabilitação da agricultura e indústrias tradicionais formam-se licenciados que o país não precisa e que acabam por emigrar quando o mercado de trabalho satura.

Agora com a crise depois de rebentarem as bolhas do Estado, cimento e serviços já se começam a ver melhorias, que são extraordinárias em alguns sectores.

Recordo-me que há 10 anos não se via vinho português em Londres, além claro do vinho do Porto, mas havia com fartura vinho da África do Sul, do Chile ou da Califórnia, e também da Austrália.

Mas nada está garantido, um Ministro sugeriu que se exportassem pastéis de nata e foi gozado. Ora se os outros exportam chocolates, donuts ou muflins, por que não haveremos de exportar a nossa doçaria, que até é bem original à escala mundial?

As elites que comem do Regime são, hoje como no passado, preguiçosas, pouco inteligentes, corruptas. Querem rendas garantidas, pagas pelo povo via impostos e via monopólios e oligarquias. São avessas à mobilidade social e são hipócritas.

Contudo por outro lado ainda temos pessoas com iniciativa e força de vontade, inteligência e know-how em alguns sectores para levantar a economia. Há imensos produtos para dar a conhecer lá fora, para exportar. Devemos divulgar as mantas de Castelo Branco ou os tapetes de Arraiolos, as cerâmicas de Caldas da Rainha, os móveis do Norte, os doces conventuais, os produtos agrícolas, a nossa arquitectura tradicional. É preciso falar com artesãos que ainda saibam trabalhar a madeira ou os metais.

Com mais de 50 anos de atraso em relação ao Norte de Itália ou 30 em relação a Espanha estamos a começar algo...

Mas os portugueses não podem deixar que o poder político estrague tudo!
 
Acabou a água aí ?

Deixou de ser pública, paga-se mais com o mesmo serviço...

Voltando à questão do analfabetismo.

Vince tens toda a razão em relação ao plano de alfabetização dos anos 40 e 50, mas eu li textos de pessoas do Regime, dos anos 30, a favor do analfabetismo do povo. As citações estão naquele livro Os Donos de Portugal. Pelo menos parte do Regime nos anos 30 não foi grande defensor da alfabetização do povo.

Não poderemos entender por ensino apenas o aprender ler e escrever. O conhecimento faz-se pela refutação de teorias, pela pluralidade de ideias, pela construção teórica a partir de vários ângulos críticos. Pela liberdade de pensar e comunicar. É com o desenvolvimento destes tópicos que hoje nos situamos numa época de reflexividade continua, daí que o conhecimento em várias áreas têm-se desenvolvido a uma velocidade vertiginosa. Sem a democracia nada disto seria possível, seria impossível se questionarem certos dogmas. No entanto este governo parece tentar "tolher" alguns progressos já feitos....
 
Piruetas da realidade, é tão bom palrar quando se é oposição. E agora Tozé, vais escrever mais uma carta ?

Vai pedir ao Camilo Lourenço ajuda para lidar com as "pressões" de fora e os lobbys.

Ou entrega de vez o pedido de militância na Carlyle do Moedas e tenta chegar a um gabinete qualquer da Sachs.

É tão bom quando as coisas são clarificadas e se percebe de uma vez por todas quem vota a favor dos salários e do trabalho e quem é que os pretende destruir.
 
Alguém viu esta reportagem da RTPMadeira sobre mais um esquema piramidal? Marketing multi-nivel o raio que os parta! Como é possível isto ainda não ter sido encerrado?

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=710503&tm=6&layout=122&visual=61

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=96780

yup esse tipo de esquemas vão e voltam são como os borlões mudam de roupa e cortam a barba mas é sempre o mesmo esquema, tems de entrar com dinheiro e tentar meter mais gente até que a bolha rebenta e os ultimos entrar ficam a arder , já ouvi um que mete apostas contra os casinos mas não conheço detalhes so sei que estes esquemas rebentam quando deixa de entrar mais gente
 
http://noticias.sapo.pt/nacional/ar...767-mil-milhoes-de-euros-estudo_17183624.html

767 mil milhões de euros.... peanuts :lmao: Mas o Draghi lá dirá que a banca está cada vez mais forte (na notícia original há mais e melhor informação)

http://www.bloomberg.com/news/2014-...1-trillion-gap-before-review-study-shows.html

Eles já avisam:

[The authors see particularly high risks among German state-owned banks, or Landesbanken. “Germany has many government-owned institutions that may require capital issuances and/or bail-ins,” they wrote.]

“Our results suggest that with common equity issuance and haircuts on subordinated creditors, it should be possible to deal with many banks’ capital needs,” the authors wrote. “Some will, however, require public backstops, especially if bail-ins are difficult to implement without imposing losses on bondholders, who may themselves be other banks and systemically important financial institutions.”
 
Embora eu tenha «topado» bem a personalidade daquele cujo nome não pode ser dito, quando tirou o tapete a Manuela Ferreira Leite para chegar a onde queria, os meses recentes demonstraram-me o quão pernicioso pode ser para Portugal. Repito aquilo que escrevi em posts anteriores. Sócrates é mitómano e megalómano, mas é mais humano, menos cínico, menos maquiavélico. E repito: há um passado escondido. Por que motivo se escrutinou até à exaustão Sócrates e não se escrutinam os passados de membros do Governo? Que interesses protegem quem está agora no poder? Que interesses são esses que não descansaram enquanto não tiraram o PS do poder?

Deixo ainda aqui uma excelente entrevista:

http://sicnoticias.sapo.pt/programa...-monteiro-antigo-lider-do-cds-no-jornal-das-9
 
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Embora eu tenha «topado» bem a personalidade daquele cujo nome não pode ser dito, quando tirou o tapete a Manuela Ferreira Leite para chegar a onde queria, os meses recentes demonstraram-me o quão pernicioso pode ser para Portugal. Repito aquilo que escrevi em posts anteriores. Sócrates é mitómano e megalómano, mas é mais humano, menos cínico, menos maquiavélico. E repito: há um passado escondido. Por que motivo se escrutinou até à exaustão Sócrates e não se escrutinam os passados de membros do Governo? Que interesses protegem quem está agora no poder? Que interesses são esses que não descansaram enquanto não tiraram o PS do poder?

Deixo ainda aqui uma excelente entrevista:

http://sicnoticias.sapo.pt/programa...-monteiro-antigo-lider-do-cds-no-jornal-das-9

muito boa entrevista,muitas coisas chocantes foram ditas , sem duvida que não há etica na classe politica que nos governa
 
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