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país de sonho exemplo mundial a nível de educação até os sem-abrigo são licenciados

Cerca de 5% dos sem-abrigo de Lisboa têm um curso superior

João Ruela Ribeiro

12/02/2014 - 11:35

Santa Casa traçou o perfil da população de sem-abrigo da capital e descobriu pessoas a viver nas ruas há mais de vinte anos, com filhos, diplomas universitários, portugueses e estrangeiros. Há 852 pessoas nesta situação e a maior parte é sem-abrigo há menos de um ano.
Lisboa tem mais de 800 sem-abrigo Enric Vives-Rubio

Oitocentas pessoas para contar, um por um, os sem-abrigo de Lisboa

São homens, em idade activa, com filhos, solteiros e portugueses. É este o perfil dos sem-abrigo de Lisboa, de acordo com o levantamento feito pela Santa Casa da Misericórdia e revelado esta quarta-feira.

Numa contagem feita na noite de 12 de Dezembro e que envolveu centenas de voluntários, contabilizaram-se 852 sem-abrigo em Lisboa, dos quais 509 vivem nas ruas e 343 passam as noites em Centros de Acolhimento.

Os inquéritos foram realizados ao longo de vários meses em que as equipas do programa InterSituações da SCML contactaram 649 sem-abrigo e conseguiram obter 454 respostas.

A grande maioria é homem (87%) e tem entre 35 e 54 anos (48%). Em segundo lugar, o escalão etário mais representativo é o dos 55-64 anos (20%). A pessoa inquirida mais nova tem 16 anos e a mais velha tem 85 anos.

Mais de metade (54,2%) diz ter filhos, com os quais 36,2% não mantém qualquer contacto. Apenas 13,8% dizem ter um contacto quase diário com os filhos mas, no total, a maioria (66,8%) diz interagir frequentemente com outros membros da família. A SCML sublinha que este pode ser “o meio para combater a situação de ruptura em que [os sem-abrigo] se encontram”.

Na sua maioria são solteiros (44,5%) e têm nacionalidade portuguesa (58,4%). Há 65 pessoas nacionais de outros países da União Europeia. O estudo afirma que “entre os estrangeiros, alguns desejam apenas um bilhete que lhes permita regressar à terra natal”.

Um terço nas ruas há menos de um ano
Quase um terço (30,6%) está na rua há menos de um ano, 17% estão nesta situação num período entre um e três anos e 15% entre três e seis anos. Há 23 pessoas que estão nas ruas há mais de vinte anos e foi encontrada uma pessoa nesta situação há já 40 anos.

Tirando aqueles traços principais, a população de sem-abrigo da capital é bastante heterogénea. Um terço concluiu o ensino secundário, técnico ou superior, enquanto 20 (4,6%) dos sem-abrigo possuem um diploma universitário e 7,7% não sabem ler nem escrever.

Quase metade (45,2%) afirma ter problemas de saúde mas a grande maioria “não frequenta regularmente o médico ou outras entidades promotoras de saúde”, lê-se no estudo. Apenas 5% dizem ter tido algum apoio clínico.

O inquérito mostrou ainda que apenas 15,4% “revelaram sinais de desorganização mental” e quase metade (48,5%) diz nunca ter tido problemas de alcoolismo. Apenas uma minoria (8,8%) afirma ter tido problemas de abusos de drogas, enquanto 63,9% dizem nunca ter consumido “aditivos de substâncias psicoactivas”.

Os Centros de Acolhimento Nocturno são solicitados apenas por 36,3%. A maioria critica o elevado número de pessoas nestes locais e o facto de abrirem apenas às nove horas da manhã, quando a maior parte se levanta entre as quatro e as sete.

A grande maioria (71,8%) não tem qualquer fonte de rendimento e 68,9% recebe apoio alimentar.

Foi nas freguesias de Santa Maria Maior e do Parque das Nações que foram encontrados o maior número de pessoas (83), seguidas de Santo António (64), durante a contagem do dia 12 de Dezembro.

A Santa Casa aconselha os organismos públicos e privados a “concertar estratégias para mudar o paradigma de intervenção junto dos sem-abrigo, evoluindo da assistência para a reintegração social”. Esta tarde, a SCML vai revelar as estratégias para combater a exclusão face a estes dados, que nesta fase apenas se vão dirigir a Lisboa.

756843
http://www.publico.pt/sociedade/noti...perior-1623375
 
CP leva dinheiro por bagagens nos suburbanos do Porto

É uma medida apenas para a região do Porto. A CP está a cobrar, desde o dia 1 de fevereiro, 50 cêntimos por cada bagagem transportada nos comboios suburbanos do Porto. A empresa alega que é uma medida "experimental e temporária".

CP leva dinheiro por bagagens nos suburbanos do Porto

O pagamento dos 50 cêntimos aplica-se a volumes com mais de 30 por 10 centímetros ou que excedam os 60 centímetros de largura. A taxa é aplicada a bordo, junto do revisor, que emitirá o respetivo de recibo. Apenas não pagam "computadores portáteis, malas de mão e similares".

Segundo a CP, a medida aplica-se experimentalmente nos suburbanos do Porto devido a "várias reclamações" sobre "situações frequentes de transporte excessivo de babagens pelos clientes".

JN
 
Até era capaz de discutir a medida. Os suburbanos não costumam ter muito espaço para arrumações e eu já vi pessoal a entrar com pranchas de surf.

Penso que isto se destina a apanhar objectos indivisíveis de grandes dimensões e não a bagagem de mão ou malas.
 
Grécia: Taxa de desemprego atinge os 28%

Atenas – A taxa de desemprego na Grécia atingiu um novo máximo histórico em Novembro do ano passado, fixando-se nos 28%, revelou esta quinta-feira, 13 de Fevereiro, o Instituto Nacional de Estatística do país helénico (Elstat).

Segundo o Elstat, em Novembro a taxa de desemprego ajustada fixou-se nos 28%, um aumento em 0,3 pontos percentuais face ao mês anterior e de 1,7% em termos homólogos.

No final de 2013, cerca de 1,38 milhões de pessoas em idade activa estavam desempregadas na Grécia, face aos 3,55 milhões de empregados e 3,38 milhões de inactivos.

Os jovens continuam a ser os mais afectados por esta situação, com 61,4% dos cidadãos entre os 15 e os 24 anos sem acesso ao mercado de trabalho. O desemprego afecta mais as mulheres (32,2%) do que os homens (24,9%).

Em Setembro de 2008, no inicio da crise financeira, a taxa de desemprego no país helénico era de 7,5%.

A Grécia e a Espanha possuem os níveis de desemprego mais elevados da Zona Euro.

Fonte: Jornaldigital

A notícia não é nenhuma novidade, mas agora começamos a sentir a diferença entre um país caótico (administrativamente) e sem rumo definido.
O futuro não continua pouco ou nada risonho e dentro de pouco tempo (se já não será) um país com um PIB inferior ao nosso apesar de ainda ser superior em pessoas residentes.
 
Fonte: Jornaldigital

A notícia não é nenhuma novidade, mas agora começamos a sentir a diferença entre um país caótico (administrativamente) e sem rumo definido.
O futuro não continua pouco ou nada risonho e dentro de pouco tempo (se já não será) um país com um PIB inferior ao nosso apesar de ainda ser superior em pessoas residentes.

A Grécia desde o ano passado é (des)considerada como país emergente. Daqui a uns tempos ainda vai ser considerada 3º mundo. Para lá parece encaminhar-se.

http://www.cnbc.com/id/101228039
 
Nada disso.

Tu colocaste um "slogan".

Esse "slogan" (Greece’s emerging market status: Good news really?) dá como não novidade a Grécia num país emergente. Sensacionalismo puro.
Vejamos o resto da redacção.

Cheira a Correio da Manhã.

Pelo contrário. O slogan até faz sentido quando enquadrado na forma como os países europeus vêem a Grécia. Uma cambada de preguiçosos, gastadores e que fogem ao fisco. Se viste bem, eu escrevi (des)considerada em tom (acho eu ou pelo menos tinha esse intuito) sarcástico.
 
O referendo aprovou as quotas de emigrantes. Espero que a UE faça valer o seu peso e destrua a economia suiça que é basicamente um paraíso fiscal.

Não quero entrar no conteúdo do referendo nem no seu resultado (isso seria uma boa discussão).

A Suiça demonstrou mais uma vez ser um país democrático a que até os restantes países europeus não conseguem acompanhar.
Um país multi-cultural, civilizado e sem receio de pressões externas.
:palmas:
 
O que se passou na Grécia foi mesmo uma desgraça, eu conheço gregos e já namorei uma grega cipriota, são pessoas que em geral têm mais educação e formação que os portugueses.

Quando ocorreu o 25 de Abril a Grécia era bem mais rica que Portugal, e antes da crise também tinha um PIB mais elevado. Os gregos tinham um dívida privada muito mais baixa que a nossa, e maior taxa de poupanças.

Quanto a serem mais corruptos que nós... também é algo de que duvido, parece-me sim que aqui a corrupção é de «brandos costumes», mais encapotada.

A Grécia país emergente? Têm 1 milhão de imigrantes a fazer o que os gregos não querem...
 
Em entrevista à rádio Antena1, o general Garcia Leandro, antigo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade e Terrorismo (OSCOT), afirma que o Governo está a gerir mal as Forças Armadas, muito porque o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar Branco, “falha em tudo”.

Isso mesmo admitiu o próprio governante ao general Garcia Leandro quando assumiu a tutela da Defesa. “No primeiro contacto, ele [Aguiar-Branco] disse-me, no dia 28 de outubro de 2011, ‘sabe isto está muito difícil para mim porque se fosse ministro da Justiça era mais fácil, agora isto [a Defesa] é uma coisa que não conheço, não faço a mínima ideia. Aqui [na Defesa] são as pessoas que vêm falar comigo e que me dizem o que tenho a fazer, portanto estou um bocadinho com os pés no ar’”.

“’Mas ao mesmo tempo é muito bom porque, não percebendo nada disto, tenho mais capacidade para fazer reformas’”
, relata o ex-presidente do OSCOT aos microfones da Antena1, referindo que a afirmação do ministro “não merece comentários”.

O general Garcia Leandro revela-se também muito crítico da ação do Governo de coligação PSD/CDS, sustentando que, “neste momento, estamos governados por pessoas que têm muita pouca experiência do Estado, muitos jovens na sua maioria, muitos fizeram a sua vida só dentro da lógica dos partidos políticos e das suas juventudes e de repente cai-lhes ao colo o Estado”.

Algo que, prossegue, “eles [governantes] muitas vezes não conhecem o sistema internacional nem a sua evolução”. Pelo que, “depois, quando falam na reforma do Estado não sabem para que é nem a sabem fazer”, conclui o general Garcia Leandro, lembrando que a reforma do Estado “já foi anunciada há dois anos” mas “não são capazes de a fazer”.

“Penso que não se pode governar sem saber o que é o enquadramento internacional, sem saber o que é o Estado, sem saber para que serve o Estado, e no Estado para que servem as Forças Armadas e também de Segurança”, remata.

http://www.noticiasaominuto.com/pai...e-nao-conheco-confidenciou-ministro-da-defesa

A ser verdade, é mais um capítulo na história desta república das bananas.
 
VIVER DENTRO DAS NOSSAS IMPOSSIBILIDADES
O primeiro-ministro foi ao Tramagal dizer, e cito de cor, que "estamos a caminhar para viver dentro das nossas possibilidades". O uso do plural majestático é manifestamente irónico embora, decerto, as figuras da retórica clássica não devam ser o "forte" da formação intelectual de Passos Coelho. Quem o conhece bem, disse-me outro dia que o chefe do governo se "sente" como um evangelista de "igrejas" como a IURD (salvo o devido respeito) que, uma vez recolhido o dízimo junto dos suspeitos do costume, fica como que tomado por uma "visão" escatológica em relação à sua função de pastor milenar da pátria. Depois de ter conseguido, pelo menos na semântica, mudar o sintagma "acima das nossas possibilidades" para o "dentro" delas, Passos com certeza quer significar por "dentro das nossas possibilidades" coisas como "habituem-se a viver na nova normalidade". O que, para a maior parte das pessoas, quer dizer "habituem-se a viver com as vossas novas impossibilidades". O que é certo é que esta mistificação, mais "espiritual" que política, vai fazendo o seu caminho comunicacional - o único que interessa fazer - enquanto o mais próximo candidato a sucessor deste notável evangelista, A. J. Seguro, cercado por dentro e por fora, aparenta não conseguir sair dos caminhos na floresta em que tanto se enfiou como o enfiaram. Por exemplo, hoje os juros da dívida 10 anos andam pelos 5%, o ministro da Defesa Nacional terá confessado a um general não entender "nada" de Defesa, o glorioso perdão fiscal do final do ano terá "custado" quase 500 milhões de euros em juros, coimas e derivados, os ajustes directos de 2013 terão ficado na orla do 2 mil milhões de euros, os famosos submarinos, em 300 milhões, o arbítrio da "avaliação do desempenho" passa a poder despedir democrático-cristã-livremente, mas um pensionista que receba três dígitos líquidos de rendimento já não tem dinheiro a meio do mês para poder "viver dentro das suas possibilidades"? As "novas impossibilidades" existem porque subsistem "velhas possibilidades" do tipo das indicadas que escapam ao vocabulário da promessa da felicidade "empresarial" que não entra no plural majestático do primeiro-ministro. Talvez a escultora do regime, a grande navegadora de cacilheiros Vasconcelos, consiga traduzir este "desígnio" original para os quarenta anos do "25 de Abril". Quem, melhor do que ela, poderia representar as nossas novas impossiblidades?


http://portugaldospequeninos.blogs.sapo.pt/
 
Pedro Passos Coelho defendeu hoje o critério de avaliação de desempenho em casos de despedimento por extinção do posto de trabalho, fazendo uso da sua experiência de gestão em empresas privadas.

“Eu como gestor sempre me dei bem com a avaliação de desempenho”, afirmou esta manhã o primeiro-ministro, numa resposta ao Bloco de Esquerda durante o debate quinzenal com o Governo na Assembleia da República. “Em várias empresas que administrei, a avaliação de desempenho foi sempre um critério objectivo para melhorar resultados e poupar nos resultados de exploração.”

Passos Coelho acrescentou ainda que as empresas portuguesas que “pretendam ser mais produtivas” possam também passar a utilizar processos de avaliação de desempenho.

A intervenção serviu como resposta a Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, que questionou o Executivo sobre o número de empresas em Portugal que tem instalados mecanismos de avaliação de desempenho, argumentando que a maioria dos despedimentos acabarão por ser executados sob o terceiro critério: despedir o trabalhador que tem o salário mais elevado.

http://www.jornaldenegocios.pt/econ...me_dei_bem_com_a_avaliacao_de_desempenho.html

Se o "grande líder" assim o diz :uau:
 
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