O Estado do País

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O Estado pode cortar no Estado paralelo. Fundações, caridadezinha da Igreja e das Misericórdias, colégios privados: aí estão certamente mais de dois mil milhões para cortar.

Revelam relatórios da fundação do ex-presidente da república
Sócrates dá 600 mil euros a Soares em plena crise

Governo Sócrates foi o principal financiador da Fundação Mário Soares.

Fonte: CM

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O Estado pode cortar no Estado paralelo. Fundações, caridadezinha da Igreja e das Misericórdias, colégios privados: aí estão certamente mais de dois mil milhões para cortar.

Ainda não percebi porque raio o Estado financia o ensino privado ... é daquelas coisas que não fazem sentido nenhum.
Apenas meninos ricos e pais que acham que ensino privado é melhor porque não existe "misturas", ou seja, os filhos não são desacaminhados ... e então pagam não sei quanto por mês, para os filhos estudarem lá, recebem um belo bolo dos pais e depois ainda mais um belo bolo do Estado.
É ridículo !

Penso que está ao nivel de estarmos em crise, com mais pessoas a passarem a fome, e a banca a ser recapitalizada. Lindo !!

PS: Mas o Socrates não tinha acabado com o financiamento destes ?
 
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O PCP deve estar a festejar :lol:

Kim Jong-un venceu as eleições parlamentares por unanimidade depois de todas as pessoas do eleitorado terem ido às urnas. O líder norte coreano anunciou a vitória esta manhã no distrito simbólico de Mount Paektu, uma montanha vulcânica perto da fronteira.

Em vez de uma escolha democrática entre candidatos, as eleições na Coreia do Norte dão às pessoas uma oportunidade de aprovar superficialmente os políticos pré-selecionados pelo Partido. Cada boletim de voto tem apenas um nome com as opções "sim" ou não".

No anúncio da vitória, a agência de comunicação do Estado norte Coreano declarou: "Esta é uma expressão do apoio absoluto e profunda confiança que todo o povo deposita no líder supremo Kim Jong-un, permanecendo determinadamente leal para com ele."

Este foi o primeiro "teste" à autoridade de Kim Jong-un desde que o líder chegou ao poder. As eleições são feitas de cinco em cinco anos com um nível de participação habitual de 99%.

As eleições são um evento, uma celebração de que poucos conseguem ser dispensados. Na prática, esta é uma poderosa ferramenta do governo para controlar um potencial movimento ou dissidência por parte da população.

As autoridades revêem os dados pessoais dos eleitores que não se deslocaram às urnas para recolher informações sobre atividades potencialmente suspeitas - aqueles que se abstiveram podem ser desertores das forças militares ou trabalhadores que fugiram para a China em busca de uma vida melhor.

http://visao.sapo.pt/kim-jong-un-reeleito-com-cem-por-cento-dos-votos=f772740
 
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Lá para maio, se tudo correr bem, estará na casa dos 3%
 
“O PS nunca utilizou a palavra ‘reestruturação’ da dívida”, referiu ao Jornal de Negócios o assessor do Secretário Geral e Membro da Comissão Política e Económica do PS, Óscar Gaspar.

As palavras surgem de o partido ‘rosa’ ter aceitado, com alguma cautela, o manifesto que junta 70 personalidades com vista à restruturação da dívida.

Prova disso é a “reestruturação responsável” defendida pelos socialistas, como referiu o conselheiro de António José Seguro.

Ainda assim, apoiam uma renegociação das condições dos empréstimos da União Europeia e uma mutualização parcial da dívida pública na Zona Euro.

“O PS tem plena consciência do problema da dívida pública, que se tem agravado fortemente nos últimos anos, e por isso defende uma renegociação das condições associadas ao empréstimos, como aliás já aconteceu, nomeadamente a extensão de maturidades, que deveria ter ido mais longe, e uma redução adicional dos juros pagos”, explicou Óscar Gaspar.

Além disso, “defendemos também um fundo de redenção, como o proposto pelos cinco sábios alemães, que avança com a mutualização de dívida acima dos 60%”, rematou.

O manifesto em causa será oficialmente publicado amanhã.

http://www.noticiasaominuto.com/politica/186898/ps-aceita-manifesto-mas-com-cautela

Se renegociar não é reestruturar então o que é? :rolleyes:

Birras estúpidas usando sinónimos que no fim do dia significam exatamente a mesma coisa. O que é que significa "reestruturação responsável"?

Já João Galamba admitiu (o tal que dizia que a dívida não é para pagar):

O PS teria evitado o aumento de impostos?
Respondo de outra maneira: se o PS fosse encostado à parede e se chegasse à conclusão de que não havia maneira e que teria mesmo de fazer um pacote de austeridade de x milhões de euros, entre corte na despesa e aumento de impostos, pessoalmente, preferia sempre o aumento de impostos.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO321393.html?page=0

É curioso como ele evita responder "Não" diretamente. Ao invés dá uma resposta super longa que basicamente contém a mesma conclusão.

Acham mesmo que há diferença entre os partidos?
 
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O primeiro-ministro criticou duramente esta terça-feira os subscritores do manifesto que pede a reestruturação da dívida. "Se eu hoje quisesse pôr em causa o financiamento do país, subscreveria o manifesto", afirmou Passos Coelho, acrescentando que o documento "envia a mensagem errada aos que confiam no país".

No discurso com que inaugurou a nova sede da Policia Judiciária, o primeiro-ministro acusou os notáveis subscritores do documento, alguns do PSD, de "irrealismo" e de porem em causa financiamento do pais e também o Estado Social.

O manifesto, divulgado esta terça-feira pelo PÚBLICO, é subscrito por cerca de 70 personalidades de todos os quadrantes políticos, como Manuela Ferreira Leite e António Capucho, Adriano Moreira, Freitas do Amaral, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Manuela Arcanjo e João Cravinho, mas também Carvalho da Silva e Francisco Louçã.Mmas também há empresários, patrões, sindicalistas, académicos e constitucionalistas que defendem a chamada “reestruturação responsável da dívida”, condição sem a qual, dizem, continuará a imperar a política da austeridade pela austeridade e, sem a qual não será possível o crescimento e o emprego.

"Aqueles que querem realizar o irrealizável acabam por não ser justos nem oferecer segurança aos cidadãos, acabando por pôr em causa o Estado Social", atirou Passos Coelho, para quem os subscritores do documento mais não querem do que "negar a realidade".

O primeiro-ministro concretizou depois a ideia do irrealismo. "Nem sempre aquilo que consideramos ideal se pode concretizar da forma que cahamos mais fácil ou mais óbvia", avisou.

Para o chefe do Executivo, o manifesto mais não fazia que "passar uma mensagem errada para os credores". "A primeira coisa que deve fazer para preservar políticas públicas é garantir condições de financiamento dessas políticas", defendeu.

http://www.publico.pt/politica/noti...-porem-em-causa-financiamento-do-pais-1627843

Se formos a contar as vezes que a Grécia já reestruturou/renegociou (nem sei que termo devo escrever) a dívida e os juros continuam a descer, sendo que isto será novamente feito depois das eleições europeias (que novidade)...

E para comprovar:

Greek bond yields fell sharply on Wednesday after a media report said European Union officials were weighing extending the maturity of loans to Athens to 50 years.

Citing two officials with knowledge of the discussions, Bloomberg said the next bailout for Greece may include extending the maturity to 50 from 30 years, and cutting the interest rate on some previous aid.

An official close to Greece's debt negotiations with its international lenders had told Reuters as early as October that Greece may swap a big chunk of its bailout loans for a 50-year government bond as a way to achieve debt relief once it attains a primary budget surplus this year.

With a cut of Greece's nominal debt not an option, Greek and European Union officials have said some combination of at least three measures has been under examination to provide debt relief. These included lowering interest rates on existing loans, extending the maturities and pay-back schedule, and relief on financing EU structural funds.

Greek 10- and 30-year yields slid 30 basis points to 8.10 percent and 7.75 percent respectively, outpacing euro zone peers, including bonds issued by bailed-out Portugal.

http://www.reuters.com/article/2014/02/05/markets-bonds-euro-idUSL5N0LA3DC20140205

Mas os nossos dirigentes têm uma subserviência impressionante (e não é elogio).
 
O Parlamento Europeu rejeitou nesta terça-feira a proposta de nova legislação para a comercialização de sementes e outros materiais para reprodução vegetal apresentada pela Comissão Europeia.

Os eurodeputados requereram à Comissão que retirasse a proposta, mas perante a recusa desta em fazê-lo – que foi recebida com apupos no plenário – realizou-se a votação da polémica “lei das sementes”, que resultou num claro chumbo (650 votos contra, 15 a favor e 13 abstenções) em primeira leitura, o que significa que o tema será adiado para a próxima legislatura.

O chumbo justifica-se em parte por uma questão de “oportunidade política”, explicou ao PÚBLICO o eurodeputado Luís Capoulas Santos, membro da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural (AGRI). “Tendo em conta o conteúdo vasto e exigente desta matéria, entendemos que não existiam condições para fazer este debate, dado que o Parlamento vai fechar daqui a um mês”.

Outro dos motivos apresentados para a rejeição foi, adianta um comunicado de imprensa, “a criação de encargos administrativos desnecessários para os Estados-Membros e os agricultores” pela nova legislação. Os eurodeputados, sublinha o texto, consideram que as leis da União Europeia “devem encorajar a preservação da biodiversidade na agricultura”.

http://www.publico.pt/economia/noti...agadora-maioria-no-parlamento-europeu-1627908

Mau dia para as multinacionais. Elas tentarão novamente. O potencial astronómico da agricultura assim o ditará. Nestes assuntos o "mercado livre" não se aplica. Há que criar monopólios. Os neo-liberais assim o desejam.

Noutras notícias, o PPC deve estar irado com o Bruno Maçães que criticou a Alemanha.

O secretário de Estado português dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, defendeu nesta terça-feira em Berlim que a Alemanha precisa de realizar "muitas das reformas estruturais" que Portugal fez recentemente, para aumentar a competitividade ao nível dos serviços.

"Todos sabemos a força do sector industrial alemão", com empresas "extremamente competitivas nos mercados globais e extremamente inovadoras", mas o sector dos serviços "não é competitivo do mesmo modo", afirmou Bruno Maçães no encerramento do II Fórum Luso-Alemão, na capital alemã. "Parece-me claro que, sobretudo no sector dos serviços, há muitas reformas que a Alemanha precisa de fazer", defendeu, em declarações à Lusa.

O governante, que viveu na Alemanha durante quatro anos, apontou como exemplos "as barreiras à entrada de novos competidores, a resistência à concorrência, os obstáculos de regulação, a fraca produtividade de firmas de advogados e farmácias".

"Isso cria desequilíbrios na economia alemã e na economia europeia", afirmou Maçães à Lusa, que, na sua intervenção, salientou que este assunto não diz respeito apenas à Alemanha.

http://www.publico.pt/economia/noti...manha-precisa-de-reformas-estruturais-1627903

Será que por causa disso os juros vão subir? :lol:
 
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Artigo de opinião na SIC NOTÍCIAS
JOSÉ GOMES FERREIRA
11:08 12.03.2014

Carta a uma Geração Errada

Caros João Cravinho, Manuela Ferreira Leite, Bagão Félix, Ferro Rodrigues, Sevinate Pinto, Vitor Martins e demais subscritores do manifesto pela reestruturação da divida publica: Que tal deixarem para a geração seguinte a tarefa de resolver os problemas gravíssimos que vocês lhes deixaram? É que as vossas propostas já não resolvem, só agravam os problemas. Que tal darem lugar aos mais novos?


Vi, ouvi, li, e não queria acreditar. 70 das mais importantes personalidades do país, parte substancial da nossa elite, veio propor que se diga aos credores internacionais o seguinte:

– Desculpem lá qualquer coisinha mas nós não conseguimos pagar tudo o que vos devemos, não conseguimos sequer cumprir as condições que nós próprios assinámos, tanto em juros como em prazos de amortizações!

Permitam-me uma pergunta simples e direta: Vocês pensaram bem no momento e nas consequências da vossa proposta, feita a menos de dois meses do anúncio do modo de saída do programa de assistência internacional?

Imaginaram que, se os investidores internacionais levarem mesmo a sério a vossa proposta, poderão começar a duvidar da capacidade e da vontade de Portugal em honrar os seus compromissos e poderão voltar a exigir já nos próximos dias um prémio de risco muito mais elevado pela compra de nova dívida e pela posse das obrigações que já detêm?

Conseguem perceber que, na hipótese absurda de o Governo pedir agora uma reestruturação da nossa dívida, os juros no mercado secundário iriam aumentar imediatamente e deitar a perder mais de três anos de austeridade necessária e incontornável para recuperar a confiança dos investidores, obrigando, isso sim, a um novo programa de resgate e ainda a mais austeridade, precisamente aquilo que vocês dizem querer evitar?

Conseguem perceber que, mesmo na hipótese absurda de os credores oficiais internacionais FMI, BCE e Comissão Europeia aceitarem a proposta, só o fariam contra a aceitação de uma ainda mais dura condicionalidade, ainda mais austeridade?

Conseguem perceber que os credores externos, nomeadamente os alemães, iriam imediatamente responder – Porque é que não começam por vocês próprios?

Os vossos bancos não têm mais de 25 por cento da vossa dívida pública nos seus balanços, mais de 40 mil milhões de euros, e o vosso Fundo de Capitalização da Segurança Social não tem mais de 8 mil milhões de euros de obrigações do Tesouro? Peçam-lhes um perdão parcial de capital e de juros.

Conseguem perceber que, neste caso, os bancos portugueses ficariam à beira da falência e a Segurança Social ficaria descapitalizada?

Nenhum de vós, subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública, faria tal proposta se fosse Ministro das Finanças. E sobretudo não a faria neste delicadíssimo momento da vida financeira do país. Mesmo sendo uma proposta feita por cidadãos livres e independentes, pela sua projeção social poderá ter impacto externo e levar a uma degradação da perceção dos investidores, pela qual vos devemos responsabilizar desde já. Se isso acontecer, digo-vos que como cidadão contribuinte vou exigir publicamente que reparem o dano causado ao Estado.

Conseguem perceber porque é que o partido que pode ser Governo em breve, liderado por António José Seguro, reagiu dizendo apenas que se deve garantir uma gestão responsável da dívida pública e nunca falando de reestruturação?

Pergunto-vos também se não sabem que uma reestruturação de dívida pública não se pede, nunca se anuncia publicamente. Se é preciso fazer-se, faz-se. Discretamente, nos sóbrios gabinetes da alta finança internacional.

Aliás, vocês não sabem que Portugal já fez e continua a fazer uma reestruturação discreta da nossa dívida pública? Vitor Gaspar como ministro das Finanças e Maria Luis Albuquerque como Secretária de Estado do Tesouro negociaram com o BCE e a Comissão Europeia uma baixa das taxas de juro do dinheiro da assistência, de cerca de 5 por cento para 3,5 por cento. Negociaram a redistribuição das maturidades de 52 mil milhões de euros dos respetivos créditos para o período entre 2022 e 2035, quando os pagamentos estavam previstos para os anos entre 2015 e 2022, esse sim um calendário que era insustentável.

Ao mesmo tempo, juntamente com o IGCP dirigido por João Moreira Rato, negociaram com os credores privados Ofertas Públicas de Troca que consistem basicamente em convencê-los a receber o dinheiro mais tarde.

A isto chama-se um “light restructuring”, uma reestruturação suave e discreta da nossa dívida, que continua a ser feita mas nunca pode ser anunciada ao mundo como uma declaração de incapacidade de pagarmos as nossas responsabilidades.

Sabem que em consequência destas iniciativas, e sobretudo da correção dos défices do Estado, dos cortes de despesa pública, da correção das contas externas do país que já vai em quase 3 por cento do PIB, quase cinco mil milhões de euros de saldo positivo, os credores internacionais voltaram a acreditar em nós. De tal forma que os juros das obrigações do Tesouro a 10 anos no mercado secundário já estão abaixo dos 4,5 por cento.

Para os mais distraídos, este é o valor médio dos juros a pagar pela República desde que aderimos ao Euro em 1999. O valor factual já está abaixo. Basta consultar a série longa das Estatísticas do Banco de Portugal.

E sim, Eng. João Cravinho, é bom lembrar-lhe que a 1 de janeiro de 1999, a taxa das obrigações a 10 anos estava nos 3,9 por cento mas quando o seu Governo saiu, em Outubro desse ano, já estava nos 5,5 por cento, bem acima do valor atual.

É bom lembra-lhe que fazia parte de um Governo que decidiu a candidatura ao Euro 2004 com 10 estádios novos, quando a UEFA exigia só seis. E que decidiu lançar os ruinosos projetos de SCUT, sem custos para o utilizador, afinal tão caros para os contribuintes. O resultado aí está, a pesar na nossa dívida pública.

É bom lembrar aos subscritores do manifesto pela reestruturação da dívida pública que muitos de vós participaram nos Conselhos de Ministros que aumentaram objetivamente a dívida pública direta e indireta.

Foram corresponsáveis pela passagem dos cheques da nossa desgraça atual. Negócios de Estado ruinosos, negócios com privados que afinal eram da responsabilidade do contribuinte. O resultado aí está, a pesar direta e indiretamente nos nossos bolsos.

Sim, todos sabemos que quem pôs o acelerador da dívida pública no máximo foi José Sócrates, Teixeira dos Santos, Costa Pina, Mário Lino, Paulo Campos, Maria de Lurdes Rodrigues com as suas escolas de luxo que foram uma festa para a arquitetura e agora queimam as nossas finanças.

Mas em geral, todos foram responsáveis pela maneira errada de fazer política, de fazer negócios sem mercado, de misturar política com negócios, de garantir rendas para alguns em prejuízo de todos.

Sabem perfeitamente que em todas as crises de finanças públicas a única saída foi o Estado parar de fazer nova dívida e começar a pagar a que tinha sido acumulada. A única saída foi a austeridade.

Com o vosso manifesto, o que pretendem? Voltar a fazer negócios de Estado como até aqui? Voltar a um modelo de gastos públicos ruinosos com o dinheiro dos outros?

Porque é que em vez de dizerem que a dívida é impagável, agravando ainda mais a vida financeira das gerações seguintes, não ajudam a resolver os gravíssimos problemas que a economia e o Estado enfrentam e que o Governo não tem coragem nem vontade de resolver ao contrário do que diz aos portugueses?

Porque é que não contribuem para que se faça uma reforma profunda do Estado, no qual se continuam a gastar recursos que não temos para produzir bens e serviços inúteis, ou para muitos departamentos públicos não produzirem nada e ainda por cima impedirem os empresários de investir com burocracias economicamente criminosas?

Porque não canalizam as vossas energias para ajudar a uma mudança profunda de uma economia que protege setores inteiros da verdadeira concorrência prejudicando as famílias, as PME, as empresas exportadoras e todos os que querem produzir para substituir importações em condições de igualdade com outros empresários europeus?

Porque não combatem as práticas de uma banca que cobra os spreads e as comissões mais caros da Europa?

Um setor elétrico que recebe demais para não produzir eletricidade na produção clássica e para produzir em regime especial altamente subsidiado à custa de todos nós?

Um setor das telecomunicações que, apesar de parcialmente concorrencial, ainda cobra 20, 30 e até 40 por cento acima da média europeia em certos pacotes de serviços?

Porque não ajudam a cortar a sério nas rendas das PPP e da Energia? Nos autênticos passadouros de dinheiros públicos que são as listas de subvenções do Estado e de isenções fiscais a tudo o que é Fundações e Associações, algumas bem duvidosas?

Acham que tudo está bem nestes setores? Ou será que alguns de vós beneficiam direta ou indiretamente com a velha maneira de fazer negócios em Portugal e não querem mudar de atitude?

Estará a vossa iniciativa relacionada com alguns cortes nas vossas generosas pensões?

Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.

Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.

E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.

Caros subscritores do Manifesto para a reestruturação da dívida pública, desculpem a franqueza: a vossa geração está errada. Não agravem ainda mais os problemas que deixaram para a geração seguinte. Façam um favor ao país – não criem mais problemas. Deixem os mais novos trabalhar.

Essencialmente o JOSÉ GOMES FERREIRA disse aquilo QUE EU PENSO SOBRE O TEMA. Nem mais, nem menos...;)
 
Artigo de opinião na SIC NOTÍCIAS


Essencialmente o JOSÉ GOMES FERREIRA disse aquilo QUE EU PENSO SOBRE O TEMA. Nem mais, nem menos...;)

Concordo em absoluto! Os tais 70 assinantes são completamente atrasados mentais, querem continuar intocáveis parasitas do sistema. São como aqueles que pedem crédito para pagar juros que já não conseguem pagar, suicídio de loucura. Como sabem que daqui a 50anos já estão bem mortos, preocupam-se com viver melhor os próximos 10anos de vida!

O estado tem trocado dívida sempre que pode, pois os juros a 10 anos, estão aos níveis de 1999, desta forma pagamos menos. Mas o que os partidos da oposição preferem dizer é que o estado está a contrair mais dívida, enfim, a nossa oposição que se nega a sentar-se à mesa e pensar em reformas sérias para as próximas décadas, prefere andar a enganar velhinhos e atirar areia para os olhos! A restante oposição nem considero como oposição, são apenas organizadores de eventos de rua, deputados que ganham dinheiro e se sentem felizes com umas graçolas! Também queria um emprego assim.. :)

Até o Teixeira dos Santos já abriu os olhos, apesar de também significar descaramento!
 
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Pois no meu caso eu já estou a pagar IRS a 45 por cento, mais uma sobretaxa de 3,5 por cento, mais 11 por cento de Segurança Social, o que eleva o meu contributo para 59,5 por cento nominais e não me estou a queixar.

Sabem, a minha reforma já foi mais cortada que a vossa. Quando comecei a trabalhar, tinha uma expectativa de receber a primeira pensão no valor de mais de 90 por cento do último salário. Agora tenho uma certeza: a minha primeira pensão vai ser de 55 por cento do último salário.

E não me estou a queixar, todos temos de contribuir.

O JGF não anda atendo às notícias do seu próprio canal... não conhece as ilhas Saint Kitts and Nevis. Lá, não pagava nada e se calhar era vizinho da malta da Fundação Soares dos Santos.
 
Condolências do Presidente da República pela morte de D. José Policarpo

O Presidente da República enviou uma mensagem de condolências à Família do Cardeal-Patriarca Emérito de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo, bem como à Igreja Católica portuguesa.

É o seguinte o teor da mensagem de condolências do Presidente Aníbal Cavaco Silva:

“Portugal foi tristemente surpreendido pela notícia da morte do Cardeal-Patriarca Emérito de Lisboa, D. José da Cruz Policarpo.

Todos os Portugueses, crentes e não crentes, lamentam a perda de uma personalidade ímpar, que pela lucidez serena e pela luminosa inteligência da sua palavra constituiu, ao longo de décadas, uma das mais importantes referências éticas e espirituais da nossa sociedade.

Dedicou a sua vida à causa da Igreja, sendo um dos principais responsáveis pela concretização, no nosso País, da renovação eclesial iniciada pelo Concílio Ecuménico do Vaticano II. Dotado de uma profunda cultura humanística, autor de uma vastíssima obra, teve papel determinante na afirmação e consolidação da Universidade Católica Portuguesa, onde foi professor e, mais tarde, Reitor.

Norteou a sua presença na vida pública pelos ideais da tolerância, da autenticidade e da fidelidade aos valores em que acreditava, assumindo o serviço aos outros, em especial aos mais carenciados, com exemplar generosidade e admirável espírito de entrega.

À Família enlutada, e a toda a Igreja Católica de Portugal, apresento as minhas mais sentidas condolências.

Aníbal Cavaco Silva”

Cavaco fala pelos não crentes. Eu por mim dispenso saber quem é este José. E não estou interessado em garantir lugar no presépio. Estou mais preocupado com o homicida do sucateiro de Lagoa que está a monte.
 
HABEMUS MORTUM
Amen!


sobre o manifesto:
se a divida é impagavel para quê tantos sacrificios?
metade da divida(a que detem o BCE)devia ser renegociada
isso de hipotecar o futuro é de rir , o que está a acontecer agora é não haver futuro porque não há dinheiro para investimento e se não há investimento não há emprego nem desenvolvimento!
 
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