O Estado do País

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Quando a discussão devia ser como é que vamos suportar socialmente mais despedimentos na função pública, abriu-se a campanha eleitoral demagógica com o aumento do salário mínimo. E ainda há quem se disponha a ouvir quem anuncia aumentos de salários quando sempre os rejeitou quando foram propostos.
 
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Quando a discussão devia ser como é que vamos suportar socialmente mais despedimentos na função pública, abriu-se a campanha eleitoral demagógica com o aumento do salário mínimo. E ainda há quem se disponha a ouvir quem anuncia aumentos de salários quando sempre os rejeitou quando foram propostos.

Talvez seja das poucas vezes em que concordo contigo parcialmente aqui no fórum, mas algum dia haveria de ser :D .

Para mim um aumento do salário mínimo para 500 euros (ou até para os 515 que a CGTP diz, ou os 545 do BE) são, em qualquer uma das versões quase demagógicas, resumem-se a uma questão de guerra de números que é preciso manter. E a parte em que concordo contigo é que da parte do governo se começa a desenhar a guerra eleitoral (não são os únicos porém... da esquerda a direita isso é notório, se reparaste ainda ontem o Seguro dava aulas de colocação de voz quando falou do assunto subindo os décibeis de forma teatralmente colocada quando debitou os bordões mais marcantes do assunto em causa; sobre Jerónimo já não falo... o PCP sempre foi coerente, oposição desde o momento 0 deste governo, para o bem e para o mal honra lhes seja feita...).

Agora o salário mínimo era algo que devia ter sido estruturalmente avançado de há largos anos, com um plano bem definido de aumento anual, ou manutenção, face à evolução económica do país. Agora 500 ou 515, ou 506 ou 507... ajudará certamente quem está com corda ao pescoço. MAs ajudará assim tanto? E por outro lado (e aqui não concordarás comigo, mas deixarei à discussão), será que um valor fixo revisto não levará por si só à proliferação do valor em causa levando a um aumento daqueles que auferem do mesmo, à medida que novos postos de trabalho forem sendo criados (ou seja trabalho remunerado abaixo das qualificações pedidas)?

Acho que há mais para além do valor do salário mínimo... Mas de qualquer forma voltar à mesa de negociações, não será certamente tempo perdido (espera-se).
 
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A publicação dos procedimentos de aquisição de bens e serviços no portal Base dos contratos públicos é de cariz obrigatório. Ou, pelo menos, assim está estabelecido no Código dos Contratos Públicos.

Não obstante, avança a edição de hoje do jornal i, que analisou os contratos publicados naquela plataforma relativos ao primeiro trimestre do ano, são milhares as entidades do Estado que não cumprem esta prerrogativa.

E deste leque, desde logo saltam à vista os casos da Presidência da República e do Parlamento, por sinal, órgãos de soberania máxima do país.

Segundo reporta a mesma publicação, a Assembleia da República divulga os contratos na sua página oficial e publicou no portal Base seis contratos que remontam ao ano de 2008. Mas, desde aí, não procedeu a qualquer outra publicitação dos gastos que levou a cabo a nível da aquisição de bens e serviços. Já no que a Belém diz respeito, nunca foi publicado qualquer contrato no portal Base.

O i contactou a secretária-geral da Assembleia da República, bem como o porta-voz de Cavaco Silva, não tendo, porém, obtido resposta.

No período analisado pelo jornal, foram publicados 22.170 contratos, perfazendo um total de perto de 1,3 mil milhões de euros em encargos assumidos, o que se traduz num aumento de cerca de 135 milhões face aos primeiros três meses do ano passado.

Saliente-se que a lista de entidades públicas não cumpridoras do Código dos Contratos Públicos contempla também municípios, freguesias, institutos e empresas públicas, hospitais, inspeções-gerais e fundações.

http://www.noticiasaominuto.com/pai...esidencia-da-republica-oculta-compras-que-faz
 
Quando a discussão devia ser como é que vamos suportar socialmente mais despedimentos na função pública, abriu-se a campanha eleitoral demagógica com o aumento do salário mínimo. E ainda há quem se disponha a ouvir quem anuncia aumentos de salários quando sempre os rejeitou quando foram propostos.

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A teoria liberal é: as empresas aumentam os salários se quiserem. Indo mais fundo não devia existir nenhum limite mínimo.

A realidade é: 485 euros mensais estão abaixo do limiar de pobreza. Temos gente a trabalhar 8h por dia para nada, nenhuma satisfação pessoal porque não conseguem libertar rendimentos além das despesas básicas.
 
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Estava para pôr isto no tópico "O bom de Portugal" e dar-lhe o título de "A boa m**da de Portugal", mas achei melhor colocar aqui para não denegrir aquele bom tópico (este já está habituado a levar com muita coisa) :D

Portanto indo direito à m*... ao assunto. Acabei de ler esta notícia que me deixou bastante inquieto. Apesar de o título ser um pouco exagerado neste jornal, mas o conteúdo mesmo assim não foge muito.

Idoso paga 20 mil euros de coima por guardar milhafre real que salvou da morte

[...]

O idoso de Santa Comba Dão salvou o milhafre da morte, há 20 anos, mas a ave nunca conseguiu voltar a voar, apesar de ter via verde para o fazer, já que foi colocada numa gaiola sem porta. Uma lesão numa asa deixou os céus à distância de um sonho.

[...]

Mas o milhafre real é uma espécie em vias de extinção e a lei impede que seja adotado como animal de estimação.

Nunca foi essa a intenção de José Ferreira. Apenas quis ajudar o animal, que por ali ficou, como quem pede ajuda e companhia. Ou como quem agradece pelos cuidados prestados, já que o milhafre se apresentou muito maltratado, com uma asa ferida.

[...]

Até que uma denúncia anónima na GNR mudou o destino do milhafre real e deixou José Ferreira e a mulher privados da ave que já fazia parte da família.

Pior: deixou este casal de idosos, com uma pensão de miséria, de 250 euros, segundo o JN, a fazer contas à vida. É que a multa de 20 mil euros está muito longe do alcance do que podem pagar.

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas considera que José Ferreira “cometeu uma contraordenação muito grave”, que ao abrigo da lei é “punida com uma coima de 20 mil euros”, escreve o JN.

[...]

Mas este não é o único ‘crime’ deste idoso de Santa Comba Dão. Ao abrigar e manter em casa o milhafre real, violou a “Convenção de Proteção da Vida Selvagem e dos Habitats Naturais, punível com 249,39 euros”, acrescenta o mesmo jornal.

Notícia completa em: PTJornal

Este jornal baseou-se na notícia do JN que se encontra aqui
 
Estava para pôr isto no tópico "O bom de Portugal" e dar-lhe o título de "A boa m**da de Portugal", mas achei melhor colocar aqui para não denegrir aquele bom tópico (este já está habituado a levar com muita coisa) :D

Tramado esse assunto. Se por um lado ele fez boa ação, por outro não podem dar "folgas". Depois é um monte de velhotes "samaritanos" a "tratar" espécies em vias de extinção :lol:

Lá está, mas animais (também em vias de extinção) a levar porrada e a serem troféus em zoos não se paga multa. Enfim, há coisas difíceis de se explicar.
 
A teoria liberal é: as empresas aumentam os salários se quiserem. Indo mais fundo não devia existir nenhum limite mínimo.

A realidade é: 485 euros mensais estão abaixo do limiar de pobreza. Temos gente a trabalhar 8h por dia para nada, nenhuma satisfação pessoal porque não conseguem libertar rendimentos além das despesas básicas.

Em Portugal sim.

Também com tantos anos de socialismo só podia dar nisso, os 'empresários' (porque muitos não são dignos desse nome) só fazem alguma coisa quando são obrigados.
 
Juros a 5 anos em mínimos de 2005:

Taxa a cinco anos 2,596% (-0,048)
Os juros portugueses estão hoje a aliviar novamente, com a taxa a cinco anos a descer para o nível mais baixo desde 23 de Setembro de 2005. A possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) recomprar dívida na zona euro para travar os riscos de deflação e animar a economia está a incentivar a aposta dos investidores por dívida da periferia.
 
o nosso futuro vai ser o PETROLEO e o GAZ





Novos territórios marítimos estão na proposta – entregue nas Nações Unidas em 2009 – de extensão da plataforma continental portuguesa para lá das 200 milhas. Desde então, o país já pôde começar aí a exercer a sua soberania sobre o solo e subsolo marinhos.

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E as agencias de rating, o que esperam pra subir as classificações? Se é assim tão bom e verdadeiro... Devíamos voltar já para a classificação de 2005.
 
A escravatura dos tempos modernos
Imagine o leitor, sem muito esforço criativo necessário, que lê uma notícia de que foi encontrado um homem que, nesta era de democracia a jorros e liberdade para todos, era forçado a trabalhar para outro. Esse homem via-se também forçado a prescindir de cerca de 50% do seu salário a favor do seu dono. Com efeito, só começava a receber a partir de Junho. Era obrigado a cumprir um pacto, um contracto que nunca havia assinado, que o submetia às ordens e às vontades do seu dono. Estou plenamente convicto que, muito revoltado, condenaria a situação.

Imagine agora uma outra notícia que fala não de um homem a subjugar outro homem mas uma empresa ou corporação que faz precisamente o mesmo a outros homens. Só lhes paga cerca de ½ do salário que os trabalhadores definiram como sendo o valor justo. Os trabalhadores estão lá confinados, não tendo liberdade de a abandonar ou rejeitar. Mais. Essa mesma empresa impõem-se ao ponto de proibir que esses trabalhadores possam trabalhar noutras empresas, excepto se pelo valor que esta decretou. Novamente, a revolta seria previsível e justificável.

E, no entanto, se substituirmos o protagonista principal desta história pelo Estado tudo passa a ser permitido. É permitido que trabalhemos 6 meses do ano só para pagar o punhado do feudo ao suserano Estado. Estamos proibidos de estipular um valor abaixo daquilo que este decreta. Estamos sujeitos à ampla discricionariedade dos legisladores, dos burocratas e da panóplia de indivíduos cuja vida se resume a impor sobre a vida dos outros. É o “bem comum”, clamam.

O salário mínimo nacional é a evocação deste mesmo princípio — a submissão de vassalos a decretos dos suseranos. Também é permitir que alguns, os 10% dos trabalhadores assalariados que recebem 485€, possam receber um pouco mais, embora às custas dos que agora ficarão desempregados.

A escravatura não acabou. Mudou foi de rosto, de nome e de embalagem. É new age, parece bem, tem defensores, tem iguais senhores feudais, mas o princípio é o mesmo: um homem submetido à vontade arbitrária de outros homens.

http://networkedblogs.com/VPjzJ
 
A escravatura dos tempos modernos

Há algo nessas 2 histórias do texto que não bate bem, no nosso país, e que só podia ser escrito por um comuna qualquer: é que em Portugal, ninguém é obrigado a trabalhar. Por isso, deve eliminar-se do texto a parte que refere "ser obrigado a trabalhar para".
 
Por falar em comunas, hoje passaram na tv, alguns trechos de histórias da reforma agrária: então não é que quem ficou com parte das propriedades do dito patrão latifundiário, se veio queixar ao fim de 1 mês, que ainda não tinha recebido salário! Alguma coisa os comunas não explicaram bem ao povo de então: é que para além de trabalharem, tinham também de vender para ter algum proveito "salário"!
 
Sim, em Portugal não há escravatura em sitio nenhum, do mesmo modo que no Brasil, todos vivem em grandes vivendas, e rodeados do bem e do melhor, como é vendida a banha das cobras das novelas brasileiras.

Apenas um liberal que sempre viveu do bem e do melhor e que acha que a vida é uma novela é que pode achar isso .....

Ninguém é obrigado a trabalhar, apenas são obrigados a comer ....

Certamente também deves ser daqueles que diz que não se deve aumentar o salário minimo, que os coitadinhos dos patrões não podem pagar.

Aliás deve haver no minimo umas 5000 empresas falidas dado que não apresentaram qualquer fatura ao fisco no ano de 2013 !
 
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