O Estado do País

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A garantia foi dada por uma fonte próxima de S. Bento ao semanário Sol: Passos Coelho não vai fazer remodelações no Executivo até ao final do ano. Isto não implica, no entanto, que não haja novidades da parte da coligação. Paulo Portas deverá mesmo sair em 2015 e não tem vontade de ser candidato às legislativas.

“Se há rumores de remodelação, não têm qualquer fundamento”, explica a mesma fonte. Em causa estará a incerteza sobre eventuais medidas, como é o caso da Contribuição Extraordinária de Solidariedade, que poderão vir a ser consideradas inconstitucionais.

O ‘verão’ pode ser ‘quente’ para os lados do Palácio Ratton e com as dúvidas em torno da liderança no PS, em que não se sabe se será Segurou ou António Costa a liderar os socialistas nas legislativas, Passos Coelho preferirá apostara na estabilidade no Executivo, pelo menos este ano.

Já em 2015 começa a perfilar-se a ‘saída de cena’ de Paulo Portas. O líder do CDS, segundo o Sol, não deverá ir a votos nas legislativas do próximo ano. No seio do segundo partido da coligação governamental as dúvidas são, no entanto, ainda muitas, já que não se sabe quem poderá posicionar-se como substituto, num eventual afastamento do líder, nem tão pouco se o CDS irá a votos coligado com o PSD ou se prefere ‘correr’ sozinho.

http://www.noticiasaominuto.com/pol...e-na-equipa-ate-2015-mas-portas-prepara-saida
 
O paradoxo. Ou poupamos e temos um estilo de vida mais simples e a economia afunda. Ou gastamos, vivemos melhor e a economia/endividamento cresce:

É graças a uma redução acentuada da taxa de poupança dos máximos atingidos no segundo trimestre de 2013 que o consumo privado em Portugal está a conseguir recuperar mesmo num ambiente em que os rendimentos continuam a diminuir. E assim, contribuindo de forma decisiva para o regresso do país a taxas de crescimento positivas conseguida desde o final do ano passado.

(...)

É essencialmente esta redução da poupança que consegue explicar a aceleração do consumo privado registado no país durante o mesmo período. O consumo, que apresentava uma variação homóloga negativa de 2,3% no segundo trimestre do ano passado, registou um crescimento de 1,5% no primeiro trimestre de 2014, tal como já tinha revelado o INE nos dados das contas nacionais publicados no mês passado. A subida de consumo não aconteceu contudo como uma resposta a um aumento do rendimento disponível, um indicador que registou taxas de variação homólogas negativas nos quatro últimos trimestres.

O que se passou foi que, depois de um longo período em que os portugueses, em média, cortaram o mais que puderam naquilo que consumiam, começam agora a recuperar a confiança e a arriscar gastar uma maior parte do seu rendimento. Há vários factores a contribuírem para esta mudança. Por um lado, os níveis de confiança dos consumidores têm vindo a subir, registando-se uma menor preocupação relativamente à evolução da economia, do desemprego e da situação financeira particular de cada família. Depois da chegada da troika e do agravamento da austeridade, a confiança atingiu níveis mínimos históricos. Por outro, há consumos de bens duradouros, como automóveis, que foram adiados durante anos consecutivos e que agora se torna natural que registem alguma recuperação.

...

http://www.publico.pt/economia/noti...ca-esta-a-ajudar-a-economia-a-crescer-1660838

E depois há as medidas impossíveis:

AS exportações portuguesas representaram 29% entre 2000 e 2010.

O Governo quer que as exportações portuguesas representem em 2020 um total de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, por comparação com os 29% apontados pelo Executivo no período ente 2000 e 2010.

http://economico.sapo.pt/noticias/governo-quer-exportacoes-representem-50-do-pib-em-2020_167679.html
 
Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires, seu sucessor, foram beneficiários de transferências de milhões de dólares do Banco Espírito Santo Angola (BESA) para duas sociedades com contas na Suíça.

Segundo o Expresso deste sábado, entre o final de 2009 e meados de 2011, as empresas Savoices (ligada a Morais Pires) e Allanite (ligada a Ricardo Salgado) terão recebido do BESA 27,3 milhões de dólares (13,8 milhões a primeira e 13,5 milhões a segunda).

O semanário indica ainda que as duas sociedades estão na lista de clientes da Akoya, empresa de gestão de fortunas ligada ao caso de branqueamento de capitais e fraude fiscal Monte Branco. Mas Ricardo Salgado e Morais Pires não são arguidos no caso.

Em reação, o sucessor de Ricardo Salgado afirmou está a ser vítima de um processo de difamação e garantiu que tem a sua situação fiscal regularizada. Já o ex-presidente do BES recusou fazer comentários.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...e-ricardo-salgado-recebeu-milhoes-em-offshore
 
O Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla original) defende que os bancos centrais não devem adiar o processo de normalização das taxas de juro. Contudo, alerta que a saída deste contexto de dinheiro barato será uma "viagem acidentada", havendo margem para que os responsáveis destas entidades cometam erros.

"Será difícil garantir uma normalização suave", diz o banco dos bancos centrais no seu relatório anual. "As perspectivas para uma saída acidentada, associadas a outros factores, sugerem que o risco predominante é o de que os bancos centrais sejam ultrapassados pelos acontecimentos". Ou seja, "actuem demasiado tarde, demasiado devagar", nota.

"A transição de políticas monetárias extraordinariamente expansionistas para um modelo normal requererá habilidade na definição do momento e uma forte capacidade para acompanhar o contexto económico, financeiro e político", diz o BIS. "A transição será complexa e acidentada, independentemente dos esforços de comunicação", remata.

http://www.jornaldenegocios.pt/merc...izacao_das_taxas_de_juro_sera_acidentada.html

Especialmente nas obrigações. Poucos vão querer manter obrigações com rentabilidades mínimas históricas. Para além disso, a subida dos juros fará com que os países tenham mais dificuldades em pagar as suas dívidas e isto, subsequentemente, aumentará o valor dos juros.

E ainda:

O Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla original) alerta que os supervisores nacionais do sector financeiro estão a encorajar os bancos a investir na dívida dos seus soberanos. Uma recomendação que poderá estar a beneficiar as instituições de países como Portugal, reduzindo a proporção de capital reservado para compensar riscos associados aos activos que detêm.

(...)

Os dados da Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla original) "revelam uma tendência generalizada para [que os reguladores nacionais] atribuam menores riscos à exposição à dívida soberana" dos países em que se encontram. "No geral, os bancos reservam zero para o risco da dívida soberana que detêm", diz o BIS. Em Portugal, os bancos têm 30,5 mil milhões de euros aplicados em dívida portuguesa.

http://www.jornaldenegocios.pt/empr..._bancos_a_comprar_divida_dos_seus_paises.html

Quando um banco vai à falência, o país salva-o. Quando um país vai à falência os bancos salvam-no. Quando ambos forem à falência quem é que os salva?
 
Empresa americana desconsolada com os trabalhadores portugueses
Há uma empresa americana em Odemira que teve de contratar tailandeses em vez de portugueses para trabalhar numa quinta. Porquê? O chefe da Reiter Affiliated contou tudo ao New York Times.

Em 2013, a Reiter Affiliated Companies (RAC), uma empresa americana de produção de fruta, lançou uma campanha internacional de recrutamento e contratou 40 portugueses. Metade desistiu depois do primeiro dia. Ao final da primeira semana já não havia nenhum português a trabalhar na quinta da RAC em Odemira. A empresa acabou por contratar 160 trabalhadores tailandeses, uma alternativa mais cara mas, aparentemente, mais segura. “Eles [os portugueses] queriam um trabalho mas acabou por não ser aquilo que estavam à procura. Basicamente, era trabalho a mais para o pouco que ganhavam (a empresa paga o salário mínimo nacional aos trabalhadores)”, explicou Arnulfo Murillo, o gestor de produção da quinta, citado pelo New York Times (NYT).

http://observador.pt/2014/06/30/portugueses-nao-querem-fazer-trabalho-agricola/

Então e agora vamos culpar quem ?
 
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Facto 1: os tailandeses são muito mais baratos que os portugueses, essa empresa RAC está a mentir.

Facto 2: gostava de te ver a competir com os tailandeses pelos 485 euros de salário.

Facto 3: 485 em Portugal não te permitem viver... para um tailandês, fruto do cambio, são uma fortuna.
 
Sistematicamente este tipo de empresas insultam os trabalhadores portugueses dizendo que estes não querem trabalhar...

Sistematicamente o salário oferecido são os 485 euros, seja no norte, no centro ou no sul, faça chuva ou faça sol, seja verão ou inverno, haja muito ou nenhum desemprego.
 
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A taxa de desemprego em Portugal manteve a sua tendência descendente em maio e caiu para os 14,3%. Desde novembro de 2011 que não se registava uma taxa tão baixa (14,10%). O desemprego está a descer em Portugal desde fevereiro de 2013 quando registou uma taxa de 17,40%.

Na zona euro o desemprego manteve-se estável nos 11,6% em maio. Já na União Europeia a taxa foi de 10,3% em maio, segundo dados publicados esta terça-feira pelo Eurostat.

Em maio, os estados-membros que registaram a maior queda foram a Áustria (4,7%), Alemanha (5,1%) e Malta. Já a Grécia (26,8%) e Espanha (25,1%) registaram a taxa mais elevada.

Analisando os dados ao longo do último ano, a taxa de desemprego desceu em 21 estados-membro, aumentou em seis e permaneceu estável na Áustria.

As maiores quedas foram registadas na Hungria (de 10,5% para 7,9%), em Portugal (16,9% para 14,3%), Irlanda (13,9% para 12%). Os maiores aumentos de desemprego tiveram lugar no Luxemburgo (5,8% para os 6,3%), Itália (dos 12,1% para os 12,6%), Finlândia (dos 8,1% para os 8,5%) e Holanda (6,6% para os 7%).

Atualmente existem 25,184 milhões de homens e mulheres na União Europeia no desemprego, dos quais 18,552 residem na zona euro.

No espaço de um ano, existem menos 1,3 milhões de desempregados na União Europeia e menos 636 mil na zona euro.

A taxa de desemprego entre os jovens continua a níveis elevados, tanto na União Europeia (22,2%), como na zona euro (23,3%).

Em Portugal, a taxa de desemprego sub-25 caiu 1,1% entre abril e maio para os 34,8%. A maior taxa de desemprego jovem regista-se em Espanha (54%), Itália (43%) e Grécia (57,7% em março). Por outro lado, as mais baixas registam-se na Alemanha (7,8%) e Áustria (8,9%).

Dinheiro Vivo
 
Facto 1: os tailandeses são muito mais baratos que os portugueses, essa empresa RAC está a mentir.

Facto 2: gostava de te ver a competir com os tailandeses pelos 485 euros de salário.

Facto 3: 485 em Portugal não te permitem viver... para um tailandês, fruto do cambio, são uma fortuna.

Permite-me discordar..

Facto 1: Se os tailandeses são mais baratos (fuga aos impostos), então que se faça uma denuncia à Autoridade do Trabalho, à Segurança Social ou às Finanças. Resolvido!

Facto 2: Porque não competir? Ganha-se menos, ao receber RSI. Receber apoios sociais, compensa?

Facto 3: 485EUR é pouco para viver em Portugal. E onde vivem os Tailandeses que trabalham em Portugal? Quanto lhes sobra do ordenado? Será que sabem poupar?


Sim, 485EUR é muito pouco. Mas ainda assim, vale mais do que receber RSI, na maioria dos casos (isto se não houver trafulhice..)


http://www4.seg-social.pt/guias-praticos?kw=RSI

RSI:

Como se calcula o valor da prestação?
 Calcula-se o valor do RSI, somando:
 Pelo Titular: € 178,15.
 Pelo segundo adulto e seguintes: € 89,07.
 Por cada criança ou jovem com menos de 18 anos: € 53,44.
Por exemplo, para uma família com três adultos e uma criança o valor do RSI será: €178,15+€89,07+€89,07+€53,44=€409,70.

Para encontrar o valor da prestação, subtrai-se o valor do RSI ao total dos rendimentos da família.
 Calculado em função da composição do agregado familiar corresponder a € 409,70 e o rendimento mensal da família for igual a € 300,00, o montante da prestação será igual a: €409,70 - € 300,00 =€109,74
 
Permite-me discordar..

Facto 1: Se os tailandeses são mais baratos (fuga aos impostos), então que se faça uma denuncia à Autoridade do Trabalho, à Segurança Social ou às Finanças. Resolvido!

Facto 2: Porque não competir? Ganha-se menos, ao receber RSI. Receber apoios sociais, compensa?

Facto 3: 485EUR é pouco para viver em Portugal. E onde vivem os Tailandeses que trabalham em Portugal? Quanto lhes sobra do ordenado? Será que sabem poupar?

Se um tailandês receber 50 euros por mês ainda é mais que os 10-15 euros de salário mínimo na tailândia. Acresce que a viagem de ida e volta é descontada no salário.

500 euros para eles é 50x mais do que podiam ganhar no próprio país... 900 euros que aspiram a ganhar trabalhando todos os dias até à exaustão serão 100x o que podem ganhar no seu país.

Claro, contando que não sejam roubados pelas empresas de trabalho temporário que os trazem pra cá, porque recibos de salário nunca ninguém os vê.
 
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