Banco de Portugal: "Situação do BES é sólida"
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Em comunicado, o regulador diz que "a situação de solvabilidade do BES é sólida, tendo sido significativamente reforçada com o recente aumento de capital". E acrescenta: "O BdP tem vindo a adotar um conjunto de ações de supervisão, traduzidas em determinações específicas dirigidas à ESFG e ao BES, para evitar riscos de contágio ao banco resultantes do ramo não-financeiro do GES".
De acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), à data de 30 de junho, o BES tinha um rácio de capital 'common tier 1' de 5%, quando o mínimo exigido pelo Banco de Portugal é de 7%, considerando o período transitório para a aplicação das novas regras de Basileia III.
Os rácios de capital servem para atestar a solvabilidade de uma instituição financeira, sendo que o valor de 5% apresentado pelo BES no final de junho é cerca de metade dos 9,8% do final de março, o que é justificado com "ocorrências de natureza excecional".
O banco divulgou hoje as contas do primeiro semestre, em que registou prejuízos históricos de 3.577,3 milhões de euros.
Na segunda-feira à noite, o Banco de Portugal emitiu um comunicado em que dizia que, caso exista uma insuficiência de capital no BES, há privados interessados em aumentar capital.
Além disso, acrescentou a entidade liderada por Carlos Costa, "no limite, se necessário, está disponível a linha de recapitalização pública".
O esclarecimento do supervisor, em que insiste que a "solvência do BES e a segurança dos fundos confiados ao banco estão asseguradas", aconteceu após o Expresso Diário ter noticiado que os prejuízos do BES podiam ascender aos três mil milhões de euros no primeiro semestre e que, perante isto, as "almofadas financeiras [de 2,1 mil milhões de euros do banco] já não bastam" e é "inevitável" um aumento de capital, faltando saber se será privado ou público.
O novo presidente executivo do BES, Vítor Bento, poderá vir a processar Ricardo Salgado e outras personalidades e entidades responsáveis por “eventuais comportamentos” ilícitos no Banco Espírito Santo (BES).



BES afunda 40% para 10,6 cêntimos e já vale menos do que o Banif
O BES está a acentuar as quedas e já vale menos de 11 cêntimos por acção. A sua capitalização bolsista é inferior a 600 milhões de euros, valendo assim menos do que o Banif.
Os títulos do BES afundam 49,75% para 10,10 cêntimos, o que corresponde a um novo mínimo histórico.
Com a descida desta sexta-feira, o banco liderado por Vítor Bento perdeu 70,9% do seu valor em apenas dois dias. A capitalização bolsista do BES é de 568,12 milhões de euros, menos 1,3 mil milhões do que antes de ter revelado a dimensão dos seus prejuízos semestrais. O Banif já vale mais do que o BES, com a sua capitalização bolsista nos 1,017 mil milhões de euros.
A queda das acções acentuou-se no início da tarde, depois de ter sido conhecido que o Goldman Sachs deixou de ter uma participação qualificada no capital do BES.
A justificar este comportamento estão os resultados revelados na quarta-feira, 30 de Julho, à noite. O BES reportou prejuízos históricos de 3,57 mil milhões de euros, depois de ter registado imparidades no valor total de 4,3 mil milhões de euros.
Vítor Bento, na mensagem divulgada através de um comunicado, admitiu que o banco precisa de aumentar o capital e vender activos, mas não quantificou a dimensão do aumento de capital.
O Banco de Portugal reiterou que se o banco precisar tem à sua disposição a linha de recapitalização da banca, mas "considera desejável" que a instituição reforce o seu capital sem recurso ao Estado.
Por saber está a dimensão do aumento de capital que o BES terá de fazer e de que forma vai conseguir fazê-lo. Os analistas estimam que o reforço de capitais possa chegar aos quatro mil milhões de euros.
O Negócios noticia esta sexta-feira, 1 de Agosto, que a equipa de Vítor Bento está a fazer tudo para evitar o apoio público. Mas a solução que está a ser trabalhada no Banco de Portugal, com conhecimento do Governo, prevê a participação de fundos públicos. Alguns interessados apoiam a solução mista.
Além disso, o Negócios sabe que, além do aumento de capital, exclusivamente através do mercado ou resultante da conjugação de fundos públicos e privados, existe um plano B para lidar com os problemas do BES. Esta alternativa, com menor grau de viabilidade, prevê a utilização do Fundo de Resolução para financiar a reestruturação do banco imposta pelo Banco de Portugal.
Na última quinta-feira, as acções do BES chegaram a afundar 51,01% e terminaram o dia a perder 42,07%, uma variação nunca observada desde que as acções negoceiam em bolsa (1993).






4 mil milhões de aumento de capital num banco que vale 500 milhões... O Carlos Costa está a gozar não? Tudo em fuga, só resta o Estado, como sempre o último recurso é o Estado.
E sem short!!! CMVM suspende negociação de acções BES!
Onde isto vai parar!?![]()
O BCP nunca chegou a 1centimo (vale neste momento 0.108EUR)! Estás a confundir com o BANIF, que neste momento até vale 0.0089EUR.
Eu sou um péssimo jogador porque sou demasiado racional. Sem suspensão do regulador até onde iriam hoje as acções do BES?
- onde já vi isto.
Refer investe 120 milhões na modernização da linha do Algarve
A Refer anunciou hoje investimentos de 120 milhões de euros na modernização da centenária linha ferroviária do Algarve.
As obras preveem a eletrificação de todo o caminho-de-ferro entre Lagos e Vila Real de Santo António e deverão estar concluídas em 2019.
O problema é que grande parte das intervenções ainda não está definida. A Refer admite que está quase tudo em estudo, nomeadamente a relocalização de estações no troço entre Portimão e Faro.
O investimento inclui ainda a construção de um ramal de ligação ao aeroporto de Faro, que deverá estar concluído em 2021.
O presidente da Refer, Rui Loureiro, justifica a intervenção com a necessidade de melhorar e tornar mais baratas as ligações ferroviárias na região, mas admite que as obras só deverão arrancar daqui a três anos. De fora do pacote fica a ligação a Espanha por ser considerada economicamente inviável.
Fonte: SIC
Daqui a 3 anos, já esqueceram-se e nem se saberá como vai estar o país nessa altura, mas se for como as obras da EN125, então lá para 2030 acredito. Porque, as obras da EN 125 começavam em 2007 e estavam terminadas em 2010, e foram sempre empurrando com a barriga, estamos em Agosto de 2014 e nada foi feito, o nó de Faro continua por acabar, por isso, o Algarve é sempre uma região esquecida, até aposto que acaba o Verão e esquecem-se logo. 
O Estado vai entrar no capital do Banco Espírito Santo, noticiou ontem a TVI. Fontes oficiais do governo confirmam ao canal de Queluz de Baixo que o modelo encontrado para resolver rapidamente o problema do BES passa pela entrada de dinheiro público.
O i confirmou que a solução da capitalização do banco pelo fundo da troika é neste momento a mais forte, apesar de não estar totalmente fechada. Os detalhes do plano poderão ser conhecidos ainda no fim-de-semana. A derrocada de mais de 80% das acções do BES em dois dias não deixou alternativas à gestão e ao Banco de Portugal que apostavam em investimento privado. Com o banco a valer menos de 700 milhões de euros, já não há tempo para encontrar investidores para um aumento de capital que será no mínimo de três mil milhões de euros. A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) suspendeu a negociação à espera do anúncio do plano de capitalização.
“O Banco de Portugal está naturalmente a trabalhar para que seja alcançada uma solução que garanta a estabilidade do Banco Espírito Santo”, disse ao i fonte oficial do regulador que reafirma: “os interesses dos depositantes estão plenamente protegidos”
A TVI adianta que a solução vai passar por dois tipos de intervenção: a entrada directa no capital, através da subscrição de acções, o que irá representar uma nacionalização parcial do banco, à semelhança do que aconteceu no Banif, que chegou a ter o Estado como o maior accionista.
A outra intervenção dar-se-á através de um empréstimo, à semelhança do modelo usado para reforçar a estrutura de capitais do BCP e BPI. Este empréstimo será feito através da emissão de títulos de capital contingente que contam para o cálculo dos capitais próprios, que no caso do BES, se encontram muito degradados após os prejuízos históricos apresentados esta semana.
Este tipo de obrigações vai obrigar o BES a pagar uma taxa de juro ao Estado que se pode aproximar dos 10% ao ano. Qualquer uma das opções obriga os accionistas a reunir em assembleia geral para aprovar a proposta a apresentar pela administração. A confirmar-se esta solução vai no sentido contrario ao que tem sido defendido pelo governo em relação à crise no banco.
Será desta?
E sem short!!! CMVM suspende negociação de acções BES!
Onde isto vai parar!?![]()