O Estado do País

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Até nem acho má a solução possível.. O único dinheiro que o estado mete (ao contrário do que sucedeu com o BPN) são 3% de juros de uma tranche (até 6 mil milhões euros) da troika destinada exclusivamente (que fique claro) para a recapitalização da banca. Na verdade neste fundo participam umas 90 instituições bancárias. Ao BES, resta-lhe pagar 7% de juros ao estado. Este fundo foi também usado pela CGD, BCP, BPI E BANIF, sendo que alguns já devolveram uma boa parte, socorrendo-se também dos aumentos de capital para isso (BCP E BANIF).

Segundo a idéia do marques mendes, parece que a solução passa por dividir o banco em 2, um para os atuais acionistas com ativos tóxicos e o outro para o estado.

Os acionistas do BES estão assim em maus lençóis, tenho muita pena dos pequenos acionistas. Não têm culpa do que aconteceu, mas como acionistas é um risco que deviam ter tido em conta.

Discordo em relação às perspetivas para esta semana. O pior que podia acontecer era a indecisão em relação ao futuro. Para mim as restantes cotações vão recuperar algo até ao fim da semana.

Falta muita coisa. Falta saber como é que vai ser esse processo, o caso PT, o impacto na economia, o que é que vai acontecer à Rioforte, ESFG, aos negócios nos outros países, etc, etc.
 
Fim de linha no BES... perda total para os acionistas e subscritores de obrigações subordinadas.

O banco emitiu 750 milhões de euros, acima dos 500 milhões de euros inicialmente previstos, beneficiando com a forte procura por parte dos investidores, que atingiu 3 mil milhões de euros. Ou seja, quatro vezes a oferta final, sendo segundo apurou o Negócios foram dadas ordens por parte de cerca de 300 investidores.

Os títulos, que têm uma maturidade de 10 anos e um cupão anual, vão pagar um juro de juro de 7,125%. Os investidores exigem uma rentabilidade superior para comprar dívida subordinada, uma vez que esta tem uma senioridade inferior à das obrigações clássicas. Estes títulos de dívida também contam para reforçar os rácios de capital do banco (tier2), já ao abrigo das novas regras de Basileia.

(Novembro de 2013)
 
Fim de linha no BES... perda total para os acionistas e subscritores de obrigações subordinadas.



(Novembro de 2013)

Algo de muito errado se andou a passar na alta finança deste pais nos últimos anos. A dimensão desta grupo de financeiro é mesmo muito grande, um enorme buraco que começo a ter as minhas duvidas se os mecanismos financeiros públicos e privados conseguirão responder a este embalo.
 
O empréstimo que o Governo aprovou ontem para o Fundo de Resolução, que vai buscar 4,5 mil milhões de euros ao dinheiro da troika que veio para a banca, vai ter de ser contabilizado no défice público, confirmou o Observador. Tendo em conta o montante, e partindo do pressuposto de que a execução orçamental corre bem, isto pode significar que Portugal chega ao fim do ano com um défice de 6,6% em contabilidade pública, conforme anota o Jornal de Negócios.

Nesta fase, porém, a prioridade de Maria Luís Albuquerque é tentar que a operação não conte para o Procedimento dos Défices Excessivos, aquele que conta (agora que acabou o memorando) para o cumprimentos dos objetivos definidos com a União Europeia. Este ano o que está previsto é que este fique em 4% do PIB. A ministra conta que o envolvimento da Comissão Europeia e do BCE nas negociações deste fim de semana possam ajudar a convencer as autoridades europeias, mas precisa mais ainda que se convença também o Eurostat e o INE, para não ter surpresas no fim do caminho.

http://observador.pt/2014/08/04/defice-estado-sobe-com-emprestimo-para-o-novo-banco/

Já ontem era isto:

O Ministério das Finanças defende que a solução para o BES anunciada há pouco pelo Banco de Portugal "salvaguarda o erário público", e salienta, num comunicado, que os contribuintes não sairão penalizados seja de que forma for. "A decisão de hoje do Conselho de Administração do Banco de Portugal no que respeita ao Banco Espírito Santo, SA foi tomada no quadro de um enquadramento legal, nacional e europeu, que responsabiliza e faz suportar as perdas da atividade bancária em quem beneficiou da mesma, mantendo o objetivo do reforço da estabilidade financeira", pode ler-se no documento.

http://economico.sapo.pt/noticias/solucao-para-o-bes-salvaguarda-o-erario-publico_199007.html
 
Não é isso que está em questão. Refiro-me às mentiras/omissões seguidas. O BES não era sólido?

Para mim as declarações do banco ser sólido sempre foram dirigidas aos depositantes. A partir de meados de Julho já sabiam que não era mas não o podiam dizer devido ao perigo de provocar um bank-run que só pioria a situação para todos.
http://economico.sapo.pt/noticias/kpmg-avisou-banco-de-portugal-sobre-novo-buraco-no-bes_199017.html

Mas concordo que há alguma zona cinzenta, certas coisas que não deveriam ter sido ditas. Vamos lá a ver se não originará processos em tribunal. Uma coisa é omitir por interesse superior, outra é mentir.

Quanto aos accionistas há muito tempo que se sabe que se Estado entrasse no banco accionistas e obrigacionistas de dívida subordinada poderiam perder tudo, o BdP não está a inventar nada, faz parte da nova legislação europeia que entretanto mudou este ano.

Mesmo há mais tempo atrás, alguma vez leste o prospecto do aumento de capital ? Aquilo é terrível, aliás, foi aí que tudo se precipitou, que se soube do BESA, dos empréstimos banco intra grupo, etc. Quem foi ao aumento de capital sabe que BES/GES estava numa confusão total, que aquilo era arriscado. E agora em Julho descobriram mais 1,2 mil milhões de imparidades, provavelmente dinheiro que o Salgado pôs ao fresco ou para safar algumas empresas do GES. Ainda há dias falávamos aqui dos malucos que ainda andavam a comprar e vender deste papel.
 
"O Governo está a enganar os portugueses" quando diz que a operação de resgate do BES não terá custos para os contribuintes, acusa Paul De Grauwe, professor de Economia na Universidade de Leuven, na Bélgica, e ex-conselheiro da Comissão Europeia, em declarações ao Dinheiro Vivo.

A dura crítica é extensível ao governador do Banco de Portugal, que anteontem garantiu que a medida "não terá qualquer custo para o erário público, nem para os contribuintes".

As autoridades têm repetido que o salvamento do BES não vai ser feito pelo Estado, nem com o dinheiro dos contribuintes. Por isso não há risco. Os recursos a usar na capitalização do Novo Banco (parte boa do BES) são dos bancos e "não incluem fundos públicos".

Na verdade, o fundo de resolução, que é dos bancos, será o acionista único do Novo Banco. Problema: o fundo, criado em 2012, tem apenas 500 milhões de euros disponíveis. Serão os contribuintes a emprestar aos bancos, por um prazo de até dois anos, o que falta para chegar ao capital necessário: 4,4 mil milhões de euros. É o valor de uma reforma do Estado.

De Grauwe, uma autoridade mundial em economia monetária, arrasa a ideia de que o contribuinte português está isolado dos riscos. O empréstimo pode não ter risco, mas o Tesouro está a emprestar dinheiro e, no limite até de terá de ir ao mercado. Corre riscos. Considera mesmo que isto até pode significar um reforço do empréstimo da troika.

"Sei que o Governo está a recapitalizar a parte boa do BES num montante de 4,9 mil milhões de euros. Isto significa que o Governo português está a assumir uma dívida seja ela depois compensada mais à frente. "Seja com um empréstimo do FMI e da UE, ou não, é indiferente".

O professor belga tem a certeza que, "ao fazer isto, o Governo põe os contribuintes em risco, como acontece sempre que emite mais dívida". O Tesouro ficará mais exposto a problemas futuros. A almofada que estava reservada à banca vai agora mirrar dos 6,4 mil milhões de euros para dois mil milhões.

Paul De Grauwe diz ainda que "pode acontecer que quando o Governo vender o BES, faça lucro". "Isso serão boas notícias para os contribuintes. Mas isto é o futuro. Hoje, ninguém sabe se isso irá acontecer. Também pode acontecer o contrário, isto é, o Governo pode incorrer em perdas."

Assim, "a conclusão é que está a colocar em risco os futuros contribuintes. Se o Governo diz que isto não é verdade, está a enganar os portugueses".

Se acontecer mais algum problema nalgum banco, as verbas existentes, a decisão tomada no domingo, "pode limitar a eficácia" da almofada reservada à banca, avisou também esta semana a agência Fitch. E "poderá ocorrer um impacto orçamental se outros bancos precisarem do apoio".

Para o ex-consultor da Comissão Barroso, isto é tanto mais grave porque "falhou o primeiro teste às novas regras de bail in". "A recapitalização do BES pelo governo português implica o envolvimento dos contribuintes. Já se esperava", escreveu no Twitter.

Anteontem, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou que "o que não vai voltar-se a repetir é serem os contribuintes a serem chamados à responsabilidade por problemas que não foram criados pelos contribuintes", ao contrário do que aconteceu no passado com o BPN, por exemplo.

A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, foi mais cuidadosa. Na entrevista à SIC, disse que "este empréstimo não tem risco", embora também tenha assumido que "não existem soluções sem risco".

http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4065628&page=-1
 
A economia portuguesa conseguiu criar 90 mil empregos entre o segundo trimestre de 2013 e igual período deste ano (mais 2%), tendo a administração pública (excluindo os sectores da Educação e da Saúde) contribuído com cerca de um terço desse valor: mais 26,1 mil postos de trabalho em termos líquidos (mais 4,2%), mostra o inquérito trimestral do Instituto Nacional de Estatística (INE), ontem divulgado.

No período do programa da troika, os números são parecidos: o emprego na chamada função pública "não mercantil" engordou em 24,4 mil postos.

Vários membros do governo e da maioria PSD/CDS vieram a público dizer que é a retoma que está a dar frutos. "A queda do desemprego é resultado do crescimento do emprego, ou seja, de uma economia que gera postos de trabalho e que cresce sustentadamente", afirmou o porta-voz do PSD, Marco António Costa. "É fruto das muitas reformas estruturais feitas nos últimos anos", disse o ministro do Emprego, Pedro Mota Soares (CDS).

Uma das reformas que tem sido muito badalada é a do Estado. Se é verdade que o emprego público terá diminuído substancialmente no último ano e no período da troika, tal aconteceu, mostram medida do Executivo, sobretudo à custa do afastamento e da não contratação de professores, a atividade (Educação) mais afetada pelas medidas de racionalização do ajustamento.

Os dados do INE indicam uma realidade algo diferente. O instituto classifica como função pública apenas os empregos criados na "Administração Pública, Defesa e Segurança Social Obrigatória" que "não podem exercer-se numa base de mercado". Ou seja, todos os serviços que, na lógica atual, podem ser privatizados, estão fora deste conceito ou secção. É o caso do ensino e da saúde, diz o INE.

Esta "Administração Pública" das contas nacionais incorpora, por exemplo, os membros do governo e seus gabinetes, Negócios Estrangeiros, Defesa, Justiça, Segurança, Ordem pública e Proteção civil, entre muitos outros. No final do segundo trimestre, este contingente tinha 310 mil pessoas. Desde o início de 2013 que não pára de aumentar. Quando a troika chegou a Portugal eram 303,2 mil, chegando a um mínimo de 277,2 mil empregos no final de 2012. Foi a partir desta altura que os elementos da troika começaram a alertar para o "risco de complacência" nas reformas, para o abrandamento do ritmo de consolidação orçamental.

O Ministério das Finanças, que tem a tutela da função pública, não respondeu às questões do Dinheiro Vivo até ao fecho da edição.

Nos restantes sectores da economia, apenas a agricultura e pescas, com uma quebra homóloga de 15,5%, a construção (-8,4%), os transportes (-2,1%) e os outros serviços (-11,1%), registaram destruição de emprego. O sector que mais cresceu foi o das comunicações (32,4%).

Nas profissões, os maiores ganhos aconteceram nos patamares mais qualificados.

O trabalho por conta de outrem avançou 4,4%, puxado pela contratação sem termo (4,9%) e a prazo (2,4%). O trabalho a tempo parcial caiu 5,1%.

http://www.dinheirovivo.pt/economia/interior.aspx?content_id=4065617&page=-1
 
Só lhes interessa enganar o povo e usar os números como lhes cai melhor , os números de desemprego tem de ser cruzado com a malta que sai, pois se saem deixam de contar para os números

Não têm que cruzar apenas com quem sai, visto que uma grande parte dos novos emigrantes têm apenas contratos com termo bem definido, bem como não se consegue definir que sai em virtude de continuarem a constar como residentes. Tal como temos umas centenas de milhar de estrangeiros a residir mais de seis meses por ano em Portugal e não são registados ou são registados e residem bem menos que seis meses por ano em Portugal.

Em relação a cursos renumerados já existem há décadas e sempre camuflaram os números do desemprego.

:confused:

Os números serão sempre muito falsos, por isso o melhor é manter-se a metodologia e será sempre uma melhor comparação de valores anteriores do que fazer uma alteração e ser impossível obter valores comparáveis.
 
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