O Estado do País

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A metodologia a seguir?! Se os números forem os do eurostat, então a metodologia é a mesma para este governo, para o anterior e para o próximo.

Não faz sentido escolher metodologias, quando o que pretendemos é comparar dados com períodos anteriores, e até entre países diferentes.

Na verdade os mídia só falam em %desemprego, quando na verdade deveríamos mostrar graficamente a evolução de 2 indicadores:
% desemprego e
% emprego!
 
Mas alguém ainda acredita nesta gente? :lmao:

Queixa-te da legislação e directivas europeias de regulação que tem sido construídas nos últimos anos para lidar com crises bancárias no seio dos mecanismos da actual união bancária europeia que "todos" desejam. O Single Resolution Mechanism e o Single Resolution Fund são legislação implementada para prevenir e lidar com futuras crises bancárias, sobretudo que impeçam que sejam os contribuintes a pagar, tal como anteriormente Basileia III na exigência dos rácios de capital.

Se não fazes ideia do que estou a falar, podes começar por estudar aqui:
http://eur-lex.europa.eu/legal-cont...552?uri=uriserv:OJ.L_.2014.225.01.0001.01.ENG

Isto do BES não é sequer trabalho do governo, bom ou mau, é simplesmente implementar a legislação e regulação hoje em vigor. Pessoalmente neste esquema todo eu até acho que há imensa coisa que não faz sentido, o fundo como é recente não tem "fundos", precisa de empréstimo do Estado (no nosso caso, das verbas da troika para a recapitalização da banca) e sem o mesmo parece-me que pode haver um risco sistémico/dominó que toda essa legislação/regulação pretendia precisamente prevenir/evitar. Mas os burocratas europeus lá devem saber o que andam a fazer.
 
Mudando de assunto..

Temos sido invadidos pela imprensa, com a novela do BES, todos os dias e o caso não é para menos..

O que vale é que também há imprensa lá fora e as notícias são deveras preocupantes:
- os grandes fundos estão a vender as suas participações nos bancos, em especial dos países periféricos do sul da europa. O efeito BES apenas acentua as quedas em Portugal.
- Em outubro os EUA, vão deixar de dar estímulos à sua economia (atualmente 25bilioes dólares por mês).
- A Fiat abandona Itália. O país entrou em recessão técnica.
- Os indicadores na alemanha, ficam aquém do esperado. O euro já está a depreciar em relação ao dólar.
- Analistas falam numa correção relevante, a nível mundial.
- Aumentam os rumores de uma invasão russa na ucrânia.
- O default parcial da argentina.

Os últimos dias, ou semanas, os mercados mais parecem um assalto generalizado, enfim, todos a querer sair com o dinheiro.

É muito preocupante!
 
Banca Clientes do BES depositaram 200 milhões na CGD num só dia

Uma quantia estimada em 200 milhões de euros terá sido depositada por parte de clientes do BES na Caixa Geral de Depósitos, e isto num único dia, destaca a edição desta quinta-feira do jornal Público. Esta soma deu entrada nos cofres do banco do Estado na passada segunda-feira, 4 de agosto, dia em que o Novo Banco nasceu.

Dá conta a edição do Público desta quinta-feira que foi depositada no banco do Estado uma soma recorde de 200 milhões de euros, pertencentes a particulares que antes tinham o seu dinheiro na instituição bancária agora desmantelada.

Por sinal, os depósitos foram feitos nas horas seguintes ao anúncio do governador de Portugal, Carlos Costa, que no domingo ao fim da noite deu a conhecer ao País a medida de resolução encontrada para resgatar o BES. O responsável comunicou, pois, a criação do Novo Banco, resultante de uma divisão no banco bom, que recebeu uma injeção de capitais públicos de 4,9 mil milhões de euros, e no banco mau, que herdou os ativos tóxicos da instituição da família Espírito Santo.

Produtos financeiros que foram resgatados do BES corresponderão à maior fatia do bolo de 200 milhões de euros depositados na CGD, indica o Público.

Saliente-se que o banco do Estado foi, a par com o Santander Totta, exceção à regra no que toca à apresentação de lucros no semestre. Todos os outros ‘grandes’ do mercado registaram prejuízos.

Notícias ao Minuto

Já havia falado nisto há algumas semanas.
 
Mudando de assunto..

Temos sido invadidos pela imprensa, com a novela do BES, todos os dias e o caso não é para menos..

O que vale é que também há imprensa lá fora e as notícias são deveras preocupantes:
- os grandes fundos estão a vender as suas participações nos bancos, em especial dos países periféricos do sul da europa. O efeito BES apenas acentua as quedas em Portugal.
- Em outubro os EUA, vão deixar de dar estímulos à sua economia (atualmente 25bilioes dólares por mês).
- A Fiat abandona Itália. O país entrou em recessão técnica.
- Os indicadores na alemanha, ficam aquém do esperado. O euro já está a depreciar em relação ao dólar.
- Analistas falam numa correção relevante, a nível mundial.
- Aumentam os rumores de uma invasão russa na ucrânia.
- O default parcial da argentina.

Os últimos dias, ou semanas, os mercados mais parecem um assalto generalizado, enfim, todos a querer sair com o dinheiro.

É muito preocupante!

Cada vez me parece mais que os manuais de economia precisam de uma renovação ou então o futuro tá mesmo nos países sub-desenvolvidos. O problema é que tá tudo com dividas até aos cabelos portanto não se empresta dinheiro a ninguém para nada. Vale mais isto falir de uma vez, mas o teu 2º ponto vai dar muito que falar, e acho bem. Por mim que se una esta treta toda, uma União dos Países Ocidentais ou quem pertença à OCDE ou o que seja ou então não sei. Há muitos rumos possíveis, basta esquecer um bocado os lucros, os capitalistas de hoje são muito piores que os de antigamente ou então os Estados é que burocratizaram tudo em demasia. Cada vez sei menos para onde se caminha e as guerras bélicas tão fora de moda.
 
Como escrevi ontem no tópico internacional, a Rússia, quinto maior importador de produtos alimentares no mundo, responde às sanções:

A Rússia decretou hoje uma "proibição total" da importação da maioria dos produtos alimentares de países europeus e dos Estados Unidos, em resposta às sanções que lhe foram impostas.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Internacional/interior.aspx?content_id=4067968

Por cá, há também efeitos:

A proibição decretada pela Rússia a bens alimentares importados da Europa será um rude golpe para Portugal se a medida for estendida a outros grupos de mercadorias. Em 2013, o mercado russo comprou 263 milhões de euros às empresas portuguesas, tendo crescido quase 45% nesse ano e sendo mais importante em valor do que os mercados austríaco ou finlandês, por exemplo.

Em 2013, a faturação em bens agro-alimentares portugueses vendidos à Rússia superou os 49 milhões de euros, tendo inclusive duplicado face a 2012 (crescimento de 130,5%), segundo dados do Ministério da Economia.

http://www.dinheirovivo.pt/Economia/interior.aspx?content_id=4068212

A reação foi rápida:

"Depois de uma avaliação completa pela Comissão Europeia das medidas tomadas pela Federação Russa, reservamo-nos o direito de tomar medidas adequadas", afirmou um porta-voz da Comissão, Frédéric Vincent.

O porta-voz considerou a decisão russa "claramente política" e referiu que as sanções impostas pela UE à Rússia estão "diretamente relacionadas com a anexação ilegal da Crimeia e a desestabilização da Ucrânia".

"A UE continua determinada numa redução da tensão na Ucrânia", disse.

A Rússia decretou hoje uma "proibição total" da importação da maioria dos produtos alimentares de países europeus e dos Estados Unidos, em resposta às sanções que lhe foram impostas.

A proibição, com a duração de um ano, aplica-se à carne de vaca, porco e aves, ao peixe, ao queijo e ao leite, aos legumes e às frutas produzidos nos Estados Unidos, na União Europeia, na Austrália, no Canadá e na Noruega.

Em 2013, as exportações de produtos agrícolas europeus para a Rússia representou 11,8 mil milhões de euros, correspondentes a 9,9% do total de exportações da UE para a Rússia.

http://www.noticiasaominuto.com/mun...reito-de-tomar-medidas-contra-proibicao-russa

Vendo as coisas pela perspetiva dos media, isto agora tranformou-se numa luta entre o dinheiro (trocas comerciais) e a luta pelos direitos democráticos e humanos na Ucrânia. Acho que é fácil identificar qual deles será o sacrificado.

Além disso, e sem surpresa:

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira manter inalterada a taxa de juro diretora na zona euro em 0,15%.

http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/interior.aspx?content_id=4068051
 
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Em 2020, haverá 13 países com uma população “super-idosa”, grupo em que se incluirá Portugal. A previsão consta de um estudo realizado pela Moody’s, citado pelo Financial Times (FT), e representa a soma de dez nações a uma lista que atualmente integra apenas Alemanha, Itália e Japão.

(...)

Com estas perspectivas, a Moody’s acredita que o envelhecimento da população vai retirar 0,4% à taxa de crescimento anual da economia global durante os próximos cinco anos e que este “travão” subirá para 0,9% de 2020 a 2025. Os governos são aconselhados a proceder a reformas de médio prazo que melhorem a participação no mercado de trabalho, bem como os fluxos migratórios e financeiros que poderão, acredita a agência, ajudar a suavizar os impactos do envelhecimento sobre o desempenho das economias. A longo prazo, refere a Moody’s, a inovação e o progresso tecnológico que aumentam a produtividade “terão potencial para reduzir” os efeitos negativos.

Projeções do Instituto Nacional de Estatística (INE), de Março de 2014, revelam que “a população residente em Portugal tenderá a diminuir até 2060″ e, num cenário central, reduzir-se-á “de 10,5 milhões de pessoas, em 2012, para 8,6 milhões de pessoas, em 2060″. O fenómeno será acompanhado de um “continuado e forte envelhecimento demográfico”. Entre 2012 e 2060, “o índice de envelhecimento aumenta de 131 para 307 idosos por cada 100 jovens”.

http://observador.pt/2014/08/07/envelhecimento-da-populacao-moodys/

E ainda em relação ao BES:

Foram seis dias a preparar tudo nos bastidores — obrigando Maria Luís Albuquerque a sair bem mais cedo das férias planeadas: a operação de divisão do BES e criação do Novo Banco foi preparada desde que o Banco de Portugal e o Governo tiveram a indicação dos números do primeiro semestre do banco. Com a ajuda e acompanhamento do BCE e Comissão Europeia, sabe o Observador.

Os detalhes da operação começam, aos poucos a ser revelados. Esta quinta-feira o DN/Dinheiro Vivo escreve que o Governo alterou a lei do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras ainda na quinta-feira, em Conselho de Ministros, permitindo que viessem a passar para o “bad bank” do BES só os depósitos dos acionistas com participação qualificada, ou seja, com mais de 2% do capital do banco. Deixando no Novo Banco todos os pequenos depositantes. Tudo isto aconteceu a quatro dias da separação do BES em dois, três dias antes de o governador do Banco de Portugal explicar tudo ao país e um dia antes de a CMVM ter suspenso a transação de ações do banco na bolsa.

Mais: a alteração foi feita sem ser divulgada no comunicado do Conselho de Ministros. E promulgada e publicada em Diário da República logo na sexta-feira à noite.

(...)

Para o ex-ministro da Presidência de José Sócrates, “é seguro” dizer que “isso acontece no momento em que várias pessoas sabiam que o processo de resolução estava em marcha”. Na passada sexta-feira “a CMVM disse que ia investigar a eventual existência de indícios de violação de defesa do mercado e ou crime de utilização de informação privilegiada e determinou a suspensão da venda das ações logo após ter tido conhecimento dos iminentes desenvolvimentos que vieram a ser conhecidos durante o fim de semana”.

"O BES está sólido" enquanto nos bastidores já preparavam o golpe.
 
Então o golpe foi este? Dizes isso a sério ou a brincar?

Se eu tivesse acreditado na palavra das autoridades e investido no BES não teria outra opinião. Quando mentir descaradamente é "bom" em função de um bem maior, temos muitos exemplos históricos para averiguar a utilidade disso.

E enquanto não vir o 'castigo' do Salgado e restantes amigos, vou continuar a dizer que as pessoas foram enganadas (ao que parece houve muita gente que lucrou com o inside trading). O Salgado é quase o Madoff português. No caso deste último a justiça foi incompleta. Ele e os amigos limparam 65 mil milhões e só ele foi preso. E os restantes?

E mesmo assim creio que será muito mais do que o Salgado alguma vez terá.
 
Se eu tivesse acreditado na palavra das autoridades e investido no BES não teria outra opinião. Quando mentir descaradamente é "bom" em função de um bem maior, temos muitos exemplos históricos para averiguar a utilidade disso.

Já percebi pelo histórico que és um tipo desconfiado de tudo, ou quase tudo. Dizes se "tivesse acreditado". Acreditaste ? Presumo que não, de contrário não faria sentido certas coisas que escreves. Pelo que pergunto, como não acreditaste agora vens defender os que acreditaram ? Não percebo bem o alcance da coisa.
Se há lição nisto tudo, e falo dos que perderam dinheiro, accionistas e obrigacionistas do BES, é a de não confiar em ninguém, muito menos nos reguladores que basicamente não servem para nada como mais uma vez se viu ...
Talvez esta falência seja ela também terapêutica para o futuro.

Prospecto de aumento de capital do BES que falei aqui há dias:
http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/fsd30108.pdf
É um documento de 375 páginas, a palavra "risco" aparece mais de 800 vezes.
Se calhar nem 1% dos investidores devem ter passado os olhos pelo documento...
 
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Faço uma comparação. Eu ainda me lembro disto:

Os portugueses “podem estar tranquilos” porque a tributação bancária “excepcional” a Chipre “não é transponível para outros países”, disse nesta segunda-feira o governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, salientando que Portugal tem um sistema financeiro estável e capitalizado.

(...)

Carlos Costa assegurou que a tributação prevista para Chipre “não põe em causa nem o mecanismo de garantia de depósitos, nem é transponível para outros países”, numa declaração aos jornalistas, sem direito a perguntas, à margem da 3.ª Conferência da central de balanços do BdP, que teve lugar em Santarém.

“Os nossos depositantes podem estar tranquilos, seguros, confiantes, de que têm um sistema financeiro [em Portugal] dos mais estáveis e dos mais capitalizados neste momento na Europa”, sublinhou o governador do BdP. “É um problema específico de um país que não é transponível para nenhum outro”, vincou.

http://www.publico.pt/economia/noti...nivel-para-outros-paises-carlos-costa-1588215

Depois de o Eurogrupo esclarecer que o programa de resgate de Chipre é um caso único, o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, veio reforçar que o plano cipriota, que prevê taxas sobre os depósitos acima dos 100 mil euros, não é um modelo para futuros programas de assistência a países da zona euro.

“Chipre é e continuará a ser um caso único e especial”, assegurou Schäuble numa entrevista divulgada neste sábado pelo jornal alemão Bild.

http://www.publico.pt/economia/noti...te-de-chipre-nao-e-modelo-para-futuro-1589609

E até isto:

Vítor Gaspar sublinhou por várias vezes as palavras do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, para garantir que este é um caso único e defendeu mesmo a medida com as especificidades do sistema financeiro cipriota.

"O presidente do Eurogrupo já disse que o Chipre é um caso único, e que uma contribuição deste tipo não é contemplável para nenhum outro Estado-membro na área do euro. (...) O Chipre teria enfrentado cenários que teriam custos ainda mais elevados para os depositantes. Esta medida deve ser vista no contexto particular do Chipre, um país com um sistema bancário sobredimensionado, com um peso elevado de aplicações financeiras de não residentes e com a necessidade de capitalização muito consideráveis", afirmou.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3117550

Pouco tempo depois:

A partir de 2016 , o regime de " bail-in" (salvar bancos com recursos da própria instituição e dos seus accionistas e credores) pode forçar os accionistas, obrigacionistas e alguns depositantes a contribuir para os custos da falência bancária. Depósitos segurados abaixo dos 100 mil euros estão isentos e os depósitos não segurados de indivíduos e pequenas empresas terão um estatuto preferencial na hierarquia do “bail-in”.

http://www.jornaldenegocios.pt/empr..._chegam_a_acordo_sobre_falencia_bancaria.html

Quando chegar a altura de fazerem isso, vão dizer o mesmo: "o sistema bancário é seguro". Depois, irá ser como Chipre. Um ano depois ainda havia controlo de capitais.

E se as soluções não forem do agrado as leis são mudadas de um dia para o outro.
 
A solução actual foi a última fronteira antes de recorrer aos depósitos dos clientes como foi no Chipre. Lê a legislação. "Improviso" português foi porque isto tudo é novo e o fundo de resolução suportado pelo sistema financeiro não tem fundos. Acho que ninguém esperava agora ter que lidar com esta crise, mas se calhar todos nós deveríamos ter desconfiado do BES no dia em que este decidiu prescindir das verbas da troika para se recapitalizar, provavelmente a "famiglia" já nessa altura andava a tentar ganhar tempo para transferir biliões para fora do BES, via GES e empresas e instituições em Angola e Venezuela.

Anyway, há uma grande diferença entre uma e outra, enquanto no Chipre havia imensas fortunas, sobretudo estrangeiras que foram arrestadas (o Chipre era um pequeno paraíso fiscal, maioria russos), em Portugal mais de 30 mil milhões em depósitos no BES eram abaixo dos 100 mil euros protegidos pelo fundo de garantia. As grandes fortunas já voaram há muito do BES ....

Pelo que nesta situação do BES não fazia sentido avançar-se por aí, custaria muito mais ao Estado pois como tu próprio postaste aqui há algum tempo, o fundo de garantia tem trocos comparado ao buraco potencial que seria proteger todos os clientes do BES.

O BES era o maior banco português, não era propriamente uma pulga como o BPN, são milhões de contas de particulares e empresas, esta solução actual até pode correr mal e custar-nos caro, mas os interesses dos contribuintes estão muito melhor protegidos do que em outros cenários como os de nacionalização tipo BPN, ou falência pura e simples do Banco.

Mas regressando um pouco atrás, onde está o golpe ?
 
Basicamente o golpe ocorreu quando as autoridades faziam a ideia do buraco em que o BES se encontrava e omitiram/mentiram sobre o estado do banco (trabalhando na solução e deixando o problema piorar - nem que seja com a entrada de pequenos investidores), sacrificando-os em prol do restante sistema financeiro. Até agora só te vejo focar na solução em como essa foi correta. Só falta fazer referência à deficiente supervisão/gestão que, em última instância, levou ao problema.

Quando à falência ser um bom aviso para o futuro. Isso é muito giro na teoria. Até parece que os investidores, até os pequenos, veem a contabilidade (certa).

Aquilo que identificas como comunicação "cinzenta" não é. Quem não faz a mínima ideia do fundo de Resolução e dos parcos fundos que tem cai na propaganda de que os contribuintes não vão pagar. Porque apesar de o dinheiro ser destinado aos Bancos, o empréstimo foi feito ao ESTADO. Estado esse que é responsável pela devolução (mais juros).

O que aconteceu no BES é nada mais nada menos que uma nacionalização encapotada. Ao contrário do que o ministro da propaganda Portas disse:

"Podiam ter proposto uma nacionalização. Já houve um governador do Banco de Portugal que propôs isso. O resultado da nacionalização do BPN foi que o contribuinte pagou milhares de milhões de euros por prejuízos com os quais não tinha nada a ver. Acho que isso seria uma tragédia. Nacionalizar é passar para o contribuinte a factura do prejuízo", acrescentou ainda o vice-primeiro-ministro.

http://www.publico.pt/politica/noti...i-a-mais-aceitavel-entre-as-possiveis-1665451

Não esquecer que esse dinheiro para os bancos poderia ser usado para qualquer outra coisa se não fosse utilizado até ao final do ano. Logo, o contribuinte irá pagar de uma forma ou de outra.

Resta ver o retorno da venda do banco.
 
Especula-se sobre o estado financeiro da empresa Promovalor SGPS, propriedade de Luís Filipe Vieira e a alavancagem financeira feita com as empresas agora falidas do BES.
 
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