O Estado do País

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Especula-se sobre o estado financeiro da empresa Promovalor SGPS, propriedade de Luís Filipe Vieira e a alavancagem financeira feita com as empresas agora falidas do BES.

Esse tipo já deve estar completamente falido.
http://geracaobenfica.blogspot.pt/2014/08/exclusivo-ligacao-entre-o-bes-o-grupo.html

Mas todos os grandes devem estar muito pendurados com a falência do BES, aliás, é estranho que nestes últimos anos com a crise que tem havido os clubes continuarem tão endividados como se nada se passasse quando as empresas da economia real têm tido tantas dificuldades.
Não me surpreenderia assistirmos em breve a um grande estoiro também no futebol.

Nesta altura do campeonato ainda não se sabe bem que impactos terá a falência do BES/GES noutros sectores, muito por causa disto:

A 30 de Julho, o Jornal de Negócios fez capa com a notícia de que o BES emprestava a grupos empresariais com a condição de também esses grupos empresariais investirem no GES, ou seja nas tais holdings da família que agora estão falidas. Como tal, teremos de esperar para analisar se Luis Filipe Vieira terá perdas em investimentos realizados nas holdings da família Espírito Santo. Neste momento ninguém sabe, e isso é que o sector financeiro quererá analisar muito bem.
 
uma solução do tipo Carlos Saraiva Hotels penso já não ser possível... não acredito que vá parar ao fundo estatal Portugal Ventures...
 
Ainda sobre futebol, printscreen tirado dum documento do BCP publicado no site da CMVM.

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http://web3.cmvm.pt/sdi2004/emitentes/docs/fsd30621.pdf

Está tudo a desavancalar, vai ser feio para os clubes. Aonde vão buscar dinheiro ? Teria piada ser à CGD.
 
O Banco de Portugal (BdP) emprestou 3,5 mil milhões de euros ao Banco Espírito Santo (BES) no dia 1 de agosto, dois dias após a divulgação pública de um prejuízo naquela instituição de 3,6 mil milhões no primeiro semestre. Se o montante não for devolvido, será o BdP a arcar com os custos e, em última instância, o Estado, isto é, os contribuintes.

(...)

Este crédito ao BES só foi agora conhecido devido à divulgação da ata da reunião do BdP no dia 3. O mesmo documento revela igualmente que o BCE tinha cortado o financiamento ao BES no dia 1, com o efeito a produzir-se no dia 4, exigindo também a devolução da dívida total acumulada de 10 mil milhões de euros.

O BES estava encurralado e o BdP ativou o mecanismo de liquidez de emergência (ELA, na sigla inglesa), um recurso gerido pelos bancos nacionais da Zona Euro. Este mecanismo já foi usado em vários países, nomeadamente na Grécia. No entanto, no último relatório do Conselho de Administração, o BdP refere, em tom crítico, que em casos extremos são os bancos centrais nacionais a responsabilizar-se por fornecer liquidez quando o BCE fecha torneira. E os bancos centrais "têm normalmente o respaldo orçamental do soberano (fundamental caso haja necessidade de recapitalização do banco central)".

Ou seja, o Estado poderá ter de ajudar o BdP caso este enfrente dificuldades devido ao incumprimento, neste caso por parte do BES.

O BdP tinha, no final de 2013, capitais próprios de 1,5 mil milhões de euros e um resultado líquido de 253 milhões de euros, metade face ao ano anterior. Se tudo correr mal, quem paga é o contribuinte.

http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Banca/interior.aspx?content_id=4074136
 
“Vai ser difícil vender bem este banco”, admite ao Jornal de Negócios Paulo Pinho, professor de Economia na Universidade Nova. Apesar dos 4,9 mil milhões de euros que foram injetados pelo Fundo de Resolução, o banco não vale tanto: “nem como um todo, nem em partes”, defende ainda Paulo Pinho ao mesmo jornal.

Na prática, estima-se que o valor do Novo Banco, já após a injeção de capital e sem ter que lidar com os ativos tóxicos, que ficaram por conta do ‘banco mau’ que nasceu das cinzas do BES, se fique pelos 3,14 mil milhões, um valor consideravelmente abaixo do dinheiro que foi injetado.

E por que razão tal acontece? É que apesar da intervenção coordenada do Banco de Portugal e do Executivo, e de o banco ter conservado balcões, perdeu-se a marca, bem como ativos, nas últimas três semanas, explica a mesma fonte. Uma questão que poderá pesar na hora de vender o banco liderado por Vítor Bento.

Uma venda na totalidade do Novo Banco poderá também não ser fácil não só pelos elevados valores, mas também porque pode levantar questões de concorrência – saliente-se que o banco privado teria quase 20% da quota de mercado nacional na altura em que o caso no Grupo Espírito Santo, que viria a afetar o BES, ‘rebentou’.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/261786/vai-ser-dificil-vender-bem-o-novo-banco

No final de junho deste ano, o FEFSS tinha 8.687 milhões de euros investidos em dívida pública portuguesa, um valor que representava, no fim de junho do ano passado, 67,9% da carteira do fundo de reserva para pagar as pensões, indicam dados avançados por fonte do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social ao jornal i.

A mesma fonte especifica que grande parte desse investimento centra-se em Obrigações do Tesouro, que valiam 7.391 milhões de euros, estando os restantes 1.296 milhões investidos em Bilhetes do Tesouro, e frisa que "o FEFSS valorizou 4,1 mil milhões desde 2011 e até junho de 2014, valendo agora mais de 12 mil milhões de euros”.

Para tal, em muito contribuiu a valorização destes títulos no mercado no último ano, permitindo ao Fundo da Segurança Social fechar o primeiro semestre deste ano a valer 12.794 milhões de euros, ou seja, destaca o jornal i, o valor mais alto de sempre e que o torna no maior investidor individual em dívida pública portuguesa.

Mas um possível cenário de reestruturação da dívida, conforme em tempos solicitado por um grupo de várias personalidades, o Fundo da Segurança Social será também um dos maiores prejudicados.

Recorde-se que foi a 2 de julho de 2013, poucos dias antes de apresentar a sua carta de demissão, que o, à data, ministro das Finanças Vítor Gaspar, juntamente com o ministro Pedro Mota Soares, deram indicações para uma alteração da ‘política de investimento’ do FEFSS.

Nessa altura, recorda o jornal i, o FEFSS detinha 55% da dívida nacional, sendo a decisão da tutela justificada com a necessidade de rentabilizá-lo mas também em nome da sustentabilidade da dívida, visto que os títulos detidos por este fundo não contam para o cálculo da dívida pública líquida.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...social-e-o-maior-investidor-em-divida-publica


O relatório do Tribunal de Contas sobre a execução orçamental da Segurança Social, a que o Diário Económico teve acesso, mostra que as medidas de austeridade tomadas no ano passado não foram suficientes para conter as despesas do Estado em pensões.

Isto por se tratarem, aos olhos daquela entidade, de medidas precárias e focadas no curto prazo.

As medidas “não foram suficientes para conter o esforço financeiro do Estado no que respeita ao financiamento do sistema da Segurança Social”, dá conta o documento que vai ser publicado hoje.

Assim sendo, a Segurança Social esteve mais dependente das transferências do Orçamento do Estado, que completaram 1,43 mil milhões de euros, mais 67% do que no ano anterior.

“Sem o efeito desta transferência, a execução do orçamento da Segurança Social teria registado um défice de 951,7 milhões de euros, mais 526,6 milhões do que em 2012”, explica a entidade liderada por Guilherme d’Oliveira Martins.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...brir-gastos-com-pensoes&utm_medium=LeiaTambem
 

Segurança social completamente deficitária mas está difícil de entenderem cortes nessa área. Pelo meio também houve as transferências dos fundos privados também deficitários para arranjar receitas extraordinárias de curto prazopara tapar buracos à custa das próximas gerações. Sistema parasitário perfeito montado pela geração de pensionistas ou quase-pensionistas actuais. Anda aí a Manuela Ferreira Leite quase todas as semanas chateadíssima com a austeridade e cortes nesta área quando ela também transferiu uns quantos fundos destes da esfera privada para a pública.
 
Segurança social completamente deficitária mas está difícil de entenderem cortes nessa área. Pelo meio também houve as transferências dos fundos privados também deficitários para arranjar receitas extraordinárias de curto prazopara tapar buracos à custa das próximas gerações. Sistema parasitário perfeito montado pela geração de pensionistas ou quase-pensionistas actuais. Anda aí a Manuela Ferreira Leite quase todas as semanas chateadíssima com a austeridade e cortes nesta área quando ela também transferiu uns quantos fundos destes da esfera privada para a pública.

Pior mas muitíssimo pior está a CGA-Caixa Geral de Aposentações, em que os atuais ativos contribuem apenas para 12.5% do valor recebido pelos aposentados. Isso sim é preocupante.
 
A abertura do acesso ao financiamento do Banco Central Europeu (BCE) permitiu ao Novo Banco devolver o empréstimo de emergência que tinha sido concedido pelo Banco de Portugal. Antes de ser conhecida a solução para o BES, o fecho da torneira do Eurosistema levou a que o Banco de Portugal tivesse de emprestar 3,5 mil milhões de euros, através de uma linha de Emergency Liquidity Assistance (ELA). Ontem, em resposta ao Dinheiro Vivo, o BdP reiterou o Novo Banco "encontra-se devidamente capitalizado", pelo que beneficia "do estatuto de contraparte para as operações de política monetária e, portanto, do acesso à liquidez do Eurosistema em condições de normalidade, como os outros bancos nacionais".

http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Banca/interior.aspx?content_id=4075583

Tanta operação. Devolve dinheiro ao BCE e pede emprestado ao BP. Depois, paga ao BP usando o BCE.
 
http://www.dinheirovivo.pt/Mercados/Banca/interior.aspx?content_id=4075583
Tanta operação. Devolve dinheiro ao BCE e pede emprestado ao BP. Depois, paga ao BP usando o BCE.

O BES com a sangria toda que houve de dinheiro a sair do banco foi fornecido de liquidez pelo BCE, mecanismo normal nestas circunstâncias.
https://www.ecb.europa.eu/mopo/ela/html/index.en.html

Mas a certa altura os eventos precipitaram-se e o próprio BCE puxou o tapete.

As outras operações de empresta/paga, etc,etc, devem ser operações normais dada a criação dum novo banco. Suponho que tenha que sido gerado novo dinheiro no montante de todos os empréstimos do Novo Banco. ex.BES. É tudo dinheiro virtual, meras operações contabilísticas entre bancos centrais e bancos comerciais.

Não sei se sabes como o sistema funciona desde há umas décadas, de como se chega ao ponto de criar dinheiro do nada.
http://www.bankofengland.co.uk/publ...lletin/2014/qb14q1prereleasemoneycreation.pdf
 
Turistas enganados com contas bancárias falsas ficam sem dinheiro e sem casa de férias no Algarve

Pedro Sales Dias 16/08/2014 - 22:12

Contas são abertas com identidade falsa e polícia não consegue chegar aos responsáveis. Autoridades receberam 22 queixas por burlas relacionadas com o arrendamento fictício de imóveis

A tentativa de poupar dinheiro acaba por transformar alguns turistas nas vítimas perfeitas. Na maioria dos esquemas usados para burlar turistas à procura de uma casa de férias mais barata do que os hotéis no Algarve, a investigação policial acaba quase sempre por esbarrar numa conta bancária forjada. Surpreendidas com a descoberta de que foram enganadas, as vítimas fornecem às autoridades o número de identificação bancária dos burlões, mas as contas para onde transferiram o dinheiro são frequentemente abertas com identidade falsa. E encerradas rapidamente.
[...]

-> http://www.publico.pt/sociedade/not...urlados-com-contas-bancarias-forjadas-1666702
 
Esparta
O relatório sobre a nataliade que o PSD encomendou e apresentou é demonstrativo da forma como se encara o papel do Estado em Portugal. Durante anos, a classe política rendeu-se às causas fracturantes da extrema-esquerda e apoiou políticas que minaram o conceito de família como elemento primordial e estruturante da sociedade portuguesa. Fez mais: concebeu o crescimento da economia baseado no consumo e na despesa, pressupondo uma ordem de valores socialista, onde a despesa vale mais que a poupança; Uma linha de raciocínio que tem o seu ponto fulcral na concepção de que o ensino deve ser gratuito, para que haja dinheiro para bens de consumo perecíveis, indiciadores de um nível de vida inexistente e ilusório.

O preço está a ser pago com menos crianças. Infelizmente, o que preocupa o poder político é a sustentabilidade da Segurança Social e do Estado. Não são as crianças. Não são as famílias. O Estado precisa desesperadamente de quem pague os impostos no futuro. E como no futuro estaremos todos mortos, o Estado precisa de crianças. Não podendo forçar as pessoas a isso, concede benefícios. Chama-lhe “o nosso futuro colectivo”. Esparta não faria melhor. Esparta não foi tão subtil. Esparta obrigava os seus cidadãos a ter filhos porque precisava de soldados; o nosso Estado incentiva a tal porque precisa desesperadamente de contribuintes.

Por que motivo um casal decide ter filhos? Não é, seguramente, para pagar contas. Menos ainda, por estar preocupado com a sustentabilidade do Estado ou o futuro colectivo do país. Uma família tem filhos porque se ama, porque ama, porque quer perseverar a família; passar o testemunho. Porque dá valor a uma série de factores que o Estado não tem em conta.

O Estado, com a visão que tem do problema, pode até conseguir um aumento da natalidade. Mas será pontual. Será baseado, não num querer, em algo que se deseje, mas numa mera decisão contabilística que, porque sustentada numa redução esporádica de impostos, que não se pode manter por muito tempo, cedo deixará de surtir os efeitos desejados.

Se os políticos desejam que as famílias tenham mais filhos, além dos benefícios fiscais, é a filosofia de vida que está por detrás das políticas seguidas nos últimos anos que terá de ser alterada. Precisamos de um Estado que não se imiscua na vida privada; que não difunda valores, mas respeite os estabelecidos pela sociedade; que seja poupado e reduza os impostos para todos. Em igualdade. E, mais importante ainda, que não gaste dinheiro em políticas públicas que desvalorizam e atacam o conceito de família. Não minando as verdadeiras bases do país, não precisará de discriminar portugueses incentivando a que tenham filhos prontos para pagar as contas que deixa para trás.

oinsurgente.org/2014/07/25/fazer-contribuintes
 

Por mais estranho que possa parecer são as famílias com menos possibilidades, as que têm mais filhos, tendo também casado mais cedo.

O que vou colocar aqui, deveria ser no tópico "Para rir", mas cá vai, não resisti! Um estado que mete a pata em tudo, bem poderia lembrar-se de:

https://www.youtube.com/watch?v=mse6vfME_EQ

Nota: Podiam contar comigo para ajudar, em part-time, claro! :lmao:
 
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