O Estado do País

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Convém não esquecer que Salgado foi libertado sob fiança de 3 milhões, certo?!

Há quem tenha receio pela vida do ex-ministro na prisão, mas julgo que não há perigo, será provavelmente colocado lado a lado com o isaltino, lima, vale e azevedo ou carlos cruz. É uma boa oportunidade para trocar de conhecimentos, aprender mais uns com os outros.

Quanto à medida de coação, acredito mais na hipótese de perigo de perturbação do inquérito, ou até de perturbação social.

Ver na rtp1, o pinto monteiro, por iniciativa própria a ridícularizar o caso freeport e a partilhar qual foi o motivo do almoço com o "engenheiro" (para falar de livros), foi uma delícia de pérola! O homem ou está apertado com medo, ou julga que somos atrasadinhos.

Esta situação toda deixa-me apreensivo de espanto, triste também, atenção! Isto não é nada bom para a imagem de Portugal, mas acho que consigo aguentar! :)

A corrupção entre médicos, farmácias e farmacêuticas continua. O estado comparticipa e o medicamento é vendido para fora, onde é mais caro.
Eu gostava mesmo de obter uma lista de todas as prescrições médicas em meu nome, gostava mesmo! É que nem me lembro da última vez que fui a uma consulta médica.
 
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Convém não esquecer que Salgado foi libertado sob fiança de 3 milhões, certo?!

Que tem? Isso só significa que tem dinheiro para pagar. Durante algum tempo só se ouvia e lia que o Salgado ia ser processado dado o número elevado de irregularidades. O Sócrates mal chega e é atribuído o veredito de culpado por antecipação (e é preso preventivamente).

Acho que se deve mais à perceção pública dos dois indivíduos. Enquanto que o Sócrates está associado à bancarrota do país (e é de esquerda), o Salgado fez uma mossa mais pequena nas finanças públicas e afetou menos gente. Por outras palavras, um teve um impacto mais direto e o outro mais difuso.

Reitero, o Salgado tinha, tem e terá mais meios de fuga do que o Sócrates. Não é a caução que muda isso. O Madoff americano ficou em prisão domiciliária/preventiva, já o português está em liberdade e com possibilidade de influenciar pessoas, destruir documentos e outras manobras possíveis e imagináveis. Neste caso, não acho que haja 'justiça' e bom senso.
 
Última edição:
Pagar para depositar

O Commerzbank anunciou esta semana que vai exigir aos clientes um juro pelos depósitos.
Por certo já deu conta de que quando o prazo do depósito chega ao fim, o juro que lhe oferecem para renovar a aplicação é bem mais baixo. Habitue-se: a tendência está para ficar. É o resultado da política monetária do BCE, e do esforço dos bancos em melhorarem a sua margem financeira. Na Europa até já há bancos a cobrarem aos clientes que lhes cedem o dinheiro.

O aviso deixado por António Vieira Monteiro é para levar a sério. O presidente executivo do Santander Totta afirmou numa entrevista recente ao Expresso que os juros pagos nos depósitos vão continuar a baixar. Não culpe já os banqueiros. Não é mania do sector em Portugal. É realidade em toda a Zona Euro. Há até um grupo restrito de bancos que já cobram a quem lhes confia as poupanças. O último foi o alemão Commerzbank, que esta semana anunciou que vai exigir um juro às grandes empresas e fundos que realizarem depósitos na instituição.

O estado anémico da economia da Zona Euro e a ameaça de deflação são a principal força por trás desta tendência. A inversão da lógica (pagar em vez de receber juros nos depósitos) começa no próprio BCE, que desde Setembro cobra 0,2% às instituições financeiras que lá vão parquear a sua liquidez. A medida faz parte do incentivo para que os bancos emprestem à economia, injectando-lhe sangue. Os que preferem entregar o dinheiro à autoridade monetária pagam por isso. Alguns, como o Commerzbank, optam por passar o custo ao cliente.

Além de cobrar pelos depósitos, o BCE também cobra pelo financiamento que concede aos bancos. Mas nunca exigiu tão pouco: 0,05% na taxa de referência. Conjugadas, as duas medidas explicam em boa medida porque as Euribor estão em mínimos históricos: 0,08% no indexante a três meses. E porque o encargo com o crédito à habitação tem vindo a baixar.

É nesta ponta que a banca portuguesa se liga à história. Os mínimos da Euribor, conjugados com os "spreads" baixos praticados nos anos até à crise, sobretudo no crédito à habitação, penalizam a margem financeira. Que é a diferença entre o que os bancos pagam no seu financiamento e o que recebem nos empréstimos que concedem. Melhorá-la implica dar menos juros nos depósitos. E exigir mais nos créditos. Razão por que os bancos têm privilegiado o financiamento a empresas e o crédito ao consumo, onde as taxas são mais altas.

A única notícia positiva para quem tem depósitos é que a inflação nula que se verifica em Portugal permite manter o poder de compra, apesar dos juros baixos (média de 1,3% em Setembro para os particulares). Mas enquanto a Zona Euro não sair da letargia, a remuneração que os bancos oferecem só conhecerá o sentido descendente. A campanha do Novo Banco é mesmo a excepção que confirma a regra.

Negócios

Se isto chegar a Portugal mais vale aos bancos fechar as portas ou então dedicarem-se a vender cofres... as taxas estão baixíssimas em todos os bancos de retalho salvo o Novo Banco, o "El Dorado" do momento para os "pica taxas" com taxas completamente fora de mercado e a aniquilar a margem financeira do banco nos recursos.
 
Editado por um moderador:
É já uma realidade.. Os bancos já nos cobram bastantes comissões. E nem fazem descriminação positiva, muito pelo contrário, que tem menos é mais afetado. A vontade é trocar tudo por barras de ouro e esconde-las. Mas até isso seria insuficiente, pois o pagamento de remunerações é feito com cheque ou transferência 99% dos casos.
 
os bancos pagavam 5 e 6% para arrecadar depósitos em 2012 quando não havia acesso a dinheiro lá fora. Depois o BdP mandou cortar as taxas.

Quem conseguiu entrar num desses depósitos a 5 ou 8 anos, está a lucrar bastante.
 
Que tem? Isso só significa que tem dinheiro para pagar. Durante algum tempo só se ouvia e lia que o Salgado ia ser processado dado o número elevado de irregularidades. O Sócrates mal chega e é atribuído o veredito de culpado por antecipação (e é preso preventivamente).

Acho que se deve mais à perceção pública dos dois indivíduos. Enquanto que o Sócrates está associado à bancarrota do país (e é de esquerda), o Salgado fez uma mossa mais pequena nas finanças públicas e afetou menos gente. Por outras palavras, um teve um impacto mais direto e o outro mais difuso.

Reitero, o Salgado tinha, tem e terá mais meios de fuga do que o Sócrates. Não é a caução que muda isso. O Madoff americano ficou em prisão domiciliária/preventiva, já o português está em liberdade e com possibilidade de influenciar pessoas, destruir documentos e outras manobras possíveis e imagináveis. Neste caso, não acho que haja 'justiça' e bom senso.

Já vi melhores argumentos..

Ou seja um tem dinheiro e o outro se o tem não o pode mostrar, será antes isso?

Podemos criticar o peso e a medida, mas desconhecemos por completo os contornos, até porque o cidadão sócrates enquanto não for julgado é apenas suspeito.

A mediatização do caso era impossível de evitar, por mais que os políticos venham com frases feitas, a separar política da justiça, como se tal fosse possível. Política tem tudo a ver, e neste caso inclui também o perdão fiscal a regularização de dinheiro desviado para offshores, e a comunicação dos bancos em caso de transferências avultadas, tudo obra deste cidadão. No fundo criou um conjunto de leis, onde se provavelmente a infração ou infrações que motivou a sua detenção.

Cabe-nos aguardar que tenha um julgamento justo e tão rápido quanto necessário, como qualquer outro cidadão.

Lanço a seguinte questão:

Existe hoje mais politização da justiça do que há 20, 30 ou 40anos atrás?

Sinceramente, não me parece. Antigamente nunca acontecia nada de corrupções, e nada vinha a público, pois nenhum político era detido. O nível de corrupção seria mais ou menos o mesmo, mas o povo continuava sereno na ignorância.

Pergunto se então a justiça não estava ao serviço da classe política mais do que agora.
 
Que tem? Isso só significa que tem dinheiro para pagar. Durante algum tempo só se ouvia e lia que o Salgado ia ser processado dado o número elevado de irregularidades. O Sócrates mal chega e é atribuído o veredito de culpado por antecipação (e é preso preventivamente).

Acho que se deve mais à perceção pública dos dois indivíduos. Enquanto que o Sócrates está associado à bancarrota do país (e é de esquerda), o Salgado fez uma mossa mais pequena nas finanças públicas e afetou menos gente. Por outras palavras, um teve um impacto mais direto e o outro mais difuso.

Reitero, o Salgado tinha, tem e terá mais meios de fuga do que o Sócrates. Não é a caução que muda isso. O Madoff americano ficou em prisão domiciliária/preventiva, já o português está em liberdade e com possibilidade de influenciar pessoas, destruir documentos e outras manobras possíveis e imagináveis. Neste caso, não acho que haja 'justiça' e bom senso.

Já vi melhores argumentos..

Ou seja um tem dinheiro e o outro se o tem não o pode mostrar, será antes isso?

Podemos criticar o peso e a medida, mas desconhecemos por completo os contornos, até porque o cidadão sócrates enquanto não for julgado é apenas suspeito.

A mediatização do caso era impossível de evitar, por mais que os políticos venham com frases feitas, a separar política da justiça, como se tal fosse possível. Política tem tudo a ver, e neste caso inclui também o perdão fiscal a regularização de dinheiro desviado para offshores, e a comunicação dos bancos em caso de transferências avultadas, tudo obra deste cidadão. No fundo criou um conjunto de leis, onde se provavelmente a infração ou infrações que motivou a sua detenção.

Cabe-nos aguardar que tenha um julgamento justo e tão rápido quanto necessário, como qualquer outro cidadão.

Lanço a seguinte questão:

Existe hoje mais politização da justiça do que há 20, 30 ou 40anos atrás?

Sinceramente, não me parece. Antigamente nunca acontecia nada de corrupções, e nada vinha a público, pois nenhum político era detido. O nível de corrupção seria mais ou menos o mesmo, mas o povo continuava sereno na ignorância.

Pergunto se então a justiça não estava ao serviço da classe política mais do que agora.

Quanto ao cidadão ser de direita ou de esquerda, o que é que isso tem a ver? Começou na jsd e é do ps, os da esquerda até o consideram de direita.. vejo artistas da esquerda à direita envolvidos em corrupção, estar a fazer agora distinções tem algum sentido? Julgo que não.
 
Não comparando casos e investigações, não consigo perceber como Ricardo Salgado se encontra em liberdade, não só pela gravidade dos factos (pôs em causa todo o sistema bancário com as eventuais consequências que isso pode ter num país e na Europa) mas igualmente pelas consequências que a sua liberdade pode ter (eventual destruição de provas e documentos assim como influência sobre terceiros). E na verdade é isso que questiono na justiça: onde está a equidade? Porque são uns notificados a comparecer em tribunal e outros detidos com avisos antecipados aos meios de CS? Porque ficam uns em liberdade e outros em preventiva? E se estas aparentes incongruências acontecem com figuras públicas, o que podemos esperar da justiça todos nós meros cidadãos comuns?
 
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o ricardo salgado é arguido no caso monte branco. Não tem passaporte e não pode contactar com outras pessoas citadas no processo.

Ainda nem chegámos ao bes.
 
Não pode contactar. Mas como é que isso é garantido se ele está em liberdade? Não sejamos ingénuos.
 
os outros arguidos até agora são:

Michel Canals e Nicolas Figueiredo (donos da empresa de gestão de fortunas Akoya), Francisco Canas (intermediário de Michel Canals em Portugal), José Pinto, Ricardo Arcos Castro (dono da empresa de gestão de fortunas Arcofinance) e um sobrinho de Francisco Canas.

A lista de Francisco Canas, angariador/intermediário de Michel Canals, contém mais de 450 mil nomes, muitos codificados apenas pelas letras iniciais. Em princípio serão todos acusados pelo ministério público de fraude fiscal e branqueamento de capitais.
 
E todos em preventiva? Os construtores civis agradecem...
 
Processo Monte Branco, a operação Furacão... a vigarice organizada para fugir aos impostos, colocar dinheiro lá fora... é pesquisar na imprensa.
 
Eu não acho estranho José Sócrates estar em preventiva se as notícias tiverem algum fundo de verdade. Não percebo é como Ricardo Salgado está em liberdade com tudo o que isso implica...
 
Como não me revejo de todo nessa coisa dos regozijos, não posso dedicar-lhe grande tempo. Aliás, não sei que regozijo possa haver quando figuras desta importância com cargos desta grandiosidade estão alegadamente enterrados até às orelhas em trafulhices. Atrevo-me até a dizer que regozijos só mesmo da parte de quem não raciocina com grande clareza.
Quanto ao processo em que RS está envolvido, em abono da verdade, há que dizer que Ricardo Salgado foi notificado para comparecer em tribunal. Mas não é esse o meu ponto. Reporto-me apenas aos 3 motivos que podem levar à prisão preventiva e que foram usados (e muito provavelmente muito bem) no caso de JS para justificar a medida de coação adoptada. Todos eles poderiam muito bem ser aplicados no caso de RS (perigo de perturbação de inquérito, perigo de continuidade de actividade criminosa e perigo de fuga). E é aí mesmo que reside a minha questão: a arbitrariedade das decisões. Não existe uma coerência aparente e mesmo que existam motivos eles nunca são explicados porque os magistrados sentem que nunca têm que explicar nada. Daí termos indiciados por pedofilia que ficam em preventiva e outros que aguardam julgamento em liberdade com apresentações periodicas e proibição de contacto com a(s) vítima(s). A justiça quando não revela equidade, não o é.
 
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