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no sentido em que o BES era um BPN em grande escala? que os contratos ao balcão tomavam outra forma internamente sem acordo dos clientes?

Não, isso pra mim é novo.
 
Com estas regras, não se admirem que haja cada vez mais jovens a emigrar. Isto tem um nome: fascismo fiscal.

As dívidas superiores a 3500 euros à Segurança Social podem ser consideradas a partir de agora fraude e levar a uma pena de prisão até três anos.

Segundo o jornal i, estas dívidas podem também resultar em multas de 180 mil euros, para as pessoas singulares, ou até 3,6 milhões de euros, para as empresas.

A nova regra está prevista no Orçamento do Estado para 2013 e até agora o limite da dívida era de 7500 euros. O objectivo do Executivo liderado por Pedro Passos Coelho é obrigar as empresas a pagar à Segurança Social os descontos relativos aos seus trabalhadores. Contundo, a nova medida não vai ter efeitos retroactivos.

Mas a aplicação da nova medida poderá vir a prejudicar os trabalhadores independentes, segundo o i.

Em 2012, houve perto de cem mil cobranças coercivas a trabalhadores independentes. Com as alterações do Governo, a partir de 2013 75% do rendimento dos trabalhadores independentes vão ficar sujeitos a IRS. Além disso, estes trabalhadores vão sofrer os mesmos aumentos de impostos que os restantes contribuintes devido às alterações nos escalões do IRS e da sobretaxa de 3,5%.


http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Fisco/interior.aspx?content_id=3875799

Para quem for jovem e quiser iniciar um novo negócio como trabalhador independente mais vale sair de Portugal e emigrar para o Reino Unido, Irlanda ou EUA.
 
e isso aconteceu antes e DEPOIS do BPN onde nos garantiram que NADA VOLTARIA A SER IGUAL!

No terreno se sente a terra.

No Banco de Portugal pouco mudou desde 2008, aliás, até recentemente se deu mais competência ao BE por ter melhor graduação de óculos.

No BPN e muito menos no BES seria algo de fácil escrutrinação pelos bancos centrais, por eles se baseiam nos que os bancos enviam. Apenas após denúncia ou por fundada suspeita pedem auditoria ( sempre com aviso prévio).
 
O Tribunal Judicial de Beja condenou, nesta quarta-feira ao início da tarde, cinco cidadãos romenos pelo crime de tráfico de pessoas e um deles por posse de arma proibida a penas suspensas que vão dos três anos aos cinco anos de prisão

(...)

A juíza Ana Baptista considerou “provados” os factos de que quatro homens e uma mulher vinham acusados, lembrando-lhes o “impacto” e a “repulsa” que os acontecimentos provocaram na sociedade. E disse esperar "que as consequências os obriguem a reflectir” sobre os seus actos, advertindo-os que “não podem voltar a cometer crimes e muito menos relacionados com tráfico de pessoas”.

(...)

Algumas das 30 pessoas envolvidas neste processo “passaram fome”, descreveu Ana Baptista, frisando que este tipo de condutas “não são toleradas e têm de ser severamente punidas”

“Nenhum dos condenados se mostrou arrependido” durante o seu julgamento, conclui ainda a sentença.

Público

:maluco: :facepalm:
 
O Tribunal Europeu de Justiça declarou que as pessoas que sofrem de obesidade devem ser consideradas inválidas. Esta decisão teve na sua base o caso de um babysiter dinamarquês que estava tão gordo – 159kg – que já nem os próprios sapatos conseguia apertar.

O Tribunal, cujos decretos regulam as práticas para todos os Estados membro, concluiu que a obesidade pode ser considerada invalidez se “dificultar a plena e efetiva participação da pessoa em causa na vida profissional em condições de igualdade com os outros trabalhadores.”

Observador
 
estamos lixados pois a maioria dos tugas é gordo, e não sou eu que os vou manter para estar em casa a ganhar sem mexer o cu, imigrava logo

Confundir gula com obesidade mórbida, que é de facto uma doença, é no mínimo forçado.
Certamente que não se vão manter pessoas em casa por serem "gordas".
O teu post foi no mínimo preconceituoso, para não dizer mais...

PS: Se "imigravas" presumo que ficasses no mesmo sítio...
 
ui policia do português, preconceito deixa-me ver com é que alguém fica mórbidamente obeso há comendo e não fazendo nenhum, se fores a algum país a sofrer de fome não verás ninguém com essa "doença" , também gosto do mac e bolos mas sei que se os comer a todos os dias vou ter problemas,
 
Isto de facto é uma conversa que dá pano para mangas. E pagar com os nossos impostos o tratamento de doentes oncológicos cujos cancros têm origem no estilo de vida, alimentação e hábitos pouco saudáveis? E tratar com o dinheiro de todos nós problemas respiratórios de fumadores? Ou tensão alta e avcs de malta que emborca sal como eu bebo água? Ou pagar tratamentos a cirroses e transplantes de fígado a quem andou uma vida inteira a beber álcool até cair? E acidentados que se desgraçam a si e aos outros por beberem e conduzirem ou desrespeitarem limites de veocidade e regras básicas de trânsito? Ou há moralidade para todos ou não há. Eu cá acho que com os impostos que se pagam neste país, preconceitos do género não fazem grande sentido e todos os que precisam de ajuda devem tê-la. Até porque, convenhamos, uma grande parte dos problemas de saúde de todos nós poderiam ser evitados se todos fossemos bem comportados. Mas não somos, de uma maneira ou de outra. Para uns isso é óbvio a olho nu. Para outros, nem tanto.
 
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ui policia do português, preconceito deixa-me ver com é que alguém fica mórbidamente obeso há comendo e não fazendo nenhum, se fores a algum país a sofrer de fome não verás ninguém com essa "doença" , também gosto do mac e bolos mas sei que se os comer a todos os dias vou ter problemas,

Fat shaming doesn't work. É um fenómeno global. Tanto motivo subjacente à obesidade. Há também interesses corporativos. Por acaso as vendas do McDonalds nos states estão a cair a pique.
 
Isto de facto é uma conversa que dá pano para mangas. E pagar com os nossos impostos o tratamento de doentes oncológicos cujos cancros têm origem no estilo de vida, alimentação e hábitos pouco saudáveis? E tratar com o dinheiro de todos nós problemas respiratórios de fumadores? Ou tensão alta e avcs de malta que emborca sal como eu bebo água? Ou pagar tratamentos a cirroses e transplantes de fígado a quem andou uma vida inteira a beber álcool até cair? E acidentados que se desgraçam a si e aos outros por beberem e conduzirem ou desrespeitarem limites de veocidade e regras básicas de trânsito? Ou há moralidade para todos ou não há. Eu cá acho que com os impostos que se pagam neste país, preconceitos do género não fazem grande sentido e todos os que precisam de ajuda devem tê-la. Até porque, convenhamos, uma grande parte dos problemas de saúde de todos nós poderiam ser evitados se todos fossemos bem comportados. Mas não somos, de uma maneira ou de outra. Para uns isso é óbvio a olho nu. Para outros, nem tanto.

Hehe por acaso do outro lado o atlântico impera essa mentalidade individualista. Até há casos na indústria privada prisional de juízes a receberem subornos para prenderem pessoas e assim aumentar os lucros.

Em termos de modelos económicos, gosto de ouvir todas as perspetivas. Às vezes os libertários conseguem ser piores que os comunistas. Numa entrevista já ouvi um dizer que se não houvesse governo não haveriam pobres. São opiniões, claro. Seria interessante saber como é que haveriam serviços comuns na sociedade como polícia, bombeiros ou até recolha do lixo (a pessoa em questão é contra impostos. Acho que seria por seguros. Aí terias o serviço condizente com o valor pago. Mais interessante seria se não pagasses). Isto inserido na dicotomia saúde pública vs privada. Nos states o custo de alguns genéricos está a subir dramaticamente, alguns até 17000%. Cá tivemos o caso do remédio da hepatite. É tudo capitalista para receber. Quando é para pagar...

Em tom de brincadeira, a indústria farmacêutica não gosta de curas, gosta de clientela (e quantos mais medicamentos obrigatórios melhor).

Corre-se o sério risco de nos próximos anos haver graves lacunas na saúde. Já há isso na Grécia com cortes na ordem dos 25% desde 2009.
 
já afirmei que não me custa pagar impostos para o serviço nacional de saúde é um dever nosso, agora custa-me ver pessoas egoístas que fumam, são gordos e não fazem nada contra, ou simplesmente trabalhar faz calos irem aos hospitais e não pagar nada e quem como eu e que cada vez somos menos dá sangue e medula só tem a isenção do centro de saúde,
 
já afirmei que não me custa pagar impostos para o serviço nacional de saúde é um dever nosso, agora custa-me ver pessoas egoístas que fumam, são gordos e não fazem nada contra, ou simplesmente trabalhar faz calos irem aos hospitais e não pagar nada e quem como eu e que cada vez somos menos dá sangue e medula só tem a isenção do centro de saúde,


Não tenho de momento os números na cabeça mas apesar de termos uma esperança média de vida idêntica àquela que ocorre na maior parte da Europa, temos em Portugal uma elevada incidência e prevalência de doenças evitáveis. A principal causa de morte no nosso país é o AVC, e tal deve-se parcialmente ao facto de abusarmos no sal.

Noto que a alimentação dos portugueses piorou muito nas duas últimas décadas. Antigamente tomava-se o pequeno-almoço em casa, agora os croissants, os bolos e os cereais de pequeno-almoço substituíram a torrada ou a sandes de queijo, apesar de provocarem acentuados picos de glicemia e contribuírem assim para a DM tipo 2, devido ao desgaste das células pancreáticas que produzem insulina. Também comemos mais batatas e mais arroz branco, o que também contribui a génese da DM tipo 2. Actualmente come-se um excesso de alimentos com elevado índice glicémico, e a ingestão de vegetais e frutas caiu muito.

Outro problema que temos na sociedade portuguesa: os horários de sono. Vamos muito tarde para a cama, especialmente os mais jovens, o que altera os padrões normais de mecanismos hormonais e nervosos que são regulados de acordo com as horas do dia! Sim, é verdade, nós somos muito afectado pela alternância dia/noite... por exemplo, a libertação de várias hormonas depende das horas solares e por isso é fundamental que durante a noite estejamos em sono profundo.

Ainda há a falta de exercício físico. E não é necessário ir para o ginásio. Basta começar por andar pequenas distâncias em vez de usar o carro. E nos meios pequenos usa-se e abusa-se do carro para pequenas distâncias!

Obviamente isto tem repercussões no Orçamento de Estado... e se um dia as pessoas forem responsabilizadas por doenças que poderiam evitar? Seria perigoso mas com um SNS em ruptura tal poderá acontecer.
 
já afirmei que não me custa pagar impostos para o serviço nacional de saúde é um dever nosso, agora custa-me ver pessoas egoístas que fumam, são gordos e não fazem nada contra, ou simplesmente trabalhar faz calos irem aos hospitais e não pagar nada e quem como eu e que cada vez somos menos dá sangue e medula só tem a isenção do centro de saúde,

Isso é muito bonito, mas onde se estabelece o limite? A ti irritam-te fumadores e gordos. E se eu não quiser gastar do meu dinheiro para tratar malta que tem avcs e cirroses por enfardar sal e beber como esponjas? E se o meu vizinho do lado não quiser gastar do seu dinheiro para tratar diabéticos que se encheram de guloseimas e não fizeram exercício físico? E se o meu pai não quiser gastar o dinheiro dele a pagar tratamentos a quem vai a 100 Km/h onde devia ir a 70 ou 80? E a malta carregadinha de ácido úrico porque não deixa de comer as coisinhas que gosta? Algum de nós tem alguém na família que não tenha tido ou até falecido de algum problema de saúde que poderia, de uma forma ou de outra, ter evitado ou minimizado? O problema é que os Portugueses são muito críticos com o vizinho do lado e pouco ou nada consigo próprios.
Também sou dadora de sangue e medula e não perco um segundo a pensar em isenções. Aliás, nunca usufruí dela(s) e espero nunca ter de usufruir.
Com as taxas de impostos que se pagam neste país, todos, sem excepção, devíamos ser tratados como realeza no sistema nacional de saúde. E se há problemas, eles só existem por péssima gestão, pois pouco faltará para vivermos como norte-africanos mas pagamos impostos como se fossemos nórdicos.
 
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