Pandemia da COVID-19 2021

Voltando ao tema de Portugal, temos boas notícias para além da vacinação (finalmente): :viva:
  • O R(t) está a descer bem, após muito tempo estável nos 1,15 a 1,2 (e nalgumas regiões acima disso). O pico desta quarta vaga em Lisboa já passou e não tarda muito o mesmo acontecerá no Algarve e no Norte;
  • Parece também que o número de mortes estancou nas 8, bem diferente das 40 a 60 mortes que tínhamos no final de outubro do ano passado;
  • Falam muito de previsões de incidências, mas a realidade é que duvido imenso que a incidência chegue aos tais 631 casos no início de agosto. Neste momento a incidência média nacional está nos 390 casos e o ritmo de crescimento já está a diminuir e isso já se nota nos gráficos de incidência e de casos diários;
  • Com a vacinação a avançar em larga escala, acredito que esta vaga seja talvez a última com restrições mais acentuadas e, quando começar o período crítico do regresso às aulas, já teremos imunidade de grupo e uma incidência de casos muito baixa, possivelmente inferior à que tínhamos em maio.
Esperemos que estas profecias se concretizem! Último esforço... :pray:
 
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  • Com a vacinação a avançar em larga escala, acredito que esta vaga seja talvez a última com restrições mais acentuadas e, quando começar o período crítico do regresso às aulas, já teremos imunidade de grupo e uma incidência de casos muito baixa, possivelmente inferior à que tínhamos em maio.
Esperemos que estas profecias se concretizem! Último esforço... :pray:
Eu não gosto do que vou escrever, mas aqui vai. Não haverá qualquer imunidade de grupo, os famosos 70% para a imunidade de grupo foram calculados para o vírus original, entretanto ele já mutou e aumentou a sua capacidade de transmissão o que significa que a fasquia da imunidade de grupo neste momento já deve andar perto dos 100%, um valor impossível de alcançar. Por outro lado as vacinas não impedem o contágio...

... O vírus veio para ficar, e com o plausível levantamento das medidas de contenção vai andar à vontade, a esperança é que mute no sentido de se tornar menos pernicioso, mais similar aos outros coronovírus comuns das constipações, mas como muta devagar, comparando com outros vírus, pode demorar certamente mais de 10 anos.
 
Eu não gosto do que vou escrever, mas aqui vai. Não haverá qualquer imunidade de grupo, os famosos 70% para a imunidade de grupo foram calculados para o vírus original, entretanto ele já mutou e aumentou a sua capacidade de transmissão o que significa que a fasquia da imunidade de grupo neste momento já deve andar perto dos 100%, um valor impossível de alcançar. Por outro lado as vacinas não impedem o contágio...

... O vírus veio para ficar, e com o plausível levantamento das medidas de contenção vai andar à vontade, a esperança é que mute no sentido de se tornar menos pernicioso, mais similar aos outros coronovírus comuns das constipações, mas como muta devagar, comparando com outros vírus, pode demorar certamente mais de 10 anos.

O vírus veio para ficar, sem dúvida. Felizmente existem vacinas que permitirão transformá-lo numa "gripezinha".
 
Antes fosse uma gripe, eu não me lembro de gripe alguma que tenha metido 181 pessoas nos UCI com uma taxa de vacinação superior a 50%.

50 mil casos positivos nos últimos 15 dias, 177 em UCI (0,35%), 101 óbitos (0,20%). Com 30% de vacinados (no momento de referência para doença grave, tirar 2 semanas de incubação da doença e mais 2 semanas para a vacina se tornar eficaz) e uns 15% de imunizados naturalmente. Quando se atingir o dobro de vacinados (mais um mês, aproximadamente), a fatalidade deverá ficar abaixo dos 0,1% da gripe...
 
Boletim DGS. Mortes na última semana diminuem face ao período anterior
No total dos últimos 7 dias, desde o boletim de 13 de maio, a Direção-Geral de Saúde identificou 46 mortes, menos 9 do que no período imediatamente anterior (55 entre 7 e 13 de julho).

Duas das mortes registadas pela DGS esta terça-feira (referente ao dia anterior) tiveram lugar em Lisboa e Vale do Tejo. As outras duas tiveram lugar no Norte e no Algarve.

Desde que começou a pandemia, morreram 17.219 pessoas com Covid-19.

https://observador.pt/liveblogs/em-...ilhoes-de-pessoas-na-india-do-que-e-habitual/

O número de casos positivos aumentou cerca de 15% nos períodos referidos... O número de óbitos caiu quase 20%.
 
Boas notícias, se ele diz é porque deve ser verdade::viva::uau:
Lá para o fim de Setembro ( em princípio deste ano ) estamos todos "livres" :amigos:

Imunidade de grupo e "libertação total da sociedade" no fim do verão, prevê Costa.

O primeiro-ministro estima que Portugal deva atingir a imunidade de grupo no final do verão, "um momento importantíssimo para a confiança e libertação total da sociedade". E prevê que se possam bater este ano recordes na captação de investimento.

https://www.jn.pt/nacional/imunidad...ade-no-fim-do-verao-preve-costa-13956171.html
 
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Nenhum político inteligente deveria usar termos como "total" nesta fase do campeonato.

Quando chegar a altura, vão dizer que não foi possível porque os casos aumentaram muito, está mais frio, há novas variantes, as escolas abriram, por aí fora... já vimos este "filme" antes...:unsure:

Um termo mais correcto seria "o dia da responsabilização individual e colectiva " pois sem isto não controlamos tão depressa como pretendemos...

Estas afirmações do Costa sobre algo que não é certo ( nem controla) como o comportamento das pessoas, soam a pura propaganda...
 
O Reino Unido a ser apressado nas liberdades (quase) absolutas. Porque não esperar pelos 80/85% de vacinados no seu país, algo que está ai mesmo à porta? Ainda há mais de 30% da população sem a vacinação completa.

A espera de 4 ou 5 semanas faria todo o sentido, principalmente num dos países com mais casos na Europa. Digo principalmente na questão de tirar a obrigação do uso de máscara em locais fechados e bares/discotecas abertas.
 
50 mil casos positivos nos últimos 15 dias, 177 em UCI (0,35%), 101 óbitos (0,20%). Com 30% de vacinados (no momento de referência para doença grave, tirar 2 semanas de incubação da doença e mais 2 semanas para a vacina se tornar eficaz) e uns 15% de imunizados naturalmente. Quando se atingir o dobro de vacinados (mais um mês, aproximadamente), a fatalidade deverá ficar abaixo dos 0,1% da gripe...
Com a excepção de que este vírus tem um Rt esmagadoramente superior. Vamos supor que a taxa de imunização das vacinas se confirma, a Pfizer diz que é de 95%, isto significa sempre, para Portugal que há sempre cerca de 500 mil pessoas que não irá responder à vacina. É muita gente em risco.

Se juntarmos à equação os birrentos dos negacionistas que se recusam a contribuir para o bem estar público então os numeros sobem ainda mais. Deverá haver facilmente um milhão e meio de pessoas em risco, com o vírus a andar à solta de certeza que vamos ter números grandes.
 
Com a excepção de que este vírus tem um Rt esmagadoramente superior. Vamos supor que a taxa de imunização das vacinas se confirma, a Pfizer diz que é de 95%, isto significa sempre, para Portugal que há sempre cerca de 500 mil pessoas que não irá responder à vacina. É muita gente em risco.

Se juntarmos à equação os birrentos dos negacionistas que se recusam a contribuir para o bem estar público então os numeros sobem ainda mais. Deverá haver facilmente um milhão e meio de pessoas em risco, com o vírus a andar à solta de certeza que vamos ter números grandes.

E qual é a solução. Ficar fechados para sempre?

Quem não quer ser vacinado, que se lixe. É com eles, correm o risco por opção própria.

Os 5% que não ficam totalmente protegidos correspondem a uma franja da população que estará sempre em risco para qualquer doença um pouco mais agressiva. Basta dizer que pessoas imunodeprimidas por doenças, tratamentos oncológicos ou por idade sempre existiram em alguma percentagem residual como essa, que correm risco de vida com uma simples gripe, e nunca foi necessário fechar nada.
 
O medo paira sobre os Jogos Olímpicos.

Os Jogos Olímpicos estão a gerar uma onda de comentários e discussão em torno da sua realização. Os casos de covid-19 dentro da aldeia olímpica ou ligados aos jogos estão a aumentar e são cada vez mais os protestos e pedidos de cancelamento desta edição. No entanto, uma decisão dessas teria um enorme impacto financeiro e desportivo.

Os Jogos Olímpicos começam esta sexta-feira, dia 23, mas há em torno da competição um clima de instabilidade e receio que poderá influenciar o decorrer da prova. Os casos de covid-19 ligados aos Olímpicos estão a subir diariamente e, até ao momento, 71 pessoas testaram positivo, sendo que pelo menos quatro destas residiam na aldeia olímpica.

O maior receio dos participantes e organizadores é que exista um surto do vírus dentro da aldeia, impedindo dezenas de atletas de competir, até porque mesmo que existam poucos casos positivos, o contacto que os desportistas têm entre si pode aumentar o número de isolamentos, que resulta na mesma impossibilidade de competir.

Por este receio de aumento de casos dentro da organização, há vários desportistas a recusar participar. A modalidade mais afetada é o ténis, onde do top-50, desistiram 23 do masculino e 15 do feminino.


https://www.jn.pt/desporto/o-medo-p..._source=push&utm_medium=mas&utm_term=13957447
 
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A preprint submitted by the Company today to bioRxiv contains a new analysis from blood samples obtained from a subset of participants (n=8) in the Phase 3 ENSEMBLE study. These data showed that the Johnson & Johnson single-shot COVID-19 vaccine elicited neutralizing antibody activity against the Delta variant at an even higher level than what was recently observed for the Beta (B.1.351) variant in South Africa where high efficacy against severe/critical disease was demonstrated.

JtVbRas.png


Bom...

J&J, de dose única, marcada. Felizmente não há 'passaporte' ou 'certificado' que diferencie entre qualidade de vacinas...

RU:

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A médio, longo prazo, se calhar, haverá uma maior convergência da eficácia.

Lá na China, o líder da DGS local levou 3 vacinas diferentes. Isto depois de a haver a admissão de que as vacinas locais não são grande coisa.
 
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