Mais do que a "salvação do Natal", as hordas de pessoas nos centros comerciais nas vésperas de Natal contribuíram e muito para este cenário.
O "povo" tem que se salvar a si próprio. Tem que haver responsabilidade. Infelizmente o "povo" português vive há séculos dependente dos senhores feudais, do Clero, do Rei, do Presidente do Conselho, do Estado, e não aprendeu a ser responsável livremente.
O "povo" não sabe pensar pela própria cabeça e recolhe a casa às 13h de sábado, depois de uma manhã num banho de multidão num passeio marítimo ou num centro comercial. E diz que os que ficam na rua depois das 13h (e que eventualmente até passaram a manhã em casa) são irresponsáveis e assassinam velhinhos.
O "povo" não foi aos centros comerciais nas tardes de fins-de-semana de dezembro mas encheu-os nos dias anteriores ao Natal.
O "povo" não atravessa a fronteira concelhia a 500m de casa nos feriados, mas visita todas as capelinhas, desde pais a primos em 5º grau na véspera de Natal, porque o Estado não o proibiu.
O "povo" não entra em restaurantes onde estão 10 pessoas a partir das 13h, mas no Natal reúne-se em casa com 20 ao jantar e outros 20 ao almoço.
O "povo" precisa de aprender a Liberdade. Aprender que ser livre exige responsabilidade e sem essa responsabilidade há consequências. Mas o Estado não quer que o "povo" aprenda e agora vai mandar o "povo" para casa umas semanas, e o "povo" irá obedecer de forma bovina e chamará irresponsáveis àqueles que andam sozinhos na rua...