Pandemia da COVID-19 2021

Eu não sei, mas tenho quase a certeza que dia 12 teremos confinamento total. Nas declarações do primeiro-ministro, "medidas mais restritivas do que as que temos agora" foi uma perífrase para substituir a expressão "confinamento total". Tendo em conta a situação atual e o facto de vários países europeus já estarem em confinamento total (veja-se França, a Holanda ou o Reino Unido) e várias regiões espanholas também estão em confinamento, Portugal seria só mais um caso nesta segunda/terceira vaga... :sad:
 
começa um "artista" a reclamar com a funcionária porque queria entrar e ela a pedir que aguardasse e esteve o tempo todo naquilo a discutir com a funcionária porque queria entrar...

Tenho especial respeito por todos quantos trabalham no atendimento ao público porque tenho a sensação que não aguentava nem uma semana sem me passar da marmita com alguém.
 
Tenho especial respeito por todos quantos trabalham no atendimento ao público porque tenho a sensação que não aguentava nem uma semana sem me passar da marmita com alguém.
Pois foi do tipo, ela a explicar que estava a fazer o seu trabalho e que não podia deixar entrar mais ninguém e o homem não se calava...

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https://leitor.expresso.pt/semanari...edade/hospitais-de-lisboa-pedem-ajuda-urgente

Covid-19 Várias unidades em pré-rutura.
Perante urgência de camas para doentes críticos, presidente da Sociedade de Cuidados Intensivos defende transferência de cirurgias de cancro para IPO e privados

Hospitais de Lisboa pedem ajuda urgente


Texto Christiana Martins Foto Tiago Miranda

Pela primeira vez desde que a pandemia de covid-19 teve início em Portugal, a zona de Lisboa e Vale do Tejo esgotou no último fim de semana a capacidade de resposta aos doentes com o novo coronavírus. No domingo, nenhum dos hospitais da região tinha meios para receber mais infetados e o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), que tem o maior número de casos, pediu ajuda à Administração Regional de Saúde. A única solução encontrada foi a transferência de cinco doentes para o Algarve e de outros tantos para a Covilhã.

Na véspera, as urgências do Hospital de São José, que integra o CHLC, já tinham sido encerradas para os doentes trazidos por ambulâncias. Na segunda-feira, o Hospital de Santa Maria, um dos maiores do país, registou 426 atendimentos de urgência, muitos dos quais resultado de transferências de outras unidades que já tinham esgotado a capacidade de atendimento. Até aqui, nenhum dos doentes transportados estava em situação crítica, mas a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) está a ponderar a transferência também de doentes em cuidados intensivos a partir de Lisboa para zonas menos pressionadas do país, o que nunca antes aconteceu.

Com a taxa média de ocupação das enfermarias e das unidades de cuidados intensivos a rondar os 95%, e com a maior parte dos hospitais a assumirem falta de capacidade para continuar a expandir o atendimento sobretudo devido à falta de recursos humanos, está a ser equacionada a mobilização de profissionais de saúde de especialidades não envolvidas na linha da frente e de médicos e enfermeiros de outras regiões do país.

“Sabemos que taxas de ocupação superiores a 80% em cuidados intensivos não nos permitem dar resposta a todos os doentes e neste momento a média de ocupação é igual ou superior a 94%”, alerta ao Expresso o presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, João Gouveia, que esteve presente esta semana numa reunião com a ministra.

Perante o agravamento da situação, o responsável diz que deve ser ponderado até o condicionamento das cirurgias aos doentes oncológicos — até agora nunca equacionado — de forma a libertar blocos operatórios, salas de recobro e anestesistas para permitir a expansão das camas destinadas a doentes críticos. Ao Expresso, João Gouveia sustenta que as cirurgias oncológicas devem ser temporariamente concentradas apenas nos institutos de oncologia e nos hospitais privados. “Defendo a concentração da atividade oncológica nos hospitais especializados ou o recurso ao outsourcing de certos serviços nesta área”, diz.

A ministra da Saúde desdobrou-se esta semana em reuniões com os responsáveis hospitalares de Lisboa e Vale do Tejo e acabou por determinar a suspensão imediata da atividade não urgente e a elevação de todos os planos de contingência para o nível máximo. “Todos os hospitais devem garantir a alocação de meios humanos à área dos cuidados críticos, de modo a maximizar toda a capacidade de resposta nesta área”, determinou Marta Temido na passada terça-feira. As Forças Armadas foram ainda ativadas para reforçar a ajuda ao SNS, nomeadamente recebendo doentes na Base Naval do Alfeite doentes com covid-19 assintomáticos e sem condições para fazer o isolamento em casa.

“Nenhum serviço resiste a este crescimento de casos”

Com o maior número de infetados de todo o país, o CHLC tinha há dois dias 204 pessoas internadas, das quais 167 em enfermaria e 37 em cuidados intensivos. Por ocupar estavam apenas seis camas de enfermaria e três para doentes críticos. Dez camas de cuidados intensivos foram criadas na quarta-feira, com a consciência de que não há muito mais por onde aumentar a capacidade de atendimento.

O Centro Hospitalar Lisboa Norte, de que faz parte o Hospital de Santa Maria, esteve sempre muito próximo de atingir a lotação máxima e na segunda-feira registou o terceiro pior dia desde o início da pandemia. Com 98% de ocupação, a situação do Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, que integra o São Francisco Xavier, é considerada crítica, com dificuldade para acomodar os doentes que chegam às urgências.

O e-mail enviado terça-feira por Marta Temido ao presidente da ARSLVT, depois de uma reunião com a Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva para a covid-19, especificava o que tem de ser feito em várias unidades. O Santa Maria — com 135 infetados internados, 35 dos quais em cuidados intensivos — deve converter imediatamente 12 camas não-covid em covid; o São Francisco Xavier tem de criar 53 camas que “ainda não estão totalmente consideradas”; no Hospital de Vila Franca de Xira, “todas as camas críticas poderão ser afetas à covid, utilizando o recobro para não-covid” e no Hospital de Cascais “há mais camas que poderão ser abertas com reafetação de recursos humanos”.

O CHLC não é referido neste e-mail, mas o Expresso sabe que, em última análise, há a possibilidade de transformar o Curry Cabral num hospital exclusivamente dedicado à pandemia, fazendo do Santa Marta, onde são realizados transplantes, numa unidade não-covid. “Ainda não estamos em rutura, mas nos próximos 15 dias a situação que já é preocupante irá agravar-se e poderá tornar-se crítica, porque não há serviço de saúde, por mais sofisticado que seja, que resista a este ritmo exponencial de crescimento de casos, com os recursos humanos esticadinhos ao limite”, garante Fernando Maltez, diretor de Infecciologia do Hospital Curry Cabral.

O Hospital Beatriz Ângelo (Loures), com 106 internados, tem sido um dos mais pressionados desde março, e já ultrapassou o limite. “Devemos estar no décimo nível do plano de contingência, não podemos elevar mais”, explicou ao Expresso a porta-voz, adiantando que um quarto da atividade da unidade está concentrada no atendimento a doentes covid. No Hospital Garcia de Orta, estavam internados na quarta-feira 116 doentes, 15 dos quais em cuidados intensivos. O cenário é semelhante no Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), onde a taxa de ocupação em enfermarias de doentes infetados atingiu 90%.

Todo o país em risco

A situação não se restringe, contudo, à região de Lisboa. O primeiro hospital a dar sinal de esgotamento foi o do Espírito Santo, em Évora, que teve de fechar as urgências no fim de semana durante 12 horas. Na segunda-feira, o Hospital de São João, no Porto, alertou para “um claro recrudescimento do número de doentes”, com mais de 100 casos suspeitos por dia.

Um dia depois foi a vez do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC) sinalizar o esgotamento, com 100% da enfermaria ocupada e a suspensão de toda a atividade não urgente. Na quarta-feira, imagens do Hospital da Guarda mostravam doentes em macas amontoadas nas urgências.

O presidente da secção do centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, não esconde a preocupação: “Nunca senti que o SNS estivesse tão no limite. Temo que estejamos perante uma situação catastrófica. E pode não se resolver só com a paragem da atividade programada e a abertura de mais camas.”

Com Joana Ascensão
 
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São, também, imbecis desses que depois resultam nos bonitos números que temos visto. Será que o idiota não percebe que não entrar de imediato é, também, para proteção do próprio? Vivemos num país de atrasados mentais (sem ofensa para as pessoas com atrasos mentais literais) em que os funcionários das lojas, os seguranças, as forças da autoridade e até o governo têm de nos obrigar a protegermos a nossa própria saúde e/ou vida? Somos assim tão estúpidos? Isto é uma insanidade.
 
São, também, imbecis desses que depois resultam nos bonitos números que temos visto. Será que o idiota não percebe que não entrar de imediato é, também, para proteção do próprio? Vivemos num país de atrasados mentais (sem ofensa para as pessoas com atrasos mentais literais) em que os funcionários das lojas, os seguranças, as forças da autoridade e até o governo têm de nos obrigar a protegermos a nossa própria saúde e/ou vida? Somos assim tão estúpidos? Isto é uma insanidade.
Tal e qual...

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São, também, imbecis desses que depois resultam nos bonitos números que temos visto. Será que o idiota não percebe que não entrar de imediato é, também, para proteção do próprio? Vivemos num país de atrasados mentais (sem ofensa para as pessoas com atrasos mentais literais) em que os funcionários das lojas, os seguranças, as forças da autoridade e até o governo têm de nos obrigar a protegermos a nossa própria saúde e/ou vida? Somos assim tão estúpidos? Isto é uma insanidade.

É mesmo!
Passei meses sem entrar num supermercado e quando voltei a correr a um, em Outubro, mais parecia uma pulga aos saltos para fugir de toda a gente que, mesmo havendo todo o espaço do mundo, gostava de vir mesmo para cima de mim, jurei para nunca mais!!! :brucelee::brucelee::brucelee:
 
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Tal e qual...

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Sinceramente, é patético. É a memorização de um povo. Uma infantilização, uma estupidificação das pessoas. Infelizmente, cada vez mais se torna mais evidente que é mesmo necessário. Quem não sabe comportar-se como um adulto responsável e, por essa incapacidade, põe outros em risco, então tem mesmo de ser obrigado a fazê-lo porque a saúde e a vida do outro é mais importante. Não estamos a falar de uma situação em que as consequências se reflictam apenas no próprio.
 
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É mesmo!
Passei meses sem entrar num supermercado e quando voltei a correr a um, em Outubro, mais parecia uma pulga aos saltos para fugir de toda a gente que, mesmo havendo todo oespaço do mundo, gostava de vir mesmo para cima de mim, jurei para nunca mais!!! :brucelee::brucelee::brucelee:

Durante os primeiros tempos da pandemia fiz encomendas online em hipermercados mas mesmo assim havia coisas que tinha de comprar nos pequenos mercados na cidade. Fazia-o espaçadamente, mas fazia. No dia 30 ao final da tarde fui ao PD comprar marisco para o meu pai. Cheguei lá, tirei a senha e estava bastante gente à minha frente pelo que esperei um bom bocado. Comprei outras coisitas, enquanto aguardava a minha vez e, depois, escolhi um sítio de onde pudesse acompanhar o quadro electrónico com os números mas longe da confusão. Fiquei ali ao pé dos congelados sem gente perto. Pois aquela malta à minha frente estava ao monte, uns em cima dos outros, mesmo em frente à secção do peixe. As pobres funcionárias estavam constantemente a pedir para as pessoas não ultrapassarem a linha. Malta com o nariz de fora da máscara, e muitos já de idade avançada. Qual a necessidade disto? Em supermercados já tive de me chatear algumas vezes e dizer a pessoas que o nariz também é para tapar e que não estavam a cumprir a distância mínima e estavam demasiado próximos de mim, o que detesto fazer. Uma vez, num Minipreço, um velhote foi escolher fruta e baixou a máscara até ao pescoço para o fazer. Mesmo ao meu lado! Deve ter reparado no meu olhar fulminante porque rapidamente a voltou a puxar para cima sem que eu tivesse tido tempo de dizer alguma coisa. Estas coisas são desnecessárias e desgastantes.
 
Bom, segundo tenho ouvido os hospitais estão a ficar cheios .
O que fazer ?
Hospitais não temos pois os que temos são capelinhas, médicos não temos, enfermeiros não temos, como transportar os doentes, pior ainda também não temos.
Logo, creio que nada temos a não ser o viurs, ele mesmo .
 
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Hoje vai ser batido um novo recorde, segundo avança a RTP. :rolleyes:


Autoridades «suspeitam» que nova estirpe de Covid-19 circule em Tavira

https://www.sulinformacao.pt/2021/0...e-nova-estirpe-de-covid-19-circule-em-tavira/


Aumento dos casos no Algarve são culpa da «falta de consciência de algumas famílias»

https://www.sulinformacao.pt/2021/0...-da-falta-de-consciencia-de-algumas-familias/

A expulsão de casos devido ao ginásio e depois com o convívio de Natal fez uma autêntica bomba relógio em Tavira.

Segundo os dados da ARS Algarve, hoje foram mais 419 casos um novo recorde.
92 pessoas internadas, 17 nos cuidados intensivos e nove ventilados.
 
Portugal com mais 118 mortos e 10176 infetados com covid-19

O país volta a registar recorde de óbitos e casos em 24 horas. São mais 118 mortos e 10.176 infetados com covid-19. Lisboa e Vale do Tejo com os valores mais altos.

Portugal tem agora um acumulado de 7590 mortes associadas à covid-19 e 466.709 casos positivos confirmados desde o início da pandemia, em março de 2020.

Depois do recorde diário de óbitos do passado dia 13 de dezembro (98), esta sexta-feira a fasquia sobre para os 118 mortos, com 44 a ocorrerem na região de Lisboa e Vale do Tejo.

Lisboa e Vale do Tejo conta esta sexta-feira com mais 4291 novos casos, seguindo-se o Norte, que registou 2969 infetados. O Centro tem mais 1963 doentes, o Alentejo mais 433, o Algarve mais 400, a Madeira tem 65 e os Açores 55 novos casos.


https://www.jn.pt/nacional/portugal-com-mais-118-mortos-e-10176-infetados-com-covid-19-13207895.html
 
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E foi... 10176 casos positivos e 118 mortos... Foi a pior coisa deixarem andar ai à vontade... Já se vê tantos comportamentos irresponsáveis quando não deviam, quanto mais nestas alturas críticas em que queremos estar com a familia, abracar etc.

O resultado vai doer...

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Bom, se não servir para mais nada, serve para esclarecer algumas dúvidas que algumas pessoas ainda tivessem...
 
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