É o contexto escolar. Da mesma forma que no contexto do Natal, pouco importa saber se as pessoas se contagiaram à mesa, a fazer o pinheiro ou a dar boleias umas às outras. Sabemos que foi do Natal. Da mesma forma, o contexto escolar é a sala de aula, as cantinas, o recreio, os "furos" fora da escola, os intervalos e as idas em transporte público para a escola.
Não pretendo uma discussão demgógica sobre o que é mais importante. Nos tempos que correm é perfeitamente possível ter 2 meses de aulas não-presenciais sem "danos irreparáveis" para a comunidade escolar. Aceitar que os danos são irreparáveis é aceitar que o sistema de ensino português e o papel do estado no ensino português esteja ao nível do do Botswana. Como eu não quero que o sistema português esteja ao nível do do Botswana prefiro ser exigente com o estado para que este use as ferramentas que tem ao seu dispor para que os alunos possam ter aulas não-presenciais sem danos irreparáveis. De resto, como se faz no resto da Europa civilizada.