Pandemia da COVID-19 2021

Até ao Natal estávamos em ligeira descida desde 10 de novembro. Com um número de casos muito elevado mas com a situação controlada. O descalabro terá ocorrido a partir de poucos dias antes do Natal.
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Andar nos 6000 casos diários, é elevado para o nosso país.
 
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Se se pudesse testar toda a gente, porta a porta, neste dias de confinamento, qual seria o número real diário de infectados?
Seria obviamente maior, mas isso também aconteceu quando os casos estavam em grande, provavelmente na altura a proporção de casos detetados até seria menor
Qual é a evidência científica que relaciona a progressão da pandemia com os centros comerciais e as lojas? Aqueles grupos de 12 míudos que vêm para as escadas do meu prédio fumar no intervalo das aulas não tem um papel activo na transmissão, mas o pessoal que vai à Massimo Dutti comprar uma camisola tem?
Isto é obviamente um problema, mas o facto é que os miúdos apanham muito mais o vírus em festas ou a ir fumar para garagens do que nas aulas em si, e isto é mais um problema de fiscalização que outra coisa, no meu liceu toda a gente sabia onde é que os miúdos iam fazer essas coisas, mas durante anos ninguém quis saber
Ir à Massimo Dutti comprar roupa para oferecer no Natal é algo dispensável e que pode ser feito em qualquer altura do ano.
Por acaso, acho que um dos problema foi que não pôde ser feito em qualquer altura, obrigando as multidões a aglomerarem-se nos fins de semana de manhã
 
As escadas do teu prédio são uma escola? Tanto podem ir fumar para as escadas do teu prédio no intervalo das aulas como podem ir agora, nada os impede.
A presença dos miúdos nas aulas é algo fundamental para o seu crescimento saudável. Ir à Massimo Dutti comprar roupa para oferecer no Natal é algo dispensável e que pode ser feito em qualquer altura do ano.

É o contexto escolar. Da mesma forma que no contexto do Natal, pouco importa saber se as pessoas se contagiaram à mesa, a fazer o pinheiro ou a dar boleias umas às outras. Sabemos que foi do Natal. Da mesma forma, o contexto escolar é a sala de aula, as cantinas, o recreio, os "furos" fora da escola, os intervalos e as idas em transporte público para a escola.

Não pretendo uma discussão demgógica sobre o que é mais importante. Nos tempos que correm é perfeitamente possível ter 2 meses de aulas não-presenciais sem "danos irreparáveis" para a comunidade escolar. Aceitar que os danos são irreparáveis é aceitar que o sistema de ensino português e o papel do estado no ensino português esteja ao nível do do Botswana. Como eu não quero que o sistema português esteja ao nível do do Botswana prefiro ser exigente com o estado para que este use as ferramentas que tem ao seu dispor para que os alunos possam ter aulas não-presenciais sem danos irreparáveis. De resto, como se faz no resto da Europa civilizada.
 
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Por acaso, acho que um dos problema foi que não pôde ser feito em qualquer altura, obrigando as multidões a aglomerarem-se nos fins de semana de manhã

Isso também ajudou. Mas também deveria ter havido bom senso da população que, ao ver que as lojas estavam cheias de gente, abdicavam de fazer as compras de Natal. Muita gente usa a desculpa da pandemia para se safar de ir ao escritório, ir votar, etc., mas não se importaram de entrar em lojas cheias.
Se verificarem o gráfico dos novos casos, a explosão da pandemia começa a verificar-se nos dias 30 e 31 de dezembro, quando nesses dois dias somados quase se duplicaram o número de testes positivos dos mesmos dias da semana anterior. Logo, havendo um lag de entre 7 a 10 dias entre a infecção e o teste positivo, a explosão de infecções terá ocorrido entre 20 e 24 de dezembro. As reuniões de família durante o Natal foram gasolina para cima do incêndio...

É o contexto escolar. Da mesma forma que no contexto do Natal, pouco importa saber se as pessoas se contagiaram à mesa, a fazer o pinheiro ou a dar boleias umas às outras. Sabemos que foi do Natal. Da mesma forma, o contexto escolar é a sala de aula, as cantinas, o recreio, os "furos" fora da escola, os intervalos e as idas em transporte público para a escola.

Não pretendo uma discussão demgógica sobre o que é mais importante. Nos tempos que correm é perfeitamente possível ter 2 meses de aulas não-presenciais sem "danos irreparáveis" para a comunidade escolar. Aceitar que os danos são irreparáveis é aceitar que o sistema de ensino português e o papel do estado no ensino português esteja ao nível do do Botswana. Como eu não quero que o sistema português esteja ao nível do do Botswana prefiro ser exigente com o estado para que este use as ferramentas que tem ao seu dispor para que os alunos possam ter aulas não-presenciais sem danos irreparáveis. De resto, como se faz no resto da Europa civilizada.

Não estamos ao nível do Botswana, mas se virmos o que se passa na Alemanha, que está certamente num nível superior ao nosso, já há muitas vozes a pedir a reabertura das escolas, sendo que alguns Estados já as reabriram ou já anunciaram a sua reabertura para os próximos dias.
Mais grave que o problema da aquisição de conhecimento (que existe em alguns casos, como famílias sem internet em casa ou famílias numerosas em que não é possível ter toda a gente simultaneamente em videochamada), são os problemas sociais decorrentes de teres miúdos o dia todo fechados em casa em frente a um computador.
 
Não estamos ao nível do Botswana, mas se virmos o que se passa na Alemanha, que está certamente num nível superior ao nosso, já há muitas vozes a pedir a reabertura das escolas, sendo que alguns Estados já as reabriram ou já anunciaram a sua reabertura para os próximos dias.
Mais grave que o problema da aquisição de conhecimento (que existe em alguns casos, como famílias sem internet em casa ou famílias numerosas em que não é possível ter toda a gente simultaneamente em videochamada), são os problemas sociais decorrentes de teres miúdos o dia todo fechados em casa em frente a um computador.

Países como Reino Unido, Alemanha, Holanda, ... parecem-me insuspeitos no que toca à importância que dão à educação (quer na sua vertente lectiva quer na vertente social). Não aceito que se diga que há crianças que não comem quando a escola está fechada (como disse um secretário de estado). Aceitar isto é aceitar que a realidade portuguesa seja semelhante à do Botswana. Se o estado consegue garantir que no Verão (quando as escolas estão fechadas) as crianças têm acesso à alimentação, então não posso aceitar uma espécie de lavar das mãos para o estado não ter que ser estado perante pandemia. O "temos de abrir as escolas" está muitas vezes transvestido num "não queremos ter de fazer nada para superar isto como se faz no resto da Europa civilizada".
 
Exactamente aquilo que escrevi. Andou mais de 2 meses nos 6000 casos e nunca explodiu. Chega-se à altura do Natal e explodiu. Não deve ser por causa das escolas...

Pois, foi o Natal. E em Portugal foi catastrófica esta subida a comparar com os outros países da Europa.
O que difere para os outros países da Europa?

Algo que parecia óbvio (Um Natal em tempos de pandemia ser de confinamento em vez de pleno convívio) nós achamos que íamos ser especiais e conseguíamos fazê-lo com quase total normalidade. Agora fechou-se quase tudo. Dar o Natal, para se perder agora 2 meses em várias atividades que provavelmente estariam abertas se tivéssemos passado o Natal em casa, com tudo fechado (Concelhos, multas, proibições). As tais coisas que parecem de grande controlo à liberdade das pessoas. Mas que evitavam provavelmente agora estes 2 meses com tudo fechado.. Ou seja em vez de 2 dias de proibições, agora são 2 meses de confinamento.

Sobre as escolas, se for confirmado que a nova estirpe atinge mais jovens do que até então, também deve ter ajudado. Não se espere muito distanciamento entre todos os jovens, seja de 5, 10 ou 15 anos.
 
É normal que a mortalidade se mantenha elevada nas próximas semanas, o que interessa é que os números de diários parece que está a descer a um bom ritmo. O confinamento em princípio durará até Março, se conseguirmos uma descida estável nos novos casos a proporção de casos graves eventualmente também irá descer. A este ritmo, talvez consigamos chegar até Março com cerca de 1000 casos novos diários, o que até não era mau.

Olhando para outros países, como Israel, Bélgica e Holanda, em princípio irá estabilizar em cerca de 2000-3000 novos casos.
 
Algo que parecia óbvio (Um Natal em tempos de pandemia ser de confinamento em vez de pleno convívio) nós achamos que íamos ser especiais e conseguíamos fazê-lo com quase total normalidade. Agora fechou-se quase tudo. Dar o Natal, para se perder agora 2 meses em várias atividades que provavelmente estariam abertas se tivéssemos passado o Natal em casa, com tudo fechado (Concelhos, multas, proibições). As tais coisas que parecem de grande controlo à liberdade das pessoas. Mas que evitavam provavelmente agora estes 2 meses com tudo fechado.. Ou seja em vez de 2 dias de proibições, agora são 2 meses de confinamento.

Esses dois dias de liberdade poderiam ter sido dados se os contágios tivessem sido limitados nos dias que os precederam.
Limitar a travessia de concelhos como foi feito em novembro e dezembro é irrelevante. Ou se confina a maior parte da população em casa, ou se deixa andar livremente. Deixar as pessoas amontoarem-se em centros comerciais do concelho de residência é tão mau como isso acontecer no concelho vizinho quando a pandemia já está espalhada por todo o país.
 
Tanta medida estúpida se tomou... muitas delas inúteis e até contraproducentes. O problema é falta de coragem que leva à imposição de meias medidas para não melindrar as pessoas e deixar sempre escapatórias. Sempre fui contra restrições de circulação e encerramento de atividades económicas. Mas a serem decididas, têm que ser rigorosas e objetivas. Por exemplo, quando se fala num passeio higiénico tem que se dizer o limite, em minutos ou em distância do domicílio. Se pode ser usada viatura ou não.
 
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Nos últimos 4 dias acentuou-se a fortíssima descida de novos casos, numa semana a média móvel reduziu-se para cerca de metade. Estamos a poucos dias de atingirmos os valores do "planalto" do outono, e até a região de LVT já está abaixo dos valores da semana 9-15 de janeiro:

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Os valores de hoje são de novo encorajadores!
Só a região de LVT teve mais de 1000 casos declarados nas ultimas 24 horas. Creio que nas próximas semanas e no inicio do desconfinamento, esta região terá de ter um cuidado maior!

A região da madeira parece não estar a seguir a tendência do resto do país...

Nada de baixar a guarda :)