David sf
Moderação
Bem sabemos que a continuar assim devemos baixar dos 2000 casos daqui a poucos dias, e que o Marcelo estava muito desatento ao falar disso. Devia querer dizer "Menos de 2 mil casos ao chegar à Páscoa" e não de chegar lá antes da Páscoa. Sim, porque não haja muitas duvidas, que desconfinando, iamos subir por aí acima. Podemos ter 1000 casos/dia, desconfinar, e chegar a 5000 casos/ dia ou mais na Páscoa.
Nenhum especialista quando falou de desconfinar só a meados de Março, disse apenas como condição: Menos de 2000 casos diários. É essa condição e outras associadas.
Por isso só falarmos dos 2000 casos é falha tanto do Marcelo, como aqui, quando se repete muitas vezes o argumento dos novos casos sempre a baixar, esquecendo todas as outras condições para desconfinar...
Marcelo cometeu um erro político, nisso o Costa foi mais esperto e, apesar da insistência dos jornalistas, nunca deu um número.
Não acho que com desconfinamento se chegasse aos 2000 casos de novo na Páscoa.
Lembro-me de dizeres que no Natal haver todas as liberdades fazia sentido, que o governo tinha estado muito bem, e que por ti, a passagem de ano também devia ser sem confinamento. Agora o mesmo. Por isso, mais do que seres a favor do desconfinamento agora, és a favor do desconfinamento ou não confinamento, sempre.
Sou completamente contra confinamentos, é uma prática medieval que não faz sentido nos tempos de hoje, em que há acesso a testes, material de protecção, etc.. Abri uma excepção no início de janeiro porque a situação estava totalmente descontrolada e não havia alternativa, uma vez que se estava a fazer medicina de catástrofe e a escolher quem era tratado a sério e quem ia directamente para a morfina. Podem dizer o que quiserem para propaganda, mas isso aconteceu e eu conheço dois casos assim. E isso pode-se perceber pela diminuição do número de mortos ter sido muito mais acentuada que o número de internados, o que não faria sentido num caso de situação controlada.
Para além das medidas de protecção individuais que estão em vigor desde o verão há várias maneiras de evitar a concentração de pessoas sem se lhes proibir os movimentos. Se o comércio e a restauração se mantiverem fechados não haverá espaços interiores onde as pessoas se possam concentrar (hipermercados já constituem excepções ao confinamento). Se querem manter os números baixos, que mantenham todas as restrições (com respectivo apoio às actividades que foram obrigadas a encerrar), mas acabem com o "dever cívico de recolhimento". Neste momento já não faz sentido manter esta medida em todo o país com expceção de LVT, e mesmo em LVT é apenas uma questão de dias para deixar de fazer sentido.