Fechar tudo sempre que aparece um caso não é boa gestão. Basicamente é a forma com que uma criança de 10 anos combateria uma pandemia. Pode não ter resultado em destruição económica num país que dista mais de 2 horas de avião do país mais próximo, mas em qualquer outro país do mundo o cumprimento dessa medida resultaria num lockdown com mais de um ano de duração.
Usando o argumento dos casos e mortos, podemos proibir a circulação nas estradas portuguesas e depois festejar a inexistência de acidentes e mortes na estrada. E olhando para os números, como poderemos dizer que não resultou?
Gerir a pandemia com lockdowns é facílimo, ninguém é grande estratega ou grande estadista por fazê-lo. Gerir a pandemia tentando ao máximo manter tudo aberto é que é difícil. Poucos países o conseguiram, exige grande investimento em testagem e rastreamento de contactos. E como é um trabalho pouco visível também não rende muitos votos.
Percebo o que queres dizer, mas desculpa, não posso concordar.
Com ou sem facilidade geográfica, com ou sem fundamento, a realidade são os números.
E os números são de sucesso. Ponto.
Se a estratégia funcionava da mesma forma noutros sítios? Provavelmente não... Mas o papel deles, como governo da NZ, não é o de tomar a estratégia adequada à realidade deles? Que eu saiba sim. Não têm de tomar uma estratégia que funcionasse na Europa pois não? Então, se funciona quase na perfeição para eles, como podes dizer que a forma de combater parece de uma criança?
Isso é a nossa (europeia no geral), de achar que dá para adiar o inevitável, até não dar, e penalizar a triplicar. Isso sim, é de uma criança mimada e birrenta...
Se a coisa está controlada, sem casos praticamente, e quando surge um foco, se tem de fechar por uns dias, e rapidamente volta a vida ao normal, qual o problema? Parece-me quase perfeito, concorde-se ou não ideologicamente...
Desculpa, mas embora entenda a tua ideologia, estás a levá-la ao extremo, e a negar o óbvio, os resultados reais.